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Presidente: Egydio Coelho da Silva

Entrevista com o Presidente da AJORB em 18 de março de 2005

Estudante: Helena Ribeiro Lima, último ano de jornalismo do Unis-MG Cidade: Varginha. Estado: MG. País: Brasil.

 

Helena: Você acredita que o jornalismo impresso está realmente com os dias contados?

Egydio: A pergunta provavelmente é em função do jornalismo na internet, que é um meio de comunicação novo. 
Em princípio, quando surge um novo meio de comunicação, o concorrente direto anterior, tende a se adaptar, melhorando sua qualidade e/ou acentuando sua diferença para competir. Isso aconteceu com o teatro, quando surgiu o cinema e também com cinema, quando surgiu a TV.
Ainda é cedo para prever, mas com certeza o jornalismo impresso é diferente em vários aspectos e vai sobreviver e crescer mais ainda, como aconteceu com o teatro e com o cinema.

Helena:   O que seria necessário fazer para que os jornais impressos possam manter seu público?

Egydio: Devem assimilar e utilizar a internet, num “casamento” com o jornal impresso.
Portanto, o jornal na internet já é hoje uma extensão do jornal impresso e vice-versa. Hoje mesmo li que New York Times excluiu do impresso as cotações de bolsas, etc e indica ao leitor que veja na internet. A Folha de São Paulo também deixou de publicar resumos de novela e indica que o leitor os encontra na internet.
Os jornais dispõem de estrutura para gerar notícias, que outros portais na internet não têm e, por isso, não tiveram sucesso.

Helena:  Você acha que os jornais impressos já se preocupam em acompanhar a evolução tecnológica?
Egydio: Com certeza. Se melhor não se aparelham é porque a crise econômica, que afetou a todos, também os retardou. O aperfeiçoamento é necessário em função principalmente da concorrência, inclusive com outros meios de comunicação, como revistas, rádio e TV.
Helena:  O que está diferente no jornalismo impresso depois do desenvolvimento da tecnologia?

Egydio: Parece-me que a grande mudança no jornalismo impresso aconteceu há algum tempo atrás, quando os jornais resolveram utilizar qualidade em cores, que se assemelhassem às revistas. O jornal em cores foi bem aceito pelos leitores. Alguns jornais já fazem até algumas páginas em papel branco. Mas fica estranho, porque o próprio leitor está acostumado com o papel-jornal.
Helena:   Quais as vantagens do impresso diante dos outros veículos? E ao contrário?

Egydio: Aparentemente não existe muita, mas na prática ele é diferente. Você não precisa ligar computador, rapidamente se localizam os assuntos preferidos; você pode até recortar e arquivar texto e levá-lo para outras pessoas lerem se o assunto for de interesse de mais pessoas.
A vantagem do rádio e da TV é a velocidade da notícia, mas como o tempo é limitado somente a leitura do jornal completa a informação.
O rádio tem a vantagem de se fazer outra coisa, ao mesmo tempo em que se informa e/ou se diverte e a TV já exige que se fique parado em frente dela, mas oferece imagens, que o rádio e jornal não tem como competir. Os meios de comunicação, na prática se completam e nem sempre são concorrentes. Ao contrário, o assunto que se ouviu no rádio ou viu na TV desperta interesse e leva o leitor a adquirir o jornal para se inteirar completamente da notícia.
Helena:   A instantaneidade é a grande inimiga do jornalismo impresso? Quais os meios utilizados para superar esse impasse?

Egydio: A instantaneidade não é maior objetivo do jornal, como o foi antes do surgimento do rádio. O objetivo do jornal impresso é “esgotar” o assunto, oferecendo ao leitor vários ângulos do fato, inclusive e principalmente, a interpretação opinativa da notícia. Não existe impasse, porque a instantaneidade não deve ser o objetivo principal do jornal.
De qualquer forma se o jornal quiser ser mais rápido, pelo menos para atingir o leitor logo que ele se levanta da cama, é fechar a edição mais tarde possível e o jornal ser entregue o mais cedo possível. Mas isso é difícil para jornal de circulação nacional ou estadual. Pode ser alcançado no jornalismo regional, que pode dar as últimas notícias nacionais e internacionais e ser entregue mais cedo na casa de seu assinante do que os veículos de circulação nacional ou estadual.

Helena:  Por favor, informar o nome e o cargo que ocupa.

Egydio Coelho da Silva é presidente da Ajorb-Associação dos jornais de bairro de São Paulo, diretor do Jornal da Bela Vista, que circula neste bairro de São Paulo, desde 1.976. É também diretor fundador do jornal Voz da Terra, diário que circula em Assis-SP desde 1.963 e do jornal Voz da Terra de Monte Verde, impresso e on line. Formado em jornalismo (FAAP-1973)

 

 

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“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).

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Máximas sobre liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento:

 

*“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).

 

* “A imprensa, numa vigorosa prestação de serviço, será a memória da cidadania contra o corporativismo de interesses menores, quer no Executivo, Legislativo e Judiciário” (Carlos Alberto Di Franco).

 

“Que o bem da liberdade segue imediatamente os bens da vida e da integridade física, demonstra-se facilmente, pois, a liberdade foi sempre constantemente um dos mais altos fins dos esforços e das aspirações humanas” (Adriano de Cupis).

 

* “Libertas omnibus rebus favorabilior est” ( “Em todos os casos a liberdade é mais favorável”), Brocardo Romano.

 

* “ A imprensa é um dos meios mais importantes de crítica e controle público permanente” (Konrad Hesse)

 

* “A imprensa livre é o olhar onipotente do povo” (Karl Marx).

 

* “A imprensa livre é o espelho intelectual no qual o povo se vê e a visão a si mesmo é a primeira condição da sabedoria” (Karl Marx).

 

“Nossa Constituição Federal (1988) protege, de maneira veemente, o direito de informar, o direito de se informar e o direito de ser informado” (Oduvaldo Donnini, autor do livro “Imprensa livre, dano moral e dano à imagem...pág.206)

 

* “A medida que a comunicação se torna maior e melhor, fica claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do homem”, Spielberg

 

* "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras" (o artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos-ONU, 10-12-1.948).


"Creio na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade".

Rui Barbosa

 

"Infringem a  ética:

o juiz que não julga, 

o promotor que  não denuncia, 

o advogado que não defende, 

o jornalista que não noticia o que sabe ou 

não escreve o que pensa".

Medeiros de Abreu

 

"Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la".  Voltaire

 

Indenização, em dinheiro, por dano moral somente indeniza a moral de quem não tem moral.

Medeiros de Abreu

 

 

 

Os incisos do artigo 5o. da Constituição abaixo só não garantem a liberdade de imprensa, porque foram "esquecidos" pelos que julgam ações contra a liberdade de imprensa:

 

* "IV - É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato";

 

* "V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo...";

 

* "IX - É livre a atividade...de comunicação, independentemente de censura e licença";

 

* "XIV - É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional".