Associação dos

A

JOR

B
*Desde 1.971*

Jornais e revistas de

Bairro de S. Paulo

Rua Major Diogo, 622 - CEP:01324-000- Telefone e fax:3242-0270. São Paulo/SP-Brasil

Email: Fale com o presidente da Ajorb  /SITE: http://www.ajorb.com.br/  - CGC:051.750.958/0001-30 - Fundada em 28/abril/1.971

Presidente: Egydio Coelho da Silva

(Fotos do presidente)

 

 Entrevista com o Presidente da AJORB em 05 de dezembro de 2012
Entrevista com o Presidente da AJORB
Nome: Deise Marques (jornalista)
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.

Deise Marques: 
A Associação faz pesquisas com a população sobre a percepção da mídia regional em São Paulo?
Egydio Coelho da Silva:
Sim, principalmente relacionada ao interesse dos leitores pelos assuntos regionais e mais de 50% dos pesquisados lêem o jornal de seu bairro e afirmam que têm credibilidade.
A credibilidade nos jornais de bairro decorre do fato de que sempre noticiam fatos verdadeiros, mesmo porque, se não o fizessem, os jornalistas e diretores dos jornais passariam vergonha pela crítica que receberiam de seus vizinhos, que sempre têm informações até in loco dos fatos noticiados. Isto é importante para existência de veículo comunitário porque a credibilidade nas notícias dos veículos regionais se transfere também para os produtos neles anunciados.
Deise Marques:
Como o senhor define o propósito de um jornal ou revista de bairro na metrópole de São Paulo?
Egydio Coelho da Silva:
Se fosse para responder com uma só palavra, eu diria que é "idealismo", que é a principal característica comum a todos os jornalistas. Normalmente, o diretor do jornal é morador do bairro e se preocupa com os problemas de sua comunidade e exatamente por isso se comunica facilmente com todos. Na verdade, o jornal do bairro deve espelhar o que acontece na sua comunidade e "brigar" para que seu bairro ofereça mais qualidade de vida a seus moradores.

Deise Marques:
A cidade de S.Paulo tem muitos ou poucos jornais regionais? São suficientes para atender a demanda dos bairros?
Egydio Coelho da Silva:
Existem em São Paulo cerca de 200 jornais de bairro. Aparentemente são muitos, cujas tiragens somadas ultrapassam a mais de um milhão de exemplares. Mas, são poucos em relação a quantidade de bairros que chegam a mais de 600. Portanto, precisamos estimular a fundação de mais jornais de bairro, principalmente porque São Paulo tem apenas 55 vereadores e os bairros, na sua maioria, ficam sem voz e o veículo comunitário tende a suprir essa necessidade.

Deise Marques:
Os jornais regionais de S.Paulo apresentam qualidade jornalística na apuração das notícias da própria cidade e região? Em quais pontos poderiam melhorar?
Egydio Coelho da Silva:
Os jornais mais antigos já se aperfeiçoaram muito e tecnicamente têm muita qualidade. Hoje está mais difícil aos jornais não terem técnica e consciência de sua responsabilidade. Foi-se o tempo do saudoso jornalismo romântico, que se escrevia com muita emoção e sem a preocupação de "ouvir o outro lado" e não havia a terrível censura do Judiciário, que aplica "penas imorais por danos morais" contra pequenos jornais e jornalistas, que no afã de noticiar o que sabem e expressar o que pensam incorrem na armadilha jurídica que pode levar ao fechamento de seu jornal. Por isso, é preciso se aperfeiçoar e se atualizar sempre e graças aos cursos superiores de jornalismo está sendo possível se fazer um bom jornalismo sem incorrer em infração à Constituição e aos Códigos Civil e Penal.

Deise Marques:
É possível conhecer uma cidade por meio de um jornal de bairro atualmente em circulação em S.Paulo?
Egydio Coelho da Silva:
Não é possível, assim como não é possível aos leitores de grandes veículos saber o que se passa no seu próprio bairro.
É válido noticiar fatos que acontecem na cidade inteira
num jornal de bairro, desde que o assunto tenha relação com problemas desse bairro.
Pois, em princípio, o jornal de bairro é um veículo especializado e somente ele tem condições de preencher esse vácuo de informações, que os grandes veículos não têm como resolver. Mesmo porque, se derem notícias de um bairro, sempre serão informações sob o foco do interesse de seus leitores, cuja maioria mora em outros bairros, dificilmente será de interesse dos próprios moradores, que até sabem mais sobre o assunto que for noticiado.

Deise Marques:
Quais os principais desafios que o jornalismo regional encontra na cidade? Como superá-los?
Egydio Coelho da Silva:
Como os jornais de bairro vivem de publicidade, o grande desafio é mostrar aos empresários que anúncio em jornal de bairro é mais eficiente, porque conquista o cliente próximo ao seu estabelecimento. Em termos jornalísticos existe ainda preconceito contra os jornais de bairro, mas tem sido superado com a melhoria acentuada das técnicas jornalísticas aplicadas nos jornais comunitários. E as estatísticas mundiais mostram que o segmento da imprensa escrita que mais cresce é o regional. A superação desses problemas se consegue sempre com dedicação e aperfeiçoamento profissional.

Deise Marques:  
Existe alguma outra associação de jornais de bairro no estado de S.Paulo? E cooperativa de jornalistas desse segmento, o senhor conhece?
Egydio Coelho da Silva:
Existe a Sindjorb - Sindicato das Empresas proprietárias de jornais de bairro de São Paulo e também a AJORB-LESTE, que é uma associação à qual podem se filiar jornais de bairro que circulam na Zona Leste da cidade de São Paulo.
Também entendo que podem se filiar à Adjori - Associação dos jornais do Interior do Estado de São Paulo jornais de bairro, que circulam  no Interior de São Paulo.
Em Campinas se tentou fundar de uma Ajorb, mas houve desentendimento entre os diretores de jornais de bairro daquela cidade e infelizmente não se concretizou sua fundação. Não conheço nenhuma cooperativa que congregue jornalistas ou diretores de jornais.

Deise Marques:
Que livros ou publicações o senhor indica para quem está começando?
Egydio Coelho da Silva:
1) "A outra grande imprensa: jornais de bairro", editado pelo Centro de comunicação e artes do Senac, em novembro de 1.999;
2) "Os jornais de bairro na cidade de São Paulo", editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, em 1985.
3) "Jornais de bairros e de municípios na Grande São Paulo", editado pela Emplasa em 1986.
Deise Marques:
Por favor, atribua notas de 0 a 10 para a qualidade de serviços prestados na cidade de São Paulo pelas instituições abaixo:
Prefeitura
Câmara Municipal
Justiça
Polícia
Saúde
Educação
Trânsito
Comércio
Egydio Coelho da Silva:
Prefeitura...........: 05
Câmara Municipal: 06
Justiça...............: 04
Polícia................: 06
Saúde................: 05
Educação...........: 06
Trânsito.............: 02
Comércio...........: 08

 

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“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).

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Máximas sobre liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento:

 

*“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).

 

* “A imprensa, numa vigorosa prestação de serviço, será a memória da cidadania contra o corporativismo de interesses menores, quer no Executivo, Legislativo e Judiciário” (Carlos Alberto Di Franco).

 

“Que o bem da liberdade segue imediatamente os bens da vida e da integridade física, demonstra-se facilmente, pois, a liberdade foi sempre constantemente um dos mais altos fins dos esforços e das aspirações humanas” (Adriano de Cupis).

 

* “Libertas omnibus rebus favorabilior est” ( “Em todos os casos a liberdade é mais favorável”), Brocardo Romano.

 

* “ A imprensa é um dos meios mais importantes de crítica e controle público permanente” (Konrad Hesse)

 

* “A imprensa livre é o olhar onipotente do povo” (Karl Marx).

 

* “A imprensa livre é o espelho intelectual no qual o povo se vê e a visão a si mesmo é a primeira condição da sabedoria” (Karl Marx).

 

“Nossa Constituição Federal (1988) protege, de maneira veemente, o direito de informar, o direito de se informar e o direito de ser informado” (Oduvaldo Donnini, autor do livro “Imprensa livre, dano moral e dano à imagem...pág.206)

 

* “A medida que a comunicação se torna maior e melhor, fica claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do homem”, Spielberg

 

* "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras" (o artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos-ONU, 10-12-1.948).


"Creio na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade".

Rui Barbosa

 

"Infringem a  ética:

o juiz que não julga, 

o promotor que  não denuncia, 

o advogado que não defende, 

o jornalista que não noticia o que sabe ou 

não escreve o que pensa".

Zuel Antônio Costela

 

"Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la".  Voltaire

 

Indenização, em dinheiro, por dano moral somente indeniza a moral de quem não tem moral.

Medeiros de Abreu

 

 

 

Os incisos do artigo 5o. da Constituição abaixo só não garantem a liberdade de imprensa, porque foram "esquecidos" pelos que julgam ações contra a liberdade de imprensa:

 

* "IV - É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato";

 

* "V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo...";

 

* "IX - É livre a atividade...de comunicação, independentemente de censura e licença";

 

* "XIV - É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional".