Editora Ipê de jornais dos bairros 

(Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra virtual de  Assis-SP e Voz da Terra virtual de Monte Verde-MG - Brasil

Diretor: Egydio Coelho da Silva

 

OPINIÃO DE 23-09-2008


Reduzir desigualdades pela educação

 * Julia de Medeiros
 

 As condições fundamentais para erradicar a pobreza e diminuir a distância entre ricos e pobres ainda não foram oferecidas.
A principal delas é a educação. O sistema de ensino ainda está muito aquém do necessário.    


Considerando levantamentos recém divulgados, a impressão é que o prefeito de São Paulo eleito nas próximas eleições receberá uma cidade em ritmo de pobreza desacelerado.
No ano passado, a proporção de pobres no Estado passou de 22,8% para 20,4%, o menor percentual desde 1995, quando foi realizada a primeira pesquisa sobre o assunto pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.
A queda da pobreza no Estado foi maior do que a média do País em 2007, que passou de 26,9% para 25,1%.
Mas é preciso destacar que esses estudos mostram apenas a renda dos assalariados e não consegue captar rendimento de fundos de investimentos ou ações nem tão pouco demonstrar a desigualdade entre as rendas do trabalho e do capital que só devem diminuir efetivamente com ações mais eficazes na área da educação.
A renda salarial ganhou reforço com a rede de proteção social, como o programa Bolsa Família e a aposentadoria. O aquecimento da economia nos últimos anos pode contribuir para inserir mais pessoas no mercado de trabalho, em especial em São Paulo principal centro econômico do País, e elevar o poder de compra da massa de trabalhadores.
Mas as condições fundamentais para erradicar a pobreza e diminuir a distância entre ricos e pobres ainda não foram oferecidas. A principal delas é a educação. O sistema de ensino ainda está muito aquém do necessário para oferecer o aprendizado mínimo para a formação de profissionais e cidadãos preparados para o competitivo mercado de trabalho.
A raiz do problema começa na falta de creches para atender crianças enquanto suas mães trabalham. A cidade carece não de lugares apenas seguros para essas crianças, mas providos de ambiente propício ao desenvolvimento educacional e social.
Outro ponto crítico é em relação aos adolescentes na faixa etária dos 12 aos 17 anos sem oportunidades de complementação escolar e de atividades que possam em especial evitar situações de riscos aos quais boa parte deles está submetida.
Sem priorizar e investir em educação outras ações podem ser apenas paliativos que em nada contribuem para resolver de forma definitiva o verdadeiro problema do baixo desenvolvimento econômico e social e reduzir de fato as desigualdades sociais.

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

A chamada Lei seca deu certo por que penaliza o consumidor.  Seria um caminho melhor do que criminar  quem produz e vende drogas legais e ilegais?

Tiro o chapéu

Para atletas para-olímpicos que, quando têm oportunidade, são motivo de orgulho do povo brasileiro.

Enterro o chapéu

Para a censura aos "grampos e vazamentos", que são ainda a maior fonte de informação do eleitor.

Pensamento de outros

"Creio que um dia os homens pacíficos reconstruirão o que os homens egoístas destruíram".  Martin Luther King  (1929 - 1968), pacifista americano.

 

OPINIÃO DE 26-08-2008


Eleições sem arrependimentos

 * Julia de Medeiros
 

 Como estamos num período de economia em ascensão, o eleitor estaria menos raivoso com a classe política e correndo maior risco de se deixar enganar pelas aparências, pela boa conversa ou simplesmente pela falta de informação.    


Iniciada a etapa decisiva da campanha eleitoral, marcada em especial pela propaganda dos candidatos na televisão, é mais do que hora de o eleitor ficar atento.

As pesquisas de opinião mostram que os escândalos de denúncia e corrupção contribuem menos para a rejeição dos candidatos pelo eleitor do que a desaceleração econômica e o empobrecimento da população.
Como estamos num período de economia em ascensão, na avaliação de especialistas, mesmo que num ritmo lento, o eleitor estaria menos raivoso com a classe política e correndo maior risco de se deixar enganar pelas aparências, pela boa conversa ou simplesmente pela falta de informação.
Como a legislação no município de São Paulo já prevê punições para quem não cumprir as promessas de campanha, é possível que os candidatos moderem mais nos discursos desta vez e prometam apenas o que podem cumprir. Diante desse cenário, talvez um bom critério para avaliar e escolher o melhor candidato seja buscando informações sobre seu passado para saber o que o pretenso vereador ou prefeito e vice-prefeito já fizeram pela cidade.
Votar esperando a defesa de interesses particulares imediatos é um dos erros mais comuns cometidos pelos eleitores. A teoria vale tanto para os que esperam a construção de uma escola ao lado de casa quanto para os que em troca do voto recebem, por exemplo, a promessa de um emprego no setor público ou de uma vaga na creche para o filho. Esses eleitores podem mais tarde serem prejudicados por projetos mais amplos que os acabam prejudicando na coletividade.
Outro equívoco comum do eleitor é achar que não consegue mudar nada com apenas o seu voto. Um voto faz sim muita diferença. Buscar informações sobre as idéias do candidato e também a respeito de seu passado pode ser uma boa alternativa para evitar erros tão corriqueiros e que podem ser decisivos para a prosperidade do município nos próximos quatro anos. Se adotar uma postura mais coletiva e menos individualista provavelmente o eleitor terá mais chances de obter melhor resultado das urnas para todos e quem sabe sem arrependimentos futuros.

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

O espírito esportivo começa a desaparecer quando um time tem obrigação de vencer a competição?

Tiro o chapéu

Para o STF, que começa a fazer "Leis", que o Congresso espertamente não quer ou se omite em fazer.

Enterro o chapéu

Para a interpretação de que "vazamento" de informação é crime, quando deveria ser direito do povo em se informar.

Pensamento de outros

"A arte de viver parece-me mais com a luta do que com a dança ".  Marco Aurélio (74 a.C.), imperador, general e cônsul romano.

 

OPINIÃO DE 21-07-2008


Incompetência para punir

 * Julia de Medeiros
 

 É impossível negar o sucesso da operação que resultou no flagrante de gente, ligada ao presidente do Oportunity, tentando corromper um delegado.
Por muito menos, ladrões de comida em supermercado, por exemplo, foram parar atrás das grades.    


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, tem razão quando diz que prisão preventiva não pode servir como forma de punição prévia.
O governo federal, em especial o presidente Luís Inácio Lula da Silva, se esforçou para convencer a opinião pública de que a Polícia Federal e a Justiça têm recorrido aos trâmites legais e possíveis para apurar o caso de corrupção envolvendo o banqueiro Daniel Dantas.
Apesar de tudo isso, a sensação que ficou é a de impunidade e de certeza de que mais uma operação da PF pode não passar do espetáculo inicial, provocado pela prisão cinematográfica de mais de uma dúzia de suspeitos, dois dos quais grandes conhecidos dos brasileiros: o ex-prefeito Celso Pitta e o especulador Naji Nahas.
O prende e solta de Daniel Dantas só serviu como mais uma demonstração de que na cadeia mesmo só fica quem não tem recursos para contratar um bom advogado de defesa.
Muitas reportagens publicadas pela mídia mostram que a PF pode ter cometido muitos erros na investigação e com falhas graves no inquérito, entre as quais a não apresentação de provas suficientes para as acusações. Esses supostos erros só servem de brechas para a defesa dos acusados. Mas é impossível negar o sucesso da operação que resultou no flagrante de gente, ligada ao presidente do Oportunity, tentando corromper um delegado. Por muito menos, ladrões de comida em supermercado, por exemplo, foram parar atrás das grades.
Talvez seja leviano comparar esse fato com o assassinato do garoto João Roberto e tantos outros assassinatos ocorridos nas semanas seguintes à tragédia no Rio de Janeiro envolvendo policiais. Há, no entanto, uma aparente similaridade entre os casos: falta de preparo dos profissionais. Essa falta de capacitação, se assim se pode chamar, no entanto, faz mais estrago entre a população indefesa e sem recursos para se defender. Nesses prendes e soltas, quem fica atrás das grades é quem não tem cacife para aproveitar as “brechas” deixadas pelo sistema.
 

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

A máxima, "Antes os defeitos do Judiciário do que as virtudes da polícia", deveria ser observada nos dias atuais?

Tiro o chapéu

Para a obrigatoriedade de filosofia e sociologia no ensino médio.

Enterro o chapéu

Para a falta de discussão sobre o uso da Prefeitura de S. Paulo, como trampolim político.

Pensamento de outros

"Quando o dinheiro fala, até a verdade se cala".  Provérbio russo.

 

 

OPINIÃO DE 23-06-2008


Inflação em tempos de eleição

 * Julia de Medeiros
 

O índice de satisfação com o presidente Lula se manteve em alta mesmo em meio às denúncias de corrupção, mas é pouco provável que se mantenha inalterado se os preços começarem a ser remarcados nas prateleiras dos supermercados.    


Perguntado se estava preocupado com a inflação, o dono das Casas Bahia, a maior rede de lojas do país, Michael Klein, respondeu que sem dúvida, pois a inflação é um freio de mão.
Ele lembrou que na época da inflação, as Casas Bahia tinham 150 lojas. Esse número quadruplicou com a inflação controlada.
Outra informação relevante dada pelo empresário em entrevista a uma revista semanal é que aparecem em suas lojas 3 milhões de novos clientes por ano desde 2003, boa parte gente da classe C.
Só por essas declarações já é possível ter uma idéia de quanto um aumento descontrolado dos preços pode afetar o brasileiro, causar descontentamento e influenciar as eleições municipais em 2008.
Pesquisas e a própria realidade já evidenciaram o quanto uma queda do poder aquisitivo e a desaceleração econômica podem aumentar a rejeição de políticos entre os eleitores.
O efeito de um cenário de inflação e queda do consumo é muito mais intenso nas urnas do que casos de corrupção mesmo quando se tratam de bilhões de reais desviados dos cofres públicos para as contas correntes dos corruptos.
O índice de satisfação com o presidente Lula se manteve em alta mesmo em meio às denúncias de corrupção, mas é pouco provável que se mantenha inalterado se os preços começarem a ser remarcados nas prateleiras dos supermercados.
Talvez essa seja uma das explicações para o anúncio, na semana passada, de uma ajuda do governo federal aos produtores agrícolas da ordem de R$ 65 bilhões para financiar a próxima safra e mais R$ 13 bilhões só para a agricultura familiar.
É importante e louvável a atitude do presidente Lula. Tomar providências para facilitar o acesso das populações mais carentes à comida é dever de todo chefe de estado.
Mas é preciso lembrar que nem só de pão e arroz vivem os brasileiros. O que se tem visto nas últimas semanas é um aumento de preço meio generalizado, com maior intensidade entre os produtos alimentícios, mas com alguma correção em quase todos os itens do custo de vida incluindo os serviços sempre tão mais difíceis de serem controlados.
Sem inflação ganha o País e os brasileiros, mas os políticos, em especial os da situação, também ganham mais chances de continuar no poder.

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

As atividades do Exército devem ser paralisadas porque soldados cometeram crime. O mesmo deveria acontecer com o Legislativo, Judiciário e demais instituições?

Tiro o chapéu

Para a sugestão de divulgar nomes, porém não impedir candidatura de políticos processados por ficha suja.

Enterro o chapéu

Para o Judiciário, que não respeita o direito do povo em escolher os candidatos de sua preferência e obter informações sobre eles.

Pensamento de outros

"Procurar a felicidade é como agarrar a sombra ou caçar o vento".  Provérbio japonês.

 

OPINIÃO DE 20-05-2008


Calamidades

 * Julia de Medeiros
 

Questões como calamidades devem passar a integrar a pauta de discussões de organismos, como a Organização das Nações Unidas (ONU), ao lado das questões de preservação ambiental.
O assunto não interessa apenas aos países atingidos por catástrofes como essas, mas a todo o planeta que está mais do que nunca ameaçado por esses fenômenos.   


Um tremor de terra que atingiu 5,2 graus na escala Richter foi sentido na cidade de São Paulo.
As conseqüências do fenômeno não foram além dos sustos causados na população dos bairros mais afetados.
Infelizmente, esse não foi o mesmo resultado do ciclone que matou quase 80 mil pessoas em Mianmar, na Ásia, nem tão pouco do terremoto que deve ter deixado cerca de 50 mil mortos na China.
Todos esses casos, no entanto, revelam um ponto em comum: a ausência de planejamento dos governos que pode ser agravada pela falta de disposição para amenizar o sofrimento dos mais atingidos.
Há quem acredite no aumento das catástrofes em decorrência das transformações ambientais provocadas pelo homem no planeta.
É bem possível que previsões pessimistas se concretizem, mas uma coisa é mais certa: nem países em que fenômenos naturais como esses acontecem com mais freqüência provocando calamidades, como os Estados Unidos, estão preparados para amenizar os estragos.
Mais certo ainda é que a falta de alimentos, remédios, roupas e de condições para superar os efeitos desses fenômenos vai afetar principalmente as populações mais pobres seja de países ricos ou não.
As cenas de resgates e buscas de sobreviventes na China são impressionantes, mas mais dramáticas ainda são as de Mianmar que mostram homens, mulheres e crianças desesperados por um punhado de comida.
Na China, ainda há uma cobertura jornalística mais ampla dos meios de comunicação em especial brasileiros. Alguns correspondentes de jornais e emissoras de TV já se encontram por lá em virtude das Olimpíadas. É bem possível que o que nos mostram nos noticiários esteja bem próximo da realidade.
As informações que chegam de Mianmar, no entanto, não são tão precisas, embora já suficientes para mostrar que ainda existem governos em que impera a falta de humanidade como forma de garantir a permanência de um poder autoritário.
É impossível aceitar que essa desumanidade contribua para o sofrimento de milhões de pessoas. Questões como essas devem passar a integrar a pauta de discussões de organismos, como a Organização das Nações Unidas (ONU), ao lado das questões de preservação ambiental.
O assunto não interessa apenas aos países atingidos por catástrofes como essas, mas a todo o planeta que está mais do que nunca ameaçado por esses fenômenos.  


 
* Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

O eleitor paulistano não deveria escolher candidato a prefeito para administrar a cidade, repudiando os que a utilizam como trampolim político para governador e/ou presidente da República?

Tiro o chapéu

Para artistas voluntários, que visitam hospitais e dão alegria a pacientes.

Enterro o chapéu

Para a discussão sobre a volta da CPMF, imposto disfarçado e já enterrado pelo Congresso Nacional.

Pensamento de outros

"Não basta fazer coisas cada vez melhores. É preciso fazer melhor cada uma dessas coisas".  Alberto Santos Dumont (1873 - 1932), inventor brasileiro.

 

OPINIÃO DE 23-04-2008


É hora de investir na comida

 * Julia de Medeiros
 

Agora é hora de os governos federal, estaduais e municipais investirem em políticas de incentivo agrícola.
A política cambial também tem sido um entrave à produção de alimentos. Importar do Brasil ficou mais caro o que torna o produto dos concorrentes internacionais mais competitivos do que os brasileiros.   


O aumento mundial do preço da comida deve ter surpreendido em especial os brasileiros.

Até pouco tempo atrás, o Brasil ainda comemorava o aumento da renda da população mais pobre que, entre outras mercadorias, passou a consumir mais alimentos.

A elevação dos preços dos produtos alimentícios parece ameaçar essa trajetória de alta do poder aquisitivo dos cidadãos brasileiros de baixa renda e principalmente esse crescimento do consumo de alimentos.
Por outro lado, no entanto, agora é hora de pensar se o Brasil não pode crescer nessa crise e se tornar o que sempre sonhou ser: o maior produtor de alimentos do mundo.

Se o principal responsável pela alta do custo da comida é a produção de biocombustível, conforme têm apontado autoridades internacionais, o Brasil tem condições de demonstrar que é possível continuar produzindo biocombustível, principalmente a partir da cana-de-açúcar, sem comprometer a produção de alimentos.
Não falta para isso terra cultivável no País. Nem seria preciso fazer desmatamento. Basta aproveitar os terrenos improdutivos. O principal desafio pela frente, no entanto, é a recuperação da remuneração dos produtores agrícolas. A alta do custo de produção nos últimos anos, puxada pelos aumentos dos preços dos adubos e fertilizantes, tem levado muitos produtores a abandonar suas terras e a buscar outra atividade nas cidades.
Agora é hora de os governos federal, estaduais e municipais investirem em políticas de incentivo agrícola que não só estimulariam a produção de alimentos como contribuiria para levar de volta as populações ao campo.

A política cambial também tem sido um entrave à produção de alimentos. Importar do Brasil ficou mais caro o que torna o produto dos concorrentes internacionais mais competitivos do que os brasileiros.
A industrialização de alimentos também deve ser incentivada com a adoção de cargas tributárias mais justas.

Criar uma política de desenvolvimento para toda a cadeia produtiva de alimentos seria uma boa alternativa não só para tornar os produtos alimentícios mais acessíveis no Brasil como também para contribuir para um aumento mundial da produção de comida. 


 
* Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

Se a Constituição garante a todos os brasileiros a livre manifestação de pensamento, por que os militares, em época de paz, não têm esse direito?

Tiro o chapéu

Para a decisão do STF sobre a reserva Raposo do Sol. Exigiu assim mais discussão sobre o assunto, tratado até então apenas por decreto.

Enterro o chapéu

Para a descaso governamental em começar a exigir que as edificações em São Paulo tenham mais segurança contra abalos sísmicos.

Pensamento de outros

"O valor de um homem se mede pela maneira como ele trata os pequenos".  Lúcio Anneo Sêneca (4 a. C. - 65 d.C.), filósofo latino.

 

OPINIÃO DE 24-03-2008


Um bom tema para as próximas eleições

 * Julia de Medeiros
 

O governo e as empresas também não conseguem resolver a questão com mais investimentos em transporte coletivo, principalmente metrô e ônibus.
Problema parecido é vivido em grandes capitais mundiais que, assim como São Paulo, estudam alternativas para amenizar o caos no trânsito.   


Os congestionamentos recordes em São Paulo já fazem do caos no trânsito um dos principais problemas da cidade com conseqüências sérias, como a piora da qualidade de vida do paulistano.

Com quase onze milhões de habitantes e uma frota de carros de cerca de seis milhões de veículos, uma média de 2,4 habitantes por carro, não é à toa que circular pela cidade tem ficado cada dia mais difícil principalmente nos dias de chuva intensa.
O pior é que medida nenhuma parece agradar a população. O rodízio de veículos, criado há onze anos, já se mostra, há muito tempo, insuficiente para resolver o problema. A população, no entanto, rechaça as outras soluções entre as quais a cobrança de pedágio.

O governo e as empresas também não conseguem resolver a questão com mais investimentos em transporte coletivo, principalmente metrô e ônibus.
Problema parecido é vivido em grandes capitais mundiais que, assim como São Paulo, estudam alternativas para amenizar o caos no trânsito. Algumas delas podem servir de inspiração para os paulistanos.

Em Londres, o pedágio cobrado há seis anos não surte mais o mesmo efeito. A saída, estudam os londrinos, será elevar o valor de 8 libras diárias (R$ 27,00) para 25 libras (R$ 85). Nova York, além de estudar a criação de um rodízio como o de São Paulo, cogita a idéia de proibir os táxis de pegar passageiros fora do ponto e elevar o valor de zona azul.
Buenos Aires tem uma frota muito menor do que a de São Paulo, cerca de 600 mil carros, mas também uma população inferior. Mesmo assim o caos no trânsito também já está incomodando.

Lá um projeto que valoriza o pedestre está em estudo. Essas são apenas algumas alternativas. Com tantos impostos, pagar pedágio talvez seja a menos atraente para o paulistano.

Mas diante do caos fica impossível não tomar nenhuma medida. Com a aproximação das eleições municipais provavelmente este será um dos importantes temas da próxima campanha que vão exigir criatividade dos candidatos. Só é bom lembrar que pela nova lei as promessas de campanha têm de ser cumpridas.


 
* Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

O eleitor paulistano não deveria escolher candidato a prefeito para administrar a cidade, repudiando os que a utilizam como trampolim político para governador e/ou presidente da República?

Tiro o chapéu

Para os soldados do Exército,  que são úteis não só na guerra, mas também na paz, ao combater a dengue no Rio.

Enterro o chapéu

Para a despreocupação com a medicina preventiva no Brasil.

Pensamento de outros

"Nunca seja arrogante com os humildes. Nunca seja humilde com os arrogantes".  Lúcio Anneo Sêneca (4 a. C. - 65 d.C.), filósofo latino.

 

 

OPINIÃO DE 25-02-2008


Uma vitória da sociedade

 * Julia de Medeiros
 

A partir dessa emenda, os candidatos à Prefeitura vão ter de medir melhor as promessas de campanha porque todos os projetos terão de ter sua viabilidade detalhada e seus prazos estipulados. Com a emenda, o eleitor terá muito mais condições de avaliar o desempenho do prefeito em especial para decidir seu voto na próxima eleição.   


A emenda à Lei Orgânica do Município, aprovada em fevereiro, pela Câmara Municipal, poderá amenizar uma das maiores dificuldades do eleitor que é saber se os projetos anunciados pelo prefeito estão ou não saindo do papel. A emenda aprovada obriga o prefeito a apresentar, até 90 dias após a posse, um plano de metas detalhado, com propostas mensuráveis, áreas da cidade em que serão executadas e também os prazos para conclusão. Semestralmente, o prefeito deverá prestar contas do trabalho.
A aprovação é uma vitória do Movimento Nossa São Paulo, apoiado por 395 entidades, entre as quais cerca de 30 grandes empresas e a ONG Atletas Pela Cidadania, que reúne estrelas do esporte nacional, como Raí, do futebol. Em entrevista sobre o assunto Raí resumiu bem o que significa a emenda para o eleitor: agora a população vai ter o que cobrar de cada ponto.
A partir dessa emenda, os candidatos à Prefeitura vão ter de medir melhor as promessas de campanha porque todos os projetos terão de ter sua viabilidade detalhada e seus prazos estipulados. Assim fica mais fácil para o eleitor cobrar e mais difícil para os candidatos prometer sem assumir compromisso de fato com a população. Com a emenda, o eleitor terá muito mais condições de avaliar o desempenho do prefeito em especial para decidir seu voto na próxima eleição.
É importante lembrar ainda que sendo o Movimento Nossa São Paulo uma iniciativa da sociedade fica evidente que quanto mais mobilizada e organizada estiver a população, mais fácil ficará adotar medidas para melhor fiscalizar e punir políticos que não cumprem com sua obrigação e que só pensam no eleitor na hora de pedir o voto.


 
* Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

O melhor resultado, obtido pela polícia na prisão de criminosos, ainda é quando os marginais se desentendem ou sofrem acidentes?

Tiro o chapéu

Para a melhoria nas investigações inteligentes, que tem levado criminosos perigosos à prisão.

Enterro o chapéu

Para a falta de política prisional que tire poder dos criminosos presos e recupere os primários.

Pensamento de outros

"Quem tem pressa vai devagar".  Provérbio chinês.

 

OPINIÃO DE 10-01-2008


A saída é cortar a própria carne

 * Julia de Medeiros
 

Cortes no orçamento, além de riscos de uma nova crise energética, no entanto, podem interromper esse ciclo de desenvolvimento se o governo federal preferir reduzir gastos a solucionar o problema com cortes na própria carne.
E quando se fala em cortar na própria carne é claro que não se trata em reduzir ou deixar de pagar salários de servidores.  


A economia brasileira emite sinais positivos para o País. O Produto Interno Bruto cresceu 5% no ano passado e deverá crescer pelo menos mais 4% este ano.
Cerca de 10 milhões de empregos foram criados nos últimos três anos e a expectativa é que o mercado de trabalho crie mais 2,5 milhões de vagas em 2008 em conseqüência do crescimento do PIB no ano passado.
Cortes no orçamento, além de riscos de uma nova crise energética, no entanto, podem interromper esse ciclo de desenvolvimento se o governo federal preferir reduzir gastos a solucionar o problema com cortes na própria carne.
E quando se fala em cortar na própria carne é claro que não se trata em reduzir ou deixar de pagar salários de servidores nem, muito menos, suspender investimentos em programas essências nas áreas de educação, saúde e segurança. Enxugar a máquina, reduzir os cargos comissionados, diminuir a burocracia para tornar os serviços mais ágeis e baratos e fazer o que qualquer empresa da iniciativa privada faz quando precisa economizar para não só sobreviver, mas ganhar eficiência e principalmente competitividade no mercado moderno.
Quem acompanha as ações do governo na área da Ciência e Tecnologia bem sabe que a palavra de ordem é inovar. A indústria e as empresas brasileiras em forma geral estão sendo convocadas a investir na inovação. Mas o governo mesmo pouco faz para aplicar essa exigência em sua própria estrutura. Nos últimos anos, o que o brasileiro mais viu foi dinheiro público ser desviado em operações de corrupção e suborno. Esses recursos que foram para o ralo, provavelmente se bem aproveitados, poderiam facilmente cobrir o rombo de R$ 20 bilhões que o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, a CPMF, provocou no orçamento federal.
É só uma questão de aplicar em casa a lição que o Ministério da Ciência e Tecnologia tem cansado de repetir aos empresários brasileiros: inovar, cortar gastos, reduzir a máquina e aumentar a eficiência. Tudo isso vai permitir que o Brasil continue crescendo independentemente da crise econômica norte-americana que será certamente responsabilizada pelas autoridades brasileiras se essa boa fase da economia entrar em decadência.
 
* Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

OPINIÃO DE 03-01-2008


Quem paga o pato, ou melhor, a conta é o consumidor

 * Julia de Medeiros
 

O governo acertou ao elevar o tributo que incide sobre ganhos das instituições financeiras porque, conforme afirmou o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, esse “é um setor que está tendo uma lucratividade maior que os outros”.  


Como sempre, é o consumidor quem deve pagar pelo aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) do setor financeiro. Segundo especialistas, o “spread” bancário – diferença entre a taxa de juros do dinheiro captado e a cobrada pelos bancos – vai subir. A justificativa é que o IOF e a CSLL entram na composição do spread e os bancos devem repassar o aumento desses dois impostos para os juros de crédito.
Não há dúvida de que o governo acertou ao elevar o tributo que incide sobre ganhos das instituições financeiras porque, conforme afirmou o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, esse “é um setor que está tendo uma lucratividade maior que os outros”. No caso da CSLL, só as instituições financeiras serão atingidas com um aumento de alíquota, que passará de 9% para 15%.
É claro que para empresas, como os bancos, que estão lucrando mais de R$ 2 bilhões por semestre, absorver esse custo, sem repassar para o consumidor, não traria impacto negativo aos lucros que continuariam muito elevados e ainda acima do obtido por qualquer outro setor da economia. Mas é difícil convencer empresários e executivos, em especial do mercado financeiro, de que é possível beneficiar o consumidor.
A única saída seria evitar empréstimos bancários. Aliás, nesse período de aumento de contas para pagar, com o vencimento de impostos como o IPVA – Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores e o IPTU – Imposto Territorial e Predial Urbano – especialistas já recomendaram aos consumidores que prefiram parcelar o pagamento de suas contas a contrair empréstimo bancário para saldar as dívidas.
Com tantos impostos ainda por vencer, o brasileiro tem de engolir mais esse pacote, que, segundo o governo, não é aumento de impostos, mas um ajuste tributário modesto. Seria modesto se a conta fosse toda para as instituições financeiras, mas para o consumidor qualquer ajuste pesa, e muito, no orçamento mensal. 
 
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Máximas sobre liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento:

 

*“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).

 

* “A imprensa, numa vigorosa prestação de serviço, será a memória da cidadania contra o corporativismo de interesses menores, quer no Executivo, Legislativo e Judiciário” (Carlos Alberto Di Franco).

 

“Que o bem da liberdade segue imediatamente os bens da vida e da integridade física, demonstra-se facilmente, pois, a liberdade foi sempre constantemente um dos mais altos fins dos esforços e das aspirações humanas” (Adriano de Cupis).

 

* “Libertas omnibus rebus favorabilior est” ( “Em todos os casos a liberdade é mais favorável”), Brocardo Romano.

 

* “ A imprensa é um dos meios mais importantes de crítica e controle público permanente” (Konrad Hesse)

 

* “A imprensa livre é o olhar onipotente do povo” (Karl Marx).

 

* “A imprensa livre é o espelho intelectual no qual o povo se vê e a visão a si mesmo é a primeira condição da sabedoria” (Karl Marx).

 

“Nossa Constituição Federal (1988) protege, de maneira veemente, o direito de informar, o direito de se informar e o direito de ser informado” (Oduvaldo Donnini, autor do livro “Imprensa livre, dano moral e dano à imagem...pág.206)

 

* “A medida que a comunicação se torna maior e melhor, fica claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do homem”, Spielberg

 

* "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras" (o artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos-ONU, 10-12-1.948).


"Creio na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade".

Rui Barbosa

 

"Infringem a  ética:

o juiz que não julga, 

o promotor que  não denuncia, 

o advogado que não defende, 

o jornalista que não noticia o que sabe ou 

não escreve o que pensa".

Medeiros de Abreu

 

"Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la".  Voltaire

 

Indenização, em dinheiro, por dano moral somente indeniza a moral de quem não tem moral.

Medeiros de Abreu

 

“O interesse coletivo deve prevalecer em relação ao particular”. Ministros Marco Aurélio e Gilmar Mendes em decisão sobre crime de imprensa.

 

* A sociedade deveria entender que quem quer penalizar o direito de opinar, de pensar ou de se informar é que deveria ser penalizado". Medeiros de Abreu

"O segredo é aliado da corrupção". Ministro Waldir Pires

"Julgar idéias é uma das mais infelizes invenções da humanidade." Jornalista Audálio Dantas

"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa". (Declaração de Chapultepec sobre liberdade de expressão)

 

"Limitar a liberdade de expressão, sob qualquer forma que seja, revela incompatibilidade com a democracia". 

Rodrigo Pinho, procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo

 

"Falta de ética é não publicar notícia relevante". Thélio Magalhães, jornalista.

 

Os incisos do artigo 5o. da Constituição abaixo só não garantem a liberdade de imprensa, porque foram "esquecidos" pelos que julgam ações contra a liberdade de imprensa:

 

* "IV - É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato";

 

* "V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo...";

 

* "IX - É livre a atividade...de comunicação, independentemente de censura e licença";

 

* "XIV - É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional".