Editora Ipê de jornais dos bairros 

(Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra virtual de  Assis-SP e Voz da Terra virtual de Monte Verde-MG - Brasil

Diretor: Egydio Coelho da Silva

OPINIÃO DE 23-06-2009


Mais uma vez a crise política

 * Julia de Medeiros
 

 Se o presidente da Casa, que há anos ocupa uma cadeira no Senado, não tem culpa alguma e muito menos sabia de fatos importantes, como a contratação irregular de parentes, entre os quais o seu neto, quem deveria saber?  


Os escândalos envolvendo políticos brasileiros não saem mais das manchetes. Quando parece que um assunto já se esgotou novas denúncias acabam trazendo o tema de volta à tona. Há quem diga que isso são sinais da democracia em que nada mais se varre para debaixo do tapete e que a verdade deve aparecer doa a quem doer.
A realidade, no entanto, não é parece bem assim. O brasileiro ainda é obrigado a ouvir explicações estapafúrdias como a do senador José Sarney, que afastou de si e atribuiu à instituição a culpa pela crise que atingiu o Senado.
Se o presidente da Casa, que há anos ocupa uma cadeira no Senado, não tem culpa alguma e muito menos sabia de fatos importantes, como a contratação irregular de parentes, entre os quais o seu neto, quem deveria saber? Talvez o eleitor, se tivesse buscado mais informações, quando decidiu dar mais um voto ao senador nas últimas eleições.
O pior é ouvir do presidente Luis Inácio Lula da Silva que Sarney deve ser respeitado em virtude de sua história. Se há uma história a ser preservada, mais uma boa razão para que tudo seja apurado. Afinal, quem faz história num país é exemplo de vida e de conduta. Será que é nesse exemplo que queremos que nossos filhos se inspirem?
Fica até repetitivo e mesmo cansativo para os leitores encontrar nos jornais sempre a mesma ladainha, a mesma indignação e principalmente ver a história se repetir a cada semana, mês e ano. Poderíamos gastar nosso tempo e espaço com outros assuntos mais relevantes como educação, saúde e segurança.
Mas nenhum outro tema pode ser debatido sem passar pela política. A sociedade brasileira está bem preparada para enfrentar questões importantes. Há profissionais extremamente capacitados em todas as áreas. Há empresas detentoras de tecnologia de ponta e de tudo o que há de mais moderno em inovação no mundo. Há entidades, como organizações não governamentais, preparadas e cheias de profissionais competentes para enfrentar problemas diversos.
Faltam, no entanto, dirigentes em especial representantes nas casas legislativas capazes de, por meio da legislação, criar políticas públicas que consigam aproveitar todos esses recursos humanos e tecnológicos disponíveis para fazer um Brasil melhor. Nada adiantam expectativas econômicas positivas se o País não for capaz de transformar essa prosperidade em melhores condições de vida para todos. E isso só é possível com mudança radical no cenário político.    

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

Se o povo não concorda com o alto custo dos legislativos federais, estaduais e municipais, por que motivo isso não se altera?

Enterro o chapéu

Para a falta de um líder que se empenhe em levantar a bandeira da moralidade pública no Brasil.

Tiro o chapéu

Para sanitaristas que defendem a tese de radicalização no combate a gripe suína.

Pensamento de outros

"Nunca seja arrogante com os humildes. Nunca seja humilde com os arrogantes".  Lúcio Anneo Sêneca (4 a. C. - 65 d.C.), filósofo latino.

 

OPINIÃO DE 31-05-2009


Corrupção x aprovação

 * Julia de Medeiros
 

 O O PT, que por anos na oposição significava a possibilidade de um governo sem corrupção e de maior respeito ao dinheiro público, recebe a aprovação mesmo diante de tantas denúncias envolvendo políticos, do PT ou não.    


O Brasil das contradições mostra mais uma de suas facetas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforça sua popularidade e amplia não só a aprovação de seu governo pelos cidadãos brasileiros como conquista o apoio de maior número de eleitores para a possibilidade de um terceiro mandato.
Última pesquisa divulgada sobre o assunto mostra que Lula teria o apoio de 47% dos eleitores para disputar um terceiro mandato. Em novembro de 2007, a proposta era rejeitada por 65% dos brasileiros e tinha o aval de apenas 31%.

Os resultados, segundo responsáveis pela pesquisa, indicam mais do que isso. Se Lula tivesse o direito de disputar o terceiro mandato, seria eleito em primeiro turno.
Esses dados se tornam mais surpreendentes por serem divulgados num momento em que credibilidade da classe política passa por mais um período de crise.

Denúncias de uso do dinheiro público por deputados para pagar empregados domésticos; abuso no uso de passagens aéreas para favorecer parentes e amigos de parlamentares sem falar nos castelos e, agora, nas investigações sobre corrupção dentro da Petrobras, a maior e mais rentável empresa brasileira, marcam essa nova fase de acusações contra políticos.
O PT, que por anos na oposição significava a possibilidade de um governo sem corrupção e de maior respeito ao dinheiro público, recebe a aprovação mesmo diante de tantas denúncias envolvendo políticos, do PT ou não.
A pesquisa indica, na verdade, que o brasileiro está mais preocupado com emprego, renda e desenvolvimento econômico do que com corrupção que parece ter se tornado até tolerável se a economia estiver prosperando e os brasileiros correndo menos riscos de ficar sem trabalho.
Aliás, a história do rouba, mas faz continua valendo depois de anos e anos. É claro que é válido até o argumento de que a corrupção aparece mais porque a política está mais democrática e o governo petista aberto às investigações.
Mas o que parece mesmo é que faltam lideranças políticas para ocupar o espaço do petista.
Nem o Lula conseguiu encontrar um substituto no partido à altura. Tem tentado emplacar o nome da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, mas o problema de saúde pode dificultar o trabalho.
Com o maior apoio da população à segunda reeleição de Lula é bem provável que congressistas e os petistas invistam cada vez mais na possibilidade de um novo mandato.
   

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

Se pressões internacionais, que só penalizam os povos e não os governantes, nunca deram certo, por que funcionariam agora contra a Coréia do Norte?

Enterro o chapéu

Para a falta de vontade política municipal para fazer cumprir a Lei do Silêncio.

Tiro o chapéu

Para o vice-presidente José de Alencar, que, com serenidade, dá exemplo de luta pela vida.

Pensamento de outros

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto".  Rui Barbosa  (1849-1935), jurisconsulto e político brasileiro.

 

OPINIÃO DE 19-04-2009


Pela saúde pública e social

 * Julia de Medeiros
 

 O álcool provoca sérios estragos sociais e é um dos fatores responsáveis ainda pela desagregação familiar, sem considerar que, em muitos casos, funciona como porta para o mundo das drogas.    


A lei que proíbe fumar em todos os ambientes coletivos fechados, públicos ou privados, no Estado de São Paulo - desconsiderando a polêmica sobre o direito ou não dos fumantes, demonstra a preocupação das autoridades públicas em relação aos efeitos nocivos do cigarro à saúde.
Mas deixa uma interrogação: por que não há o mesmo cuidado nem o mesmo rigor para a bebida alcoólica, responsável também pela deterioração da saúde pública?
A restrição da propaganda e comerciais de cigarros já havia sido um avanço no combate ao fumo em especial entre os jovens. Nem nessa área publicitária houve algum avanço no sentido de alertar a sociedade, em especial os mais jovens, e agora, mais do que nunca, os adolescentes sobre os malefícios da bebida alcoólica.
A indústria da cerveja continua utilizando recursos publicitários eficientes para seduzir o público jovem mais suscetível aos apelos dos comerciais estrelados por mulheres bonitas e focados no universo que mais atrai as pessoas dessa faixa etária, como festas, bares, praias e um clima de muita alegria e descontração.
O beba com moderação é insuficiente para compensar os sonhos vendidos pelos anúncios da bebida. Assim como o cigarro, o álcool é apontado como um dos fatores de risco para o câncer de mama e de garganta, entre outras doenças graves. A bebida alcoólica, ainda pior do que o cigarro, não tem efeito negativo apenas à saúde.
O álcool provoca sérios estragos sociais e é um dos fatores responsáveis ainda pela desagregação familiar, sem considerar que, em muitos casos, funciona como porta para o mundo das drogas.
A Assembléia Legislativa de São Paulo já aprovou até um projeto que proíbe a venda de alimentos com gordura trans nas cantinas das escolas públicas e particulares.
A iniciativa, que depende ainda do aval do governador José Serra, tem como objetivo combater oi rico de obesidade, diabetes e hipertensão entre crianças e adolescentes, um problema cada vez mais comum no Brasil.
A iniciativa também é louvável porque além de contribuir para melhorar a qualidade de vida é uma medida preventiva que pode colaborar para reduzir os gastos com saúde, uma vez que evitar a doença é muito mais barato do que tratá-la.
Se muitas autoridades já estão conscientes para o grave problema da saúde pública, é preciso que o combate ao uso de bebida alcoólica entre nas discussões da sociedade e seja alvo de leis e iniciativas, como a do fumo e a da disseminação da comida saudável entre os estudantes.
O resultado certamente será população mais saudável e principalmente lares mais felizes.   

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

Se o povo cubano já é penalizado com falta de liberdade política, de imprensa, etc. não é injusto penalizá-lo ainda mais com embargos econômicos?

Enterro o chapéu

Para os Legisladores, que só praticam a malversação do dinheiro público, sem se preocupar com as dificuldades do povo.

Tiro o chapéu

Para os presidentes das nações americanas, que agora decidiram dialogar.

Pensamento de outros

"Todo mundo é ignorante, apenas em assuntos diferentes".  Wil Roger (1879-1935), comediante norte-americano).

 

OPINIÃO DE 18-03-2009


As contradições no momento de crise

 * Julia de Medeiros
 

 Desde o terceiro trimestre do ano passado, países do mundo inteiro, em especial os mais atingidos pela crise, já trabalham com taxas de juros bem inferiores às brasileiras. Com juros menores é possível investir e fazer a economia andar nas fábricas e no campo.    


A queda histórica do Produto Interno Bruto de 3,6% no quarto trimestre do ano passado acendeu uma luzinha vermelha na sociedade em especial nos setores econômicos, como indústria, comércio, serviços e agricultura. As previsões eram de um impacto ameno da crise global no País.
Os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tornam as previsões econômicas ainda mais nebulosas e intensificam as especulações de uma desaceleração econômica mais intensa.
O Banco Central correu baixar as taxas de juros. A medida talvez tenha vindo tarde demais.
Desde o terceiro trimestre do ano passado, países do mundo inteiro, em especial os mais atingidos pela crise, já trabalham com taxas de juros bem inferiores às brasileiras. Com juros menores é possível investir e fazer a economia andar nas fábricas e no campo.
O recuo de 9,8% no volume de investimentos no quarto trimestre foi um dos números mais importantes apresentados pela pesquisa do IBGE.
Por um lado, pode demonstrar o efeito psicológico da crise. Empresários, com medo da forte desaceleração econômica global em especial nos países desenvolvidos, refizeram seus planos e suspenderam os investimentos.
Por outro, pode significar previsões efetivas de retração do consumo com o cancelamento de pedidos pelos fornecedores.
Investimento é um termômetro importante para a economia. Empresas só planejam expansão, lançamento de novos produtos e construção de novas unidades fabris quando vislumbram um futuro promissor para seus negócios.
Cabe ao governo, mais uma vez, estimular essa área da economia com investimentos em obras públicas, com uma política monetária mais flexível.
O que não dá para entender é porque em meio a tantas urgências para salvar o Brasil da crise ou pelo menos amenizar seu impacto na economia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anuncia a injeção de R$ 150 milhões na LLX, empresa de logística de Eike Batista.
O empresário brasileiro está no seleto grupo de 44 bilionários que conseguiu ampliar sua fortuna ao longo de 2008, segundo a revista norte-americana Forbes. Ele não precisa certamente desses recursos para continuar tocando seus negócios.
A prioridade neste momento são pequenas e médias empresas que precisam de capital para investir. É nesse segmento que se encontra a maior parte dos trabalhadores formalmente empregados na economia brasileira. Financiar os grandes também faz parte dos governos, mas dar prioridade aos pequenos e médios é a principal obrigação ainda mais num momento econômico tão delicado.   

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

Qual seria o motivo do Brasil, um dos povos mais pobres do mundo, conseguir fazer com que os bancos sejam os mais rendáveis do mundo?

Enterro o chapéu

Para a Petrobrás que investe em pesquisa cara e incerta em vez de investir em baixar o preço da gasolina para combater a crise.

Tiro o chapéu

Para imprensa brasileira, única esperança na moralização do Congresso Nacional.

Pensamento de outros

"A pedra mais firme na estrutura é a mas baixa nas fundações".  Kalil Jubran, poeta e pintor sírio-libanês.

 

OPINIÃO DE 18-02-2009


A reforma que começa pelo professor

 * Julia de Medeiros
 

 A Educação não recebe das autoridades o tratamento que deveria ter um dos setores, se não o setor, mais importantes para a sociedade. Sem educação primorosa o Brasil jamais vai deixar a condição de País em desenvolvimento para finalmente à de desenvolvido.    


Cerca de 5 milhões estudantes da rede pública tiveram de adiar a volta às aulas por quase uma semana em virtude de uma liminar concedida pela Justiça que altera a atribuição de aulas para professores temporários da rede.
Na cidade de São Paulo, outros 10 mil alunos também tiveram atraso no início do ano letivo por conta das obras para a construção de mais da metade das 30 novas escolas prometidas pela Prefeitura que não ficaram prontas.
Só por esses dois contratempos dá para ter uma idéia que mais uma vez a Educação não recebe das autoridades o tratamento que deveria ter um dos setores, se não o setor, mais importantes para a sociedade. Sem educação primorosa o Brasil jamais vai deixar a condição de País em desenvolvimento para finalmente à de desenvolvido.
E casos de sucesso na Educação mostram como é viável reverter essa situação e atingir um ensino de qualidade com boa vontade.
A Finlândia é um bom exemplo disso. Suas escolas têm instalações simples. As salas de aula são convencionais, com quadro-negro e, em alguns casos, um ou dois computadores. Mesmo assim estão sempre no topo do Pisa, a mais abrangente avaliação internacional de educação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, enquanto o Brasil quase sempre está entre as últimas posições.
A Finlândia não está à frente por causa dos recursos tecnológicos oferecidos aos estudantes, mas em razão dos investimentos no currículo amplo e em especial na capacitação dos docentes. Os alunos aprendem no ensino público música, arte e pelo menos duas línguas estrangeiras. Os professores, até os do nível básico, são obrigados a obter o título de mestrado. Investir na formação de professores foi a primeira iniciativa da reforma educacional do país, iniciada a partir dos anos 70.
A situação na Finlândia há quarenta anos não era muito diferente do Brasil. A má qualidade das escolas públicas levou a população a transferir seus filhos para as instituições privadas de ensino. Os professores foram para as universidades, cursaram pelo menos cinco anos e hoje formam uma das categorias profissionais mais disputadas pela boa remuneração e o prestígio social.
Os estudantes voltaram para a rede pública. O caso da Finlândia é um exemplo claro de que começar a reforma da Educação pela capacitação dos professores é mais do que meio caminho andado.

  

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

O melhor resultado, obtido pela polícia na prisão de criminosos, ainda é quando os marginais se desentendem ou sofrem acidentes?

Enterro o chapéu

Para a omissão de cartolas e autoridades municipais, estaduais e federais em coibir a violência nos estádios.

Tiro o chapéu

Para o vice-presidente José de Alencar, que mostra a importância de se lutar pela vida, sem temor pela morte.

Pensamento de outros

"Quem tem pressa vai devagar".  Provérbio chinês.

 

OPINIÃO DE 20-01-2009


Sem esperar que Obama seja o “salvador”

 * Julia de Medeiros
 

 Além da descendência africana, que para muitos já significa mudança profunda, Obama é considerado um político interessante e inteligente. Tantas “esperanças” trazem também alto risco porque podem transcender as concretizações reais que o novo presidente dos Estados Unidos pode oferecer à sua nação e ao planeta.    


O mundo espera há algum tempo para despedir-se de George W. Bush e dar adeus definitivo à era de um presidente norte-americano marcada por guerras, violência e por uma das maiores crises econômica e financeira internacionais. Qualquer substituto de Bush seria recebido com otimismo em relação à construção de um mundo melhor.
A eleição de Barac Obama, no entanto, causou muito mais expectativas do que isso não apenas entre os norte-americanos como também na população mundial de forma geral. Além da descendência africana, que para muitos já significa mudança profunda, Obama é considerado um político interessante e inteligente. Tantas “esperanças” trazem também alto risco porque podem transcender as concretizações reais que o novo presidente dos Estados Unidos pode oferecer à sua nação e ao planeta.
O lançamento por Obama de um plano de estímulo à economia com investimentos em infra-estrutura ou qualquer iniciativa do novo presidente para a recuperação da economia norte-americana pode ter efeito positivo dentro e fora dos Estados Unidos. Ações concretas de Obama para estimular a paz no Oriente Médio e sinalizar uma nova ordem mundial com vistas para a paz também podem trazer resultados positivos. Mas o mundo não pode depositar todas as suas fichas em Obama.
O Brasil, por exemplo, pode até esperar um bom relacionamento com os Estados Unidos durante a presidência de Obama e acreditar em melhores perspectivas para seus negócios com a retomada econômica norte-americana. Mas tem de primeiro acreditar em seu potencial, de suas empresas, trabalhadores e empresários, e tomar medidas efetivas de estímulo à economia interna, como transferir recursos dos gastos com a máquina administrativa para os investimentos.
Árabes e judeus podem até contar com o apoio e o bom senso de Obama para chegarem ao entendimento, mas não só o povo do Oriente Médio como toda a população mundial tem de travar uma guerra verdadeira contra a intolerância racial, religiosa e tantas outras.
Obama pode dar um empurrão para melhorar as coisas, mas cada nação tem de fazer sua parte. É preciso acreditar que a verdadeira mudança do planeta depende de cada país, continente e principalmente de cada cidadão do mundo sem esperar que o processo de paz e desenvolvimento mundial, com a redução da fome e da pobreza, seja conduzido por um único “salvador”.  

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

Se o dinheiro arrecadado por algumas igrejas fosse destinado a dar mais conforto e segurança a seus fiéis, muitas tragédias não seriam evitadas?

Enterro o chapéu

Para o povo norte-americano, que, por duas vezes, escolheu George Bush, um presidente guerreiro e prisioneiro de ideologia.

Tiro o chapéu

Para o povo norte-americano, que não teve preconceito em escolher seu candidato a presidente.

Pensamento de outros

"O Brasil não inventou a corrupção. Apenas inventou a sua impunidade". Chico Anísio, humorista brasileiro.

 

OPINIÃO DE 17-12-2008


Que as previsões não se realizem em 2009

 * Julia de Medeiros
 

 Quem sabe mesmo em meio à crise econômica, o Brasil consegue reduzir os assaltos e assassinatos nos faróis e os equívocos cometidos por policiais, como o que matou o menino de três anos no Rio de Janeiro.
Quem sabe consegue melhorar os índices de mortalidade em hospitais e evitar mortes.    


O Brasil iniciou 2008 com expectativas muito positivas em relação ao crescimento econômico.
Afinal, em 2007 o Produto Interno Bruto havia evoluído 5,4% e era difícil imaginar que o processo de desaceleração da economia norte-americana que já estava em andamento iria chegar à atual crise financeira e econômica mundial e inverter as expectativas.
Se as boas projeções para 2008 se transformaram numa realidade não tão boa, em especial no último trimestre, por que não acreditar que as expectativas não muito favoráveis para 2009 possam se transformar ao longo do ano numa realidade muito melhor do que a projetada?
Esse pensamento, pelo menos, pode ser a melhor forma de encerrar 2008 e começar um ano novo com mais esperança e otimismo.
Muitos especialistas dizem que a economia brasileira tem fôlego para evitar uma recessão profunda e principalmente a volta de antigos fantasmas, como a inflação e o desemprego.
A indústria brasileira está mais preparada para enfrentar a adversidade. A concorrência com os produtos importados obrigou as fábricas nacionais a se tornarem mais competitivas.
A agricultura ainda é a mais prejudicada pela falta de crédito, mas a ligeira recuperação do dólar pode elevar os preços dos produtos agrícolas e contribuir para a redução do custo de produção, em especial dos fertilizantes.
Nem tudo, no entanto, gira em torno da economia, embora o dinheiro seja fundamental para investimentos em áreas prioritárias como educação e saúde.
É preciso imaginar que 2009 seja um ano melhor nessas duas áreas e também na segurança. O medo da violência continua sendo um dos principais problemas da população brasileira.
Quem sabe mesmo em meio à crise econômica, o Brasil consegue reduzir os assaltos e assassinatos nos faróis e os equívocos cometidos por policiais, como o que matou o menino de três anos no Rio de Janeiro.
Quem sabe consegue melhorar os índices de mortalidade em hospitais e evitar mortes como as registradas na maternidade da Santa Casa de Belém, no Pará. Com esforço ainda, quem sabe em 2009 seja possível reduzir o vandalismo nas escolas.
Há muita coisa a fazer, além de administrar bem a economia, para fazer de 2009 um ano muito melhor do que as projeções e previsões dos especialistas. É preciso lembrar sempre que o Brasil é feito de gente e não apenas de índices, juros, inflação, taxas, câmbios, para os quais, no final das contas, nem os economistas encontraram a fórmula ideal. 2009 pode até começar com muitas projeções não muito boas, mas pode terminar sem que elas se concretizem na prática. Isso já seria desejar um feliz Ano Novo.
 

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

Louvável a iniciativa dos presidentes da América Latina solicitarem o desbloqueio pelo EUA de Cuba. Mas seria muito pedir que Cuba desse mais liberdade aos cubanos?

Tiro o chapéu

Para o povo brasileiro que não hesitou em colaborar com os flagelados pela chuva em Santa Catarina.

Enterro o chapéu

Para a desorganização que permitiu que meia dúzia de inescrupulosos desviassem alguns donativos.

Pensamento de outros

"Mestre não é aquele que sempre ensina; é também aquele que, de repente, aprende". João Guimarães Rosa (1908-1967), escritor brasileiro.

 

OPINIÃO DE 24-11-2008


Inovação contra a recessão

 * Julia de Medeiros
 

 Nessa época de crise é preciso colocar em prática uma das principais teorias do desenvolvimento moderno, a aposta na inovação.
Superar as dificuldades com criatividade e inovação é a palavra de ordem para as empresas, que pretendem sobreviver à crise econômica.    


É bem possível que boa parte da população brasileira ainda não tenha tomado conhecimento da crise financeira mundial, apesar de o assunto ganhar espaço nos noticiários de televisão, rádio e Internet.
A sensação que fica, por enquanto, é a de que os efeitos ainda não chegaram e podem até nem chegar por aqui nos próximos meses.
Ignorar a crise por falta de informação ou esconder a cabeça como faz o avestruz para não ter de pensar no problema pode não ser a melhor saída. Há, no entanto, algumas boas razões para não perder o otimismo e acreditar que as empresas brasileiras e as condições financeiras e econômicas do País têm potencial para evitar uma recessão profunda ou até mesmo uma depressão.
A turbulência dos mercados financeiros internacionais chegou ao Brasil em setembro, quando os efeitos da crise já eram fortemente sentidos na Europa e principalmente nos Estados Unidos.
Mas, desde então, já registramos queda na oferta de crédito em especial em setores importantes da economia. Comprar um carro já está mais difícil, mas mais complicada está a situação dos produtores de commodities agrícolas, como os de soja que já não têm financiamento sequer para pagar dívidas.
No médio prazo essas dificuldades podem resultar em redução da oferta de empregos. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, no entanto, ainda é de crescimento de até 3%.
O governo pode contribuir para a alta do PIB com a redução das taxas de juros que ainda são as mais altas do mundo e que em patamares menores podem estimular a produção.
O temor da inflação, no entanto, deve inibir medidas mais ousadas da equipe econômica do governo federal ou do Banco Central. Mas alguns especialistas, entre os quais, Paulo Nogueira Batista Júnior, diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), defendem a tese de que o governo tem instrumentos monetários e fiscais para evitar uma recessão.
Estimular segmentos que podem se favorecer com a alta do dólar, como a exportação e o turismo, é uma das saídas.
Nessa época de crise é preciso colocar em prática uma das principais teorias do desenvolvimento moderno, a aposta na inovação.
Superar as dificuldades com criatividade e inovação é a palavra de ordem para as empresas que pretendem sobreviver à crise econômica. 

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

Se o Brasil tem tanta certeza de que os equatorianos estão errados, por que teme o julgamento da Câmara de Comércio de Paris?

Tiro o chapéu

Para a Justiça Eleitoral que resolveu penalizar quem usa verba pública para se reeleger.

Enterro o chapéu

Para a tentativa de inibir a função da Abin e da PF de investigar e ter informações, inclusive sobre pessoas "acima de qualquer suspeita".

Pensamento de outros

"Luta-se mais para conservar um privilégio do que para exigir um direito".  Marcelo Coelho, jornalista paulista

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OPINIÃO DE 21-10-2008


O futuro depende do motor da economia

 * Julia de Medeiros
 

 Para cientistas políticos, as eleições paulistanas já sinalizam um embate claro entre PT e José Serra nas eleições presidenciais.
Mas para os paulistanos as eleições sinalizam a busca do cidadão por resultados concretos.    


Os desafios para a nova administração municipal se intensificaram com a crise financeira nos Estados Unidos.
O Brasil e São Paulo viveram um bom período de prosperidade nos últimos anos.
O aquecimento econômico não só provoca aumento da arrecadação que, por sua vez, permite a realização de mais investimentos e empreendimentos públicos, como também estimula o ânimo da população facilitando o apoio às autoridades.
A perspectiva de uma recessão mundial vai exigir muito mais perspicácia e competência dos governos em geral incluindo os municipais.
Ideologias à parte, o paulistano quer mesmo resultados. É isso pelo menos que parece ser a indicação das urnas. Cidade limpa, educação, mais creches e principalmente atendimento médico descente é o que espera a população de São Paulo.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) perdeu espaço para o prefeito Gilberto Kassab (DEM) logo no primeiro turno das eleições não porque faltou à sua candidatura o apoio explícito do governador José Serra (PSDB). Mas porque o eleitor entendeu que Kassab oferecia de forma mais concreta as condições necessária para uma cidade melhor.
O mesmo pode se dizer de Marta Suplicy, do PT, que recebeu o apoio político de ninguém menos do que o próprio presidente Luís Inácio Lula da Silva, com elevado índice de aprovação entre a população brasileira. Percebe-se, porém, que o povo está mais preocupado com problemas do seu dia a dia do que com ideologias e objetivos políticos de seus líderes.
Para cientistas políticos, as eleições paulistanas já sinalizam um embate claro entre PT e José Serra nas eleições presidenciais.
Mas para os paulistanos as eleições sinalizam a busca do cidadão por resultados concretos. Agora, a expectativa é que as autoridades tenham soluções para manter a economia aquecida, apesar da previsão de recessão para os próximos anos. E isso não é possível apenas com ideologias nem muito menos com teorias, uma vez que a turbulência nos mercados desafiou até princípios do capitalismo obrigando governos do mundo inteiro a interferir nos mercados. Por isso, a única saída para os próximos governos é criar ambientes para não deixar esfriar o motor da economia. É ele que vai esquentar também as eleições em 2010.

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

As eleições municipais de São Paulo já sinalizam que o povo está aprendendo a votar, deixando de ser marionete de interesses políticos?

Tiro o chapéu

Para à família da menina Eloá que não hesitou em doar seus órgãos para salvar outras vidas.

Enterro o chapéu

Para a omissão dos governos, que permitiu que banqueiros espertos empobreçam ainda mais os mais pobres.

Pensamento de outros

"Não há empregos medíocres, só atitudes medíocres".  Provérbio de autor desconhecido.

 

 OPINIÃO DE 23-09-2008


Reduzir desigualdades pela educação

 * Julia de Medeiros
 

 As condições fundamentais para erradicar a pobreza e diminuir a distância entre ricos e pobres ainda não foram oferecidas.
A principal delas é a educação. O sistema de ensino ainda está muito aquém do necessário.    


Considerando levantamentos recém divulgados, a impressão é que o prefeito de São Paulo eleito nas próximas eleições receberá uma cidade em ritmo de pobreza desacelerado.
No ano passado, a proporção de pobres no Estado passou de 22,8% para 20,4%, o menor percentual desde 1995, quando foi realizada a primeira pesquisa sobre o assunto pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios.
A queda da pobreza no Estado foi maior do que a média do País em 2007, que passou de 26,9% para 25,1%.
Mas é preciso destacar que esses estudos mostram apenas a renda dos assalariados e não consegue captar rendimento de fundos de investimentos ou ações nem tão pouco demonstrar a desigualdade entre as rendas do trabalho e do capital que só devem diminuir efetivamente com ações mais eficazes na área da educação.
A renda salarial ganhou reforço com a rede de proteção social, como o programa Bolsa Família e a aposentadoria. O aquecimento da economia nos últimos anos pode contribuir para inserir mais pessoas no mercado de trabalho, em especial em São Paulo principal centro econômico do País, e elevar o poder de compra da massa de trabalhadores.
Mas as condições fundamentais para erradicar a pobreza e diminuir a distância entre ricos e pobres ainda não foram oferecidas. A principal delas é a educação. O sistema de ensino ainda está muito aquém do necessário para oferecer o aprendizado mínimo para a formação de profissionais e cidadãos preparados para o competitivo mercado de trabalho.
A raiz do problema começa na falta de creches para atender crianças enquanto suas mães trabalham. A cidade carece não de lugares apenas seguros para essas crianças, mas providos de ambiente propício ao desenvolvimento educacional e social.
Outro ponto crítico é em relação aos adolescentes na faixa etária dos 12 aos 17 anos sem oportunidades de complementação escolar e de atividades que possam em especial evitar situações de riscos aos quais boa parte deles está submetida.
Sem priorizar e investir em educação outras ações podem ser apenas paliativos que em nada contribuem para resolver de forma definitiva o verdadeiro problema do baixo desenvolvimento econômico e social e reduzir de fato as desigualdades sociais.

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

A chamada Lei seca deu certo por que penaliza o consumidor.  Seria um caminho melhor do que criminar  quem produz e vende drogas legais e ilegais?

Tiro o chapéu

Para atletas para-olímpicos que, quando têm oportunidade, são motivo de orgulho do povo brasileiro.

Enterro o chapéu

Para a censura aos "grampos e vazamentos", que são ainda a maior fonte de informação do eleitor.

Pensamento de outros

"Creio que um dia os homens pacíficos reconstruirão o que os homens egoístas destruíram".  Martin Luther King  (1929 - 1968), pacifista americano.

 

OPINIÃO DE 26-08-2008


Eleições sem arrependimentos

 * Julia de Medeiros
 

 Como estamos num período de economia em ascensão, o eleitor estaria menos raivoso com a classe política e correndo maior risco de se deixar enganar pelas aparências, pela boa conversa ou simplesmente pela falta de informação.    


Iniciada a etapa decisiva da campanha eleitoral, marcada em especial pela propaganda dos candidatos na televisão, é mais do que hora de o eleitor ficar atento.

As pesquisas de opinião mostram que os escândalos de denúncia e corrupção contribuem menos para a rejeição dos candidatos pelo eleitor do que a desaceleração econômica e o empobrecimento da população.
Como estamos num período de economia em ascensão, na avaliação de especialistas, mesmo que num ritmo lento, o eleitor estaria menos raivoso com a classe política e correndo maior risco de se deixar enganar pelas aparências, pela boa conversa ou simplesmente pela falta de informação.
Como a legislação no município de São Paulo já prevê punições para quem não cumprir as promessas de campanha, é possível que os candidatos moderem mais nos discursos desta vez e prometam apenas o que podem cumprir. Diante desse cenário, talvez um bom critério para avaliar e escolher o melhor candidato seja buscando informações sobre seu passado para saber o que o pretenso vereador ou prefeito e vice-prefeito já fizeram pela cidade.
Votar esperando a defesa de interesses particulares imediatos é um dos erros mais comuns cometidos pelos eleitores. A teoria vale tanto para os que esperam a construção de uma escola ao lado de casa quanto para os que em troca do voto recebem, por exemplo, a promessa de um emprego no setor público ou de uma vaga na creche para o filho. Esses eleitores podem mais tarde serem prejudicados por projetos mais amplos que os acabam prejudicando na coletividade.
Outro equívoco comum do eleitor é achar que não consegue mudar nada com apenas o seu voto. Um voto faz sim muita diferença. Buscar informações sobre as idéias do candidato e também a respeito de seu passado pode ser uma boa alternativa para evitar erros tão corriqueiros e que podem ser decisivos para a prosperidade do município nos próximos quatro anos. Se adotar uma postura mais coletiva e menos individualista provavelmente o eleitor terá mais chances de obter melhor resultado das urnas para todos e quem sabe sem arrependimentos futuros.

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

Pense e responda

O espírito esportivo começa a desaparecer quando um time tem obrigação de vencer a competição?

Tiro o chapéu

Para o STF, que começa a fazer "Leis", que o Congresso espertamente não quer ou se omite em fazer.

Enterro o chapéu

Para a interpretação de que "vazamento" de informação é crime, quando deveria ser direito do povo em se informar.

Pensamento de outros

"A arte de viver parece-me mais com a luta do que com a dança ".  Marco Aurélio (74 a.C.), imperador, general e cônsul romano.

 

OPINIÃO DE 21-07-2008


Incompetência para punir

 * Julia de Medeiros
 

 É impossível negar o sucesso da operação que resultou no flagrante de gente, ligada ao presidente do Oportunity, tentando corromper um delegado.
Por muito menos, ladrões de comida em supermercado, por exemplo, foram parar atrás das grades.    


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, tem razão quando diz que prisão preventiva não pode servir como forma de punição prévia.
O governo federal, em especial o presidente Luís Inácio Lula da Silva, se esforçou para convencer a opinião pública de que a Polícia Federal e a Justiça têm recorrido aos trâmites legais e possíveis para apurar o caso de corrupção envolvendo o banqueiro Daniel Dantas.
Apesar de tudo isso, a sensação que ficou é a de impunidade e de certeza de que mais uma operação da PF pode não passar do espetáculo inicial, provocado pela prisão cinematográfica de mais de uma dúzia de suspeitos, dois dos quais grandes conhecidos dos brasileiros: o ex-prefeito Celso Pitta e o especulador Naji Nahas.
O prende e solta de Daniel Dantas só serviu como mais uma demonstração de que na cadeia mesmo só fica quem não tem recursos para contratar um bom advogado de defesa.
Muitas reportagens publicadas pela mídia mostram que a PF pode ter cometido muitos erros na investigação e com falhas graves no inquérito, entre as quais a não apresentação de provas suficientes para as acusações. Esses supostos erros só servem de brechas para a defesa dos acusados. Mas é impossível negar o sucesso da operação que resultou no flagrante de gente, ligada ao presidente do Oportunity, tentando corromper um delegado. Por muito menos, ladrões de comida em supermercado, por exemplo, foram parar atrás das grades.
Talvez seja leviano comparar esse fato com o assassinato do garoto João Roberto e tantos outros assassinatos ocorridos nas semanas seguintes à tragédia no Rio de Janeiro envolvendo policiais. Há, no entanto, uma aparente similaridade entre os casos: falta de preparo dos profissionais. Essa falta de capacitação, se assim se pode chamar, no entanto, faz mais estrago entre a população indefesa e sem recursos para se defender. Nesses prendes e soltas, quem fica atrás das grades é quem não tem cacife para aproveitar as “brechas” deixadas pelo sistema.
 

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

A máxima, "Antes os defeitos do Judiciário do que as virtudes da polícia", deveria ser observada nos dias atuais?

Tiro o chapéu

Para a obrigatoriedade de filosofia e sociologia no ensino médio.

Enterro o chapéu

Para a falta de discussão sobre o uso da Prefeitura de S. Paulo, como trampolim político.

Pensamento de outros

"Quando o dinheiro fala, até a verdade se cala".  Provérbio russo.

 

 

OPINIÃO DE 23-06-2008


Inflação em tempos de eleição

 * Julia de Medeiros
 

O índice de satisfação com o presidente Lula se manteve em alta mesmo em meio às denúncias de corrupção, mas é pouco provável que se mantenha inalterado se os preços começarem a ser remarcados nas prateleiras dos supermercados.    


Perguntado se estava preocupado com a inflação, o dono das Casas Bahia, a maior rede de lojas do país, Michael Klein, respondeu que sem dúvida, pois a inflação é um freio de mão.
Ele lembrou que na época da inflação, as Casas Bahia tinham 150 lojas. Esse número quadruplicou com a inflação controlada.
Outra informação relevante dada pelo empresário em entrevista a uma revista semanal é que aparecem em suas lojas 3 milhões de novos clientes por ano desde 2003, boa parte gente da classe C.
Só por essas declarações já é possível ter uma idéia de quanto um aumento descontrolado dos preços pode afetar o brasileiro, causar descontentamento e influenciar as eleições municipais em 2008.
Pesquisas e a própria realidade já evidenciaram o quanto uma queda do poder aquisitivo e a desaceleração econômica podem aumentar a rejeição de políticos entre os eleitores.
O efeito de um cenário de inflação e queda do consumo é muito mais intenso nas urnas do que casos de corrupção mesmo quando se tratam de bilhões de reais desviados dos cofres públicos para as contas correntes dos corruptos.
O índice de satisfação com o presidente Lula se manteve em alta mesmo em meio às denúncias de corrupção, mas é pouco provável que se mantenha inalterado se os preços começarem a ser remarcados nas prateleiras dos supermercados.
Talvez essa seja uma das explicações para o anúncio, na semana passada, de uma ajuda do governo federal aos produtores agrícolas da ordem de R$ 65 bilhões para financiar a próxima safra e mais R$ 13 bilhões só para a agricultura familiar.
É importante e louvável a atitude do presidente Lula. Tomar providências para facilitar o acesso das populações mais carentes à comida é dever de todo chefe de estado.
Mas é preciso lembrar que nem só de pão e arroz vivem os brasileiros. O que se tem visto nas últimas semanas é um aumento de preço meio generalizado, com maior intensidade entre os produtos alimentícios, mas com alguma correção em quase todos os itens do custo de vida incluindo os serviços sempre tão mais difíceis de serem controlados.
Sem inflação ganha o País e os brasileiros, mas os políticos, em especial os da situação, também ganham mais chances de continuar no poder.

 * Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

As atividades do Exército devem ser paralisadas porque soldados cometeram crime. O mesmo deveria acontecer com o Legislativo, Judiciário e demais instituições?

Tiro o chapéu

Para a sugestão de divulgar nomes, porém não impedir candidatura de políticos processados por ficha suja.

Enterro o chapéu

Para o Judiciário, que não respeita o direito do povo em escolher os candidatos de sua preferência e obter informações sobre eles.

Pensamento de outros

"Procurar a felicidade é como agarrar a sombra ou caçar o vento".  Provérbio japonês.

 

OPINIÃO DE 20-05-2008


Calamidades

 * Julia de Medeiros
 

Questões como calamidades devem passar a integrar a pauta de discussões de organismos, como a Organização das Nações Unidas (ONU), ao lado das questões de preservação ambiental.
O assunto não interessa apenas aos países atingidos por catástrofes como essas, mas a todo o planeta que está mais do que nunca ameaçado por esses fenômenos.   


Um tremor de terra que atingiu 5,2 graus na escala Richter foi sentido na cidade de São Paulo.
As conseqüências do fenômeno não foram além dos sustos causados na população dos bairros mais afetados.
Infelizmente, esse não foi o mesmo resultado do ciclone que matou quase 80 mil pessoas em Mianmar, na Ásia, nem tão pouco do terremoto que deve ter deixado cerca de 50 mil mortos na China.
Todos esses casos, no entanto, revelam um ponto em comum: a ausência de planejamento dos governos que pode ser agravada pela falta de disposição para amenizar o sofrimento dos mais atingidos.
Há quem acredite no aumento das catástrofes em decorrência das transformações ambientais provocadas pelo homem no planeta.
É bem possível que previsões pessimistas se concretizem, mas uma coisa é mais certa: nem países em que fenômenos naturais como esses acontecem com mais freqüência provocando calamidades, como os Estados Unidos, estão preparados para amenizar os estragos.
Mais certo ainda é que a falta de alimentos, remédios, roupas e de condições para superar os efeitos desses fenômenos vai afetar principalmente as populações mais pobres seja de países ricos ou não.
As cenas de resgates e buscas de sobreviventes na China são impressionantes, mas mais dramáticas ainda são as de Mianmar que mostram homens, mulheres e crianças desesperados por um punhado de comida.
Na China, ainda há uma cobertura jornalística mais ampla dos meios de comunicação em especial brasileiros. Alguns correspondentes de jornais e emissoras de TV já se encontram por lá em virtude das Olimpíadas. É bem possível que o que nos mostram nos noticiários esteja bem próximo da realidade.
As informações que chegam de Mianmar, no entanto, não são tão precisas, embora já suficientes para mostrar que ainda existem governos em que impera a falta de humanidade como forma de garantir a permanência de um poder autoritário.
É impossível aceitar que essa desumanidade contribua para o sofrimento de milhões de pessoas. Questões como essas devem passar a integrar a pauta de discussões de organismos, como a Organização das Nações Unidas (ONU), ao lado das questões de preservação ambiental.
O assunto não interessa apenas aos países atingidos por catástrofes como essas, mas a todo o planeta que está mais do que nunca ameaçado por esses fenômenos.  


 
* Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

O eleitor paulistano não deveria escolher candidato a prefeito para administrar a cidade, repudiando os que a utilizam como trampolim político para governador e/ou presidente da República?

Tiro o chapéu

Para artistas voluntários, que visitam hospitais e dão alegria a pacientes.

Enterro o chapéu

Para a discussão sobre a volta da CPMF, imposto disfarçado e já enterrado pelo Congresso Nacional.

Pensamento de outros

"Não basta fazer coisas cada vez melhores. É preciso fazer melhor cada uma dessas coisas".  Alberto Santos Dumont (1873 - 1932), inventor brasileiro.

 

OPINIÃO DE 23-04-2008


É hora de investir na comida

 * Julia de Medeiros
 

Agora é hora de os governos federal, estaduais e municipais investirem em políticas de incentivo agrícola.
A política cambial também tem sido um entrave à produção de alimentos. Importar do Brasil ficou mais caro o que torna o produto dos concorrentes internacionais mais competitivos do que os brasileiros.   


O aumento mundial do preço da comida deve ter surpreendido em especial os brasileiros.

Até pouco tempo atrás, o Brasil ainda comemorava o aumento da renda da população mais pobre que, entre outras mercadorias, passou a consumir mais alimentos.

A elevação dos preços dos produtos alimentícios parece ameaçar essa trajetória de alta do poder aquisitivo dos cidadãos brasileiros de baixa renda e principalmente esse crescimento do consumo de alimentos.
Por outro lado, no entanto, agora é hora de pensar se o Brasil não pode crescer nessa crise e se tornar o que sempre sonhou ser: o maior produtor de alimentos do mundo.

Se o principal responsável pela alta do custo da comida é a produção de biocombustível, conforme têm apontado autoridades internacionais, o Brasil tem condições de demonstrar que é possível continuar produzindo biocombustível, principalmente a partir da cana-de-açúcar, sem comprometer a produção de alimentos.
Não falta para isso terra cultivável no País. Nem seria preciso fazer desmatamento. Basta aproveitar os terrenos improdutivos. O principal desafio pela frente, no entanto, é a recuperação da remuneração dos produtores agrícolas. A alta do custo de produção nos últimos anos, puxada pelos aumentos dos preços dos adubos e fertilizantes, tem levado muitos produtores a abandonar suas terras e a buscar outra atividade nas cidades.
Agora é hora de os governos federal, estaduais e municipais investirem em políticas de incentivo agrícola que não só estimulariam a produção de alimentos como contribuiria para levar de volta as populações ao campo.

A política cambial também tem sido um entrave à produção de alimentos. Importar do Brasil ficou mais caro o que torna o produto dos concorrentes internacionais mais competitivos do que os brasileiros.
A industrialização de alimentos também deve ser incentivada com a adoção de cargas tributárias mais justas.

Criar uma política de desenvolvimento para toda a cadeia produtiva de alimentos seria uma boa alternativa não só para tornar os produtos alimentícios mais acessíveis no Brasil como também para contribuir para um aumento mundial da produção de comida. 


 
* Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

Se a Constituição garante a todos os brasileiros a livre manifestação de pensamento, por que os militares, em época de paz, não têm esse direito?

Tiro o chapéu

Para a decisão do STF sobre a reserva Raposo do Sol. Exigiu assim mais discussão sobre o assunto, tratado até então apenas por decreto.

Enterro o chapéu

Para a descaso governamental em começar a exigir que as edificações em São Paulo tenham mais segurança contra abalos sísmicos.

Pensamento de outros

"O valor de um homem se mede pela maneira como ele trata os pequenos".  Lúcio Anneo Sêneca (4 a. C. - 65 d.C.), filósofo latino.

 

OPINIÃO DE 24-03-2008


Um bom tema para as próximas eleições

 * Julia de Medeiros
 

O governo e as empresas também não conseguem resolver a questão com mais investimentos em transporte coletivo, principalmente metrô e ônibus.
Problema parecido é vivido em grandes capitais mundiais que, assim como São Paulo, estudam alternativas para amenizar o caos no trânsito.   


Os congestionamentos recordes em São Paulo já fazem do caos no trânsito um dos principais problemas da cidade com conseqüências sérias, como a piora da qualidade de vida do paulistano.

Com quase onze milhões de habitantes e uma frota de carros de cerca de seis milhões de veículos, uma média de 2,4 habitantes por carro, não é à toa que circular pela cidade tem ficado cada dia mais difícil principalmente nos dias de chuva intensa.
O pior é que medida nenhuma parece agradar a população. O rodízio de veículos, criado há onze anos, já se mostra, há muito tempo, insuficiente para resolver o problema. A população, no entanto, rechaça as outras soluções entre as quais a cobrança de pedágio.

O governo e as empresas também não conseguem resolver a questão com mais investimentos em transporte coletivo, principalmente metrô e ônibus.
Problema parecido é vivido em grandes capitais mundiais que, assim como São Paulo, estudam alternativas para amenizar o caos no trânsito. Algumas delas podem servir de inspiração para os paulistanos.

Em Londres, o pedágio cobrado há seis anos não surte mais o mesmo efeito. A saída, estudam os londrinos, será elevar o valor de 8 libras diárias (R$ 27,00) para 25 libras (R$ 85). Nova York, além de estudar a criação de um rodízio como o de São Paulo, cogita a idéia de proibir os táxis de pegar passageiros fora do ponto e elevar o valor de zona azul.
Buenos Aires tem uma frota muito menor do que a de São Paulo, cerca de 600 mil carros, mas também uma população inferior. Mesmo assim o caos no trânsito também já está incomodando.

Lá um projeto que valoriza o pedestre está em estudo. Essas são apenas algumas alternativas. Com tantos impostos, pagar pedágio talvez seja a menos atraente para o paulistano.

Mas diante do caos fica impossível não tomar nenhuma medida. Com a aproximação das eleições municipais provavelmente este será um dos importantes temas da próxima campanha que vão exigir criatividade dos candidatos. Só é bom lembrar que pela nova lei as promessas de campanha têm de ser cumpridas.


 
* Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

O eleitor paulistano não deveria escolher candidato a prefeito para administrar a cidade, repudiando os que a utilizam como trampolim político para governador e/ou presidente da República?

Tiro o chapéu

Para os soldados do Exército,  que são úteis não só na guerra, mas também na paz, ao combater a dengue no Rio.

Enterro o chapéu

Para a despreocupação com a medicina preventiva no Brasil.

Pensamento de outros

"Nunca seja arrogante com os humildes. Nunca seja humilde com os arrogantes".  Lúcio Anneo Sêneca (4 a. C. - 65 d.C.), filósofo latino.

 

 

OPINIÃO DE 25-02-2008


Uma vitória da sociedade

 * Julia de Medeiros
 

A partir dessa emenda, os candidatos à Prefeitura vão ter de medir melhor as promessas de campanha porque todos os projetos terão de ter sua viabilidade detalhada e seus prazos estipulados. Com a emenda, o eleitor terá muito mais condições de avaliar o desempenho do prefeito em especial para decidir seu voto na próxima eleição.   


A emenda à Lei Orgânica do Município, aprovada em fevereiro, pela Câmara Municipal, poderá amenizar uma das maiores dificuldades do eleitor que é saber se os projetos anunciados pelo prefeito estão ou não saindo do papel. A emenda aprovada obriga o prefeito a apresentar, até 90 dias após a posse, um plano de metas detalhado, com propostas mensuráveis, áreas da cidade em que serão executadas e também os prazos para conclusão. Semestralmente, o prefeito deverá prestar contas do trabalho.
A aprovação é uma vitória do Movimento Nossa São Paulo, apoiado por 395 entidades, entre as quais cerca de 30 grandes empresas e a ONG Atletas Pela Cidadania, que reúne estrelas do esporte nacional, como Raí, do futebol. Em entrevista sobre o assunto Raí resumiu bem o que significa a emenda para o eleitor: agora a população vai ter o que cobrar de cada ponto.
A partir dessa emenda, os candidatos à Prefeitura vão ter de medir melhor as promessas de campanha porque todos os projetos terão de ter sua viabilidade detalhada e seus prazos estipulados. Assim fica mais fácil para o eleitor cobrar e mais difícil para os candidatos prometer sem assumir compromisso de fato com a população. Com a emenda, o eleitor terá muito mais condições de avaliar o desempenho do prefeito em especial para decidir seu voto na próxima eleição.
É importante lembrar ainda que sendo o Movimento Nossa São Paulo uma iniciativa da sociedade fica evidente que quanto mais mobilizada e organizada estiver a população, mais fácil ficará adotar medidas para melhor fiscalizar e punir políticos que não cumprem com sua obrigação e que só pensam no eleitor na hora de pedir o voto.


 
* Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

Pense e responda

O melhor resultado, obtido pela polícia na prisão de criminosos, ainda é quando os marginais se desentendem ou sofrem acidentes?

Tiro o chapéu

Para a melhoria nas investigações inteligentes, que tem levado criminosos perigosos à prisão.

Enterro o chapéu

Para a falta de política prisional que tire poder dos criminosos presos e recupere os primários.

Pensamento de outros

"Quem tem pressa vai devagar".  Provérbio chinês.

 

OPINIÃO DE 10-01-2008


A saída é cortar a própria carne

 * Julia de Medeiros
 

Cortes no orçamento, além de riscos de uma nova crise energética, no entanto, podem interromper esse ciclo de desenvolvimento se o governo federal preferir reduzir gastos a solucionar o problema com cortes na própria carne.
E quando se fala em cortar na própria carne é claro que não se trata em reduzir ou deixar de pagar salários de servidores.  


A economia brasileira emite sinais positivos para o País. O Produto Interno Bruto cresceu 5% no ano passado e deverá crescer pelo menos mais 4% este ano.
Cerca de 10 milhões de empregos foram criados nos últimos três anos e a expectativa é que o mercado de trabalho crie mais 2,5 milhões de vagas em 2008 em conseqüência do crescimento do PIB no ano passado.
Cortes no orçamento, além de riscos de uma nova crise energética, no entanto, podem interromper esse ciclo de desenvolvimento se o governo federal preferir reduzir gastos a solucionar o problema com cortes na própria carne.
E quando se fala em cortar na própria carne é claro que não se trata em reduzir ou deixar de pagar salários de servidores nem, muito menos, suspender investimentos em programas essências nas áreas de educação, saúde e segurança. Enxugar a máquina, reduzir os cargos comissionados, diminuir a burocracia para tornar os serviços mais ágeis e baratos e fazer o que qualquer empresa da iniciativa privada faz quando precisa economizar para não só sobreviver, mas ganhar eficiência e principalmente competitividade no mercado moderno.
Quem acompanha as ações do governo na área da Ciência e Tecnologia bem sabe que a palavra de ordem é inovar. A indústria e as empresas brasileiras em forma geral estão sendo convocadas a investir na inovação. Mas o governo mesmo pouco faz para aplicar essa exigência em sua própria estrutura. Nos últimos anos, o que o brasileiro mais viu foi dinheiro público ser desviado em operações de corrupção e suborno. Esses recursos que foram para o ralo, provavelmente se bem aproveitados, poderiam facilmente cobrir o rombo de R$ 20 bilhões que o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, a CPMF, provocou no orçamento federal.
É só uma questão de aplicar em casa a lição que o Ministério da Ciência e Tecnologia tem cansado de repetir aos empresários brasileiros: inovar, cortar gastos, reduzir a máquina e aumentar a eficiência. Tudo isso vai permitir que o Brasil continue crescendo independentemente da crise econômica norte-americana que será certamente responsabilizada pelas autoridades brasileiras se essa boa fase da economia entrar em decadência.
 
* Júlia de Medeiros é jornalista (Site: http://www.agrocircuito.com.br/_index.asp - Email: saletesilva@dglnet.com.br ) (artigo exclusivo para Editora "Jornal dos  Bairros",  Jornal da Bela Vista, O Higienópolis, O Cerqueira César, O Paraíso e Vila Mariana), Voz da Terra  - Assis-SP e Voz da Terra on line -Monte Verde - MG 

 

OPINIÃO DE 03-01-2008


Quem paga o pato, ou melhor, a conta é o consumidor

 * Julia de Medeiros
 

O governo acertou ao elevar o tributo que incide sobre ganhos das instituições financeiras porque, conforme afirmou o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, esse “é um setor que está tendo uma lucratividade maior que os outros”.  


Como sempre, é o consumidor quem deve pagar pelo aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) do setor financeiro. Segundo especialistas, o “spread” bancário – diferença entre a taxa de juros do dinheiro captado e a cobrada pelos bancos – vai subir. A justificativa é que o IOF e a CSLL entram na composição do spread e os bancos devem repassar o aumento desses dois impostos para os juros de crédito.
Não há dúvida de que o governo acertou ao elevar o tributo que incide sobre ganhos das instituições financeiras porque, conforme afirmou o próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, esse “é um setor que está tendo uma lucratividade maior que os outros”. No caso da CSLL, só as instituições financeiras serão atingidas com um aumento de alíquota, que passará de 9% para 15%.
É claro que para empresas, como os bancos, que estão lucrando mais de R$ 2 bilhões por semestre, absorver esse custo, sem repassar para o consumidor, não traria impacto negativo aos lucros que continuariam muito elevados e ainda acima do obtido por qualquer outro setor da economia. Mas é difícil convencer empresários e executivos, em especial do mercado financeiro, de que é possível beneficiar o consumidor.
A única saída seria evitar empréstimos bancários. Aliás, nesse período de aumento de contas para pagar, com o vencimento de impostos como o IPVA – Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores e o IPTU – Imposto Territorial e Predial Urbano – especialistas já recomendaram aos consumidores que prefiram parcelar o pagamento de suas contas a contrair empréstimo bancário para saldar as dívidas.
Com tantos impostos ainda por vencer, o brasileiro tem de engolir mais esse pacote, que, segundo o governo, não é aumento de impostos, mas um ajuste tributário modesto. Seria modesto se a conta fosse toda para as instituições financeiras, mas para o consumidor qualquer ajuste pesa, e muito, no orçamento mensal. 
 
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Máximas sobre liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento:

 

*“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).

 

* “A imprensa, numa vigorosa prestação de serviço, será a memória da cidadania contra o corporativismo de interesses menores, quer no Executivo, Legislativo e Judiciário” (Carlos Alberto Di Franco).

 

“Que o bem da liberdade segue imediatamente os bens da vida e da integridade física, demonstra-se facilmente, pois, a liberdade foi sempre constantemente um dos mais altos fins dos esforços e das aspirações humanas” (Adriano de Cupis).

 

* “Libertas omnibus rebus favorabilior est” ( “Em todos os casos a liberdade é mais favorável”), Brocardo Romano.

 

* “ A imprensa é um dos meios mais importantes de crítica e controle público permanente” (Konrad Hesse)

 

* “A imprensa livre é o olhar onipotente do povo” (Karl Marx).

 

* “A imprensa livre é o espelho intelectual no qual o povo se vê e a visão a si mesmo é a primeira condição da sabedoria” (Karl Marx).

 

“Nossa Constituição Federal (1988) protege, de maneira veemente, o direito de informar, o direito de se informar e o direito de ser informado” (Oduvaldo Donnini, autor do livro “Imprensa livre, dano moral e dano à imagem...pág.206)

 

* “A medida que a comunicação se torna maior e melhor, fica claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do homem”, Spielberg

 

* "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras" (o artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos-ONU, 10-12-1.948).


"Creio na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade".

Rui Barbosa

 

"Infringem a  ética:

o juiz que não julga, 

o promotor que  não denuncia, 

o advogado que não defende, 

o jornalista que não noticia o que sabe ou 

não escreve o que pensa".

Medeiros de Abreu

 

"Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la".  Voltaire

 

Indenização, em dinheiro, por dano moral somente indeniza a moral de quem não tem moral.

Medeiros de Abreu

 

“O interesse coletivo deve prevalecer em relação ao particular”. Ministros Marco Aurélio e Gilmar Mendes em decisão sobre crime de imprensa.

 

* A sociedade deveria entender que quem quer penalizar o direito de opinar, de pensar ou de se informar é que deveria ser penalizado". Medeiros de Abreu

"O segredo é aliado da corrupção". Ministro Waldir Pires

"Julgar idéias é uma das mais infelizes invenções da humanidade." Jornalista Audálio Dantas

"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa". (Declaração de Chapultepec sobre liberdade de expressão)

 

"Limitar a liberdade de expressão, sob qualquer forma que seja, revela incompatibilidade com a democracia". 

Rodrigo Pinho, procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo

 

"Falta de ética é não publicar notícia relevante". Thélio Magalhães, jornalista.

 

Os incisos do artigo 5o. da Constituição abaixo só não garantem a liberdade de imprensa, porque foram "esquecidos" pelos que julgam ações contra a liberdade de imprensa:

 

* "IV - É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato";

 

* "V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo...";

 

* "IX - É livre a atividade...de comunicação, independentemente de censura e licença";

 

* "XIV - É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional".