VOZ DA TERRA 

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Jornal diário, virtual e impresso, que circula na cidade de Assis-SP, Brasil

Fórum assisense: fevereiro de 2004

Coordenador: Egydio Coelho da Silva

As mensagens recentes - estão no final da página

Fotos antigas de assisenses

FÓRUM ASSISENSE EM 03 DE FEVEREIRO DE 2004
De: Maria das Graças Lima Sant´Ana
Cidade: São Paulo - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

Lendo o forum assissense, deparei com um email de Benedito Ribeiro, gostaria de saber notícias de Benedito Ribeiro Filho, o qual estudou comigo no pré-primário, na Escola Irmã Jardim. Isso já se passaram muitos janeiros. Não sei se ainda existe esta escola, pois ´fazem muitos anos (aproximadamente 38 anos que me mudei daí. Saudades de todos e da terrinha que não esqueço jamais....

FÓRUM ASSISENSE EM 04 DE FEVEREIRO DE 2004
De: Luis Henrique São Paulo-SP

Cidade: São Paulo - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

Egidio, bom dia!!
Realmente o que escreveu o o jornalista Luis Carlos Rizzo em 31/01/04 aqui no Forum acontecia exatamente como descrito por ele e fez-me lembrar do sr. Jairo Mota uma vez que trabalhei na farmácia Avenida na Av. Rui Barbosa, por onde ele passava todos os dias próximo ao horário de almoço. Saí dali em julho de 1980 e ali tive minha primeira oportunidade de trabalho dada pelo Cidão que gerenciava a farmácia, pessoa querida por todos, com uma família maravilhosa, sempre disposto a ajudar e que infelismente já não está entre nós. 

O soldado Bezerra que metia medo, mas que na verdade somente aplicava a lei, afinal sempre estavamos fazendo algo impróprio, como por exemplo ir com quase toda turma do TG na casa da Mãezinha ou da sra Antonieta ali na saída pra Candido Mota, sem gastar nem um centavo e atrapalhar o bom andamento dos negócios do lugar; Do sr. Jairo Mota, li aqui mesmo no Forum sobre a possibilidade de se editar suas crônicas, acontecido isso, com certeza terei um exemplar. Gostaria também de poder ouvir a Rotativa Sonora aqui distante, coisa somente possivel pela WEB, que ainda não temos, mas que estando em Assis não deixo de ouvir, como fiz na semana passada em que estive na cidade. Pude rever o Silvio e saborear o cachoro quente feito por ele já a 25 anos (completa este ano) na praça em frente a prefeitura sendo os primeiros dois anos em frente o cine Pedutti. 
Dei um giro por toda a cidade e muitas coisas estão sendo feitas e melhorando, gostei muito do Parque de exposições Jorge Alves, aliás, justa homenagem ao pai de minha madrinha Mariana, mas não pude deixar de observar que a Av. Perimetral está em péssimo estado de conservação no trecho que vai da pizzaria "Lá em Casa" até as obras da galeria na esquina do Ônix Hotel e que acredito não estarem no orçamento desta galeria em construção; Também está sofrível o trecho da Rua J.V. da Cunha e Silva nos seus 200 metros finais que dá acesso à rodovia Benedito Pires que liga Assis à Candido Mota e que também continua perigosa dado aos desníveis na pista pelo trabalho de recapeamento não acabado, temos ainda a saída de Assis pelo antigo frigorífico Cabral, a estrada Assis/Platina com buracos enormes que exige cautela e bons reflexos para que a suspensão da carro não fique no caminho. Espero que haja um plano para estes problemas também. Abraços a todos. Luis Henrique São Paulo

 

FÓRUM ASSISENSE EM 04 DE FEVEREIRO DE 2004
De: Maria Áurea Botter

Cidade: Palhoça - Estado - SC - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

Caro Egydio,
Mais uma vez quero parabenizá-lo por este canal que oportuniza o reencontro de pessoas separadas pelo tempo e pela distância. Eu confesso estar emocionada com o retorno que estou tendo após ter feito contato com esta respeitável coluna.Já recebi emails como também telefonemas e isto é para mim muito significativo, é como estivesse revivendo os bons tempos de cidadã assisense.
Aproveito a oportunidade para enviar meu email- aureabotter@bol.com.br , como também felicitar a professora Themis e o professor Prado pela iniciativa ao resgate histórico de nossa cidade. Estou escrevendo os fatos que lembro e talvez possam contribuir em algum momento já que meus pais sempre nos relataram as histórias de suas épocas e tenho as que eu mesma vivenciei como por ex: a queda do avião,assim que concluir minhas anotações lhe enviarei.
Sem mais para o momento abraços à todos.
Com carinho Aurea

 

FÓRUM ASSISENSE EM 04 DE FEVEREIRO DE 2004
De: Antônio Lázaro de Almeida Prado Jr.

Cidade: São Paulo - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

Egydio,
Faleceu ontem às 16 horas, em Assis, a Professora Wanda Roseli, esposa do saudoso Dr. Juca Roseli e mãe da Ana Maria - residente na Suiça e leitora do Fórum dos Assisenses, da Vera Sívia e do Quico, que é fotógrafo e trabalhou na VT.
Meu pai escreveu o artigo abaixo (e em anexo) e solicita a publicação do mesmo. Grato, Saudações, Prado

CALIDOSCÓPIO
Antônio Lázaro de Almeida Prado 

 

Uma senhora Professora Wanda Roseli... 

Uns nascem para simplesmente viver. Outros, predestinados para vários misteres.
Wanda Roseli nasceu para honrar o magistério paulista.
Aluna da primeira turma da (então) Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, no Curso de Anglo-Germânicas, trazia para a Faculdade um apreciável cabedal de leituras. Grande leitora foi ela sempre. E, se pensarmos bem (a crer-se em Sainte-Beuve), o hábito da leitura, sobre enriquecer-lhe a alma, fez dela uma professora criteriosa e bem dotada, capaz de orientar os outros e incitá-los a ler. “O crítico não é mais do que quem sabe ler e ensina os outros a ler”.
E Wanda fêz-se mestra de leituras, como poucos poderão ombrear-se com ela, seja pela curiosidade do espírito, seja pelo exercício criterioso do magistério.
Aí estão gerações de ex-alunos dela, seja no Colégio Diocesano, seja na Faculdade de que foi, primeiro, aluna exemplar, depois, prezadíssima colega nossa. Esses alunos são testemunhas vivas do privilégio de a terem tido por mestra.
Wanda Roseli, mestra e amiga: é preciso dizer mais? Ela, porque o tinha, soube passar aos alunos e discípulos o sabor do saber. E porque sabia que o saber é, de sua essência, difusivo, fez dos alunos parceiros daquela experiência saborosa de São Bernardo: “Alegres, participemos da sóbria embriaguez do espírito!”
Dessa diuturna prática da leitura Wanda Roseli soube colher a mais salutar qualidade: a (quase direi) ânsia de conviver, de participar solidária e amistosamente dos benefícios do saber, do sabor das Ciências e das Artes.
Agora, ela se foi para o superior convívio com o dantesco “Amor, que move o sol e as estrelas”.
Será preciso que a Cidade Fraternal de Assis saiba honrar a incitante, a desafiadora herança que Wanda Roseli nos legou, com superior delicadeza de fraternal e generosa amizade.
Ela continua a ensinar-nos que vale a pena escolher a trilha da inteligência, que tanto mais nos humaniza e enriquece, quanto mais nos aproxima do “Caminho, da Verdade e da Vida”.
Assis saberá honrar-lhe a memória e as lições de vida!
“Adieu, donc, enfant de mon coeur!” Assis, 3 de fevereiro de 2004.

FÓRUM ASSISENSE EM 04 DE FEVEREIRO DE 2004
De: Gilberto Prado

Cidade: São Paulo - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

Prezado Egydio:
Fiquei perplexo ao abrir pela net o jornal "Voz da Terra" edição de hoje (04/02/04), o que faço todos os dias em que o jornal circula, e ler a matéria sobre o convênio firmado pelo Sr. Prefeito Municipal de Assis, Carlos Nóbile, e o Ministério da Fazenda liberando para a municipalidade de Assis o valor de R$ 400.000,00 destinados à implantação do pronto-socorro. 

Perplexo, pois em nenhum momento foi citado o trabalho feito pelos vereadores assisenses, que se deslocaram até Brasília para audiência com o Ministro da Saúde, Humberto Costa, audiência esta que contou com a presença da Sra. Secretária Municipal de Saúde, da diretora administrativa da Santa Casa e do provedor da Santa Casa. 

Ao que parece, a matéria divulgada nesta data demonstra que o convênio firmado foi uma vitória do Sr. Prefeito Municipal, o que não corresponde com a realidade dos fatos, pois sequer o Sr. Prefeito participou da audiência pública realizada na Capital Federal, limitando-se apenas a acompanhar os fatos pela imprensa local.

Lembro que foi graças ao auxílio do Sr. Ricardo Zarattini, à época assessor do Ministro José Dirceu, que houve a audiência com o Sr. Ministro Humberto Costa, o que resultou na liberação dos citados recursos já assinados. Convém destacar ainda, que o Sr. Prefeito não quis receber o Sr. Deputado Federal Ricardo Zarattini, quando da visita feita à cidade de Assis, em novembro do ano passado, demonstrando imaturidade. Recordo que até o ex-prefeito Tufi Jubran, e o então presidente da Câmara Municipal, Nilton Duarte, recepcionaram o hoje deputado federal durante esta visita, deixando as diferenças ideológicas de lado e buscando entendimento para melhoria da cidade de Assis. 

Gilberto,

Considero colaboração qualquer crítica à Voz da Terra, quando deixa de publicar alguma notícia ou por publicá-la incompleta ou incorretamente.

Neste caso, porém, me parece que  a matéria se referia apenas ao "convênio firmado pelo Sr. Prefeito Municipal de Assis, Carlos Nóbile, e o Ministério da Fazenda liberando para a municipalidade de Assis o valor de R$ 400.000,00 destinados à implantação do pronto-socorro". Portanto, não poderia ser diferente. 

A participação do Deputado Ricardo Zarattini na obtenção e até liberação dessa verba, acho que foi publicada corretamente na ocasião apropriada. Se não foi publicada, deveria ter sido criticada naquela ocasião.

Agora, se tratava apenas da noticia de um convênio, que interessa à comunidade de Assis, o qual foi firmado pela autoridade que a representa legalmente: o prefeito Carlos Nóbile. 

Quero aproveitar a oportunidade para esclarecer que crítica, como a sua sobre a omissão ou falta de noticia de algum fato, entendo sempre como colaboração. 

Somente entendo como tentativa de censura ao jornal qualquer crítica ao fato de publicarmos determinada notícia, acontecimento ou de externarmos a nossa opinião.

Nestes casos, o que costumamos fazer é abrir espaço para aqueles que discordam, dando assim oportunidade ao leitor de "ver o outro lado". 

Abraços e grato pela sua manifestação. Egydio Coelho

 

FÓRUM ASSISENSE EM 06 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Ruy Rios Carneiro

Cidade: Santo André  - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

 Companheiros:
Caso queiram saber mais sobre os "anos de chumbo", entrem no site: www.ternuma.com.br (terrorismo nunca mais) que voces vao gostar. Fraternalmente, Ruy Rios Carneiro -(Advogado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC)

Ruy,

O site que você indica mostra o lado dos que foram atacados pelos guerrilheiros, que se opuseram pelas armas ao movimento militar de 1.964. É um site bom para também resgatar a memória dos "anos de chumbo" e mostrar que toda guerra é suja de ambos os lados.

O tema é bom para se discutir quem foi culpado pelo Movimento Militar de 1964. 

Os radicais de esquerda, que assustaram os democratas de direita e estes decidiram apoiar os radicais de direita a implantar uma ditadura no País? 

Ou direita que achava que nunca chegaria à Presidência senão através de golpe militar?

E quem foi culpado pelo surgimento da guerrilha urbana e rural? 

Os que optaram pela guerrilha, em vez de procurar um caminho de pressão democrática para restaurar a democracia no Brasil?  

Ou os  detentores do poder, que não ofereciam nenhuma perspectiva de restauração do regime democrático a curto e médio prazos? 

No site, vi que acusam o movimento guerrilheiro de terrorismo. Parece-me que na época a esquerda radical praticou a guerrilha, mas não terrorismo. Ambos condenáveis, mas há neles uma diferença ética acentuada.

Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 07 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Aparecida Maria da Mota Bolfarini

Cidade: Louvain-la-Neuve  - Estado - ? - País: Bélgica
Para: Fórum assisense

 

Boa noite, Egydio. Eu me chamo Mota (Aparecida Maria da Mota Bolfarini) e acho que nao nos conhecemos. 

Tive a feliz sugestao de um amigo ,,ai do Brasil (moramos na Belgica) de entrar nessa pagina e qual foi a minha surpresa de encontrar tanta gente amiga (alguns ha muito tempo sem ver). O que devo fazer para participar? Aguardo sua resposta. Obrigada e um abraço.

Aparecida Maria,

Seu texto acima já foi colocado no fórum, portanto, você já está participando. 

A impressão que tenho é a de que, quanto mais distante os assisenses se encontram geograficamente, mais colocam em suas palavras sentimentos fortes. E isso nos emociona e nos desperta para as "pequenas" coisas boas, que vivemos no dia a dia e nem sempre as valorizamos. 

Abraços. Egydio Coelho

 

FÓRUM ASSISENSE EM 07 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Walter Édson de Moura

Cidade: Indaiatuba - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

Meu caro Egydio, por favor: gostaria que me informasse o e.mail da Aparecida
Maria da Mota Bolfarini, que diz residir na Bélgica, pois tenho um filho que
está, apesar de que temporariamente, naquele país. Grato.

Walter,

Estou repassando sua mensagem e seu email para Aparecida Bolfarini. Com certeza, ela lhe dará retorno.

Abraços.

Egydio

 

FÓRUM ASSISENSE EM 08 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Aparecida Maria da Mota Bolfarini

Cidade: Louvain-la-Neuve  - Estado - ? - País: Bélgica
Para: Fórum assisense

 

Puxa, mas que bom saber que tem mais um brasileiro e,principalmente, um assisense aqui na Belgica! Walter, nos (eu,Adalberto e Isabella), moramos em Louvain-la-Neuve ,cidade universitaria da parte francofone aqui da Belgica.Onde esta seu filho? Mande-nos informaçoes, pois, sempre é bom ver gente de nosso pais e,principalmente, de nossa cidade.
Sempre estamos recebendo brasileiros que chegam por aqui,meio "perdidos",sem conhecer o ritmo e o funcionamento das coisas por aqui,o que é super natural, e damos as dicas possiveis.
Ja estamos aqui ha 3 anos e quem sabe poderemos nos encontrar.
Aproveito tambem para enviar lembranças ao Orozimbo.-Puxa,cara ,ha qto tempo nao sabia por onde vc andava.Sera que vc se lembra de mim? Trabalhamos juntos em Palmital (CENE) e éramos uma turma grande de Assis.
Bem,ainda estou meio receosa ,meio timida para escrever mais,mas, o começo foi dado. Abraços a todos. Mota

FÓRUM ASSISENSE EM 08 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Jesuvino Pivato

Cidade: Iguatemi do Paraná  - Estado - PR - País: Brasil
Para: Fórum assisense
 

 

Caro Egydio,
Estou muito satisfeito em receber via E-mail as notícias de Assis. Gostaria de saber algumas notícias, bem como E-mail e nomes dos "PIVATOS".
Um abraço.  Jesuvino Pivato

 

FÓRUM ASSISENSE EM 08 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Júlio Pereira

Cidade: Osasco  - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

Bom dia Amigo Egydio:
Você não imagina o quanto é gostoso acordar pela manhã correr aqui pro micro e se deleitar com as coisas de nossa amada terra. É muito gostoso, além de muito saudável, mesmo porque graças a Deus sempre temos uma história pra contar.

Gostaria de pedir a algum amigo que está em Assis, e que conheça o Tecnico José Mauricio Costa, hoje na Liga, falar para ele tentar me enviar a foto prometida (O América do Bicudo, quando estava sob o meu comando) por e-mail.

Meu e-mail é juliopereira813@msn.com

Hoje tenho muitas saudades dos amigos. Muito pouco vou à Assis, praticamente durante as festas de final de ano, mas, o amor por essa cidade é algo assim, muito gigantesco. Amigos que se recordam de mim, por favor, dedo no teclado e, me escrevo, isso é muito importante pra gente. 

Um abraço. Julio Pereira, jornalista

 

FÓRUM ASSISENSE EM 08 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Benedito Ribeiro

Cidade: Assis  - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Para:  Maria das Graças Lima Sant'Ana
O prédio onde funcionava a Escola Irmã Jardim  foi demolido e alí
construído um novo edifício que abriga o Hospital Distrital, cuja história
deu muito pano para manga. Mas vamos discorrer sobre o Jardim de Infância cuja professora era D. Mariazinha e na época nossa os contemporâneos que me vêem à memória eram: Toninho Galvão ( o pai era dono da Torrefação de Café Bandeirantes) da família Galvão de França, outro era o Guazelli (filho do saudoso Segismundo Guazelli respeitável tesoureiro municipal com coluna esportiva na Gazeta do
Sr. Nelson) irmão do psicólogo Paulo Guazeli; me lembro também do Marcos Zanotti (filho do Sr. Valdemar Zanotti que trabalhava na Ford e da D. Celina) hoje aposentado do banco do Brasil. Era também professoa a Sra Hamiltom Meireles da família Dal'Poz e da Irmã Maria (Diretora do Colégio Santa Maria). Necessito de mais dados de você, pois infelizmente não  a encontrei em minha memória, fato que também ocorreu com a Ivete,  em recente participação neste forum. Falando em forum, mais uma vez quero parabenizar o Egydio, bem como colocar a disposição de todos o meu e-mail tessribe@femanet.com.br onde aguardo retorno. Benedito Ribeiro (engenheiro do DER Assis)

 

FÓRUM ASSISENSE EM 09 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Marisa Rodrigues

Cidade: São Paulo  - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Fiquei muito emocionada hoje, quando li a nota que o Pradinho me enviou sobre a Vera Lúcia de Oliveira. Não pude conter as lágrimas. Parece babaquice, mas não é...acho que as coisas e pessoas, de fato importantes na nossa vida, acontecem aos vinte anos. Depois é repeteco, é soma, é conta de dividir ou melhor, de subtrair...acho que acrescentamos bem pouco, depois do que vivemos até os trinta anos, no máximo. O resto é cumulativo, prá menos: dor, tristeza, frustração, desilusão. Vcs podem achar que estou com "inveja" da Vera Lúcia, por ela ter "dado certo" na vida, em Perugia, na Itália. Não estou. Apenas, não posso deixar de constatar que ambas tinham as mesmas oportunidades, de irem embora do Brasil, à época. Ela foi, e eu não. Eu era a "todo poderosa" com a mídia de VT, Rádio Cultura, Difusora, e até os microfones da Rodoviária para uns merchãs ( que na época não sabia que tinha esse nome...rs!!!) nas mãos, e fiz até campanha para ajudá-la a cair fora e correr atrás do seu sonho..,que era fazer mestrado, doutorado em Língua e Literatura Italiana, conhecer o poeta Ungaretti, e ficar por lá...eu pilotei a campanha para concretizar esse desejo dela, e, pasmem! não fiz nada por mim...ou melhor, fui tão vesga, que só enxergava no jornalismo, a oportunidade de salvação! 

Verinha me invejava, à época, pelos meus contatos, relacionamentos, isso em Assis!, sem ainda ter vindo pra São Paulo, e achava que eu faria um enorme sucesso, porquê batalhava muito pelos meus ideais e pela minha poesia. Ela me disse, num autógrafo que até hoje tenho guardado, do seu primeiro livro, que admirava a minha batalha, mas não entendia porquê o poeta tem que lutar tanto para publicar os seus poemas, se o que ele faz já é tão belo...doce Verinha. Acabei engolida pelo sorvedouro humano que é São Paulo e por mais que lutasse, para ter, no mínimo, o status de jornalista bem sucedida ou de escritora, não passei de um número na Editora Abril. Só faltava pedir um boné e um uniforme quando entrava lá, pois, como editora de Veja, eu não passava de uma operária. A única diferença é que em vez de carros ou bicicletas, eu trabalhava numa fábrica de revistas. E mais uma vez, me lembrava sempre de um de seus versos, que dizia mais ou menos isso: " se eu fosse prá China, não leria mais Drummond, mas ganhava um uniforme". Horror dos horrores. E quero deixar isso bem claro para as futuras gerações de jovens que queiram seguir essa profissão. A não ser, claro, que tenham pais, tios, avós e outros parentes, que possam tirá-los do ostracismo. Ainda na época que o Barrero veio p´ra São Paulo, nos idos de 1970 e poucos, acho que isso era possível, mas depois...só conheci filhinho de papai, mamãe, vovô e vovó, bem sucedido nesta profissão...o resto é massa encefálica para ser moída nas rotativas de impressão. Só te tiram o que vc já tem, nunca colocam nada de volta. Tinha pena dos meus coleguinhas que só fizeram jornalismo na Cásper Líbero. Não tinham a "sustância" de quem havia passado, antes, por uma Unesp. Pois nem assim, sobrevivi ao massacre.
E parece que a história se repete na Globo - o Barrero já fez este mesmo comentário aqui, em outra oportunidade -- Folha de São Paulo, Estadão, etc...-- ou seja, por favor, me mandem urgente o telefone da pessoa que está vendendo os tais terrenos em Assis, porquê estou louca para voltar para Passárgada. Aí sou amiga de reis -- toda uma cidade é habitada por nobres e nóbiles -- e sei, ah, como sei, que mesmo morando de novo, numa república, e ganhando apenas um salário mínimo -- quem sabe o Eli me contrate, de novo, como sua repórter preferida! -- vou poder voltar a estudar, fazer o meu mestrado e doutorado, quem sabe receber, de novo, o mesmo convite que tive aos 21 anos, para dar aulas na Unesp, e quem sabe, vou voltar a escrever e publicar os meus poemas. Eu sei que tudo isso é um sonho, agora, muito mais difícil de realizar do que quando vim para São Paulo, mas quem sabe...quem sabe...eu preciso sonhar, para não ficar enclausurada dentro de um engarrafamento, ou de mais uma passeata, ou de mais uma enchente....eu preciso continuar a sonhar para me manter viva!!!!

FÓRUM ASSISENSE EM 09 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Mike Bookbinder

Cidade: Huntington  - Estado - Nova York - País: Estados Unidos (USA) 

Para: Fórum assisense

 

Prezado Senhor:
Recebi seu e.mail, que foi mandado do meu irmao brasileiro, Paulo de Souza Cardoso. Foi ele que me mandou as noticias tristes sobre o falecimento da profesora Dona Wanda.
Em 1970, com 17 anos, e sem saber nenhuma palavra de portugues, ganhei uma bolsa de estudo, e com muita sorte, o American Field Service decidiu me mandar a Assis, para conviver com a familia do Dr. Paulo de Souza Cardoso e da Sra. Therezinha Cardoso.
A familia Cardoso me abracou desde o primeiro dia como se fosse filho de sangue, e, junto com meus irmaos brasileiros, o Paulinho Bit e o Beto, comecei a assistir aulas no Diocesano de Assis em Marco, um mes apos a chegada em Assis.
La' no Diocesano, tive a maior sorte de conhecer a Dona Wanda, profesora extraordinaria de portugues! A Dona Wanda, perfeicionista que era, nao me deixava ficar tranquilo, sendo bolsista tinha a vontade de conhecer so' as partes mais divertidas de Assis, o clube Recreativo, o clube Tenis, o bar Flamingo,(e me desulpe, pois, com a passagem de tantos anos, e' muito mais dificil me expressar em portugues, ), mas ela se dedicou a me ensinar a falar a lingua portuguesa como se fosse o idioma nativo! Nao me deixava tirar folga!
Muitas vezes, a Dona Wanda achou tempo para estudar comigo; ou num sabado na casa dela, ou um a um, depois das aulas. Ela nao aceitava nada menos que a perfeicao; me lembro uma vez que falei a palavra "ruim", e, sem deixar um momento passar, a Dona Wanda me corregiu, dizendo, Mike, a palavra e' "ru im"; nao tem apenas uma silaba; tem duas! 
Porque estou lhe contando essa pequena historia? E' porque a Dona Wanda foi uma das pessoas ai' no Brasil, alem da minha familia brasileira que adoro como se fosse minha propria familia, e que, felizmente, nos vemos ate' hoje, que mais me ajudou a ser a pessoa que hoje sou. Graca a Deus, a minha esposa Patti chegou a conhece-la em 1980, quando voltamos a Assis para visitar, mas, infelizemente, nao achamos o tempo para reve-la em Outubro do ano passado, quando, novamente, reconhecemos a cidade que adoro tanto, Assis. A primeira coisa que pensei ao receber noticias da morte de minha profesora foi de nao achar o tempo para passar na casa dela mais uma vez, para tomar um lanche com ela, e uma taca de cafe'. So' na proxima vida.............
Infelizmente, nao tenho mais a abilidade de me expressar profundamente na lingua portuguesa, mas queria lhe mandar esse e.mail ou para voce colocar na Voz da Terra, ou para enviar `a familia da querida Dona Wanda, para eles saberem que ha' um ex-aluno, aqui em Nove York, que jamais, nunca mesmo, vai esquecer dela, e que a ama do fundo do coracao. Sinceramente, Mike Bookbinder AFS a Assis, 1970.
Mike,

Sua mensagem acima  está sendo enviada para cerca de 700 emails do Fórum assisense, portanto, com certeza será lida pela família de Dona Wanda. 

Seria bom que continuasse a participar deste fórum, pois, você tem muito a nos ensinar, inclusive português, apesar da dificuldade, que você encontra, em razão de seu teclado não estar configurado para a língua portuguesa.

Abraços. Egydio Coelho

 

FÓRUM ASSISENSE EM 11 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Mike Bookbinder

Cidade: Huntington  - Estado - Nova York - País: Estados Unidos (USA) 

Para: Fórum assisense

 

Obrigado por ter colocado meu email de homenagem `a Dona Wanda no forum assisense. Vou voltar sempre para ler o que esta' acontecendo ai'! Abracos, Mike

 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Fernando Tirolli (I)

Cidade: Manaus  - Estado - AM - País: Brasil

Para: Fórum assisense

 

Caro Egydio,
É com satisfação que vejo mais esta iniciativa sua em divulgar informações, ligar pessoas, reunir a comunidade.
Desde que me conheço por gente, nos idos dos anos sessenta em Assis, tenho notado sua dedicação acima de tudo ao jornalismo e em criar jornais, ou criar condições para que eles se formem. 

Lembro-me de sua participação na VOZ DA TERRA, no Jornal de Cândido Mota, no Progresso de Ourinhos, na rádio Difusora, enfim, onde houvesse uma forma de dar vazão a seu talento, quase uma compulsão, lá estava você. 

Muitos profissionais competentes se formaram na redação do jornal VOZ DA TERRA, e até aqueles que fundaram outros informativos que são hoje concorrentes de peso, devem a sua pós-graduação na matéria aos cátedras do diário assisense, Egydio Coelho da Silva, Jairo Mota, Brasinha, Eli Elias, Prof. Almeida Prado, entre outros, que peço desculpas por não citar.

Fazer jornalismo nos anos de chumbo, nos anos da censura, em uma cidade pequena do interior, é um ato de bravura e de muita competência. E a prova irrefutável da qualidade do trabalho realizado, é que ele perdura até os dias de hoje, atravessando as diversas fases políticas e provações econômicas de nosso país. VOZ DA TERRA sempre viveu e vive de sua receita publicitária, das vendas em bancas de jornais e de assinaturas, ou seja, da forma mais difícil, porém a mais independente.
Outra conclusão que cheguei que não se faz necessário existir instalações físicas para se fazer um bom jornalismo, basta haver um jornalista apaixonado. Onde ele estiver, ali estará um jornal. 
Parabéns pela inicativa, OBRIGADO pela oportunidade de participar do forum de minha terra natal - ASSIS GRANDE, cidade fraternal, princesinha da alta sorocabana. DEUS o abençoe, a voce e a sua família. 

Fernando,

Ao ler palavras elogiosas a meu respeito como as suas, lembro-me sempre de artigo do Dr. Almeida Prado. 

Certa vez ele escreveu que quando morresse, gostaria de ser julgado por Maria Sílvia, cronista assisense, que sempre escrevia vendo somente o lado bom das pessoas.

E eu, desde que li o que Almeida Prado escreveu, também gostaria de ser julgado por Maria Sílvia, mas tranqüilamente poderia colocar mais um jurado, seu pai Antônio João Tirolli.

Agora, vejo que posso ampliar ainda mais o corpo de jurado e escolher a família Tirolli para me julgar que, com certeza, não irei para o inferno, nem mesmo para o purgatório.

Grato pelo incentivo, abraços. Egydio Coelho

 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Fernando Tirolli (II)

Cidade: Manaus  - Estado - AM - País: Brasil

Para: Fórum assisense

 

De: Manaus- Amazonas, onde moro desde 1983. 

Assisense de nascimento. Estudei no GD - Ginásio Diocesano, fui contemporâneo do Álvaro Lorencini jr, Renato Nóbile, Ernesto Nóbile, Antonio Bellotto, Antonio C. Bragiatto, Nilo e Cláudio Depes, Valéria Holmo, Lêda Depes, Juquinha Tucunduva, Marcos Nobre, Cecília Hotsalzen, Fernanda Nóbile, Ângela, Heloísa Mimessi, Marta de Oliveira e Luciano de Oliveira - Filhos da Dona Fátima esposa do Luciano diretor do DER, Os filhos do Prof. Almeida Prado, Yolando Ramos Franco, Rodney, Jayme, Gazinho Tucunduva, as irmãs Pante, Alceu Bicalho, Emilio Prandi, Junior Bordin, Sérgio Nigro, Haroldo Cabral, Bibia filha do Oliveiros Alberto de Castro, Sérginho Cabral, Maurício- filho do investigador Paiva, Paulo Kantac, Profa. Mária Amélia Schneider, Prof. Leontina, Prof. Isa Isper, Profa. Miriam Modotte (IEE Prof. Clybas Pinto Ferraz), os gêmeos Modotte, Carlinhos Modotte, Padre José Contini, Irmão Egídio (do grupo escoteiro), Irmão Darcy, Prof. Vital -diretor do GD, Dona Penha - Profa. de História, Prof. Geraldo de geografia, Paulinho Cardoso, Ricardo Cardoso (que fez Veterinária no Rio de Janeiro), Lilique - Luis Henrique, Dirceu ?, Regina Dantas, e ... desculpe-me, a memória já está falhando...Um grande abraço a todos. Fernando Tirolli

 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Marisa Rodrigues (I)

Cidade: São Paulo  - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Quero deixar registrado os meus sinceros pêsames à família Roselli, pelo falecimento de minha querida professora Wanda. Fiquei sabendo da notícia pelo Fórum Assisense e não pude deixar de me comover, ao lembrar-me dela sempre entusiasmando-me para continuar a escrever, como jornalista, mas, principalmente, nunca deixar de ser poeta na vida. No dia do lançamento do meu primeiro livro, Anjo Descalço, com uma belíssima festa no Clube Recreativo -- é incrível me lembrar dessas coisas, porquê, agora, me parece que vivia num mundo totalmente irreal, habitado por seres tão mágicos, que me faziam todas as honras e vontades -- a D.Wanda era um desses seres alados, que me abraçavam com sua diáfana, cultíssima e bela presença. Agora, tenho certeza que ela comandará, do céu, belíssimos saraus, para onde todos nós, que a amavamos, já estamos deixando nossa presença reservada. Até breve, D.Wanda.
PS.: Eu devo ter uma fotografia desse momento mágico de minha vida com D.Wanda e, ao encontrá-la, vou escanear e enviá-la para que todos vcs, participantes deste Fórum, possam repartir comigo dessa doce e saudosíssima lembrança, além de outras pessoas tão queridas como ela, que também estão lá...e, alguns, ainda cá. Marisa Rodrigues

 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Marisa Rodrigues (II)

Cidade: São Paulo  - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Egydio, ia te pedir para não publicares o meu último texto, porquê estava muito pessoal e choroso. Mas agora que o reli, no fórum, me emocionei de novo, amigo, mas não posso deixar passar essa oportunidade de dizer a verdade sobre a vida que se leva em São Paulo, muito diferente da vida que se sonha, quando se as pessoas vêm para cá. Acho que é válido, p´ra alertar os ingênuos e desavisados como eu, principalmente, os pobres diabos, que saíram do oco da taquara, sem nome ou sobrenome. Agora, se vc quiser, corrigindo a palavra "enchente", que escrevi, já com os olhos borrados de lágrimas, e portanto, sem enxergar nada, "enchete", publicar em VT. Na verdade, acabo de receber e-mail´s de outras pessoas que foram minhas amigas, à época, estupefatas com a minha ousadia, e essa sempre foi a minha marca registrada. Não vou jogar a toalha agora. abraços da amiga, 
PS.Ah, detalhe, para os mais íntimos, não estou passando fome, nem morando embaixo da ponte, mas continuo lutando a frente da minha empresa, a Activa Press, com um braço no agronegócio. Só para aqueles idiotas que levarem o "pedido" de emprego ao Eli, ao pé da letra. Não vão faltar, pode ter certeza...rs...!

Marisa,

Acho muito informativo o seu modo sincero de escrever sobre suas vitórias, dificuldades, frustrações, sem complexo e sem medo de ser julgado por quem quer que seja. É virtude que não tenho e poucas pessoas têm.

O seu texto anterior apenas me deixe triste porque vejo confirmado o que todo mundo sabe e pouca gente admite: 

"O povo brasileiro tem sido vítima e os presidentes reféns dos economistas incompetentes e de suas teorias `furadas´, desde Castelo Branco até Lula". 

Pois a única opção para os jovens nas últimas quatro décadas tem sido o aeroporto: tomar o avião e mudar-se para o exterior.

Egydio Coelho

 

FÓRUM ASSISENSE EM 13 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Maria Sílvia (Maria Cândida Godoy Kobori)

Cidade: Assis  - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Será que o Egydio se lembra de Maria Sílvia?

Maria Sílvia,

Estranha coincidência, citei você em resposta à mensagem do Fernando Tirolli, que ele me enviou ontem de Manaus ao fórum. Agora recebo seu email. 

Se não fosse pela nossa amizade, se eu não tivesse lido todos suas crônicas em VT, se seu irmão inclusive não tivesse sido meu professor na década de1970 na FAAP, eu teria um motivo muito mais forte para me lembrar de você. 

A crônica, que você escreveu quando meu filho, Paulo Egídio, fez um ano de idade. E ele tem a idade de Voz da Terra, com a diferença  apenas que nasceu em outubro. E todas as vezes, que ele vem à minha casa com amigos, procura na coleção de VT (tenho encadernada em minha casa os dois primeiros anos do jornal) mostra alegre a crônica que você escreveu, por volta de outubro de 1.964 para ele.

Abraços. E participe deste fórum que é de todos nós. Egydio Coelho

 

FÓRUM ASSISENSE EM 14 DE FEVEREIRO DE  2.004
De:
Stella Maris de Almeida Moraes Rosselet

Cidade: Winterthur  - Estado - ? - País: SuíçaBrasil 

Para: Fórum assisense

 

Caro Sr. Egydio:
Já de algum tempo sou leitora assídua do Fórum dos Assisenses...Morando há mais de quarenta anos na Suíça, curto muito tudo o que diz respeito a Assis. Inclusive, já escrevi artigos para a Voz da Terra esporadicamente e, no ano passado, fui entrevistada por esse jornal, por ocasião do aniversário da cidade. 

Meu amor pela minha terra não é segredo para parentes e amigos daí e daqui. No Fórum tenho "encontrado" pessoas que perdi de vista, outras que não conheci pessoalmente mas acompanhei parte de suas "histórias", outras cujos sobrenomes evocam minha vida assisense, amigos, colegas, conterrâneos espalhados pelo Brasil e fora dele.Se hoje decidi finalmente escrever, é para agradecer ao prezado e saudoso Prof. Almeida Prado pela emocionante e inspirada homenagem à nossa querida Wanda, bem como agradeço também ao senhor, por ter 
publicado esse belo texto.
Wanda Roselli, além de colega da primeira turma da então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, foi uma grande amiga com quem mantive um excelente relacionamento durante todos esses anos. Prof. Prado tem razão. Sendo ela "mestra de leituras" tinha uma grande alegria em nos transmitir suas preferências literárias, nos contar as últimas novidades, nos citar autores, folhear livros raros, muitos com dedicatórias célebres. 

Sempre que estava em Assis ia visitá-la e voltava para casa e para a Suíça com livros ofertados ou listas de livros indicados por ela. Assim, mesmo de longe, Wanda sempre me ajudou no meu trabalho de professora de línguas e de Português para Estrangeiros. 

Na semana anterior ao seu falecimento, passei uma tarde ouvindo uma fita inteirinha que ela me dera há tantos anos, com textos variados, poemas, enquanto preparava um sarau lítero-musical. Até comentei isso com Ana Maria, sua filha, também minha amiga, quando me visitava, há uns quinze dias. Por que conto tudo isso? Porque, como Mike Bookbinder, dos Estados Unidos (a quem parabenizo pelo texto e bom português!), penso que nossa mais sincera homenagem à saudosa Wanda é relembrar fatos que marcaram nosso relacionamento com ela, é honrarmos sua memória (como bem disse o Prof. Prado), é falarmos "daquilo que está cheio o coração".

Meu grande abraço amigo aos filhos e familiares da Wanda. Abraços assisenses, quer dizer, calorosos, a todos vocês.
Stella Maris de Almeida Moraes Rosselet Winterthur - Suíça

 

FÓRUM ASSISENSE EM 14 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Fernando Tirolli

Cidade: Manaus  - Estado - AM - País: Brasil

Para: Fórum assisense

 

Caro Egídio,
Transcrevi alguns "causos" que eram contados pelo meu 
falecido avô, Sebastião Nogueira da Silva, também 
conhecido como Sebastião Mariano, ou simplesmente Vô 
Tião, Assisense antigo, nas reuniões de família, nos 
jogos de dominicais de TRUCO. Todos eles situados nos 
tempos de índios e onças na região que são no mínimo 
muito engraçados. Estou enviando três deles, 
para que, se possível, sejam publicados em nosso 
Fórum. Se agradarem, mando os demais.
Abraço
Fernando Tirolli

FANTASMAS NA GARUPA
Apesar de Seo Sebastião estar morando na virada do 
caminho, na água da Pintada, na estrada para o Paraná, 
naquela lonjura sem fim, tinha uma vida 
social. Seus vizinhos distantes, a 30/40 km, mesmo 
assim eram visitados e as festas eram muito comuns. 
Numa destas visitas Seo Sebastião foi à cavalo, e 
numa noite de lua cheia deixou para voltar mais 
tarde, porque a lua cheia ilumina perfeitamente o 
caminho e para voltar, o cavalo sabia o caminho até 
no escuro. Ele podia até dormir na sela, que o cavalo 
Gaúcho um mestiço manga-larga cuidava do resto.
E assim fez. Vinha pela estrada passando por aquela 
mata densa, escutando o ploc-ploc dos cascos do 
cavalo Gaúcho no chão de barro. Acendeu um cigarro e 
ia pensando na vida, com aquela lua maravilhosa no céu 
lhe iluminando o caminho. Tranqüilo e calmo lá ia 
ele. De repente percebeu ruídos na mata ao lado do 
caminho como se algum animal estivesse andando ao 
lado dele, como que estivesse acompanhando o caminho 
dele mas andando por dentro da floresta. O Gaúcho 
começou a ficar inquieto e ficou querendo correr, 
ele teve que segurar o cavalo na rédea com mão 
firme, e assim teve que ficar por muito tempo, pois 
se afrouxasse o gaúcho saia em disparada.
Quando ele parava, o barulho também parava, ele 
continuava e o barulho recomeçava. Tentando ainda 
entender o que estava acontecendo, olhava para o mato 
sem enxergar a origem daqueles barulhos de pisada em 
folhas secas e quebrando gravetos. 
Achou que podia ser sua imaginação, ou o eco de sua 
cavalgada ressonando na floresta, enfim qualquer 
explicação racional para a “coisa”, quando 
inesperadamente percebeu um vulto como se fosse um 
cachorro grande sair do mato correndo, veio para o 
lado dele e pulou na garupa de sua montaria. Ele 
sentiu o bafo de carniça, o hálito quente da fera às 
suas costas. O cavalo Gaúcho endoidou. Queria 
disparar, queria pular e o seu Sebastião tentando 
controlar o cavalo. O estranho é que a fera não o 
atacou. Mas ele ficou desesperado e esporeou o 
cavalo no rumo da saída daquela mata, e o Gaúcho se 
esforçou o máximo para galopar, mas o peso do Seo 
Sebastião e da fera em sua garupa, não permitia um 
galope, mas mesmo assim ele acelerou o passo. E o Seo 
Sebastião sentindo a respiração do bicho às suas 
costas. Não teve coragem de se virar para ver o que 
era aquilo. Quando chegaram bem perto do fim daquela 
mata, o que quer que fosse “aquilo” que estava na 
sua garupa de carona, num salto ágil, pulou ao chão 
e se embrenhou novamente no mato de onde tinha vindo. 
Seo Sebastião chegou em casa com as pernas tremendo e 
dizem as más línguas que teve que colocar as roupas 
de molho, para Dona’na não perceber a falta de coragem 
que ele teve.

O CASO DO PORCO DO SEO HONORAQUE VIEIRA
Seo Honoraque Vieira era o maior fazendeiro que 
existia pelas bandas de Florínea na fronteira entre 
São Paulo e Paraná. Seo Sebastião trabalhava para ele. 
Seo Honoraque criava porcos. Tinha às centenas. De vez 
em quando alguns deles desapareciam de seus 
cercados. Muitos eram atacados por onças, que na 
escuridão da noite atacavam os cercados e pegavam 
alguns leitões. Com a cerca destruída pelo ataque da 
onça, os demais leitões, sobreviventes do ataque, se 
embrenhavam mata adentro, fugindo para uma vida 
totalmente livre. 
Não se sabe como um destes leitões conseguiu 
sobreviver na mata escapando de todas as armadilhas 
de uma vida selvagem, dos predadores e principalmente 
das onças. Ele foi crescendo, ficando maior e mais 
forte a cada dia . Seus dentes cresceram tanto que 
saíram para fora da boca. O Cachaço ficou 
irreconhecível parecendo com seus ancestrais, os 
Javalis.
Um dia destes uma enorme pintada deu de cara com este 
porco imenso, e resolveu que não o deixaria escapar de 
ser sua refeição principal. O Porco selvagem por seu 
lado decidiu vender sua vida caro!. Foi um combate 
titânico. Da casa do Seo Sebastião ouvia-se os urros 
da onça e os grunhidos do porco selvagem. Barulho de 
árvores caindo e troncos de madeira sendo quebrados. 
Ninguém teve coragem de ver de perto tamanho 
combate, que durou seguramente pelo menos uns 
três dias.
Silenciado o combate, a mata ficou num silêncio 
sepulcral. Os mais corajosos foram procurar saber 
no que resultara tamanha luta. O que eles viram foi 
indescritível. Encontraram a onça abraçada com o 
porco gigante o qual cravara seus longos dentes 
na barriga da onça. Ambos mortos.
A tremenda luta que travaram derrubou muitos 
hectares de mata, ficou tão limpinho o terreno 
que dava para andar de bicicleta por quilômetros. 
Ficou um campo aberto, que foi possível ao Seo 
Honoraque ampliar seus campos de pasto. 

ELEVADOR NO NINHO DA PINTADA
Seo Sebastião foi em Assis comprar remédios. No 
caminho, pelo meio da floresta, começou uma chuvinha, 
daquelas que a gente pensa que vai passar logo, mas 
que na verdade molham muito a gente. Seo Sebastião 
resolveu se abrigar debaixo de uma grande árvore. 
Esta árvore tinha o tronco ôco. Escutou uns miados 
dentro do ôco da árvore e resolveu investigar. Lá 
dentro estavam 3 pequenos filhotes de onça, os quais 
deram a idéia ao Seo Sebastião de pegar, levar para 
casa e criar. Ele pegou e deslizou dentro do tronco e 
desceu até o ninho para pegar os pequenos filhotes. 
Enquanto ele estava concentrado na tarefa, não 
percebeu a chegada da dona da toca. A onça, uma imensa 
duma onça, vinha entrando de ré, deslizando tronco 
abaixo.
Seo Sebastião sentiu seu coração disparar, sentiu-lhe 
saindo pela bôca. Pensou – Ihhh meus Deus, e agora o 
que é que eu faço? Num átimo de segundo agarrou 
firmemente na cauda na onça, embrulhou o rabo dela no 
braço e gritou bem forte, o mais forte que seus 
pulmões lhe permitiram - Valha me Deus e São 
Benedito. A onça tomou um susto tão grande, com o 
grito e com o agarrão em sua cauda, que escalou 
para o tôpo do tronco a mil por hora, tirando o 
Seo Sebastião de dentro do tronco de árvore e 
embrenhou na mata em disparada. Seo Sebastião 
largou o rabo da onça e correu em sentido 
contrário. Esqueceu até para que lado era a cidade.

 Marisa Rodrigues - São Paulo

FÓRUM ASSISENSE EM 15 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Marisa Rodrigues

Cidade: São Paulo  - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Pois é, Egydio...tomara que para alguma coisa sirvam os meus relatos sobre a vida que levamos em São Paulo, e que em nada se compara ao que fora tão sonhado. Espero, realmente, estar contribuindo para auxiliar os jovens a abrirem bem os olhos antes de deixarem as oportunidades de suas terras prósperas, onde nasceram, foram criados, e são conhecidos até pelos apelidos, e virem se aventurar em cidades grandes como São Paulo, onde ainda não recebemos um uniforme, como acontece na China, mas somos tratados, certamente, como números, sejamos jornalistas, advogados, médicos, dentistas, qualquer que seja a nossa profissão. Estudamos, nos sacrificamos, dedicamos os melhores anos de nossas vidas a prestar os melhores serviços para o País, e eis que ele devolve essa massa, de onde tira o melhor leite, o mel mais puro, diretamente para o esgoto, como coisa putrefata, que deva ser dragada, e não como "coisa" que mereça ser tratada como gente, que merece uma aposentadoria digna, tratamentos médicos, ter conseguido adquirir sua casa própria onde possa descansar o seu corpo cansado...enfim, o que vejo, aqui, Egydio, no meu cotidiano é essa realidade tão cruel quanto sangrenta, e que, infelizmente, ninguém me disse que era assim...é por isso que agora estou aqui, sem vergonha ou medo algum, de contar as minhas experiências, ricas, sim, em conteúdo, mas muito frustrantes, para que outros não peguem o mesmo trilho e se dêm tão mal. Como vc mesmo disse, não há Governo que se preocupe com o destino dos jovens que saem à procura de seu primeiro emprego, depois de formados E aí, a saída é a do Aeroporto, mesmo. E temos visto aqui, neste mesmo Fórum, essa triste verdade se confirmar com os exemplos dos que foram embora e levaram para outros países todo o know-how aprendido aqui, aplicando-o para o desenvolvimento de outras culturas e povos, em detrimento do povo brasileiro,e ,claro, para salvarem a própria pele. Exemplos como os da nossa professora Vera Lúcia não faltam.Eu, muitos outros colegas de profissão, cujos nomes prefiro não citar, sem a respectiva permisssão, estamos aqui, ainda amassando barro, na faixa dos quarenta anos de idade, sem saber o rumo de nossas vidas, só antevendo o quanto incerto é o futuro...e claro, cada vez, mais infeliz! Marisa Rodrigues

FÓRUM ASSISENSE EM 15 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Walter Édson de Moura

Cidade: Indaituba  - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Para: Aparecida Maria da Mota Bolfarini - Belgica
Minha cara Mota: Apesar de não te conhecer pessoalmente, é muito bom fazer novas amizades. Aliás, este é um papel que o Forum Assisense vem cumprindo extraordinariamente bem. E reatando velhas amizades assisenses que há muito estavam adormecidas. Eu mesmo já me emocionei muito ao redescobrir velhos companheiros assisenses, há muitos  "desaparecidos" da minha vida. É como se um filme de toda uma existência, passasse pela nossa cabeça. Voce disse que trabalhou em Palmital. Tive por muito tempo alguns parentes lá. Meus tios, que lá moravam, Habib Jubran e Neifa Jubran, infelizmente  já não mais estão entre nós. E o Orozimbo, meu velho e grande amigo, redescoberto por este Forum, encontra-se em Fortaleza e de vez em quando mantém contacto  conosco.
Sobre meu filho, Gustavo, acabou de fazer 18 anos e está residindo na
Bélgica há alguns meses na cidade de Chimay( no sul, bem próximo à França), através de intercâmbio do Rotary Club daqui onde resido,
em Indaiatuba. Gostaria imensamente que vc. mantivesse contacto com ele, porque realmente é uma emoção muito grande quando se está no exterior e se encontra um brasileiro. Seu e.mail: gumoura7@hotmail.com  Aliás, ainda não recebi o seu. Um grande abraço e que Deus os proteja.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 15 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Elisabeth Cardoso Lima

Cidade: São Paulo  - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Gostaria de parabenizar mais uma vez Egydio Coelho da Silva, por esse Fórum. É maravilhoso vir correndo ler meus e-mails para ver se tem novidades no Fórum. Depois que comecei a ler sobre minha querida Assis me sinto mais próxima da minha adolescencia, das minhas origens e da minha família que ainda mora em Assis. É emocionante saber que tantas pessoas que nasceram ou mesmo que passaram por Assis a amam tanto quanto eu. Quero aproveitar para enviar meus sinceros pesames e meus mais sinceros sentimentos a Família Roselli pela perda de Dona Wanda. Kiko, meu amigo, tenha muita força nessa hora difícil, eu já passei por essa dor e sei o quanto é horrível, mas quero que pense que as pessoas maravilhosas Deus também quer desfrutar de sua companhia e as leva para junto dEle. E Dona Wanda, com certeza está ao lado do Senhor. Meu grande amigo Kiko, é muito bom reencontrá-lo, por favor envie e-mail ou me telefone, gostaria muito de falar com voce.
Meu e-mail é cardosoelisabeth@globo.com  e meu telefone é 011 3857 1874, gostaria que voce conhecesse minha maravilhosa família, tenho duas filhas moças, uma de dezessete e outra de quatorze anos, gostaria de poder dividir com voce a minha felicidade. Força. Abraços da amiga Beth.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 15 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Sônia Leão

Cidade: Itapetininga - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Fico muito contente em saber que a turma de Assis criou um jeito de continuar unida . Estou morando em Itapetininga-SP...e moro de saudades de tudo que se comenta e refere-se sobre Assis..Estou louca para assistir as filmagens dos carnavais de 71 a 76...Me avisem a data da exibição.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 16 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Celso Nogueira Pontara

Cidade: ? - Estado - ? - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Caro Egydio,
Gostaria de parabenizar a Voz da Terra pelo excelente editorial publicado em 14/02/04 que trata do assassinato do Professor Celso Pontara. Tenho acompanhado a Voz da Terra pela internet, sempre na esperança de que algum fato novo surja a respeito da morte de meu pai, e concordo com o editorial que diz que o caso se encontra parado. Parece que este pesadelo não vai terminar nunca. Eu e minha irmã temos colaborado da melhor forma que podemos, sempre cobrando uma posição da polícia, mas parece que nossos esforços tem sido insuficientes e o caso continua se arrastando. Agradeço em nome da minha família pelo acompanhamento que o jornal tem dado ao caso, este assassinato não pode cair no esquecimento. Um grande abraço. Celso Nogueira Pontara.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 16 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Maria Áurea Botter

Cidade: Palhoça - Estado - SC - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

Caro Egydio, 

Mais uma vez obrigada por este espaço, pois cada vez que leio as mensagens sinto quanto são saudosas as pessoas da minha geração que por motivos de sobrevivência tiveram que abandonar sua Terra natal, como é o meu caso. Eu sei que cada um teve suas conquistas, seus sucessos, suas vitórias suas derrotas, mas que,enfim todos deixamos nosso berço, nossa história, nossa família, nossos companheiros de infância,em busca de um ideal.
Sinceramente, não gostaria de ser inconveniente perguntando se alguma coisa mudou, se polìticamente alguém fez alguma coisa para que a juventude atual não tenha o mesmo destino de todos nós "saudosos assisenses, que involuntariamente nos vimos quase que obrigados a nos tornarmos uns retirantes?
Egydio quando saí daí tinha uma pessoa no comando e que eu dedicava muito apreço que era o Sr. Abílio Nogueira Duarte e as minhas amigas normalistas, sabem o quanto ele foi "gente" já que sempre demonstrou solidário com a "educação" e com isso sempre nos prestigiou, como também a Professora Mírian Modotti, que foi uma peça importante em nossas estando vidas, principalmente na minha, pois ela nos ensinou que:Dê o poder para as pessoas e saberás quem ela é. A professora Míriam nos demonstrou que mesmo estando no poder pode-se ser um grande mediador de todos conflitos que surgirem em nosso caminho. Sempre foi amiga, companheira, e...Às vezes até uma adolescente como nós na época. Obrigada!!
Egydio, ainda pretendo enviar muitas notas, mas lhe dou o direito de corrigir meus erros de português, já que sempre escrevo sob forte emoção, fazer cortes, ou até, quem sabe, não publicar.
Amo Santa Catarina , tudo que aqui conquistei com a minha competência, mas isto não impede de eu ter saudades! Abraços AMIGO 
Aurea, 

Não se preocupe muito como a língua portuguesa. Acho que, às vezes, os erros de português fazem parte integrante de uma redação rápida e com muita emoção.

Peço que numa próxima mensagem não se esqueça de mencionar a cidade em que você se encontra. 

Abraços. Egydio

 

FÓRUM ASSISENSE EM 22 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Clarice Pelizzon de Morais

Cidade: São Paulo - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Parabéns a toda equipe que deu ao jornal mais vida e modernidade, trazendo até nós, filhos distantes, notícias de nossa terra.

FÓRUM ASSISENSE EM 24 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Marcos José de Lima

Cidade: Sorocaba - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Caro Egydio, embora não o conheça, pelo menos não me lembro, gostaria de pedir-lhe para divulgar esta mensagem.
Sou natural de Assis e tenho muitos parentes aí.
Meus pais inclusive moram na Rua Carlos Gomes, esquina com Marechal Deodoro.
Através do Benedito Ribeiro, cheguei a este interessante site. Fomos amigos de infância e juventude e temos muitas histórias para contar. Quem lembra-se mais das passagens mais pitorescas é o Ditão como o chamávamos. Peço a ele por seu intermédio para narrar algumas da nossa saudosa turma lá do Instituto Dr. Clybas. Gostaria que ele citasse cada um dos nomes dos nossos colegas da época, com as principais características. Possivelmente eles irão entrar aqui neste Forum e participar.
A minha família tem uma certa participação na história de Assis. Para ter uma idéia, a minha escrivaninha aqui em Sorocaba no meu escritório, pertenceu ao primeiro médico da cidade. Meu avô, Anastácio Rodrigues foi quem comprou dele e passou para minha mãe e depois dela veio para mim.
Minha esposa, Sueli é da família Cardoso e conheci pessoalmente o americano que enviou recentemente uma mensagem citando o Dr. Paulo.
Como percebes, se continuar, estarei mencionando muitos nomes importantes desta cidade.
Mais oportunamente pretendo voltar e provocar alguns daí para sairem da toca! Meus sinceros agradecimentos, Marcos de Lima

 

FÓRUM ASSISENSE EM 24 DE FEVEREIRO DE  2.004
De:
Maria Cristina Moro-Jesser

Cidade: Mainz - Estado - Rheinland-Pfalz - País: Alemanha

Para: Fórum assisense

 

Porque nao consigo mais ler o Jornal Voz da Terra daqui?
Nao intereeso em assinar, me importa as noticias principais.
So pagando mesmo? QUE PENA...
Maria Cristina,
Os títulos das matérias principais e algumas páginas serão liberadas a todos os internautas, assinantes ou não. Haveremos de estudar alguma forma de liberar o acesso a todas as páginas a estudantes e desempregados, que não residam em Assis.
Att.
Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 25 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Ewerton de Oliveira

Cidade: São José do Rio Preto - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

 Eu como leitor assíduo do Jornal Voz da Terra , um dos maiores do interior paulista , venho através deste mostrar minha indignação com a ´´brilhante idéia´´ de que para ler o jornal pela internet tenha que se pagar . Acho isso um absurdo, já que na minha opinião, o Jornal tem condições de manter a pagina simples, dinâmica e atualizada , como sempre foi, sem custos que necessitem de outra forma de cobrança para que a página seja mantida com qualidade. 

Com certeza o Jornal perderá a maior parte de seus leitores , que assim como eu , moram distantes de sua querida Assis e gostam de se manter bem informados , lendo o Jornal Voz da Terra . Aqui vai o meu protesto contra essa péssima idéia.

Ewerton,

Agradeço sua manifestação porque, como você, existem muitos outros que não concordam, mas que nem sempre se manifestam. E a sua manifestação nos oferece oportunidade de explicar os motivos, que nos levaram a decidir pela cobrança do acesso a todas as páginas de VT on line.

Um dos motivos é o fato de que muitos internautas, que moram em Assis, nos informaram que haviam deixado de assinar VT impressa porque a viam na internet.

Outro motivo  - talvez o principal - é que, infelizmente, tudo tem custo e ainda não há mentalidade de se anunciar na internet o suficiente para que se possa manter algum serviço de qualidade, pelo qual temos sido cobrado insistentemente. Por isto, acreditamos que, investindo a receita, oriunda de assinatura de VT on line,  integralmente na melhoria de sua qualidade, consigamos não só manter o número de visitas, mas, ao contrário, aumentar ainda mais.

E acho inclusive que você tem razão em reclamar. Informação é coisa tão importante, que deveria ser dada de graça a todas as pessoas, assim como deveriam ser gratuitas: educação, saúde e segurança. Infelizmente, não é possível que seja assim.

Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 28 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Walmir Batista Correa

Cidade: Campo Grande - Estado - Mato Grosso do Sul - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Caro Egydio,
Através de um amigo consegui o seu endereço e pude ler o Fórum Assisense. Voltei no tempo e lembrei-me do período em que morei em Assis (ainda tenho parentes em Maracaí).
Fiz o ginásio no Colégio Diocesano, primeiro no centro da cidade e depois na parte alta. Naquele época existiam poucas casas na proximidade e, muitas vezes, por perder o ônibus, eu ia até o colégio a pé. Lembro do pomar de jabuticabas que existia na antiga chácara do fundador da cidade. Parece que a pequena sede virou um museu. Ainda funciona? 
Depois, fiz o científico na Escola Clybas Pinto Ferraz junto com amigos como Renato Sant´ana, Augusto Ribeiro, Virgílio Sanfelicce, Shigueki Mori, Aref, entre outros. Nesta época, fiquei intrigado com a propaganda da fundação do jornal Voz da Terra inscrita nos muros da Estrada de Ferro Sorocabana. O Renato era um dos colaboradores e muitos artigos foram escritos no fundo da sala com palpites coletivos. Lembro da confusão provocada por um artigo sobre um semáforo na entrada da Vila Xavier que não funcionava e o Renato fez uma analogia com um filme famoso da época chamado "O belo Antonio", "aquele que era bonito mas não funcionava". Lembro também de alguns professores que marcaram a minha geração como Horácio Tucunduva e Jorge Curi.
Existia um doce chamado "martelinho" que era vendido pela filha do fundador da cidade. Era uma delícia e nunca mais vi algum similar. Também não podia deixar de lembrar do famoso bauru feito no Bar Avenida, da paquera na Rui Barbosa, onde os rapazes faziam um verdadeiro "corredor polonês" para as garotas passarem. Não podia deixar dessas lembranças das "simbólicas" Mãezinha e Antonieta.
É a minha Assis que ficou na memória. 
Depois fui para São Paulo, onde me formei em História. Como na época o "tempo estava quente", fui trabalhar em uma universidade em Corumbá, região do Pantanal e divisa com a Bolívia. Voltei para S. Paulo, com uma bolsa de estudos, onde cursei Mestrado e Doutorado. Em Corumbá, Mato Grosso do Sul, dediquei-me a pesquisar a história regional, fui secretário de educação e vereador por dois mandatos.
Hoje, moro em Campo Grande, capital do estado. Meu email é valmir.correa@uol.com.br.  Um abraço a todos. Valmir

 

FÓRUM ASSISENSE EM 28 DE FEVEREIRO DE  2.004
De:
Paulo Sérgio Ramão

Cidade: São Paulo - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Prezado Egydio,
Mesmo com suas justificativas, gostaria de externar o meu descontentamento pela cobrança da leitura de VT on-line. Não são apenas os grandes jornais, como Folha ou Estadão, que disponibilizam seu conteúdo na Net, mas dezenas de jornais de cidades grandes e pequenas, do Brasil e do mundo. 

E creio que os jornais de cidades do porte de Assis, e até menores, devem ter quase os mesmos problemas de VT.

Para muitos dos assisenses que estão residindo em outras cidades ou mesmo trabalhando fora, a leitura de VT on-line era a única forma de ter
notícias da terrinha.

Não digo que estou indignado, mas é lamentável.
Paulo,

Acho que a sua manifestação é boa para que pensemos numa forma de conciliar o interesse do jornal em criar condições para investir e melhorar sua Home Page, sem impedir que assisenses, que não podem pagar, acessem todas as páginas  de Voz da Terra on line.

Estamos pensando em dividir a assinatura anual em quatro pagamentos. Podemos ainda estudar pedido de gratuidade para desempregados e estudantes para um determinado período. Acredito que não seja o seu caso e que a sua manifestação foi, com certeza, uma colaboração conosco e com todos os internautas que acessam VT on line.

A idéia de cobrança de acesso foi muito bem pensada por nós antes da decisão e não vemos outra saída para que possamos fazer uma página com qualidade, sem fazer cobrança do acesso. 

Egydio Coelho da Silva

 

 

 

FÓRUM ASSISENSE EM 29 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: João Carlos Benjamim

Cidade: Presidente Prudente - Estado - SP - País: Brasil 

Para: Fórum assisense

 

Alô pessoal, tudo bem. 
Continuo acompanhando as edições do Fórum, momento único de enorme prazer e felicidade, já que toda intervenção nos faz voltar ao tempo e lembrar de pessoas que direta ou indiretamente tiveram algum contato conosco.
Nas últimas edições apareceram três nomes que não me parecem estranhos e poderão ser pessoas que não tenho notícias há mais de 20 ou 30 anos.
Luiz Carlos Rizzo seria o Rizzo que trabalhou no Voz da Terra? Se for, trata-se de pessoa que realizou um excelente trabalho jornalístico e pudemos gozar de sua amizade.O Marcos José Machado seria o filho do Zé Machado e Dna. Dionísia. Tenho toda certeza que é ele, pelo endereço citado recentemente. Fomos grandes amigos na infância. Fico feliz em saber que ele está bem.Um outro nome que apareceu no Fórum, foi o da Clarice Pellizon de Moraes. Seria a Clarice que residiu na rua Cap. Francisco Rodrigues Garcia, defronte ao prédio onde era a Rádio Cultura. Caso seja ela, gostaria de saber dos seus pais e irmãos. Lembro-me com carinho da amizade coma sua família. Parece-me que o mais velho se chamava Cláudio. Muito legal.
Aproveito dessa oportunidade para parabenizar o pessoal do site umdoistres pelo trabalho e divulgação de Assis. Acompanhei, através de fotos do Lúcio, a homenagem feita ao Mestre Abílio Nogueira Duarte. Aproveito para enviar um grande abraço ao Abílio e sua família pelo convite. Não pudemos comparecer, mas nossa torcida foi para que tudo fosse sucesso. Abílio muita saúde e paz. 
Egydio você está em grande forma. Quando escreve, parece um garoto, muita fibra, equilíbrio, grandes respostas e enorme conteúdo. Parabéns. Cadê o Edson, ainda está no Japão?
Finalizando, quero mandar um beijão pra Maria Silvia, e dizer que ela ainda continua ocupando um pedacinho do meu coração.

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