Associação dos
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A JOR B |
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Jornais e revistas de |
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Bairro de S. Paulo |
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Fone-fax:3242-0270. São Paulo/SP-Brasil Email:
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Entrevistas com o Presidente da AJORB em 16 de abril de 2005 Conforme conversamos por telefone, estou lhe enviando em anexo as perguntas referente a matéria sobre os jornais de bairro para o site da UniFIAMFAAM. Caso queira, você pode enviar alguma foto para ser colocada no mesmo site. Agradeço sua atenção. Agurado o seu retorno. Atenciosamente, Livia Brasil Lívia
Brasil
Nome
completo, formação, cargo e área que atua. Egydio Coelho da Silva, curso superior em jornalismo (FAAP), presidente da Ajorb-Associa ção dos jornais de Bairro de São Paulo, diretor de jornal de bairro e diretor de jornal do Interior de São Paulo e Minas Gerais. 1
– Quais as vantagens que os jornais e revistas de bairro trouxeram para
o mercado de trabalho jornalístico? ECS:
Existem cerca de 200 jornais de bairro em São Paulo. A maioria são
pequenas e médias empresa. E, estatisticamente, as pequenas e médias
empresas geram mais emprego do que as grandes. E é onde muitos
jornalistas se iniciaam na profissão. 2
– Você acredita que a tendência da mídia impressa é cada vez mais se
segmentar? Assim como os jornais de bairro que falam com um público específico? ECS: No caso de jornais de bairro, entendo que todas as noticias deve m ser divulgadas. Sejam muncipais, estaduais, nacionais ou mundiais, pois, um bairro não é uma ilha isolada. Portanto, todos os acontecimentos despertam interesse do leitor. Apenas o assunto deve abordado sempre tendo em vista a editoria do jornal. Exemplo, a morte do papa. Um jornalista deve não só noticiar o fato, mas também ouvir a opinião do pároco local. 3
– Há quem diga que jornal de bairro não passa de um folhetim do comércio
local. Isso é verdade? ECS: Há um preconceito contra os jornais de bairro e a sua pergunta carrega esse preconceito. As
pessoas confundem um ou outro jornal (se é que se pode chamar de jornal),
seriam mais órgãos de divulgação praticamente de anúncios, com jornal
tradicional que circula nos bairros. Evidentemente,
que os jornais de bairro hoje sentem o reflexo do empobrecimento nacional,
que afetou a todos, inclusive e, principalmente, as pequenas e médias
empresas, que é a maioria dos anunciantes dos jornais de bairro. Logo, o
comerciante empobrecido quer preço baixo para anunciar; conseqüentemente
mais espaço é destinado a anúncio, Mas, a receita do jornal cai e sua
qualidade também. Aí falta dinheiro para investir no aumento de páginas,
que conteriam mais matérias não publicitárias. Mas,
existe reclamação errônea sobre a desvantagem para o leitor de muitos
anúncios nos jornais de bairro. Não podemos esquecer que anúncio em
jornal também em informação importante. Tanto isto é verdade que
existe um veículo em São Paulo, vendido em banca com preço bem mais
alto do que jornal diário, que só veicula anúncio. Quem
não quer ver anúncio é só virar a página. Diferente
de anúncios em rádio, TV e cinema que ocupam nosso tempo e não temos opção
senão ouvir ou ver anúncio. 4
– Quais os tipos de matéria que devem ter em um jornal de bairro? ECS: Acho que devem ser reivindicativas para melhoria da qualidade de vida no bairro. Cobrando sempre serviço das autoridades. Acho que essa é a principal função de um jornal de bairro. 5
– Deve prestar serviços à comunidade ou ter matérias de assuntos
gerais? 6 – Qual a responsabilidade de um jornalista que escreve para um jornal de bairro com essa comunidade? ECS.:
Entendo que a função da imprensa não é só informar, mas formar a
opinião pública sobre o que é melhor para seu bairro. O
jornalista forma a opinião pública e político atende o que a opinião
publica exige. Portanto, quando o eleitor vota mal, de certa forma, a
culpa é dos formadores de opinião pública. Se
uma comunidade não souber o que é melhor para ela, a responsabilidade é
do jornal de seu bairro, que não está na vanguarda. Em
princípio, a ética do jornalista se resume em dois artigos: noticiar
tudo que sabe e expressar tudo o que pensa. Este é seu principal
compromisso com o leitor e com a sua consciência.
7
– O jornalista que escreve nesse tipo de mídia deve necessariamente ser
morador do bairro? Eu
mesmo moro no bairro das Perdizes, sou diretor do jornal Voz da Terra em
Assis-SP, que fundei há 42 anos, do Jornal da Bela Vista, no Bixiga, há
29 anos e ainda edito há oito anos jornal em Monte Verde-MG. E escrevo em
todos eles e bastante. Mas
tenho pouco conhecimento do bairro das Perdizes e praticamente pouco
participo de sua vida comunitária. 8
– O crescimento do jornal de bairro se deve em razão de sua circulação
gratuita? ECS: De fato, na época em vivemos, o jornal de bairro chega às mãos de quem não pode ou não tem costume de ler jornal, portanto, cria o hábito da leitura, o que é bom para fortalecer toda a mídia impressa. 9
– O bairro tem participação nas pautas? Qual o envolvimento da
comunidade com a revista? ECS: O envolvimento da população é muito forte com o jornal do bairro, pois, está próximo dele e o leitor se comunica o tempo todo com a direção e com os funcionários do jornal. Portanto, influem e muito na elaboração das pautas. 10
– Como caracterizar o público alvo do bairro? Houve alguma pesquisa
antes? ECS: Eu nunca fiz pesquisa. Sei
que certa vez se fez pesquisa no bairro do Bixiga e o Jornal da Bela Vista
ficou em primeiro lugar em credibilidade comparado com todos os veículos.
O
motivo é simples: o jornal local pode até ter deficiências, mas ele está
próximo de onde os fatos acontecem e, se noticiar alguma inverdade, é
cobrado imediatamente por todos até com certa agressividade. 11
– Qual o retorno dos moradores? Quais as formas de feed back que vocês
recebem? ECS: Nosso feed back é amplo. O leitor até nos cumprimenta mais alegre quando a edição do jornal é de seu agrado. 12
– Por se tratar de uma distribuição gratuita, qual o retorno
financeiro? Como ele se faz suficiente para manter a revista em circulação? ECS: O grande problema financeiro dos jornais de bairro é que sua receita somente vem de anúncios. O
custo com papel nos jornais diários, pelo menos, é coberto com a venda
de assinaturas e exemplares avulsos. Os jornais de bairro não têm esta
receita e isto os enfraquece.
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“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson). Clique aqui para ver mais pensamentos e máximas sobre liberdade de imprensa |
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Máximas sobre liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento:
*“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).
* “A imprensa, numa vigorosa prestação de serviço, será a memória da cidadania contra o corporativismo de interesses menores, quer no Executivo, Legislativo e Judiciário” (Carlos Alberto Di Franco).
* “Que o bem da liberdade segue imediatamente os bens da vida e da integridade física, demonstra-se facilmente, pois, a liberdade foi sempre constantemente um dos mais altos fins dos esforços e das aspirações humanas” (Adriano de Cupis).
* “Libertas omnibus rebus favorabilior est” ( “Em todos os casos a liberdade é mais favorável”), Brocardo Romano.
* “ A imprensa é um dos meios mais importantes de crítica e controle público permanente” (Konrad Hesse)
* “A imprensa livre é o olhar onipotente do povo” (Karl Marx).
* “A imprensa livre é o espelho intelectual no qual o povo se vê e a visão a si mesmo é a primeira condição da sabedoria” (Karl Marx).
* “Nossa Constituição Federal (1988) protege, de maneira veemente, o direito de informar, o direito de se informar e o direito de ser informado” (Oduvaldo Donnini, autor do livro “Imprensa livre, dano moral e dano à imagem...pág.206)
* “A medida que a comunicação se torna maior e melhor, fica claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do homem”, Spielberg
* "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras" (o artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos-ONU, 10-12-1.948).
Rui Barbosa
* "Infringem a ética: o juiz que não julga, o promotor que não denuncia, o advogado que não defende, o jornalista que não noticia o que sabe ou não escreve o que pensa". Medeiros de Abreu
* "Não
concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o
teu direito de dizê-la".
* Indenização, em dinheiro, por dano moral somente indeniza a moral de quem não tem moral. Medeiros de Abreu
Os incisos do artigo 5o. da Constituição abaixo só não garantem a liberdade de imprensa, porque foram "esquecidos" pelos que julgam ações contra a liberdade de imprensa:
* "IV - É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato";
* "V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo...";
* "IX - É livre a atividade...de comunicação, independentemente de censura e licença";
* "XIV - É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional".
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