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tolerância pelo direito de expressão de pensamento de cada um, tendo como
filosofia o pensamento de Voltaire:
"Não concordo com uma só
palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la".
Máximas sobre
liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento:
*“Se tivesse que decidir se devemos
ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante
em preferir o último” (Thomas Jefferson).
*
“A imprensa, numa vigorosa prestação de serviço, será a memória da
cidadania contra o corporativismo de interesses menores, quer no Executivo,
Legislativo e Judiciário” (Carlos Alberto Di Franco).
* “Que o bem da liberdade segue
imediatamente os bens da vida e da integridade física, demonstra-se
facilmente, pois, a liberdade foi sempre constantemente um dos mais altos
fins dos esforços e das aspirações humanas” (Adriano de Cupis).
*
“Libertas omnibus rebus favorabilior est” ( “Em todos os casos a
liberdade é mais favorável”), Brocardo Romano.
* “ A imprensa é um dos meios mais
importantes de crítica e controle público permanente” (Konrad Hesse)
*
“A imprensa livre é o olhar onipotente do povo” (Karl Marx).
* “A imprensa livre é o espelho
intelectual no qual o povo se vê e a visão a si mesmo é a primeira condição
da sabedoria” (Karl Marx).
*
“Nossa Constituição Federal (1988) protege, de maneira veemente, o
direito de informar, o direito de se informar e o direito de ser informado”
(Oduvaldo Donnini, autor do livro “Imprensa livre, dano moral e dano à
imagem...pág.206)
*
“A medida que a comunicação se torna maior e melhor, fica
claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do homem”, Spielberg
* "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito
inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar,
receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e
independentemente de fronteiras" (o artigo XIX da Declaração
Universal dos Direitos Humanos-ONU, 10-12-1.948).
* "Creio na imprensa sem
restrições, porque creio no poder da razão e da verdade".
Rui Barbosa
* "Infringem a ética:
o juiz que não julga,
o promotor que não denuncia,
o advogado que não defende,
o jornalista que não noticia o que sabe ou
não escreve o que pensa".
Medeiros de Abreu
* "Não
concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu
direito de dizê-la". Voltaire
* Indenização, em dinheiro, por dano moral
somente indeniza a moral de quem não tem moral.
Medeiros de Abreu
* “O
interesse coletivo deve prevalecer em relação ao particular”.
Ministros Marco Aurélio e Gilmar Mendes em decisão sobre crime de imprensa.
* "O
segredo é aliado da corrupção". Ministro Waldir Pires
* "Julgar idéias é uma
das mais infelizes invenções da humanidade." Jornalista Audálio Dantas
* "Não há
pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa".
(Declaração de Chapultepec
sobre liberdade de expressão)
* "Limitar a liberdade de
expressão, sob qualquer forma que seja, revela incompatibilidade com a
democracia".
Rodrigo Pinho, procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo
"Falta de ética é não publicar notícia
relevante". Thélio Magalhães, jornalista.
* "O resto do mundo é mero aprendiz do Brasil em matéria de
concentração da propriedade da mídia". Fernão Lara Mesquita, jornalista.
Os incisos do
artigo 5o. da Constituição abaixo só não garantem a liberdade de imprensa,
porque foram "esquecidos" pelos que julgam ações contra a liberdade de
imprensa:
*
"IV - É livre a
manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato";
*
"V - É assegurado o direito de
resposta, proporcional ao agravo...";
*
"IX - É livre a
atividade...de comunicação, independentemente de censura e licença";
*
"XIV - É assegurado a todos o acesso à
informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício
profissional".
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FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 02/MAIO DE 2008
A
Tribuna Paulista, semanário
fundado e dirigido por Francisco Vasconcelos, completou 50 anos de
circulação ininterrupta. Vasconcelos recebeu homenagem pelo evento feita
pela comunidade da Zona Norte.
O presidente Egydio Coelho da Silva enviou a seguinte mensagem ao jornalista
Francisco Vasconcelos:
"Caro colega Francisco Vasconcelos,
O marco histórico de 50 anos de circulação ininterrupta de seu jornal já lhe
deveria ser motivo de orgulho e satisfação, porque a história da Tribuna
Paulista se confunde com a história da imprensa regional da Zona Norte de
São Paulo
Porém, o registro cronológico desse feito fica em segundo plano, quando nós,
diretores de jornais de bairro, e, principalmente, a comunidade da Zona
Norte de São Paulo, sabemos do profissionalismo, idealismo e senso
comunitário que todos os exemplares da Tribuna, que circularam ao longo
desse meio século de existência, externaram, espelhando fatos verídicos e
lutando para a melhoria na qualidade de vida de sua região.
Recentemente, a ABI – Associação Brasileira de Imprensa designou o seu
vice-presidente Audálio Dantas para reorganizar e dinamizar sua secção de
São Paulo.
Ao formar o Conselho Consultivo da ABI-São Paulo, o jornalista Audálio
Dantas convidou a mim para também fazer parte desse Conselho.
Porém, não foi meu prestígio de jornalista, que dedicou mais de 40 anos ao
jornalismo regional, que influenciou nessa escolha.
A decisão de Audálio, com certeza, levou em consideração meu cargo de
presidente da Ajorb – Associação dos jornais de bairro de São Paulo.
Portanto, é o prestígio dos jornais de bairro, angariado ao longo de seus
112 anos, desde 1.895, quando circulou pela primeira vez o jornal “O Braz”,
editado por Albino Soares Bairão.
Na verdade, a marca do jornalismo de bairro de São Paulo é o idealismo e o
amor à sua comunidade. E nenhum jornal de bairro, por mais idealista que
seja, poderá dizer que supera o profissionalismo, o idealismo e o senso
comunitário da Tribuna Paulista.
Parabéns, Francisco Vasconcelos, e meus agradecimentos pelo seu trabalho que
engrandece em muito o prestígio e o respeito que os jornais de bairro têm
hoje.
E graças a veículos como o seu, os jornais de bairro de São Paulo já são
considerados pelos profissionais da mídia como a “Outra grande imprensa”.
Abraços. Egydio Coelho da Silva, presidente da Ajorb-Associação dos jornais
de bairro de São Paulo".
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 12/MAIO DE 2008
De:
Mauro Franco
Cidade: Rio de Janeiro. Estado: RJ. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Egydio,
Parabéns por manter ativo o fórum e a Ajorb SP.
Abraços, Mauro Franco,
Jornal Posto Seis,
13 anos ininterruptos
(jornal do bairro de Copacabana)
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 19/MAIO DE 2008
De:
Luis Carlos
Cidade: Ribeirão Preto. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Prezado presidente , eu e alguns amigos editamos vários jornais de
bairros aqui em ribeirao preto,, surgiu a questão de alguns dias a
possibilidade de formarmos uma associação , pesquisando achamos a sua
associação em sao paulo,,,, existe a possibilidade de criarmos uma
associação aqui em ribeirao e região ,,,, precisamos do apoio de voces
...atenciosamente , luis carlos arias jornalista
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 19/MAIO DE 2008
De:
Juventino Coimbra Jr.
Cidade: Campinas. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Segue dados da nossa AJORB-Campinas.
Atualmente contamos com 08 jornais de bairro associados:
Jornal dos Bairros Ponte Preta 7.500 exemplares. Jornal dos Bairros Proença
7.500 exemplares. Meu Jornal Campinas 12.000 exemplares. Jb Jornal de Bairro
10.000 exemplares. Jornal Bons Negócios 10.000 exemplares. Jornal Voz
D'oeste 10.000 exemplares. Jornal dos Bairros Nova Europa. 5.000 exemplares.
(todos de circulação mensal. Estamos em contatos com mais jornais para se
associar.(PS. Exclusivamente de Campinas). Grato.
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 12/JUNHO DE 2008
De:
Manoel Seabra
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Para um estudo que realizo, venho tentando, em vão, localizar coleção de
antigo jornal de bairro: a "Folha de Pinheiros", que circulou de 1947 até
pelo menos parte do ano de 1959. Não o encontrei no Arquivo do Estado, na
Biblioteca "Mário de Andrade" e, na Biblioteca "Alceu Amoroso Lima" só
alguns poucos exemplares do ano de 1959. Ainda não a localizei na Secr.
Munic. da Cultura. Saberia a AJORB sobre a localização de coleção do mesmo e
acessível à consulta?
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 31/JULHO DE 2008
De:
Antônio Carlos Baumann
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Como posso obter pareceres jurídicos sobre jornais gratuitos?
Existe limite mínimo de conteúdo editorial?
Como a Prefeitura de São Paulo vem se comportando com os jornais gratuitos?
Qual a legislação existente sobre jornais de pequena circulação?
Prezado Antônio Carlos,
Há algum tempo atrás a Prefeitura enviou projeto de lei à Câmara para
limitar a editoria e distribuição de jornais gratuitos. Porém, ante a reação
negativa da imprensa, o Prefeito retirou o projeto. Portanto, essa limitação
deixou de existir
Abraços.
Egydio Coelho da Silva
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 08/SETEMBRO DE 2008
De:
Neide Aparecida Silva
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Olá. Trabalho num jornal de bairro News e gostaria de saber se ainda está
proibida a distribuição de panfletos e se há algum texto que fale a respeito
na internet.
Desde já agradeço a ajuda!
Prezada Neide,
Existe Legislação municipal que proíbe distribuição de folhetos nas ruas e
semáforos. Na legislação consta exceção para imobiliárias somente aos
domingos.
Abraços.
Egydio Coelho da Silva
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 24/SETEMBRO DE 2008
De:
Célio Pires
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
JORNAL FANTASMA
Uma empresa produz um jornal de bairro fantasma, a Folha ... , de 4 páginas,
tendo quase duas páginas de propaganda da própria empresa e algumas notícias
genéricas e três notas regionais.
Esta é uma forma de burlar a Lei Cidade Limpa, que proíbe a distribuição da
propaganda em faróis, mas permite jornais.
Contatada a responsável pela edição de junho deste jornal, a resposta
informal por telefone foi de que o jornal era legalizado.
Este tipo de jornal vulgariza e deprecia a função do jornal de bairro, que
não é apenas de publicar propaganda, mas também de lutar pelo bairro, pelas
reivindicações, junto com a população, e também apontar irregularidades e
esclarece situações de favorecimentos e outras falcatruas.
Caro
Célio,
Sua
denúncia é oportuna para que a Prefeitura fique mais alerta com a
fiscalização de poluição nas ruas de São Paulo.
A Legislação atual, me parece, permite apenas a distribuição de folhetos de
imobiliárias aos domingos de manhã. Como esse falso jornal se caracteriza
mais como folheto do que jornal, deveria ser proibido.
Mas uma coisa é certa: a empresa joga seu dinheiro fora, porque a força da
publicidade também está vinculada à credibilidade do veículo no qual é
inserida. E se o veículo não tem credibilidade a publicidade também não
terá.
É o que acontece com jornais de políticos, editados para falar bem somente
do dono do jornal.
Muitas empresas em situação difícil querem economizar em publicidade e
partem, em sinal de desespero, para esse tipo de publicidade. Mas, com
certeza se transforma em publicidade negativa e lhe aumenta o prejuízo
em vez de lhe trazer mais clientes.
Abraços e grato pela participação.
Egydio Coelho da Silva
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 19/SETEMBRO DE 2008
De:
Vanderlei Patrício
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Tenho um grupo de comerciante e queremos fazer um jornal de nossos
produtos.Onde e como posso fazer uma tiragem própria
Prezado Vanderlei,
Favor ler a mensagem acima do colega Célio Pires e a minha opinião a
respeito do texto de sua mensagem.
Um jornal, de distribuição externa, é considerado um veículo igual aos
outros como jornal de bairro ou jornal de grande circulação. Será preciso
registro na Junta Comercial e cartório e ter jornalista profissional como
editor do jornal e nele só podem escrever jornalistas profissionais.
Att.
Egydio Coelho da Silva
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 27/DEZEMBRO DE 2008
De:
Marcos Elisio Leite Wernes
Cidade: Curitiba. Estado: PR. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Peço a gentileza de me enviar meu
EMail: macwerner@ig.com.br
à jornalista de Curitiba que produziu
jornal de bairro por alguns meses e desistiu, em 2007.
Como tenho o mesmo interesse, acho que poderemos conversar a respeito.
Grato.
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 04/JANEIRO DE 2009
De:
Márcia Colarille
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Bom dia Sr. Egydio Coelho.
Obrigada por me enviar os textos do Fórum s/jornais de bairro.
Não sou jornalista, mas escrevo uma coluna semanal par o Jornal Tribuna
Paulista, aqui na Zona Norte de São Paulo, sobre artes plásticas, pois sou
pintora e também sobre minha especialidade que é Arteterapia. Acho que os
jornais de bairro, como faz a Tribuna Paulista, deveria dar mais espaço aos
artistas e pessoas que tenham alguma especialidade. Os leitores vão adorar.
Abs. a todos.
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 06/JANEIRO DE 2009
De:
Wilson Donnini
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Egydio,
Talvez possamos ajudar o jovem que procura a Folha de Pinheiros.
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 10/FEVEREIRO DE 2009
De:
Tânia
Dantas
Cidade: Jaraguá do Sul. Estado: SC. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Solicito, se possível, cópia da redação da Lei Municipal, da cidade de São
Paulo, que autoriza o destinar recursos de publicidade da Administração
Pública para os Jornais do Interior e De Bairros. Somos um jornais locais.
Cidade de Jaraguá do Sul , NOrte de Santa Catarina. site:
www.jdv.com.br Grata Tania Dantas
Prezada
Tânia,
Houve sim um projeto de Lei municipal, aprovado na Câmara municipal de São
Paulo, mas foi vetado pela prefeito Marta Suplicy, sob alegação de que era
inconstitucional. O que houve é que o ex-prefeito Mário Covas havia
determinado uma quota da verba aos jornais de bairro. Infelizmente, porém,
os seus sucessores não seguiram a mesma orientação.
Att.
Egydio Coelho da Silva
Entrevista
com o Presidente da AJORB em 24 de fevereiro de 2009
Entrevista com o
Presidente da AJORB
Nome: Rogério Ramalho da Fonseca
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País:
Brasil.
Bom dia, meu nome é Rogério Ramalho Fonseca, sou estudante de jornalismo e
estou fazendo uma matéria sobre jornais de bairro e gostaria de que se
fosse possível vocês me respondessem algumas perguntas para que eu pudesse
colocar em minha matéria como informação de fonte oficial.
Grato.
Rogério Ramalho da Fonseca:
Os jornais de bairros sempre foram veículos
que procuraram representar os anseios, vontades e necessidades das
populações de bairro ou de regiões mais localizadas da cidade, com o
passar dos tempos o jornal de bairro está perdendo sua identidade?
Egydio Coelho da Silva:
O jornal de bairro é meio de comunicação
comunitária e seu diretor tem as mesmas aspirações e objetivos de sua
comunidade.
Portanto, além de ser meio de informação comunitária, também é um
instrumento de reivindicação para melhorar a qualidade de vida dos
moradores e progresso para o bairro. Ao contrário, o tempo somente aumenta
essa identidade.
RRF: É conhecido há algum tempo que o setor de jornais impressos anda em
crise financeira.
A falta de investimentos nesses veículos pode fazer com que eles se
extingam?
E se tratando de jornais de bairro, que são veículos de menor porte, como
essa situação é avaliada?
ECS: Os problemas financeiros dos jornais de bairro não são diferentes de
qualquer pequena e média empresas.
Eles se diferenciam das grandes empresas jornalísticas e correm menos
riscos, porque seus custos são menores e o gerenciamento é sempre mais
rápido para enfrentar crises. Por isso, em média, os jornais de bairro têm
vida longa se comparados com a duração de pequenas e médias empresas que
têm outras atividades.
O jornal de bairro não precisa de muito investimento, pois se trata de
empresa de prestação de serviço, que contrata serviço de terceiros
principalmente para impressão, que seria o investimento maior. Portanto,
tem mais condição de enfrentar as crises financeiras. Acredito que quanto
menor o jornal, mais facilmente enfrenta a crise, muito embora não se
possa generalizar. Não tive conhecimento de jornal que tenha encerrado
suas atividades por causa desta crise financeira.
RRF:
Com o advento da Internet e sua inserção cada vez maior como forma
obtenção de informação, essa situação pode fazer com que os jornais de
bairro deixem de publicar e suas tiragens físicas e publiquem suas
noticias apenas em seus sites, blogs ou produtos do gênero?
ECS: Os principais jornais de bairro têm site próprio na Internet. Mas
diferente do que se pensava, a Internet não substitui o jornal impresso,
mas apenas o complementa. Hoje, me parece que manter um jornal apenas na
Internet pode funcionar por idealismo e por amor ao jornalismo, mas não
dará retorno financeiro que compense.
RRF:
Não só nos jornais de bairro mas também em veículos maiores nota-se que há
cada vez menos espaço para notícias e cada vez mais espaço para
publicidade como isso influência no conteúdo dos jornais e na sua
qualidade?
ECS: Parece-me que não existe pesquisa que prove que os jornais de bairro
destinavam mais espaços à publicidade do que destinam hoje. A experiência
mostra que os jornais que têm mais publicidade também têm mais condições
de inserir mais notícias de interesse da comunidade.
RRF: Tratando-se especificamente dos jornais de bairro,
alguns desses veículos tem como donos ou sócios, pessoas influentes como
políticos ou candidatos a cargos políticos, grandes comerciantes, redes de
lojas ou produtos. Essa situação pode fazer com que em algum momento o
conteúdo veiculado nesses jornais possa vir a beneficiar ou exaltar a
imagem de uma pessoa ou empresa, ou mesmo denegrir a reputação de
concorrentes, pela posição privilegiada de influência nesses veículos?
ECS: Acho que políticos e empresas, que editam jornal para fazer marketing
político ou comercial, jogam dinheiro fora.
Eles menosprezam a inteligência do eleitor e do leitor. Normalmente estes
veículos duram pouco tempo e não atingem o objetivo a que se propuseram.
Se infringirem a Lei de imprensa e/ou o novo Código Civil por denegrir
concorrentes, aí então durarão menos ainda pelo descrédito e por
condenações por danos morais.
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 01/MARÇO DE 2009
De:
Rodrigo
Borges Delfim
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Caro Egydio, boa tarde!
Sou estudante de Jornalismo da PUC e estou fazendo uma matéria sobre os
informativos que vem sendo distribuidos em cruzamentos de São Paulo no lugar
dos antigos panfletos que foram proibidos pela Lei Cidade Limpa. Alguns
jornais de bairro já consolidados se posicionaram contra tais publicações,
por onsiderarem que eles servem unica e exclusivamente à veiculação dos
anúncios e não para veicular notícias de fato sobre a região e eu sejam de
interesse do público.
Qual a posição da Ajorb em relação a esses informativos? Na opinião da
Ajorb, eles realmente prejudicam as publicações tradicionais?
Desde já agradeço sua atenção e uma boa semana!
atenciosamente,
Caro Rodrigo,
Existem dois jornais diários, em formato tablóide, que se distribuem
gratuitamente nos semáforos. Parece-me que um deles parou de circular.
Estes jornais aparentemente concorreriam com os jornais diários, pois trazem
matérias nacionais e internacionais de agências de notícias.
No meu modo de entender, eles não concorrem com os jornais de bairro, nem
mesmo com os diários pagos. Não têm nem de longe o conteúdo dos grandes
diários pagos. Tão somente ajudam a criar o costume de se ler jornal
impresso e isto, a médio e longo prazo, é bom para todos. O grande problema
hoje é a falta de hábito de se ler e anunciar em veículos impressos.
Está em vigor Lei municipal regulamentando a
distribuição de folhetos em semáforos, que permite que se entreguem aos
motoristas folhetos de imobiliárias somente aos domingos de manhã.
Porém, existem alguns que se apresentam como jornal de bairro e têm algumas
matérias ou nenhuma e são praticamente folhetos publicitários. Acho que cabe
à fiscalização das sub-prefeituras coibir este abuso.
Esta é a minha opinião pessoal e não encontra evidentemente unanimidade
entre todos os diretores de jornal.
Por isso, o assunto está em discussão neste Fórum de jornais de bairro.
Abs. e grato pela sua participação.
Egydio Coelho da Silva
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 13/MARÇO DE 2009
De:
Manoel
Seabra
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Sr. Egydio,
Em 12 de junho de 2.008, enviei à AJORB uma solicitação no sentido de que a
entidade que VS preside pudesse me auxiliar na localização de antigo jornal
de Pinheiros, ou seja, a “Folha de Pinheiros”.
Fez o senhor a gentileza de publicar essa minha solicitação no “Fórum
Jornais de Bairro”, de que tomei conhecimento por e-mail recebido em 4 de
janeiro de 2.009.
Recebi novamente e-mail da AJORB, em 1-3-2009, dando novas notícias sob o
título de “Fórum Jornais de Bairro”. Nele se encontra curto bilhete de
autoria do Sr. Doutor Wilson Donnini em que o mesmo manifesta a
possibilidade de “ajudar o jovem(sic) que procura a Folha de Pinheiros”.
Embora minha juventude esteja mais próxima das datas de fundação da “Gazeta
de Pinheiros”(ano de 1956) e do final da existência da “Folha de
Pinheiros”(suponho que no ano de 1959), meu interesse em consultar a coleção
deste último, levou-me de, aos seus cuidados, escrever novamente para a
AJORB para saber como esta entidade ou, mais particularmente o Dr. Wilson
Donnini, que sei ter ligações íntimas com a direção da atual “Gazeta de
Pinheiros”, poderia auxiliar-me na localização de coleção da “Folha de
Pinheiros” passível de consulta.
Aproveito a oportunidade de informar que, coleção da “Gazeta de Pinheiros”
(embora não totalmente completa) tive oportunidade de consultar há alguns
anos atrás na Biblioteca “Alceu de Amoroso Lima” em Pinheiros.
Aproveito, também, para, antecipadamente agradecer os seus esforços no
sentido de auxiliar-me, Atenciosamente. Manoel Seabra – Prof. Aposentado.
Prezado Manoel,
O mais
prático é você procurar o Wilson Donnini na Gazeta de Pinheiros, pois ele é
um dos diretores do Grupo 1 de Jornais de bairro.
Abs. e grato pela sua participação.
Egydio Coelho da Silva
FÓRUM JORNAIS DE BAIRRO 18/ABRIL DE 2009
De:
Edmilson Duarte
Cidade: Recife. Estado: PE. País: Brasil.
Para: Fórum jornais de bairro
Caro Egydio,
Estou tentanto há dois anos abrir um jornal de bairro, tendo em vista as
dificuldades normais e culturais, esbarro na questão financeira. Gostaria de
saber se podemos encontrar algum tipo de ajuda inicial, e, se fôr o caso,
pensarmos em criarmos um fundo para ajudar esta tão importante ação para a
comunidade no modo geral.
Prezado
Edmílson,
De fato, um jornal de bairro é tão importante para a comunidade, que
deveria até haver algum esquema financeiro para ajudar nos seus primeiros
passos. Porém, na verdade, fundar um jornal de bairro ou em cidade do
interior (eu fundei 10 jornais comunitários ao todo, no interior e em São
Paulo) não é empreendimento que exija muito capital.
A gráfica normalmente é terceirizada e o restante, redação, produção, venda
de anúncio, distribuição, exige bastante trabalho e profissionalismo,
mas não necessariamente muito capital.
De qualquer forma, sua questão pode ser um bom tema de debate neste Fórum.
Abs.
Egydio Coelho da Silva
Fórum dos
jornais de bairro -mensagens anteriores, índice cronológico
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jornalistas e pessoas ligadas à área de comunicação, mas sim de qualquer
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a sua opinião será divulgada com o mesmo destaque e enviada para as mesmas
pessoas que receberam essa mensagem.
03) Solicita-se aos participantes que se
identifiquem com o nome, profissão e cidade em que reside.
FIM DO TEXTO DO FORUM
“Se tivesse que decidir se devemos ter
governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em
preferir o último” .
Thomas Jefferson, (1743 - 1826),
estadista e ex-presidente dos EUA.
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Se você não mais quiser receber este tipo de mensagem ou a estiver
recebendo em duplicata, favor avisar que tirarei seu nome da minha lista de
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Grato.
Egydio Coelho da Silva, coordenador do fórum e presidente da AJORB -
Associação dos Jornais de Bairro de São Paulo
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