FÓRUM DA IMPRENSA – 20 DE JUNHO DE 2006

 

ABI (Associação Brasileira de Imprensa) / Aviso de Pauta

ABI TERÁ REPRESENTAÇÃO EM SÃO PAULO

Conselho tomará posse no próximo dia 20

Associação Brasileira de Imprensa (ABI) promove cerimônia que marcará a abertura de sua representação em São Paulo, na próxima terça-feira (20), a partir das 20h. Estarão presentes no evento, que acontece no Teatro São Pedro (rua Barra Funda, 171 – Barra Funda – São Paulo/SP), o governador do Estado, Cláudio Lembo; o prefeito da Capital, Gilberto Kassab; o secretário de Cultura do Estado, João Batista de Andrade; o presidente da FIESP, Paulo Skaf; o presidente da ABI, Maurício Azêdo e o vice-presidente, Audálio Dantas.

Na ocasião será empossado o Conselho Consultivo da ABI-São Paulo, que tem como presidente de honra o Arcebispo Emérito de São Paulo, cardeal Dom Paulo Evaristo Arns.
Integrarão o Conselho o jornalista e diretor do “Observatório da Imprensa”, Alberto Dines; o jornalista, redator do jornal O Estado de S.Paulo e ex-presidente da antiga Empresa Brasileira de Notícia (EBN) – atual Radiobrás, Carlos Marchi; o jornalista, diretor da newsletter “Jornalistas & Cia” e integrante do Conselho Fiscal da Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação, Eduardo Ribeiro; o presidente da Associação dos Jornais de Bairro de São Paulo, Egydio Coelho da Silva; a apresentadora da Rádio Cultura de São Paulo, Gioconda Bordon; o jornalista e diretor titular da Cátedra UNESCO/UMESP (Universidade Metodista de São Paulo), José Marques de Melo; o jornalista, professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) e fundador da ONG “Tver”, Laurindo Leal Filho; o estudante de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero e vencedor, em 2005, do Prêmio Vladimir Herzog, outorgado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, na categoria Estudante, Leandro Buarque; o jornalista, escritor e professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), Manoel Carlos Chaparro; o jornalista, escritor e especialista em Comunicação Empresarial, Ricardo Viveiros; e o jornalista e diretor da Oboré, Projetos Especiais em Comunicação e Artes, Sérgio Gomes da Silva. 
Paulo Markun, apresentador do programa Roda Viva, da TV Cultura, será o mestre de cerimônia do evento. Para encerrar a noite, o pianista Arthur Moreira Lima, o cantor e compositor Renato Teixeira e o grupo de choro do jornalista Luís Nassif irão apresentar-se.
Segundo Audálio, que foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a iniciativa de criar uma Representação da ABI em São Paulo é importante, pois o País vive um momento no qual a luta contra as desigualdades sociais e a violência é uma tarefa de todas entidades representativas da sociedade civil. “Em quase um século da história, a ABI tem sido uma referência na luta em defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos. Reconquistadas as liberdades democráticas, sua luta continua hoje, quando, pelas desigualdades que persistem no País, milhões de brasileiros são vítimas de todo o tipo de violência”, afirma o vice-presidente que dirigirá a representação da ABI em São Paulo. 

A ABI e suas lutas
A quase centenária Associação Brasileira de Imprensa, primeira entidade representativa dos jornalistas brasileiros, foi por muitos anos presidida por Barbosa Lima Sobrinho. Sua história está intimamente ligada à defesa da liberdade de imprensa e expressão. Presente nas principais questões de interesse da sociedade, a ABI lutou pela redemocratização do País durante os regimes totalitários.
Criada em 7 de abril de 1908, seu principal objetivo era o de assegurar a liberdade do exercício da profissão de jornalista. Grandes nomes do jornalismo estiveram à frente da entidade, desde Gustavo Lacerda, seu fundador, Herbert Moses, Barbosa Lima Sobrinho, Prudente de Moraes, neto, até seu atual presidente, Maurício Azêdo. Em sua lista de associados constam nomes como os de Pedro Ernesto, que foi prefeito do Rio de Janeiro; o compositor Heitor Villa-Lobos, o arquiteto Oscar Niemeyer, Chico Caruso, Hélio Fernandes, Ferreira Gullar, José Aparecido de Oliveira, Roberto Marinho e Villas-Bôas Corrêa. Estas e outras personalidades ajudaram a escrever a história da Associação, que teve relevante contribuição no processo de democratização do País. 
Só nos anos 30, sob a liderança de Herbert Moses, o sonho de contar com sede própria tornou-se realidade. A ABI construiu seu edifício-sede, no centro do Rio de Janeiro. A obra é considerada um marco da arquitetura moderna brasileira. Construído em três anos, o prédio destaca-se inclusive por terem sido nele utilizadas, pela primeira vez, as soluções apresentadas pelo legendário arquiteto Le Corbusier para o problema do excesso de luz e outras características que marcam a evolução da arquitetura moderna. O edifício foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Estadual, em 1965.
Um dos maiores orgulhos da Associação é sempre ter defendido a liberdade de imprensa e os direitos humanos, nunca tendo se dobrado à intolerância e à violência dos governos ditatoriais, nem mesmo quando sua sede sofreu um atentado a bomba, em 1976, que destruiu grande parte do pavimento em que funcionava sua diretoria. Durante o período de dois regimes ditatoriais, como o Estado Novo e o golpe militar de 64, a entidade lutou pela libertação de jornalistas presos e submetidos a inquéritos policiais, acusados de subversão. Foi pelo empenho da ABI que vários jornalistas exilados puderam retornar ao Brasil antes da anistia. A denúncia, que partiu do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, então presidido por Audálio Dantas, contra o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, foi prontamente apoiada pela ABI. 
Participante ativa da campanha “O Petróleo é Nosso”, a entidade foi uma das principais trincheiras da luta que levou à criação da Petrobras, em 1953. Mais recentemente, foi a responsável pelo pedido da abertura do impeachment de Fernando Collor de Mello, durante o quarto mandato de Barbosa Lima Sobrinho na presidência da entidade.

ABI (Associação Brasileira de Imprensa)
Assessoria de imprensa: Ricardo Viveiros - Oficina de Comunicação www.viveiros.com.br 
Jornalista: Carina Eguía (MTb. 42.312) carina.eguia@viveiros.com.br 
Assistente: Tainá Ianone taina@viveiros.com.br  
Telefone (11) 3675-5444 junho / 2006

 

FÓRUM DA IMPRENSA – 08 DE AGOSTO DE 2006

 

ABI-SP (Associação Brasileira de Imprensa) faz sua primeira reunião
 

O jornalista Carlos Marchi, redator do Estadão, foi eleito nesta terça-feira, dia 8 de agosto, Presidente do Conselho Consultivo da Representação da Associação Brasileira de Imprensa em São Paulo. Como Vice-Presidente foi empossado Ricardo Viveiros, Diretor da Ricardo Viveiros Oficina de Comunicação, e Gioconda Bordon, apresentadora da Rádio Cultura paulista, assumiu a Secretaria-geral.
O ato contou com a presença do Presidente da ABI, Maurício Azêdo — que destacou a representatividade do Conselho e a importância do restabelecimento da Representação paulista da Casa —, do Vice-Presidente, Audálio Dantas, e de todos os integrantes do Conselho.
Entre os assuntos tratados, destacam-se a deliberação de que as reuniões do Conselho acontecerão sempre na primeira quarta-feira de cada mês (a de setembro será no dia 13); a instalação de uma agenda de gravação de depoimentos de jornalistas do estado de São Paulo; a representação da ABI em conselhos públicos e de organizações da sociedade civil; a campanha para filiação de novos associados; e a participação na Comissão Organizadora do Prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo e Direitos Humanos 2006.
Propostas
Para Audálio Dantas, um dos principais objetivos da Representação da ABI em São Paulo é trabalhar pela garantia da liberdade de imprensa e formular propostas que atendam aos anseios do setor de comunicação social do estado de maneira geral e ampliação das ações da ABI:
— Também pretendemos que a ABI tenha representação em diversos setores da sociedade civil, como os conselhos locais de Justiça e Paz, de direitos humanos e de formação profissional.
Sobre a idéia de registrar depoimentos de jornalistas paulistas, ele diz:
— A partir da gravação de entrevistas com importantes profissionais da imprensa paulista, vamos criar um banco de dados que será a memória do jornalismo no estado.
Segundo Audálio, a ABI já faz parte do Comitê Organizador do Prêmio Vladimir Herzog, mas deseja estender sua participação no evento, atuando em todas as etapas da sua organização. E já tem uma proposta para as faculdades de Jornalismo:
— Vamos propor que no dia 25 de outubro sejam suspensas as atividades no campus e os alunos sejam levados à entrega do prêmio, que nesse caso seria uma espécie de aula magna.

Eduardo Ribeiro; Egydio Coelho da Silva; Sérgio Gomes da Silva,  Carlos Marchi;   Ricardo Viveiros;   Gioconda Bordon; Mauricio Azedo, José Marques de Melo; Audálio Dantas, Manoel Carlos Chaparro; Laurindo Leal Filho;  Leandro Buarque .

 

Lembo vai à entrega do Prêmio Herzog
17/10/2006
 Cacalo Kfouri
Sérgio Gomes, José Marques, Maurício Azêdo, Cláudio Lembo, Audálio Dantas, Eduardo Ribeiro e Egydio Coelho da Silva.
 

O Governador de São Paulo, Cláudio Lembo, aceitou o convite para participar da entrega do 28º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que será realizada no próximo dia 25, às 19h30, no Parlamento Latino-Americano do Memorial da América Latina, na capital paulista.
Lembo confirmou sua presença na audiência especial que concedeu ao Presidente da ABI, Maurício Azêdo, e a membros da Diretoria e do Conselho Consultivo da Representação da entidade em São Paulo, nesta segunda-feira, dia 16. O convite foi feito pelo Vice-Presidente da ABI, Audálio Dantas, em nome das entidades promotoras do Prêmio Herzog — Fenaj, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (SP), Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo e a própria ABI — que criaram a premiação em 1978, no terceiro aniversário da morte de Vladimir Herzog numa prisão do II Exército, na capital paulista.

No encontro, foi expresso a Cláudio Lembo o reconhecimento pelo apoio que os órgãos do Governo de São Paulo deram ao ato formal de instalação da Representação da ABI no estado — em cerimônia realizada em junho — e a atenção dispensada por ele aos expedientes da entidade com relatos de ocorrências relacionadas ao exercício da liberdade de imprensa.

Além do Presidente da ABI, Maurício Azêdo, e do Vice, Audálio Dantas, participaram da audiência os jornalistas Eduardo Ribeiro, Diretor do informe Jornalistas&Cia; e Egydio Coelho da Silva, Presidente da Associação dos Jornais de Bairro de São Paulo; o professor José Marques de Melo, titular da Cátedra Unesco/Universidade Metodista de Comunicação do Estado de São Paulo; e Sérgio Gomes da Silva, Diretor da Oboré Projetos Especiais em Comunicação e Arte — todos integrantes do Conselho Consultivo da Representação da ABI em São Paulo.

               Cláudio Lembo e Maurício Azêdo

No encontro, o Governador lembrou que exerceu o jornalismo no começo de sua vida profissional, tendo sido repórter, redator, editor e editorialista do Diário de São Paulo, para o qual continuou contribuindo como articulista depois de se afastar do dia-a-dia do jornal. Foi também como articulista que atuou na Folha de S. Paulo, quando o jornalista Cláudio Abramo acolheu, na página 3 do diário, opiniões de personalidades de diferentes setores da sociedade.
Diante da evocação, Audálio Dantas convidou Lembo a se filiar à ABI. O Governador prometeu preencher a proposta de filiação, “com muito prazer”, assim que ela lhe for enviada.

 

 

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