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FÓRUM ASSISENSE EM
13 DE FEVEREIRO DE 2006
De: Ivo Gomes do Prado
Cidade:
Assis. Estado: SP . País: Brasil
Para: Fórum assisense.
Caro Egydio.
Há alguns dias comentou-se neste fórum sobre os sobrenomes dos cristãos novos. Muitos procuraram em suas genealogias e encontraram outras ramificações familiares.
Isso é compreensível devido ao fato desses nossos antepassados não quererem admitir publicamente o fato de serem descendentes de judeus, com medo de represálias a eles e a seus familiares.
Portanto, cremos que nossos antepassados criaram genealogias que não correspondiam à verdade dos fatos.
Encontrei a página abaixo do portal da Globo, onde há notícias interessantes acerca de judeus que colonizaram o Brasil. Para melhor compreensão, aconselho a leitura inteira da reportagem da qual pincei alguns trechos.
Ivo Gomes (da Silva) Prado. Pelo meu nome, penso que também tenho ascendência judia.
Vejam a reportagem completa em http://jornaldaparaiba.globo.com/cida-04-120206.html
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Descendentes de judeus tentam resgatar o Judaísmo na Paraíba
BASTOS FARIAS
Há um ano e sete meses, pelo menos 60 pessoas, que se dizem judeus, se reúnem em Campina Grande trancados numa sinagoga na periferia da cidade. O objetivo é resgatar o judaísmo na Paraíba, em função da ligação do povo judeu com os paraibanos, segundo os levantamentos históricos ao longo dos anos pelo povo descendente de Israel.
A Congregação garante que são várias as famílias paraibanas que têm origem judaica. Para Davi André, todo aquele que tem sobrenome terminado em “ES” é descendente de judeu: Nunes, Menezes, Mendes, Soares, Alves e Pontes, por exemplo.
O “ES”, que na língua hebraica significa “Eretz Israel” (terra de Israel), teria sido acrescido como forma de se identificar, de forma camuflada. Aqueles que têm sobrenomes como nomes de animal e plantas também teriam a mesma origem: Barata, Coelho, Bezerra, Leão, Leitão, Lobo, Aranha, Pereira, Oliveira etc.
Os nomes teriam sido colocados pelos inquisidores católicos, como forma de penalizar aqueles judeus que não queriam se converter a todo custo, ao cristianismo. (BF)
Caro
Ivo,
Entendo
que ainda há muito preconceito contra judeus, como há contra negros,
etc.
Mas,
em nossas pesquisas deve prevalecer a verdade. Talvez sejam poucos e
não muitos os judeus que mudaram de nome e se transformaram em
cristãos novos, por volta de 1.400 na Península Ibérica.
Há um site português muito sério e
com muitos detalhes sobre a origem dos apelidos, sobrenomes de
famílias portuguesas ( http://genealogia.netopia.pt/familias/fam_port.php
). Seguindo os apelidos citados por você, encontrei as
seguintes explicações:
Barata:
- Apelido que foi, possivelmente tomado de uma profissão: o
comerciante, o negociador. Em Portugal, barata, era um antigo título
de dívida, contrato, permuta. Em Itália, "baratta", do
verbo "barattare", significa cambiar, comprar e
revender.
- Dizem alguns genealogistas que esta família provêm de França,
onde aquele apelido é muito antigo, preferindo outros autores
dar-lhe por origem o reino de Aragão.
- As semelhanças que se verificam entre as armas dos Baratas
portugueses e as dos Baratte de Canteloup de França parecem dar
maior verosimilhança à primeira hipótese.
- Quanto à antiguidade dos primeiros em Portugal, a verdade é
que já nos surgem em documentos indivíduos a usar aquele nome da
primeira metade do séc. XIII.
Coelho
também nada tem a ver com judeus:
Este nome pesquisei mais profundamente e encontrei o primeiro que se
chamou Soeiro Viegas Coelho, nascido em 1.160. Recebeu sobrenome
Viegas, que é patronímico, pois seu pai se chamava Egas, que dá
origem ao sobrenome Viegas.( Clique
aqui e veja porque ele passou também a se chamar Coelho.)
O Coelho ele teria adquirido por habilidade guerreira em fazer
minas (tuneis para penetrar em cidade sitiada de mouros). Veja sua
ascendência paterna direta até o ano 900, na página que
disponibilizei na internet http://www.ajorb.com.br/ecs-avoengos_anteriores.htm
Bezerra:
Esta
família, cujo nome é de origem toponímica, existia na Galiza já no
século XII, passando posteriormente a Portugal.
Como
a inquisição se deu por volta de 1400 na Península Ibérica, os
sobrenomes que tiveram origem antes nada têm a ver com judeus.
Leão
é mais antigo ainda e nada tem a ver com
judeus:
- Nome de origem caracteristicamente toponímica, foi tirado da
cidade desta designação, capital do reino de Leão, e adoptado
por apelido por uma família da nobreza daquele reino, da qual
passaram membros a Portugal, aqui deixando descendência.
- Um deles foi Pedro Soares Leão que, tendo vindo para o nosso país
no derradeiro quartel do séc. VI, recebeu do rei D. Fernando I os
senhorios de Vilas Boas e da Torre de Dona Chama.
Leitão:
- Dizem alguns genealogistas proceder de remotas eras a família
que adoptou a alcunha que constitui este nome por apelido e que
aquela terá sido fundada por Martim Pires Leitão de Lodares, a
quem chamam «fidalgo principal».
- Tendo aquele Martim Pires vivido ainda do séc. XIV, na
realidade, porém o que o estudo dos documentos nos inculca é que
os Leitões, derivando o seu nome de alcunha, podem constituir várias
famílias sem raízes comuns.
Os
sobrenomes: Lobo, Aranha, Pereira, Oliveira também são anteriores ao
século XV, portanto, bastante antigos e nada tem a ver com judeus,
pelo menos, como indica as páginas respectivas do site http://genealogia.netopia.pt/familias/fam_port.php
Quando
ao final ES, que seriam descendentes de judeus novos aquele site
consta diferente. Exemplo Nunes, tem origem patronímica, isto é,
origina-se do nome do pai: Nuno.
Menezes
seria descendente de D. Afonso Teles de Meneses com o Infante D. Afonso de
Molina, irmão de D. Fernando, Rei de Castela, cuja neta e herdeira
foi a célebre Rainha de Castela D. Maria de Molina, bisavó de Pedro,
o Cruel, Rei de Castela.
Soares:
é nome patronímico que se origina de pai chamado Soeiro. Tanto que
Soeiro Viegas Coelho, o primeiro Coelho (1.160), colocou em seu filho
o nome de João Soares Coelho, portanto, seu nome e sobrenome passaram
a ser o nome de família de seu filho. E João Soares Coelho excluiu
Soares do sobrenome de seus filhos e colocou em todos "Anes
Coelho", Anes é nome patronímico correspondente a João.
Prado
nada
tem a ver com judeus, como se vê abaixo:
Prado ( http://genealogia.netopia.pt/familias/fam_show.php?id=750
)
História
Nome de prováveis raízes toponímicas, parece ter sido fundada a família
que o usou por apelido por D. Frei João Nunes do Prado, Mestre de
Calatrava, que foi pai de João Nunes do Prado, de quem descendem os
deste apelido. Aquele primeiro João Nunes era neto materno de D.
Afonso III de Portugal.
Não
sei se são os judeus, que muito sofrem com o preconceito racial, que
divulgaram essa interpretação genérica de que os nomes de família
portuguesa iguais a animais e plantas sejam todos originários de
cristãos novos. Talvez o motivo tenha sido a
crueldade da Inquisição, que mexeu com a imaginação popular e se levou
acreditar que foram muitos os judeus que mudaram de nome para fugir
às penas, inclusive com morte na fogueira.
Abçs.
Egydio
Coelho da Silva
FÓRUM
COELHO'S FAMILY EM 30 DE ABRIL DE 2006
De:
Davi A. Meneses Cidade: Campina
Grande. Estado: PB . País: Brasil.
Para: Fórum de família.
Suas informações sobre os meneses, coelho, Prado, Leitão, pereira com excessão de Barata, estão erradas, tenho documentos que comprovam qe este sobrenomes são de origem judaica
Caro Davi:
Entendi que, quando você diz "sobrenomes são de origem
judaica", você quer dizer que são sobrenomes falsos, que os
judeus e muçulmanos adotaram, quando da inquisição.
O objetivo do nome de família falso era confundir os fanáticos
cristãos da Península Ibérica e assim fugirem às penas cruéis
que a "Santa Inquisição" impunha aos "infiéis".
É isso que você quis dizer?
O entendimento de algumas pessoas de que o sobrenome Coelho teria sido
adotado por algum cristão novo não procede, pois, a inquisição
se deu por volta de 1.400 e o primeiro Coelho, Soeiro
Viegas Coelho, nasceu 300 anos antes, em 1.160. As
informações, a que você se refere, eu as tirei do site
http://genealogia.netopia.pt
o qual me parece confiável. Todavia, se você tem documentos que
contestam esses dados, eu agradeceria se você pudesse enviar cópias
desses documentos para este Fórum. Abçs. e grato pela
participação. Egydio Coelho da Silva.
FÓRUM
COELHO'S FAMILY EM 10 DE SETEMBRO DE 2006
De:
Fabrício Antenor Pereira Cidade: Rio
de Janeiro.
Estado: RJ. País: Brasil.
Para: Fórum de família.
OLa, eu gostaria de saber, a verdade se Pereira foi um nome usado
por cristao novos ou nao.
Caro Fabrício:
Achei no site
http://genealogia.netopia.pt/familias/fam_port.php a
seguinte explicação sobre "Pereira":
"Nome de raízes toponímicas, foi
tirado da quinta e couto desta designação, sendo a família que o
adoptou por apelido derivada de uma linhagem de remotas e nobres
origens.
O ramo primogénito dos Pereiras deu a Casa dos senhores e Condes da
Feira, enquanto o secundogénito, com duas bastardias, deu o
Condestável D. Nuno Álvares Pereira, pelo que o seu sangue veio a
misturar-se com o de todas as famílias reais europeias."
Também o primeiro Pereira, conforme entendi, ainda nesse site teria
sido:
"Álvares Pereira de Melo
História
Ramo da Casa de Bragança descendente do senhor D. Álvaro, quarto
filho do 2º duque de Bragança, D. Fernando.
Apesar de filho natural do rei D. João I, o 1º duque de Bragança, D.
Afonso, não usou apelido de família como era a prática seguida pela
Casa Real e o mesmo aconteceu com seus filhos."
Como se vê, ele era
filho do décimo rei de Portugal, D. João I, que viveu de 1.356 a
1.433, portanto, não poderia ser cristão novo, isto é, judeu que
adotou sobrenome Pereira para fugir às cruéis penas impostas pela
"Santa Inquisição" a judeus e muçulmanos que se recusassem a mudar
de religião, a qual aconteceu por volta de 1.400.
Abs. Egydio Coelho da Silva
(São Paulo-SP, Brasil)
FÓRUM
COELHO'S FAMILY EM 17 DE SETEMBRO DE 2006
De:
Júlio Óscar de Carvalho Pereyra Cidade: Avanca.
Estado: . País: Portugal.
Para: Fórum de família.
Caro Egydio
...Quanto à mensagem do Fabrício sobre
os Pereiras aqui vai mais uma achega:
Os Pereiras têm origem muito antiga e descendem de um D. Mendo irmão
de D. Desidério, último rei dos Longobardos em Itália. Passou este
D. Mendo à Galiza e casou com uma condessa da casa real de Leão. Um
seu descendente, D. Gonçalo Rodrigues, conde de Trastâmara, passou a
Portugal no reinado de D. Sancho I, que lhe fez mercê do Couto de
Palmeira, passando a chamar-se D. Gonç. Rod. de Palmeira. Casou duas
vezes, 1º c. D. Froilhe Afonso de Celanova e 2º c. D. Urraca Viegas
de Ribadouro, filha de Egas Moniz, o Aio, e teve extensa prole.
Foi seu primogénito D. Rui Gonçalves Pereira, o 1º que usou
sobrenome
Pereira por ser sr. da quinta do mesmo nome, casou com D. Sancha
Henriques de Portocarreiro e teve entre outos a D. Pedro Rodrigues
Pereira que teve imensa prole dos seus dois casamentos, com D.
Estevainha Ermigues Teixeira e D. M.ª Pires de Gravel.
Sucedeu-lhe D. Gonçalo Pereira, o liberal, que casou duas vezes, com
D.
Urraca Vasques Pimentel e D. Inês Lourenço Carnes, teve vários
filhos dos
quais três foram progenitores de famílias importantes no contexto
político
de Portugal:
1 - D. Gonçalo Pereira, primogénito, foi Deão da Sé do Porto e
Arcebispo de
Braga. Impediu a batalha de Loures entre D. Dinis e seu filho D.
Afonso.
Teve um filho natural, D. Álvaro Gonçalves Pereira, que foi Prior da
Ordem
do Hospitalários. Foi pai de 32 filhos de várias mulheres, tendo-lhe
sobrevivido 18, dentre os quais se destaca D. Nuno Álvares Pereira,
o
Condestável de D. João I e antepassado dos Reis da Última Dinastia
Portuguesa, da Casa Imperial do Brasil, da Casa Ducal de Bragança e
de uns quantos milhares de Portugueses e Brasileiros, eu incluído.
2 - D. Vasco Pereira, conde de Trastâmara, em cujos descendentes se
encontra o actual varão, chefe ou representante do nome de família.
3 - D. Rui Gonçalves Pereira, filho natural, antepassado dos Condes
da
Feira, cuja varonia se extinguiu no fim séc.XVII e também, entre
outras, da
família Pereira da Silva, senhores de Fermedo e vila de Cabeçais, de
quem eu sou o actual representante.
Os Álvares Pereira de Melo são descendentes de D. Álvaro, filho
segundo de
D. Fernando I, 2º Duque de Bragança. O 1º duque teve dois filhos, D.
Afonso, o primogénito, Conde de Ourém e Marquês de Valença, o 1º
marquês de Portugal, que faleceu em vida de seu pai e deixou um
filho natural, D. Afonso de Portugal, Bispo de Évora por imposição
do rei D. João II e progenitor da família Portugal, cujo chefe é o
Conde de Vimioso, e o atrás citado D. Fernando I, 2º duque.
Pelo atrás descrito fácil é compreender que os
Pereiras não são de origem judaica.
Acho que hoje já me estendi demais. Grato. abs. Júlio.
Caro Júlio,
Sendo você um descendente de Pereira (s) era de supor que soubesse
bastante sobre esse o assunto. Mas não imaginei tudo isso. Grato e
Abs. Egydio Coelho da Silva
(São Paulo-SP, Brasil)
FÓRUM COELHO'S FAMILY EM 23 DE NOVEMBRO DE 2006
De: Waldinei de LimaRosely Cidade: Rio
de Janeiro.
Estado: RJ . País: ?.
Para: Fórum de família.
Gostaria de saber como faço para saber minha genealogia , pois sei
que tenho antescedente judeu em minha familai por causa do meu
sobrenome lima, gostaria de saber de quem partiu esta genealogia se
foi tataravô ou tataravó, isto e muito importante para mim, pois
quero resgatar a minah origem judiaca e viver d forma cetar e
correta diante de DEUS pois em minha vida ja me concidero um judeu.
Por onde começo para saber a minha arvore genealogica me ajude por
favor preciso muito obrigado
Caro Waldinei,
Os judeus novos não "inventaram" sobrenomes para fugir à perseguição
religiosas. Eles adotaram apelidos já existentes de cristãos
portugueses. Veja mais em:
*Pessoas
com nome de animais ou plantas seriam judeus novos?
Lima
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História |
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- Nome de raízes toponímicas, seja ele derivado da designação da
terra de Limia, na Galiza, ou como alguns pretendem em relação aos
Limas portugueses, da de Ponte de Lima.
- Dizem os genealogistas que esta linhagem procede de D. Juan
Fernandez de Lima, o Bom, natural de Limia, na Galiza.
- Já em finais do séc.XIII, a Portugal passou outro Juan Fernandez
de Lima, o Batissela, que casou com uma filha de D. João do Portel,
mas sem geração.
- Durante a segunda metade do séc. XIV, no reinado de D. Fernando
I, passou a Portugal Fernando Anes de Lima, partidário daquele
soberano na sua guerra contra Henrique de Transtâmara que teve, como
dois filhos que o haviam acompanhado, diversas mercês do rei
português.
- O rei D. João I foi também servido por eles, assim se
consolidando a posição deste ramo de Limas, que veio a ter o
senhorio de Ponte de Lima e em cuja linha de primogenitura viria a
ser criado no séc. XV o primeiro viscondado português - de Vila Nova
de Cerveira - Casa que manteria a chefia deste nome, passada depois
à dos Marqueses de Castelo Melhor (fonte:
http://genealogia.netopia.pt/familias/fam_show.php?id=524 )
FÓRUM COELHO'S FAMILY EM 21 DE JUNHO DE 2007
De: Magide Dracoulakis
Cidade: Salvador. Estado: BA . País: Brasil.
Para: Fórum de família.
Segundo o site português que consta de sua página na internet, o nome
Pinto nada tem haver com judaico. Entretanto se se pesquisar
direitinho se verá que os Pintos surgiram com a invasão Moura em
Portugal e na Espanha. Depois eles foram p/ Marrocos, Holanda, Brasil e
EUA. Encontramos diversos rabinos com sobrenome Pinto, mas o site nada
indica, não faz uma menção a qualquer coisa judaica.
Não será raízes anti-semitas??? Acredito que sim, pois de acordo com o
site não existiria um judeu proveniente de Portugal e Espanha no Brasil.
Hoje o IBGE já afirma que o número de judeus e descendentes de judeus no
Brasil é na ordem de 50% a 70%. Ainda mais se estiver ou for proveniente
do Nordeste e Minas Gerais. A Nossa Comunidade judaica tem visto tal
acontecimeneto e tem visto a questão dos marranos (cristãos-novos),
tanto é assim que aqui em Salvador que não existe nº considerável de
judeus possui 2 sinagogas, sendo que uma é ortodoxa. Esta sinagoga que
tb já se encontra em Fortaleza tem a missão de resgatar os cristãos
novos para voltarem ao judaísmo.
Então, vê-se que a questão do sobrenome é indispensável e o site
português constante de sua página não é um bom começo para saber sobre
nomes judaicos.
Isto tb pode ser observado pelo site da Torre de Tombo em Portugal que
vemos nomes Pereiras, Nunes, Pinto, Leão, Soares e muitos outros.
O que se fala dos Pinto no site português não encontra-se inteiramente
correto. Os Pinto surgiram de uma alcunha que se abreviou (Pintado) e
foi colocado nos judeus, por serem de uma cor diferente das que os
Portugueses tinham visto. Pintado significava avermelhado. Veja que isto
não consta no site português.
Qualquer coisa estou a disposição para explicar um pouco mais sobre os
Pintos, já que procurei em diversos site e possuo livros sobre tal
sobrenome. Atenciosamente, Magide
Caro (a) Magide,
Este fórum objetiva
pesquisar a origem das pessoas, que têm o apelido Coelho. E pelas minhas
pesquisas descobri que o primeiro Coelho surgiu em 1.160, portanto,
muito antes das perseguições aos nao-cristãos, que se deram por volta de
1.400 na Península Ibérica. Logo os Coelhos não são originalmente de
cristão novo.
A mim me parece que atribuir o número elevado de sobrenomes a cristãos
novos é preconceito contra judeu. Querem dizer que os judeus foram
covardes e sem convicção religiosa. Pois, para evitar perseguições
religiosas, se apressavam a mudar de religião e até de nome.
Sabemos que os judeus sempre foi povo convicto de sua crença e, com
certeza, a maioria preferiria morrer a mudar de religião e de nome.
Portanto, me parece que foram poucos os que mudaram de nome. E mesmo que
alguns tenham mudado de nome para salvar a si e sua família, ante
ameaça de morte, lhes seria mais fácil adotar um nome já conhecido do
que "inventar" um nome, o qual, evidentemente, seria mais facilmente
identificado.
Nas poucas pesquisas que fiz na internet constatei que, pelo menos dois
apelidos que você cita, Nunes e Soeiro, são de origem patronímica: Nunes
apenas indicava que seu pai se chamava Nuno e Soares que seu pai se
chamava Soeiro. Portanto, não poderiam ser "inventados" por cristão
novo. Além disso, eles existem antes do advento da Inquisição na
Península Ibérica.
Quanto ao apelido Pinto não disponho de pesquisa suficiente. Quem poderá
dizer melhor, com certeza, é o representante dos Coelhos em Portugal,
Júlio Óscar de Carvalho Pereyra,
cuja bisavó,
Berta Peixoto Pinto Coelho Padilha Soares de Albergaria,
tinha o sobrenome Pinto
Coelho.
Abs.
e grato pela participação. Egydio
Coelho da Silva
(São Paulo-SP, Brasil)
FÓRUM
COELHO'S FAMILY EM 22 DE JUNHO DE 2007
De:
Júlio Óscar de Carvalho Pereyra
Cidade: Avanca. Estado: . País:
Portugal.
Para: Fórum de família.
Caro Egydio
Acabei de ler as mensagens novas no Forum, tendo pretado perticular
atenção à enviada por Magide Dracoulakis.
Sobre o aparecimento do sobrenome Pinto há algumas lendas que têm sido
desmontadas pelos genealogistas ao longo dos tempos.
Há documentos que assinalam a Paio Soares Pinto casado com D. Mor
Mendes, senhores de propriedades em terras da Feira, hoje cidade de
Santa Maria da Feira, cerca de 30 kms a Sul do Porto.
D. Maior Pais Pinto, filha dos acima referidos casou com D. Egas Mendes
de Gundar, rico-homem, provàvelmente contemporâneo do Conde D. Henrique
de Borgonha, pai do nosso 1.º Rei.
Estamos pois a falar do início do séc.XII. Nessa altura era impossível a
qualquer judeu atingir o estatuto de rico-homem ou bom cavaleiro, que
eram apenas atributos da alta nobreza e não tinha directamente a ver com
fortuna pessoal, já que os judeus eram essencialmente financeiros,
mercadores e médicos, portanto na sua maioria pessoas com desafogo
económico.
Do casal acima referido foram filhos Rui Viegas Pinto e Pedro Viegas
Pinto e do primeiro serão descendentes todos os Pintos, que se
espalharam pelo Mundo.
O site http://genealogia.netopia.pt é especialista em Genealogia
Portuguesa, não se debruçando nas linhagens judaicas. Mesmo com o
advento dos Cristãos-Novos nos fins do séc.XV e início do séc. XVI,
consequencia da expulção decidida por D. Manuel I, pressionado pelos
reis de Espanha, a maioria dos Judeus que ficou em Portugal continuou a
praticar a sua religião às escondidas. Há muitas provas do que afirmo em
povoações que ficam perto da fronteira, nomeadamente Belmonte e Castelo
de Vide, onde há antigas sinagogas que eram mascaradas de casas de
habitação.
No entanto e para que conste é provável que a maioria do Povo Português
tenha uma "costelinha judaica", já que D. Afonso Henriques, segundo
estudos genealógicos internacionais, será descendente da judia Esther
que casou com Xerxes I, o Grande, rei da Pérsia, cerca de 500 aC a 450
aC. Essa linha genealógica está transcrita no site acima referido e
começa em Sety, pai do faraó egípcio Ramsés I, http://genealogia.netopia.pt/passoas/pes_show.php?id=327215
e depois de 89 gerações aparece o nosso 1.º Rei. De Esther são "apenas"
58 gerações. Tendo em conta que D. Afonso Henriques é meu antepassado,
sendo que na sua geração tenho mais de 250 000 000 de "avós", pelo que é
provável que a esmagadora maioria do Povo Português seja descendente
dele.
Espero ter esclarecido algumas dúvidas. Sempre ao dispor.
Abs.
Júlio Pereyra
FÓRUM COELHO'S FAMILY EM 12 DE NOVEMBRO DE 2007
De: Carlos Alberto Praça
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum de família.
Olá, Sr. Egydio,
Conversando com um conhecido político judeu, o médico Walter Feldman,
ele me disse que Praça também tem origem judia.
Seria um 'cristão novo', ao que me parece, como existe preconceito com
minorias, os judeus querem nos fazer crer que somos judeus novos
também.. Por que assim, de uma forma ou outra, estamos todos ligados aos
Judeus...Assim, os veríamos como iguais e sem qualquer preconceito com
os nosso povo...Outras pessoas com origem portuguesa que conheço já
ouviram a mesma história de outros judeus.!
Caro Carlos,
De fato, há uma crença generalizada de que todos os sobrenomes iguais a
todas as espécies de animais, de vegetais e até outros mais seriam
descendentes de judeus novos.
Acho que a origem dessa informação errada é, maldosamente, para reforçar
o preconceito contra os judeus, pois, estes seriam tão covardes, que
facilmente em grande quantidade teriam renunciado à religião e até ao
nome da família. Isso não é verdade, porque a convicção religiosa dos
judeus sempre foi muito forte e com certeza a maioria seria capaz de
morrer, mas não mudaria de religião nem de nome, como já se provou neste
Fórum. ( Veja em:
*Pessoas
com nome de animais ou plantas seriam judeus novos?
)
abs. Egydio
Coelho da Silva
(São Paulo-SP, Brasil)
FÓRUM COELHO'S
FAMILY EM 23 DE ABRIL DE 2008
De: Sergio
Luiz Gonçalves Alho
Cidade:Florida.
Estado: ?. País:
USA
Para: Fórum de
família.
caro egidio,
gostaria de obter ajuda pra saber mais sobre
meus antepassados goncalves alho da ilha da madeira.ouvi um comentario que
eles seriam descendentes de judeus,mas nao tem nada comfirmado oficial e
cientificamente.
Caro Sérgio,
Gonçalves é nome patronímico, isto é, o nome de pai veio a designar um
apelido de família para seus descendentes. Isto é, Gonçalves apenas indicava
que o pai se chamava Gonçalo. Por algum motivo histórico da família acabou
virando também o apelido de seus descendentes.
Quanto a Alho, não tenho pesquisa, mas acho que na internet você encontra.
Sobre a discussão de apelidos, que foram adotados por cristãos novos, veja
em *Pessoas
com nome de animais ou plantas seriam judeus novos? Abs. Egydio
Coelho da Silva
(São Paulo-SP, Brasil)
FÓRUM COELHO'S
FAMILY EM 06 DE NOVEMBRO DE 2008
De: Claudimy Carneiro de
Lima
Cidade: .
Estado: . País: .
Para: Fórum de família.
Caro Egydio,
Li o E-mail do Sérgio Luís Gonçalves Alho. No qual ele pergunta da
possibilidade de origem judaica.
é possível,pois,Gonçalves foi um sobrenome bastante utilizado por
Cristãos-Novos. Eu mesmo tenho um amigo Gonçalves que é de comprovada origem
judaica. Quanto ao sobrenome Alho,não posso tecer comentários.
Mas, já vi Fernandes Cominho e outros com
vegetais,de comprovada origem judaica.
Aqui em Fortaleza O Dr. Cândido Pinheiro de Lima (propietário do HAP Vida),
fez uma exaustiva pesquisa genealógica, me confirmando que inúmeras famílias
cearenses têm ascendência judaica. Cito algumas:
Carneiro, Machado, Ximenes Aragão, de Lima,e outras...
E posso te garantir que sempre houve interesse da Igreja em mascarar a
origem judaica de muitas famílias através de genealogias e brasões
fabricados.
Eu por todos os lados tenho ascendência judaica.Mas não podemos garantir a
mesma só pelos sobrenomes.
Eu fiz até exame de DNA,que somado com genealogia e diversas
evidências,apontam para a minha judaicidade. O meu Carneiro e o de Lima, são
de origem judaica! Shalom! Um abraço!
Caro Claudimy,
Esta minha página na Internet teve e tem por objetivo apenas pesquisar
especificamente a ascendência dos Coelho da Silva.
Em seguida, em face da
curiosidade que me despertou estendi a pesquisa se estendeu ao apelido
mais genérico "Coelho". Teve e tem objetivo mais obter informações sobre os
"Coelho's" do que fornecer informação. E tenho tido sucesso, graças à
participação de pessoas como você.
Não posso considerar este trabalho como pesquisa genealógica, que seria bem
mais ampla. Modestamente, pesquiso apenas o apelido "Coelho".
Como a "santa inquisição" aconteceu por volta de 1.400 (Século XV) fica
claro que o apelido "Coelho", que surgiu 1.135, não poderia ser "inventado"
por judeus ou muçulmanos, para fugir à perseguição religiosa imposta
pelo igreja católica da época. Por isso, entendo que qualquer apelido,
surgido antes do Século XV, não foi "criado" por judeus ou muçulmanos.
Você tem razão em se orgulhar de ser ou de se julgar descendente de judeu.
Trata-se de um povo que nasceu glorioso e transformou a sua recente tragédia
em glória novamente e merece o respeito de todos. E os cristãos conscientes
com certeza também se orgulham disso, pois incorporaram o Velho Testamento a
seus livros sagrados.
Abs. Egydio
Coelho da Silva
(São Paulo-SP, Brasil)
FÓRUM COELHO'S
FAMILY EM 14 DE NOVEMBRO DE 2008
De: Luiz Carlos Rocha
Oliveira
Cidade: Brasília.
Estado: DF. País: Brasil.
Para: Fórum de família.
Meu avô chamava-se José Coelho de Carvalho, era de Minas Gerais.
Estudo sobre a Inquisição, e concordo que os
nomes atribuídos genericamente como de Cristãos Novos são anteriores a
estes, mas historicamente é comprovado que o batismo de judeus promovido no
fim do século XIII tinha fins assimilacionistas originalmente, e houve sim
no batismo coletivo a mudança de nomes para nomes portugueses - o que foi um
bom negócio para os judeus até 1535 pois deu-lhes acesso a cargos antes
inacessíveis a judeus.
Após 1535 os cripto-judeus passaram a ser vigiados e o que pareceu nas três
décadas e meia anteriores um bom negócio (por fora cristãos mas na
intimidade judeus), virou crime pois ao católico judaizante cabia a pena com
herege, apóstata.
A Inquisição foi um bom negócio para as elites e clero pois ao herege recaia
a perda dos bens não passados aos herdeiros mas sim ao exatores, coroa,
clero...
Durante a Inquisição que perdurou até 1820, embora ao final com pouco rigor,
os cristãos-novos tiveram sim que camuflar sua religião escondendo-a dos
infantes até a idade em que guardariam segredo, escondendo-a dos vizinhos e
quaisquer estranhos, pois a pena ao judaizante era muitas vezes a perda da
guarda de seus infantes, a prisão e morte com perda dos bens aos herdeiros
que poderiam cair na miséria.
Veja nas listas do holocausto e lá verá muitos Coelho que morreram em campos
nazistas - Yad Vashem.
Nem todo Coelho é de origem judeu, mas muitos o são, havendo portanto não
uma família Coelho mas várias.
Meu avô era católico, mas minha avó sempre falou que ele era cristão novo
assim com ela (ela era Rocha); meu avô praticava resquícios de judaísmo,
embora jamais se declarasse judeu, pois não o era por religião (tornou-se
protestante depois dos setenta anos, como minha avó que o era desde o fim da
adolescência). Ele que nasceu na mesma fazendo que seu bisavô,
praticava o que denominava SOCA (fazendeiro de café, após a colheita os
pobres vinham à sua fazenda para catar graus caídos e tardios no pé, os
quais podiam levar ou vender ao meu avô, que assim praticava caridade. Outro
hábito era sangrar os animais abatidos, embora também sangrasse porcos e
comesse).
A intenção assimilacionista apesar de todo o preconceito que dividiu a
sociedade portuguesa em Cristãos Novos e Cristãos Velhos, estes últimos
assim se denominando e discriminando por puro preconceito para tentar manter
intacta a pureza da infecção do gens judaico, perdurou até que o Marques de
Pombal instituiu a lei que proibiu a discriminação na sétima década do
século XVIII.
Para erradicar a discriminação ainda mandou queimar registros que
comprovavam origem a muitos cristãos-novos, que embora na prática,em
decorrência da perseguição quase tri-secular, eram já católicos como os
cristãos velhos, pela discriminação de cristãos novos sabiam de sua origem
judaica.
Ainda há que muitas famílias de cristãos novos para fugir ao estigma de
origem, forjaram genealogias sem a "infecção" de origem judaica, e algumas até
receberam da casa real o perdão de origem.
Não sei se meu Coelho ancestral era cripto judeu ou não mas sei por tradição
familiar por declaração de avós nascidos no século XIX e falecidos na década
de 70 do Séc. XX, que há sim origem pelo menos misturada de cristãos novos
em meus antepassados, como também no de muitos Coelho.
A maioria dos judeus mortos em Campos de Concentração com nomes familiares
portugueses, por acaso vinham de famílias como Coelho, Carvalho, Oliveira,
Pereira, Pires, Cunha, Nunes... (veja no site do Yad Vashen). Estou
iniciando pesquisas genealógicas sobre os Rocha, mas ficarei feliz em
aprofundar pelo lado dos Coelho de Carvalho também. Obrigado.
Prezado Luiz Carlos,
Você trouxe informações
preciosas a este Fórum. Confirmou a minha interpretação, a qual ainda não se
baseava em pesquisa: os judeus-novos não inventaram sobrenomes com nomes de
animais e plantas, mas sim adotaram os nomes mais correntes já existentes na
língua portuguesa. Nem seria lógico, pois se criassem algum nome ainda não
existente em Portugal, seriam facilmente identificados como judeus e
sofreriam as perseguições às quais tencionavam fugir.
Fiz estimativa, com base em cálculo aritmético, para apurar quantos
descendentes do primeiro Coelho,
Egas Lourenço Coelho
(nascido em 1.135) existiriam em 1.430.
Admitindo que, a cada 25 anos, surgia uma nova geração, e que cada um dos
descendentes deveria ter em média três filhos, haveria, em 1.430, um
total de 531.441 descendentes de
Egas Lourenço Coelho
(nascido em 1.135).
Na verdade, parece-me importante - somente do ponto de vista de pesquisa
genealógica - que não seja generalizada a afirmação de que todos os que têm
nome de animais, vegetais, etc. sejam considerados descentes diretos de
judeus-novos. E isto, pelo que entendi, sua pesquisa confirmou.
Abs. e
grato pela participação. Egydio
Coelho da Silva
(São Paulo-SP, Brasil)
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