FÓRUM DOS MORADORES DO BAIRRO DO BIXIGA

Coordenador: Egydio Coelho da Silva

FÓRUM DE MORADORES DO BAIRRO 08 DE JUNHO DE 2.005
De: Egdio Coelho da Silva
CIDADE: São Paulo - ESTADO: SP -  PAÍS: Brasil

PARA: FÓRUM JORNAL DOS BAIRROS

 


O falecimento de Gérson Martins de Araújo (foto), no último fim de semana em Assis-SP, deixou todos aqui do Jornal dos Bairros e, especialmente, os do Jornal da Bela Vista muito tristes.
Gérson, que tinha uma ligeira semelhança física com Martinho da Vila, dizia sempre que se identificava filosoficamente com Lima Barreto. E é verdade.
Gérson foi editor do Jornal da Bela Vista durante cerca de 20 anos e, embora não tivesse intensa atividade social no bairro, preocupava-se demais com o Bixiga e fazia o que podia através das páginas do JBV para encontrar solução para os problemas comunitários.
Em meados da década de 90, me disse que iria voltar para Assis, sua terra natal. Não acreditei porque sabia de sua ligação com o Bixiga, mas acho que o saudosismo falou mais alto e se foi.
Penso até que se arrependeu, porque se ele fez muita falta ao Bixiga, o Bixiga também lhe fez falta e talvez este desencontro tenha até apressado sua despedida desta vida, pois, ainda era muito jovem para morrer. 
Tito Lívio Bernardi, advogado e jornalista, que se iniciou jornalismo, sob a orientação de Gérson, fez questão de escrever um texto, que publicamos abaixo.
A jornalista Ana Salete da Silva (Júlia de Medeiros), que também se iniciou no jornalismo, tendo Gérson por mestre aqui no Jornal da Bela vista, também redigiu texto que divulgamos hoje neste Fórum dos moradores.
A boa recordação e lição de sentimentos humanos é herança valiosa que Gérson deixou a seus amigos. Egydio Coelho da Silva.

Os anos em que vivemos felizes

Tito Lívio Bernardi*

Para os que conviveram com o jornalista Gerson Martins de Araújo, lembrar a figura inquieta, que conseguia ser, num só tempo, afetivo, cordial e intransigente em suas convicções, traz recordações felizes, de um ambiente raro no Jornalismo. Sempre disposto a compartilhar tudo o que sabia com quem se iniciava na profissão, Gerson semeou amizades leais e verdadeiras. Jornalista forjado na escola das redações, com dois cursos incompletos (Letras na Unesp e Jornalismo na Cásper Líbero), Gerson era capaz de “bater o escanteio e correr para cabecear”, como o definia o nosso diretor de redação Egydio Coelho da Silva. 
À frente da redação do quinzenário Jornal da Bela Vista, nos anos 80, Gerson se desincumbia com tranqüilidade, alegria e uma dose de exagerado otimismo de praticamente todas as funções. Fazia reportagens, diagramava o jornal, fotografava, enfurnava-se por horas no laboratório, onde revelava e ampliava as fotos e encontrava tempo para redigir editoriais, crônicas esparsas e artigos sobre os mais variados assuntos. 
Sua versatilidade e o texto brilhante lhe renderam o reconhecimento no bairro ao qual dedicou uma longa série de grandes reportagens. Quem se der ao trabalho de consultar a coleção dos jornais da época, constatará que o jornal abordou e debateu praticamente todos os grandes problemas que infelizmente empurraram o Bexiga para a agonia urbanística que vive hoje. 
Dos problemas de trânsito e segurança às questões urbanísticas, incluindo os projetos de arquitetos de renome para o bairro – todos engavetados, não houve um único tema que escapou da pauta do JBV, sob a batuta de Gerson. O rico cotidiano do bairro, as histórias da imigração italiana e a intensa vida cultural foram registradas nas páginas do jornal. 
Antes de a grande imprensa descobrir a riqueza cultural do Bexiga, Gerson comandou a cobertura do ressurgimento da festa da padroeira N. S. Achiropita. Inovou também ao convidar o Armandinho, personagem-símbolo do bairro, para escrever uma divertida coluna. 
Disparava as teclas da Olivetti com independência e capacidade crítica. Há mais de 20 anos, algumas manchetes despertavam por vezes impulsos censores de comerciantes, que não viam com bons olhos um jornal independente. Diziam que o jornal era “excessivamente” pessimista. O tempo provou que não. O cenário sombrio do bairro está aí. 
O maior legado deixado pelo brilhante jornalista, porém, foi a pequena legião de discípulos que ajudou a iniciar no jornalismo. Aos “focas” devolvia textos para serem reescritos, mas também fazia questão de dar o crédito às matérias que julgava merecedoras. E diante de qualquer indício de hesitação de seus jovens colegas, disparava: “Jornalista não pode perder o senso crítico e a capacidade de se indignar”.  *Tito Bernardi, é jornalista e advogado.

Mais de 20 anos de indignação

Ana Salete Silva*
“Um jornalista não pode perder a capacidade de se indignar”. Há mais de vinte anos tenho me pautado por essa frase pronunciada de forma incansável por meu primeiro mestre do jornalismo e ao longo da vida amigo, Gerson Martins de Araújo. Talvez com alguma técnica qualquer um seja capaz de escrever um texto correto, fazer um título objetivo ou diagramar uma página harmoniosa. Mas Gerson não precisava de nada disso. Seu texto era impecável e os títulos que produzia resumiam tudo, mas seu verdadeiro jornalismo estava em sua alma.
Defensor das minorias, porque não, dos pobres e dos menos favorecidos, Gerson era um sonhador, como o “acusavam” quem considerava suas idéias utópicas demais. Ele sonhava, sim, com um mundo melhor, com menos fome, menos miséria e mais conforto, embora fosse completamente desprendido de luxos. Mas para mim, em especial, no começo de carreira, com vinte anos se tanto, quando o jornalismo parece mais um sacerdócio do que uma profissão, Gerson era expressão perfeita do bom jornalismo: ouvir as duas partes, com isenção e nunca se curvar à pressão dos mais fortes. Aliás, ele também dizia que o respeito o jornal e o jornalista conquistavam com a independência.
Gerson foi o profissional perfeito para o jornalismo comunitário, o jornal de bairro, que vive intensamente os problemas de sua comunidade e de sua gente. Gerson gostava de gente, de bater papo, de falar da vida, de dar risadas e de se emocionar e isso é coisa mais rara na grande imprensa, onde a pressão é maior e o verdadeiro jornalismo muitas vezes está escondido no fundo de alguma gaveta. 
Gerson conhecia cada cantinho da Bela Vista e se alguma coisa estava errada ou fora do lugar ele logo percebia. Jornalista é um ser em geral vaidoso, gosta de ver os resultados de suas investigações apurações e reportagens, frutos de seu trabalho. Mas para o Gerson, as conquistas de seus “pupilos” e o sucesso da carreira de cada um eram os frutos que gostava de saborear com prazer. Gerson era um jornalista, mas foi também um mestre. Um mestre com o qual, com certeza eu e muitos de seus discípulos, aprendemos a amar essa profissão. Uma profissão na qual talvez possa se perder tudo menos a capacidade de se indignar.

*Ana Salete Silva (ou Júlia de Medeiros), é jornalista. 

 

FÓRUM DE MORADORES DO BAIRRO 08 DE JUNHO DE 2.005
De: Regina Papini
CIDADE: São Paulo - ESTADO: SP -  PAÍS: Brasil

PARA: FÓRUM JORNAL DOS BAIRROS


Caríssimo Egydio. 
Antes de mais parabanizo pelo Jornal da Bela Vista e gostaríamos de manisfertar sobre matéria no jornal com o título moradores reclamam. Moro na Bela vista e no ed. norma desde 1984 e nunca nenhum barulho de som de boites, e barzinhos nos incomodaram, portanto não compartilhamos do comentário no jornal assim como não assinamos nenhum abaixo assinado reclamando, portanto os moradores do Ed Norma unid. 121 não compartilha desta reclamação. Assim como tantos outros.
atenciosamente. Regina Papini

 

FÓRUM DE MORADORES DO BAIRRO 09 DE JUNHO DE 2.005
De: Tito Lívio Bernardi
CIDADE: São Paulo - ESTADO: SP -  PAÍS: Brasil

PARA: FÓRUM JORNAL DOS BAIRROS


Egydio.
Tenho procurado assinar "Tito Bernardi", a pedido de diagramadores que sempre queriam abreviar o meu nome. Depois de tanto abreviarem, adotei o nome mais resumido. 
Essa história de "Julia de Medeiros" - esse pseudônimo foi adotado pela Ana também? Quando começamos, em 80, esse nome já aparecia e, se forem somar a idade da Julia, sei não... 
Você está traindo suas convicções, digamos, lingüísticas: lembro-me que você se insurgiu contra a grafia de "Bixiga" - com "i". Incumbiu o Gerson a fazer uma série de entrevistas com lingüistas, gramáticos e afins. É verdade que a série sofreu durou golpe com a solene recusa do famoso Napoleão Mendes de Almeida (mantinha uma coluna embolorada no Estadão e um curso por correspondência) em atender o Gerson, que ficou desapontado, mas compreendeu. "Também, com um nome desses, o sujeito de ter aspirações maiores...", sintetizou o Gerson, soltando uma de suas gargalhadas. 
Lembro-me até de um inciso editorial que você dava a entender que quem insistia em grafar o nome do bairro como "Bixiga" precisava voltar para a escola. E mandou um recorte para o Bóris Casoy porque a Folha insistia nesse crime lingüístico. 
E recordo também que a grafia "Bixiga" entrou num "index" lingüístico a ser observado com rigor. Fosse hoje, certamente o JBV criaria o seu "manual de redação"... 
Não sei como anda a vida comunitária do "Bexiga", mas sugiro um ofício seu, acompanhado dos textos anexos e de algumas matérias do Gerson, solicitando à Câmara Municipal que seja atribuído o nome dele para algum logradouro do bairro. Comprometo-me a assinar também. 
Abcs. Tito

Caro Tito.
1) Como você sabe, Ana Salete, cujo nome de solteira era Ana Salete Coelho da silva, minha sobrinha, há muitos anos escreve o editorial de nossos jornais, o qual inclusive é publicado no Voz da Terra de Assis. Fica também disponível na internet em www.ajorb.com.br/ipe/editorial.htm 
Não me lembro quando nem o motivo (talvez porque, vez por outra, eu alterava alguma coisa e não ficaria bem que o texto deixasse de expressar exatamente o que ela pensava); sugeri então que ela que adotasse o pseudônimo Júlia de Medeiros. E ela concordou. Gostaria, porém, que ela voltasse a assinar seu nome o que seria mais um orgulho para mim.
2) Bixiga e não Bexiga: eu já havia quase esquecido de que me empenhei em defender a denominação de Bexiga com “e” para o novo Bixiga, que hoje, entendo, deve ser escrito com “i”, para diferenciar do antigo e até – contrariando a minha tese baseada apenas nos dicionários – por haver uma justificativa gramatical (Veja em http://www.ajorb.com.br/hb-bixigacom-i.htm ). Na verdade, quando iniciei a pesquisa para descobrir a fundação do bairro, descobri que existiu um Bexiga antigo (Veja em http://www.ajorb.com.br/hb-bexigaantigo.htm ) e um Bixiga novo ( http://www.ajorb.com.br/hb-bixiganovo.htm ), que começou a nascer em 1.º de outubro de 1878.
Portanto, a sua afirmação de que eu mudei procede em parte, na realidade a pesquisa histórica e gramatical me levou a adotar as duas palavras, com “e” para o Bexiga antigo e com “i”, para o Bixiga novo.
3) Nome de rua para o Gerson. Com certeza, ele merece. Recordo-me de que, conversando com o Armandinho do Bixiga, para dar nome de rua a Antônio Aguiar, ex-presidente da Sociedade amigos Bixiga e Bela Vista, que havia falecido recentemente, sugeri a única rua central da Vila Fortaleza. Armandinho, gozador como sempre, me disse: 
- Esta não. Esta, estamos guardando para você. 
Na verdade, a rua central da Vila Fortaleza, já se chamava Travessa Fortaleza, mas Armandinho não quis perder a piada.
E, infelizmente, Armandinho morreu alguns anos mais tarde e não se encontrou rua no bairro para por o seu nome. Por isso, seu nome foi colocado no antigo Viaduto 13 de Maio.
Vê-se que é difícil achar rua sem nome no Bixiga para se colocar nome e mudar de nome é sempre transtornos para os moradores. Ficaria fácil propor o nome de Gérson Martins de Araújo a uma rua de São Paulo, mas fora do Bixiga. Abçs. a todos. Egydio Coelho da Silva

FÓRUM DE MORADORES DO BAIRRO 09 DE JUNHO DE 2.005
De: Haroldo Lago
CIDADE: São Paulo - ESTADO: SP -  PAÍS: Brasil

PARA: FÓRUM JORNAL DOS BAIRROS


Taí Egydio, gostei da idéia. Vai dar um barulhão. Depois do Túnel 9 de 
Julho virar “Túnel Daher Elias Catait”, quero ver quem fica contra dar o 
nome do Gérson para uma rua. Rua Jornalista Gérson Martins. 
Se você entrar na briga eu topo. 
Caro Haroldo.
Eis aí uma sugestão: mudar o nome do Túnel 9 de Julho, que agora se chama “Túnel Daher Elias Catait” para Jornalista Gérson Martins Araújo. Pelo pelos é um nome que tem forte ligação com o bairro. Abçs. Egydio

 

HISTÓRIA DO BIXIGA  EM 09 JUNHO DE  2005
De: Tito Lívio Bernardi
CIDADE: São Paulo - ESTADO: SP -  PAÍS: Brasil

PARA: FÓRUM HISTÓRIA DO BIXIGA


Egydio.
Você está traindo suas convicções, digamos, lingüísticas: lembro-me que você se insurgiu contra a grafia de "Bixiga" - com "i". Incumbiu o Gerson a fazer uma série de entrevistas com lingüistas, gramáticos e afins. É verdade que a série sofreu durou golpe com a solene recusa do famoso Napoleão Mendes de Almeida (mantinha uma coluna embolorada no Estadão e um curso por correspondência) em atender o Gerson, que ficou desapontado, mas compreendeu. "Também, com um nome desses, o sujeito de ter aspirações maiores...", sintetizou o Gerson, soltando uma de suas gargalhadas. 
Lembro-me até de um inciso editorial que você dava a entender que quem insistia em grafar o nome do bairro como "Bixiga" precisava voltar para a escola. E mandou um recorte para o Bóris Casoy porque a Folha insistia nesse crime lingüístico. 
E recordo também que a grafia "Bixiga" entrou num "index" lingüístico a ser observado com rigor. Fosse hoje, certamente o JBV criaria o seu "manual de redação"... 
Não sei como anda a vida comunitária do "Bexiga", mas sugiro um ofício seu, acompanhado dos textos anexos e de algumas matérias do Gerson Martins Araújo, que editou o Jornal da Bela Vista, durante quase 20 anos, solicitando à Câmara Municipal que seja atribuído o nome dele para algum logradouro do bairro. Comprometo-me a assinar também. 
Abcs. Tito

Caro Tito.
1) Bixiga e não Bexiga: eu já havia quase esquecido de que me empenhei em defender a denominação de Bexiga com “e” para o novo Bixiga, que hoje, entendo, deve ser escrito com “i”, para diferenciar do antigo e até – contrariando a minha tese baseada apenas nos dicionários – por haver uma justificativa gramatical (Veja em http://www.ajorb.com.br/hb-bixigacom-i.htm  ). Na verdade, quando iniciei a pesquisa para descobrir a fundação do bairro, descobri que existiu um Bexiga antigo (Veja em http://www.ajorb.com.br/hb-bexigaantigo.htm  ) e um Bixiga novo ( http://www.ajorb.com.br/hb-bixiganovo.htm  ), que começou a nascer em 1.º de outubro de 1878.
Portanto, a sua afirmação de que eu mudei procede em parte, na realidade a pesquisa histórica e gramatical me levou a adotar as duas palavras, com “e” para o Bexiga antigo e com “i”, para o Bixiga novo.
3) Nome de rua para o Gerson. Com certeza, ele merece. Recordo-me de que, conversando com o Armandinho do Bixiga, para dar nome de rua a Antônio Aguiar, ex-presidente da Sociedade amigos Bixiga e Bela Vista, que havia falecido recentemente, sugeri a única rua central da Vila Fortaleza. Armandinho, gozador como sempre, me disse: 
- Esta não. Esta, estamos guardando para você. 
Na verdade, a rua central da Vila Fortaleza, já se chamava Travessa Fortaleza, mas Armandinho não quis perder a piada.
E, infelizmente, Armandinho morreu alguns anos mais tarde e não se encontrou rua no bairro para por o seu nome. Por isso, seu nome foi colocado no antigo Viaduto 13 de Maio.
Vê-se que é difícil achar rua sem nome no Bixiga para se colocar nome e mudar de nome é sempre transtornos para os moradores. Ficaria fácil propor o nome de Gérson Martins de Araújo a uma rua de São Paulo, mas fora do Bixiga. Abçs. a todos. Egydio Coelho da Silva

 

HISTÓRIA DO BIXIGA  EM 09 JUNHO DE  2005
De: Haroldo Lago
CIDADE: São Paulo - ESTADO: SP -  PAÍS: Brasil

PARA: FÓRUM HISTÓRIA DO BIXIGA


Taí Egydio, gostei da idéia. Vai dar um barulhão.Corr Depois do Túnel 9 de 
Julho virar “Túnel Daher Elias Catait”, quero ver quem fica contra dar o 
nome do Gérson para uma rua. Rua Jornalista Gérson Martins. 
Se você entrar na briga eu topo. 
Caro Haroldo.
Eis aí uma sugestão: mudar o nome do Túnel 9 de Julho, que agora se chama “Túnel Daher Elias Catait” para Jornalista Gérson Martins Araújo. Pelo pelos é um nome que tem forte ligação com o bairro. Abçs. Egydio

 

HISTÓRIA DO BIXIGA  EM 09 JUNHO DE  2005

De: Camila Lima Correia
CIDADE: São Paulo - ESTADO: SP -  PAÍS: Brasil

PARA: FÓRUM HISTÓRIA DO BIXIGA

 

Como surgiu o bexiga novo,como era o bexigo antigo poe gentileaz mande somente um resumo
Grato até a proxiam!!!!
Prezada Camila. Veja resposta dada a Tito Lívio Bernardi acima.

Abçs. Egydio Coelho da silva

 

FÓRUM DE MORADORES DO BAIRRO 13 DE JUNHO DE 2.005
De: Tito Lívio Bernardi
CIDADE: São Paulo - ESTADO: SP -  PAÍS: Brasil

PARA: FÓRUM HISTÓRIA DO BIXIGA


Egydio.
As questiúnculas do idioma: lembro-me que na redação do Jornal da Bela Vista era "proibido" utilizar a grafia "Bixiga". Melhor assim, pois o povo, já naquela época, falava Bixiga e a voz do povo... 
Quanto a dar um nome de rua ao Gerson, realmente, você tem razão. Os moradores da rua escolhida terão muitos dissabores com correspondência, impressos comerciais a serem alterados, entre outros transtornos. E, de lá de cima, o Gerson não aprovaria e seria capaz, em um de seus arroubos, indagar: "Esses políticos não têm coisas mais importantes para fazer do que ficar mudando o nome das ruas?". 
Mas, como sugerir ainda não custa nada, vai outra proposta: resgatar as melhores reportagens do Gerson e republicar algumas no vibrante JBV.  Abcs. Tito

Caro Tito.
De fato eu procuro dar coerência ao jornal. Daí, a teimosia. 
Se queríamos na época defender a tese de que nome do bairro deveria ser o que está nos dicionários, não poderia permitir que escrevesse Bexiga com "i". 

Além da interpretação de gramáticos de que Bixiga pode ser escrito com "i", houve a necessidade de diferenciar o Antigo Bexiga do Novo Bixiga e, havendo uma grafia diferente, fica mais ditático. E não se pode também negar a sua interpretação de que o povo fala assim. 

Armandinho costumava dizer que os italianos também pronunciavam com "i" e, por isso, entendia que deveria ser gravado desta forma.
Mas sem dúvida sou bastante teimoso e veemente na defesa de minhas teses. Meu filho, Paulo Egídio, costuma dizer:  "Só conheço uma pessoa mais teimosa do que eu. Meu pai". Abçs. Egydio Coelho da Silva

   

 

Clique aqui e veja  também Fórum sobre história do Bixiga

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