Fórum de moradores de Botucatu, de simpatizantes do EC Inca, esportistas botucatuenses e de resgate da história recente da cidade.
Coordenador deste Fórum: jornalista Egydio Coelho da Silva


João Marcos (ex-goleiro do Palmeiras e Grêmio)

Em pé: Carlão, Nenê Santana (foi zagueiro e técnico da Ponte Preta-SP), Cléo Hickman, Rocha (já falecido), Perivaldo e João Marcos. Agachados: Carlos Alberto Borges (o Raio), Luis Pereira, Jorginho, Carlos Alberto Seixas e Carlos Henrique.

João Marcos, o João Marcos Coelho da Silva, nascido no dia 1º de junho de 1953, em Botucatu-SP, goleiro do Palmeiras (veja foto), no início dos anos 80, casado, três filhos, mora em Botucatu (SP), onde tem escolhinhas de futebol e uma empresa que perfura poços artesianos.

João Marcos começou a carreira no Guarani FC de Campinas-SP, onde ficou até 86. Jogou também no São Bento de Sorocaba-SP e no Noroeste de Bauru-SP, antes de se transferir para o Palmeiras, em 1980. Permaneceu no alviverde até 85 e encerrou a carreira no Grêmio de Porto Alegre, em 1986.

João Marcos teve grande fase em 1984 e teve também boa passagem pela Seleção Brasileira.

FÓRUM S/DE MORADORES DE BOTUCATU E S/ INCA F.C.  EM 23/11/2.009
De: Sandra Ravagnani
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum de moradores de Botucatu
 

Meu pai jogou no Inca. Na foto do dente de leite que se encontra no Fórum meu tio aparece -Cidinho.
Moro em Assis há mais de trinta anos, mas fui criada na Rua do João Costela.
Meus avós moravam na mesma rua dele.   Meu pai jogou no Inca e tem grande admiração pelo João Costela
Tenho certeza que o João Costela ta treinando um time de anjos. abraços e obrigada pelas recordações oferecidas por este site.
 

 

FÓRUM S/DE MORADORES DE BOTUCATU E S/ INCA F.C.  EM 02/04/2.010
De: Rogério Chiaroti
Cidade: Morro Agudo. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum de moradores de Botucatu

 

Estou fazendo um trabalho sobre goleiros do Palmeiras, e gostaria de informações sobre o João Marcos.
Caro Rogério,
Tentarei responder a você, confiando em minha memória.
João Marcos Coelho da Silva ou simplesmente João Marcos nasceu em 1953, em Botucatu-SP.
Lembro-me bem porque voltava da “aula” no Tiro de Guerra e, quando passava em frente ao hospital, na Avenida Santana, a dois ou três quarteirões do início da Avenida, no lado esquerdo de quem sobe, comentei com o colega Butignoli, que minha cunhada, Dirce Kalil, ali se encontrava porque dera à luz ao meu primeiro sobrinho.
Entrei então no hospital e fui visitá-la e conhecer meu sobrinho. Havia muita gente visitando a Dirce e o recém nascido, pois ela tinha intensa participação social e era muito conhecida, o que gerou comentário de uma enfermeira: “Era tanta gente que tinha até um soldado”.
Dirce participava de corais e costumava, nas procissões de Jesus Morto, interpretar o canto fúnebre de Verônica, o que fazia com grande profissionalismo.
Não sem razão, pois seu pai, avô de João Marcos, era o Maestro Salim Kalil, cujos filhos, todos músicos (Salomão, Mozart, Waldomiro, Vilma e Hugo), também eram muito conhecidos em Botucatu.
Meu irmão João Coelho da Silva (João Costela) também era muito popular na Vila dos Lavradores, onde era estabelecido com alfaiataria e principalmente porque dirigia o E.C. Inca.
João Marcos se iniciou no futebol no time dirigido por seu pai e não costumava jogar no gol. Guanxuma, veterano jogador de futebol da Ferroviária de Botucatu, ponta esquerda, que também chegou a jogar no Palmeiras, costumava selecionar meninos de destaque no futebol para encaminhá-los ao Guarani, de Campinas.
Ele selecionou vários deles, mas não incluiu João Marcos, que tinha seus 13 ou 14 anos (década de 1960), nenhum, porém, que jogasse no gol. Mas João Marcos queria viajar e, por isso, foi junto com os meninos para fazer teste no Guarani, como goleiro.
Nenhum dos meninos do grupo foi aceito no Guarani, apenas João Marcos porque se saiu muito bem no teste de goleiro.
No Guarani ficou bom tempo como segundo goleiro (início da década de 1.970), pois, o primeiro era Tobias, excelente goleiro e estava em boa fase, mesmo assim defendeu o time em muitas partidas importantes. Foi transferido para o América de São José do Rio Preto, em seguida, para o São Bento de Sorocaba e depois para o Noroeste de Bauru, onde teve o auge de sua carreira.
Tinha muita popularidade na cidade e conseguia vender direito de imagem para diversas empresas importantes na cidade. Era o principal jogador do Clube e achava engraçado ter seu passe penhorado por credores do Noroeste e precisar comparecer ao Fórum para assinar documentos por isso.
O técnico do Noroeste adotava um esquema retrancado, contando com a eficiência de João Marcos. Os adversários não conseguiam entrar na grande área e eram obrigados e chutar de longe e João Marcos pegava tudo.
Nos contra ataques, o técnico contava na velocidade e nos chutes fortes de Baroninho. Assim, a zebra sempre aparecia quando os times grandes jogavam com o Noroeste
e a explicação dos técnicos para a derrota quase sempre era a atuação excepcional de João Marcos.
No início da década de 1980, a diretoria do Palmeiras estava sendo cobrada pela torcida para contratar reforços e, então, contratou João Marcos, que não era muito conhecido. Sua contratação foi título irônico de notícia num jornal esportivo: “Palmeiras traz reforços: João Marcos”.
Na época, por problemas financeiros, o Palmeiras não tinha um grande time, o que levava o clube a ter pouco sucesso nos campeonatos.
Num jogo, no Maracanã, acho que contra o Flamengo, João Marcos fechou o gol e fez uma defesa sensacional, se esticando todo e colocando a escanteio uma bola que ia ao ângulo.
Essa grande atuação levou a ser convocado para participar de jogos da Seleção Brasileira, mas também foi o início do final de sua carreira futebolística. É que ele teve um deslocamento no ombro, que praticamente não tinha cura, semelhante a que tinha Zidane da Seleção Francesa.
Recentemente conversando, com Ulisses, meu vizinho, aqui em São Paulo, no bairro das Perdizes, o terceiro goleiro do Palmeiras, quando João Marcos era titular, ele me explicou que somente agora existe tratamento para esse tipo de lesão.
Em seguida, João Marcos teve seu passe vendido para o Grêmio de Porto Alegre, onde praticamente encerrou sua carreira, na década de 1.980.
Hoje, vive em Botucatu, é diretor do E.C. Inca e prepara meninos para fazer teste para ingressar nas categorias de base de clubes grandes paulistas.

Rogério,
Se nas suas pesquisas você constatar alguma informação que não conste nestas minhas lembranças, favor me comunicar para que eu possa retificar ou acrescentar neste perfil biográfico de João Marcos disponível na Internet.
Espero ter ajudado e boa sorte na sua pesquisa. 
Egydio Coelho da Silva (São Paulo-SP, Brasil)

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