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FÓRUM
ASSISENSE EM 01 DE AGOSTO DE 2004
De:
Julianna Granjeia
Cidade:
Assis - Estado - SP - País: Brasil
Para:
Fórum assisense
Olá,
Sr. Egydio,
Eu escrevi uma crônica na faculdade que foi muito elogiada pelos
professores e eles perguntaram se não seria possível a publicação.
Estou enviando o texto em anexo para sua análise (o Sérgio já leu e
falou que precisava falar com o senhor), caso não seja possível que seja
publicado no Voz da Terra, entenderei os motivos, mas irei procurar outro
órgão da imprensa que esteja disponível em publicar a crônica.
Atenciosamente
Julianna Granjeia
Julianna,
Sua crônica está muito boa.
Mostra que você é observadora, corajosa e tem talento, qualidades
imprescindíveis a um bom jornalista.
Entendo que para evitar problemas jurídicos para o jornal e também para você devemos publicá-la como
abaixo. Corrigi erros de digitação: a falta de uma crase e duas
colocações de pronomes oblíquos, que deveriam vir antes do verbo,
porque havia um "que" anterior, o qual atrai pronome.
Alguns textos
de sua crônica foram excluídos, porque continham preconceito racial, difamação, calúnia e/ou denunciação caluniosa, que poderiam gerar processos contra
você.
Além disso, pela legislação de imprensa e outras em vigor, quem divulga crimes de imprensa também está sujeito a penas previstas nessa legislação.
Também foi excluída denúncia, talvez verdadeira, mas que poderia ameaçar a
sua segurança pessoal. Acho que se a Globo tivesse tido a mesma
preocupação, que estou tendo com você, talvez o Tim Lopez ainda
estivesse vivo, muito embora sua denúncia não seja pessoal, nem mesmo
específica.
Se
você concordar, poderemos indicar aos participantes deste Fórum que
solicitem o texto na íntegra e você lhes passará diretamente, o que -
no meu entender - não implicará em perigo de você ser penalizada por
provável infração à Legislação em vigor no País, que regulamenta a mordaça
ou delitos de
opinião. Abraços. Egydio Coelho
A cidade dos três “S”
Julianna Granjeia (*)
Assaís é uma cidade peculiar. Dizem que “quem bebe da água daqui não vai mais embora”, e confesso que tenho medo desse ditado. Logo na entrada o Chicão de lata recebe, imponente, os visitantes. Tá certo que ele anda um pouco
tortinho, alguns dizem que um dia ele cai. Mas invejosos à parte, o São Francisco de Assis, feito de lata, está lá na rotatória da avenida principal da cidade.
Avenida, aliás, que nos fins de semana se transforma praticamente em uma Marginal, com trânsito digno de capital. É que os jovens daqui gostam de ficar com seus carros enfileirados, a zero quilômetro por hora, subindo e descendo a mesma avenida Rui Barbosa, uma infinidade de vezes. Como a gasolina é barata e a cidade é grande, as opções de lazer concentram-se no mesmo trecho. Tudo para facilitar a vida dos habitantes também peculiares dessa cidade tão curiosa. E para os solteiros, a paquera fica mais fácil ainda. Se você não encontrar seu pretendente nas três grandes casas noturnas ou no passeio agradável pela avenida, no final da noite ainda tem a opção do famoso pastel na feira da praça Arlindo Luz. Todo mundo que sai no sábado vai pra lá depois. Tudo é muito fácil por aqui.
O que pode atrapalhar um pouco os passeios pelos inúmeros pontos turísticos de
Assaís, são os buracos. Nada que não seja justificável. A verdade é que Assaís surgiu de um buraco e pro buraco ela está voltando. O orifício mais organizado é o chamado Parque Buracão, uma erosão antiga, provavelmente mais velha que a cidade, que se tornou centro de recreações e libertinagens. Tem museu, parquinho para crianças, drogados, pista para Cooper, com buracos também, é claro. Tirando a avenida, que por incrível que pareça não é a única da cidade, todas as ruas daqui possuem orifícios de todos os tamanhos. Talvez sejam as oficinas mecânicas que cavam durante a noite, já que são elas as maiores beneficiadas.
A cana é onipresente na região. Assim como as cinzas das queimadas em época de colheita, que caem no quintal das casas e no varal com roupas brancas molhadas. É uma maravilha, chuva de cinzas. E como diria o poeta paraibano Carlos Cavalcanti, “A zona da mata é cana. A zona da cana mata”. Mas a monocultura é saudável para o bolso do monopólio regional. É responsável pelo desenvolvimento econômico e agora até tecnológico. Assaís é pólo regional de alguma coisa. Será que alguém fora do limite deste importante município sabe disso?
Quanto à política, prefiro não opinar. É ano de eleição e o processo está correndo solto, é a última moda por aqui. E como uma futura boa jornalista, também já me vendi ao capitalismo, portanto tenho que garantir meu emprego e ser totalmente imparcial, de acordo é claro, com os interesses das empresas, também conhecidas como imprensa. Mas dizem por aí que o candidato favorito é um ex-vereador, dono de um ferro-velho. Será que alguém sabe que ele também é candidato a prefeito?
Assaís é uma cidade promissora, mas para aqueles que já têm seu cantinho garantido. O comércio... Os familiares destes têm um futuro promissor aqui. Se não for o seu caso, fica um pouco mais complicado.
Temos quatro faculdades para oferecer, mas emprego já é outra história. Para domésticas e jardineiros é mais fácil. As mansões do Jardim Europa, que aumentam a cada dia, juntamente com o comércio...
E o esporte anda em alta por aqui. É que o basquete está fazendo sucesso... É a nova sensação, os jogos lotam o ginásio. É o grande investimento do esporte: enquanto um jogador de basquete ganha por volta de cinco mil reais, tem atleta correndo descalço. Ah! Não podemos esquecer do futebol, que está em recuperação graças ao investimento da empresa concorrente, por sinal fabricantes do mesmo tipo de produto, aquela do time de basquete... Acho que precisamos de mais empresas concorrentes por aqui, quem sabe assim todos os esportes consigam patrocínio. São as vantagens deste clichê chamado “mundo capitalista”.
Essas são algumas das muitas peculiaridades da cidade dos três “S”. Quem passa por aqui jamais vai esquecer de todas estas características. Por bem ou por mal, Assaís é inesquecível. Só vendo pra crer.
*Julianna Granjeia é estudante de jornalismo
FÓRUM
ASSISENSE EM 02 DE AGOSTO DE 2004
De:
Fernando Tirolli
Cidade:
Manaus - Estado - AM - País: Brasil
Para:
Fórum assisense
Caro Egydio,
Gostaria de receber na íntegra, se possível, a crônica da Estudante de jornalismo Julianna Granjeia, apesar
de seu tom crítico e desesperançado, como um desabafo, ela demonstra seu ponto de vista de forma vigorosa.
Um grande abraço a você e a todos os assisenses que lêem o forum de Assis.
Fernando Tirolli
Fernando,
repassei
seu email para Juliana. Acredito que ela atenderá a seu
pedido.
Egydio
FÓRUM
ASSISENSE EM 02 DE AGOSTO DE 2004
Nome - Alan Marques de Oliveira
Cidade - Pirassununga - S. P.
Para - Fórum Assisense
Prezado Egydio, bom dia.
Tenho muito respeito e admiração por jornalistas sérios, aqueles preocupados em mostrar os fatos como eles são e não somente o lado ruim ou bom da notícia.
Quanto à crônica da futura jornalista, ela abriu precedentes para ser criticada também, uma vez que a tal matéria é tão somente, críticas à cidade de Assis, por ela denominada de
"Assaís".
Faltou a ela a coragem, o que é perfil dos profissionais sérios, de assumir sua critica à cidade.
Tenho algumas perguntas a ela, as quais são: Ela reside na cidade? Em que cidade ela estuda?
A cidade é somente o negativo, não há nada de positivo? Qual é o objetivo que a matéria que atingir?
Ela tem consciência que esse meio de comunicação é global e pode prejudicar o município e todos os munícipes?
O que acrescentou na futura carreira de jornalista ?
Penso que em sua vida acadêmica está aprendendo que: Crônica = Criticas destrutivas à algo ou alguém.
Com certeza deve estar festejando a publicação da matéria, e digo que é de mal gosto, de intenção duvidosa e dirigida. Há um fundo explicito de interesse político, já que estamos em época de eleições municipais...
Aqui vai uma idéia para ela: Se o "chicão" está torto, por que a futura jornalista não toma iniciativa por uma campanha de recuperação dessa obra de arte, aí então coloca-se uma placa de lata (é claro) citando como autora, mentora etc. do feito a futura jornalista.
Em minha profissão (Auditor), assim como na minha vida pessoal tenho como lema "A crítica a algum processo deve ser seguida por um pacote de boas ideias e soluções" (o processo a que me refiro não se trata de peça jurídica).
A futura jornalista somente listou coisas ruins a respeito da cidade, entendo que ela deveria publicar uma outra crônica com as ideias e soluções e inclusive o lado bom da cidade.
Caro Egydio, se meu endereço (e.mail) for solicitado, queira por gentileza disponibilizar.
Um grande abraço. Cordialmente, Alan Marques de Oliveira
Alan,
Acho
que não devemos analisar uma crônica somente pelo seu conteúdo, que nem
sempre pode ser lógico, pois trabalha mais com a emoção. A importância
maior é a forma.
Julianna
é muito jovem e os jovens exageram tudo principalmente quando expressam o
quem pensam e com muita emoção. Mas, que graça teria uma crônica, sem
exageros?
Se
ela escreveu tudo isso sobre Assis é porque a cidade a emociona muito. No
fundo, cabe a expressão popular: quem desdenha quer comprar ou quem ama
quer mudar o ser amado. Abraços. Egydio Coelho
FÓRUM
ASSISENSE EM 02 DE AGOSTO DE 2004
Nome -
Gilberto Prado
Cidade - São Paulo -
Estado - SP - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Egydio:
Achei interessante o seu comentário sobre a criação de milhares de empregos. Não podemos acreditar mais em
candidatos que prometam centenas ou milhares de empregos na região de Assis. Não adianta nos iludirmos com a promessa de
que será instalada uma fábrica da Volks ou GM em Assis.
Acho
que o ideal é investir no potencial agrícola da região. Hoje, por exemplo, diversas cidades do interior estão se
transformando em verdadeiros pólos em virtude do agronegócio.
O Estadão do último domingo (01.08) fala do exemplo de UNAÍ
(MG), maior pólo produtor de feijão do País, cidade que cresce em ritmo acelerado com o maior PIB agrícola de Minas
Gerais. Podemos também lembrar do triângulo mineiro, Londrina, Maringá, Rondonópolis, entre outras cidades que
cresceram e se desenvolveram graças ao sucesso agrícola.
Quem
sabe o próximo prefeito não apresente um projeto que viabilize o crescimento, baseado no desenvolvimento
sustentável da região.
Quem sabe oferecer incentivos fiscais
para a implantação de pequenas ou médias empresas que produzam materiais derivados da soja e do milho. Basta apenas
vontade política e bom senso.
Agora, o que não dá, são
promessas mirabolantes e fora do contexto real. Gilberto Prado
FÓRUM
ASSISENSE EM 03 DE AGOSTO DE 2004
De:
Julianna Granjeia
Cidade:
Assis - Estado - SP - País: Brasil
Para:
Fórum assisense
Prezado Alan,
Reportagens devem ser imparciais, crônicas e editoriais são abertas às opiniões de quem
escreve, e é lógico que com isso eu abro precedentes para ser criticada, este é um dos objetivos. Que bom que minha crônica causou repercussão, é sinal que estou mexendo em certas feridas, este é outro objetivo...
Primeiro quem garante que a crônica foi feita sobre Assis, essa cidade pode ser fruto da minha imaginação e isso não é falta de coragem, isso se chama ironia.
Eu não escrevi uma crítica à cidade, a propósito eu moro e estudo em Assis, meu objetivo não é apontar "o lado ruim" da cidade, mesmo porque, se fosse isto, eu teria muito mais coisa para escrever. Cito o escritor João Antonio, autor do livro "O Copacabana"; ele foi jornalista e escritor, e a crônica que eu fiz tem muito a ver com o estilo dele.
Meu objetivo é, também, apontar algumas coisas que podem ser corrigidas, evitadas, ou não. Eu apenas escrevi o que vejo, o que percebo. Ninguém é obrigado a gostar ou fazer alguma coisa. E como estudante do 3º ano de jornalismo é óbvio que eu tenho consciência do tamanho da influência da mídia sobre as pessoas, por isso quero usá-la para expor alguns problemas para tentarmos solucionar, provocar discussões e reflexões e não para ficar omitindo informações como alguns jornalistas fazem, porque querem ou porque os donos das empresas-imprensa mandam.
O que este texto acrescentou na minha carreira foi experiência de expor o que penso e receber críticas como a sua, que futuramente vou enfrentar muito.
Ninguém ensina, pelo menos na minha faculdade, que crônica é igual à crítica, a definição de crônica é um texto que retrata fatos cotidianos e a ironia é uma linguagem muito utilizada nestes casos. Nem preciso festejar que a publicação, com algumas censuras, do meu texto, porque não é a primeira que tenho um artigo publicado. Se a sua opinião é que o meu texto seja de mau gosto, eu respeito, mas quero deixar claro que não é dirigida a ninguém muito menos de interesse político. Meu caro Alan, sou apenas uma estudante, não trabalho para nenhum político e se você morasse aqui, com certeza entenderia melhor o que eu quis dizer com a crônica.
Eu não fiz campanha para ninguém, muito pelo contrário, quem leu o texto e reside aqui com certeza entendeu o que eu quis dizer, já que o candidato que eu supostamente citei, poucas pessoas sabem que ele é candidato e todos sabem que ele é de um partido pequeno e pouco conhecido, novamente utilizei a ironia.
Quanto ao Chicão de lata, foi apenas uma brincadeira e não pretendo fazer nenhuma obra de arte, nem quero meu nome estampado em praça.
Eu não listei somente coisas ruins da cidade, eu escrevi o que vejo e naquele texto meu objetivo não era solucionar todos os problemas daqui, este não é meu papel. "O lado bom da cidade" todo mundo vê e faz propaganda não preciso escrever nenhum texto sobre isso.
Concordo com a opinião do Sr. Egydio, crônica é emoção e acho que ficou claro neste texto que estabeleço uma relação de amor e ódio com esta cidade, assim como João Antonio tinha com o Rio de Janeiro, mas acho isso ótimo porque não sou uma acomodada, quero ser útil para ajudar no progresso de Assis. "E que graça teria uma crônica sem
exageros?"
Julianna,
Sua preocupação com a liberdade dos jornalistas, que são
censurados pela empresa de comunicação, é válida. Mas antes da malfada
Constituição de 88 (que mais prejudicou o País do que ajudou) estava em
vigor apenas a Lei de Imprensa (crime), cuja responsabilidade era somente
de quem escrevia.
Agora é diferente, pois, existe uma legislação de mordaça em
vigor, (talvez mais de interpretação pelo Judiciário) que criou a co-responsabilidade e a empresa também é
responsabilizada. Consolidou-se a auto-censura, a pior de todas as
censuras.
Voz da Terra já foi condenada por danos morais em matéria escrita
pelos seus jornalistas e publicada sem autorização da direção do
jornal.
E além disso, um deles, ao ser admoestado, entrou até com processo
trabalhista contra o jornal e, evidentemente, ganhou.
Portanto, as empresas de comunicação estão pagando - e caro - por
opiniões que não são suas, mesmo porque é sabido que a opinião do
jornal é expressa em editorial e não em matérias e artigos publicados.
Afinal, os jornalistas e colabores são pessoas capazes e não
relativamente capazes, como se diz em linguagem jurídica. Por isso, não não é
correto a empresa ser responsabilizada e, em razão disso, ser
obrigada a censurar jornalistas e intelectuais e, pior, tirar-lhes a
liberdade de livre manifestação de pensamento.
Julianna, quero agradecer sua participação, pois, este fórum
andava meio devagar. Agora acho que vai reanimar. Abraços a todos. Egydio
Coelho
FÓRUM
ASSISENSE EM 03 DE AGOSTO DE 2004
De:
Luiz Castro Santos
Cidade:
Rio de Janeiro - Estado - RJ - País: Brasil
Para:
Fórum assisense
Cara
Julianna,
Se fosse seu professor, ficaria orgulhoso de seu texto. Você tem
talento e sabe botar o dedo em feridas profundas. Assaís foi a cidade
em que cresci, filho de um profissional da medicina que amava a
profissão, amava Assaís e nem precisou ensinar aos três filhos como
e por quê amá-la. Simplesmente o visgo da cana, o cheiro da terra
molhada depois das grossas chuvas de verão, os cafezais tão próximos
e o Paranapanema, correndo vagaroso e denso, sob a ponte a 40km, tudo
isso era forte demais. E o comércio, de judeus, sírio-libaneses
("turcos"), japoneses, alemães (Seu Herzog...), era, na
verdade, um prenúncio de que a convîvência étnica era -- e é --
possível. Eu me orgulho de ter estudado com filhos de sapateiros e de
agricultores e de simples mecânicos. Com negros, mulatos, amarelos...
E também me orgulho de jamais ter sentido preconceito de raça ou étnico
-- esse que você revela, para minha surpresa (diante de sua visão
política).
Tudo mudou, você nem era nascida quando deixei a cidade há décadas
e meus pais a deixaram em 1990, por motivos de saúde. E creio que você
aponta algo que eu já sentia, mesmo nos sobe-e-desce da Avenida tão
longínquos para mim. Meu pai tinha um Chevrolet 1951, pouca gente
tinha carro, e era costume nosso subir e descer a Avenida, na primeira
marcha, olhando tudo. Ou nada. Confesso que a sensação de vazio
(para quê?) era grande. Não havia drogas. Mas a necessidade quase mórbida
e suicida de afirmarmos nossa "macheza" pela bebedeira era
impressionante. Lembro-me de colegas de infância que se idiotizaram
por completo, mergulhando cérebro e caráter em barris de pinga e
cerveja. Eu mesmo, tomei minha primeira pinga aos 13 anos (!!) no Bar
do Zé, em frente ao portão grande de entrada dos alunos, no antigo
Instituto de Educação de Assis. E bebi muito, por muito tempo. Vejo
que a coisa piorou, as drogas entraram para valer. E vivendo no Rio de
Janeiro, já não dá para achar "válido" o consumo, a
dependência, ou pior ainda, a venda. Então creio que é importante
você ter botado o dedo na ferida. Mas não entendi, não posso
aceitar, não pode ser verdade que o comércio local só exista para
lavagem de dinheiro, e que agiotas e traficantes tenham tomado de
assalto a cidade. (Por que, Julianna, a alusão - para mim inaceitável
- aos "turcos", como se bons companheiros fossem dos agiotas
e traficantes?).
E tem uma coisinha talvez importante: quando fui estudar em São
Paulo, em 1961, senti algo muito forte e muito bom. São Paulo lidava
mal com a diferença racial e étnica, eu me sentia muito mais à
vontade do que os "paulistanos", convivendo com a massa no
velho centro da cidade "de pernas brancas, pretas,
amarelas", de que falava o poeta. Lembro-me de um amigo
paulistano, quatrocentão, dizendo-me certa vez: "como o povo é
feio, não Luiz?" -- "Ponha bons dentes, bolso cheio de
dinheiro como o seu, que vão ficar mais bonitos que você". E eu
diria a você: tire os "turcos" (e os judeus, e os
japoneses, e os italianos etc etc) da cidade de Assaís, e a cidade
perderá uma de suas mais fortes tradições de democracia étnica. Não
sei quanto ao "preconceito de cor", se isso melhorou ou
piorou. Os negros sempre apanharam muito em nosso país. Em Assaí não
foi pior, mas eu diria que a força do comércio, em meus tempos,
permitiu a muitas famílias negras crescerem contra a correnteza das
oligarquias locais. Sempre muito conservadoras. A política foi terrível,
concordo. Até hoje me lembro -- eu passava minhas férias com meus
pais e manos -- da "visita" da TFP à cidade, em plena
ditadura militar, creio que em 1968, ou 69, "saudada" pela
Gazeta de Assis com foto e tudo, em primeira página. Nunca me senti tão
mal. Eu fiz o que pude, seguindo-os de perto pela cidade, eles numa
Kombi embandeirada, eu num Fusquinha. Quando entravam em alguma casa
de pessoas conhecidas eu entrava junto e discutia com eles. Tinha a
impressão de que só não eram bem recebidos nos lugares quando eu
conseguia badernar a atuação deles, casa a casa. Certa vez, de novo
de férias, dei uma entrevista sobre o movimento estudantil nacional
na Rádio Cultura, no programa da Dona Maria Cândida, que havia sido
minha querida mestra no IEA. Pois não é que toda a entrevista ficou
inaudível por uma chiadeira, por uma estranha coincidência? . Assim
eram os meios de comunicação. Mas as coisas mudaram para melhor, não?
A Voz da Terra é um indicador de que as coisas mudaram. Ficou-me a
impressão, em sua bela crônica, de que nada mudou, e quando houve
mudança, foi tudo soterrado, para dentro do grande, infindável,
Buracão. Não posso acreditar que isso dê conta da realidade, talvez
mais complexa do que sua crônica revela. Tampouco acredito que tenha
havido "censuras" no VT, como nos diz em sua mensagem, neste
e-mail. Houve cortes, sim, já que o preconceito pode ser -- e deve
ser -- recusado nas páginas de um bom jornal. Sua crônica ficou
melhor depois dos cortes, Julianna. Porque a qualidade do texto e o
impacto da denúncia da vida burguesa das elites locais -- pontos
fortes de sua crônica -- se perderiam com a alusão preconceituosa.
Um abraço do Luiz Antonio de Castro Santos - Universidade
do Estado do Rio de Janeiro
FÓRUM
ASSISENSE EM 03 DE AGOSTO DE 2004
De:
Julianna Granjeia
Cidade:
Assis - Estado - SP - País: Brasil
Para:
Fórum assisense
Olá Castro
Muito obrigado pelos elogios e críticas, essa era uma das minhas intenções com minha crônica.
Preciso me desculpar com todos os leitores, acho que me expressei mal a respeito de uma classe de descendentes que possuem propriedades no comércio de
Assaís.
Não sou preconceituosa e não tenho nada contra a esta classe, pelo contrário, tenho amigos
descendente desta nacionalidade e adoro a cultura deles. Tive uma professora que me ensinou muito sobre eles. Estou providenciando modificações nesta parte do texto, pois me precipitei.
que eu quis dizer foi o monopólio do comércio, em que muitas lojas pertence ao mesmo dono e não quis compará-los ao outros comerciantes que usam suas lojas como fachada de lavagem de dinheiro.
Realmente me expressei muito mal, e reafirmo que se deixei uma impressão de preconceito não foi o quis dizer.
Fiquei feliz em ler suas histórias sobre a cidade, eu também tenho orgulho de começar minha carreira aqui.
Acho que Assaís tem muitas histórias que devem ser guardadas para o futuro, não só críticas mas também como lembranças e para nossa geração procurar melhorar no que for possível para ajudar no progresso dessa já lendária cidade.
Abraços. Julianna
FÓRUM
ASSISENSE EM 03 DE AGOSTO DE 2004
De:
Wilson Roberto
Cidade:
Cuiabá - Estado - SP - País: Brasil
Para:
Fórum assisense
Egydio: concordo plenamente com os comentários do ilmo. sr Gilberto prado, pois a região de Assis, é uma região extremamente agrícola, com um potencial muito grande...
Quero deixar bem claro como assisense nato, que data vênia a política de café com leite, já está ultrapassada.
A cidade de Assis não pode viver de promessas, o povo está aí, esperando que possa surgir alguém inteligente com o raciocínio ligado a realidade dos fatos. Uma cidade agrícola, com pensamentos industriais, destinados a minoria.
Nós aí temos milhares de miseráveis, nos bairros, pessoas que perderam a suas terras, por falta de incentivo, por falta de planejamento. Será que os inteligentes são mais analfabetos que os analfabetos e não tem coragem de sair da toca...
Por exemplo, uma grande quantidade de terras, com a cultura de açúcar, onde uma pessoa domina mais 150.000 cento e cinqüenta mil pessoas.
Pode uma coisa dessas...
Produzir um produto, mas utilizando um produto principal... Veja mt... O que esse estado está desenvolvendo na área agrícola... Movimentando todos os setores da economia...
Olhe Egydio, meu pai é um pequeno agricultor, e até hoje está lutando no meio dessa selva verdejante, que rodeia a cidade de Assis e região, formando um bando de miseráveis, com a retórica de geração de empregos...
Antes disso Assis, produzia produtos que movimentava Economia, as ruas, as praças, sem imposição...
Por isso meu querido conterrâneo é que eu estou a anos fora de Assis, por não concordar com o café com leite.
Tem que ser café com leite para todos e quentinho...
FÓRUM
ASSISENSE EM 03 DE AGOSTO DE 2004
De: João Henrique Bergamasco
Cidade: Florianópolis - Estado - SC - País: Brasil
Para: Fórum assisense
Saí de Assis há pouco mais de 25 anos mas ainda sinto saudades dos grandes
amigos que deixei naquela época. Por onde andam todos ? Tentei localizar
alguns pela Internet, mas nem sempre se consegue bons resultados. Estou
morando em Florianópolis, solteiro de novo, e feliz da vida! Um abraço aos
que ainda se lembrarem de mim!
João Henrique,
Duas
pessoas desejam entrar em contacto com você, mas não pude repassar
as mensagens delas a você, porque não localizei seu email em minha
lista. Favor me enviar seu email, para mandar as mensagens para você.
Egydio
FÓRUM
ASSISENSE EM 05 DE AGOSTO DE 2004
Nome -
Gilberto Prado
Cidade - São Paulo -
Estado - SP - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Egydio:
Gostei da crônica apresentada pela futura jornalista Juliana
Granjeia. Está preparada (e bem preparada) para o exercício
da profissão. Que VT aproveite o potencial e não permita que
mais um grande talento (a exemplo de outros) deixe a terrinha.
Gilberto Prado
FÓRUM
ASSISENSE EM 05 DE AGOSTO DE 2004
Nome -
Célio Andrade
Cidade - Belo Horizonte -
Estado - MG - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Prezado Senhor,
Sou um colecionador amador de Cartões Postais.
Tenho interesse em trocar cartões postais desta cidade e de cidades da região para minha coleção.
Poderiam divulgar este meu interesse?
Retribuirei com postais de Belo Horizonte.
Autorizo a divulgação do meu email para contatos.
Obrigado. Célio de Andrade. Email: celioandrade@terra.com.br
FÓRUM
ASSISENSE EM 06 DE AGOSTO DE 2004
Nome -
Elisabeth Cardoso Lima
Cidade - São Paulo -
Estado - SP - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Caro Senhor Egydio,
Gostaria muito de continuar recebendo as notícias do Fórum pois adoro tudo o que se refere a Assis.
Fiquei algum tempo sem notícias pois estava com problemas no provedor agora está tudo bem.
Quero dizer que adorei esse circo-pegando-fogo na política assisense e
aproveito para acrescentar que o que realmente importa é o progresso e
desenvolvimento da cidade e o bem de todo o povo de Assis.
Outra coisa que é fundamental e que deve prevalecer sempre é a Liberdade de Imprensa, pois todo o povo tem o direito de ser informado sobre tudo o que acontece nas alcovas da política. Acho que censura é crime!
Aproveito a oportunidade para dizer que adoro os textos da Marisa Rodrigues e dizer que ela deve escrever com maior frequencia.
Um abraço a todos os assisenses e a todos voces!
Elisabeth,
Temos
sofrido muito com a falta de liberdade de imprensa e opinião, como a
sua, me trás esperança de que as coisas venham a melhorar.
Hoje,
acrescentei mais um pensamento sobre liberdade de expressão à minha
coleção. O jornalista Audálio Dantas, pronunciando-se sobre a
proposta do governo Lula de criar o Conselho Federal de Jornalismo,
afirmou entre outras coisas: "O que se pretende é julgar idéias
e julgar idéias é uma das mais infelizes invenções da
humanidade".
Quanto
a Marisa, estamos todos com saudades de sua participação. Abraços a
todos. Egydio Coelho
FÓRUM
ASSISENSE EM 10 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Aaron Wenberg (
aaron043@hotmail.com )
Cidade:
Londrina -
Estado: Paraná - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
No Diário oficial da União do dia 06/07/04, saiu a portaria ministerial, do Gabinete Civil da Presidência da República designando o Prof. Dr. Marco Antonio
Neves Soares, como membro suplente do Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ).
O professor, lotado no dep. de História, é o atual coordenador do Curso de Arquivologia.
O CONARQ tem representntes dos poderes executivo, legislativo e judiciário, de associações de classe como OAB, ANPUH e ANPOCS, de arquivos públicos federais, estaduais e municipais e de universidades. No momento a Universidade de Londrina é suplente da Universidade de Brasília, mas como o sistema insturado é de rodízio, a UEL terá a titularidade em outubro.
Os objetivos do CONARQ são variados, dentre eles o estabelecimento de diretrizes do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR), e a gestão de documentos oficiais, além de câmaras técnicas e setoriais que discutem, dentre outros assuntos, a preservação e manutenção do Patrimônio Digital Brasileiro.
O professor Marco é assisense, tendo dado aulas por anos no Anglo-Xereta, sendo chamado pelos seus alunos de Tatau.
FÓRUM
ASSISENSE EM 09 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Marisa Rodrigues
Cidade: São Paulo -
Estado: SP - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Olá para todos!!! Andei um pouco sumida dessas paragens e, claro, sempre faz bem ao nosso ego, nos sabermos lembrados. Obrigada pelo elogio aos meus textos, Elisabeth e, que bom saber que tenho leitores!!!!Elisabeth Cardoso Lima...depois de ter lido o seu e-mail, fui logo conferir o seu sobrenome...nós, essa espécie de assisense "exilado" pelos quatro cantos do mundo, na verdade, estamos sempre em busca de algo ou alguém que nos faça bater de frente com o nosso passado feliz, nessa terrinha roxa, sem rival. "Talvez uma colega de faculdade", pensei....infelizmente, não tenho uma lista com todos os sobrenomes dos formandos de Letras de 1982. Aliás, vc, sem querer, me deu uma boa idéia. Vou ver se a Unesp pode me fornecer essa lista, pois gostaria muitíssimo de encontrar e, mesmo, rever, todas aquelas professorinhas. E meu deu um nó na garganta agora...as fotos da formatura, tenho-as todas, mas é dificíl recordar-me dos nomes de cada rostinho, em sua fotografia: Silvia Trevisan, é um dos nomes mais fáceis, pq fiquei amiga de seu pai, Oswaldo Trevisan,que também era nosso professor e um mestre para a vida toda. Engraçado, falei mais com ele, nesses anos todos, em São Paulo, do que com a Silvinha. Para quem quiser notícias dela, a brilhante aluna e filha do Trevisan, depois de formada em Letras, cursou Direito, não tenho certeza se pela Faculdade do Largo São Francisco ( ou coisa do gênero), tentou acompanhar o pai advogado, tendo trabalhando com ele, no mesmo escritório do ex-ministro Saulo Ramos. Chiquérrrimos os nossos amigos,
não???Mas a Silvinha gostava mesmo era da nossa lingua-mãe -- literatura, poesia --, acho que fomos as únicas da turma de Letras a optar por especialização em Literatura Portuguesa, que tinha como titular o professor João Décio, e não Brasileira, com o Carlos Fantinatti. Sinto que ele (o Fantinatti nunca me perdoou por isso!!!), mas foi o "troco" que lhe dei, inconscientemente, claro, por ele nunca ter querido ler os meus poemas...costumava dizer assim: "para se meter a publicar alguma coisa, tem que ser melhor que o Chico Buarque, que o Machado de Assis, senão é repeteco, não acrescenta nada". Ora, professor, quanta ranzinzice!!!Pois bem!!!Eu e Silvinha (que também escrevia seus versos, embora morresse de vergonha de mostrá-los a alguém!!!)não nos demos por vencidas e optamos no terceiro ano do curso pela especialização nos poetas e escritores portugueses. O João Décio venceu o round com o Fantinatti, mas que nos execrou, na noite da nossa formatura, vez que tinha sido escolhido pelo restante da classe, como nosso paraninfo. Como o nosso querido João Décio, mestre amantíssimo dos portugueses, não veio à festa, eu e Silvia não estávamos nos sentindo muito à vontade, para as inúmeras fotos com o temidíssimo doutor Fantinatti. Pois é. É por essas e outras bobagens que ouvimos na vida, frequentemente quando somos muito jovens, e não estamos preparados para reagir a altura, que acabamos nos desviando do nosso verdadeiro destino. Eu acho mesmo que decepei-lhe a cabeça, quando vim para São Paulo. Quando não aceitei o convite do João Décio para ser sua assistente na cadeira de Literatura Portuguesa, quando não fui para a Alemanhã ou Inglaterra, ou mesmo para Portugal, tantas foram as bolsas de estudos oferecidas. João Décio não se conformava com minhas escolhas e decisões. Ele queria muito que eu fosse para Lisboa, como bolsista da Fundação Gulbenkian, para mexer e pesquisar nos baús de inéditos do Fernando Pessoa!!!!Vejam vocês!!!!E onde é que estavam os pseudo-neurônios que eu julgava tê-los, tão inteligentes???Passados vinte e poucos anos, acho que o Fantinatti tinha razão...não pássavamos de um bando de normalistas maluquetes. Cada uma com um sonho, um desejo, um ideal, que podia beirar a megalômania que eu tinha de querer ser jornalista e, "no mínimo", correspondente da TV Globo na Europa. Bem, mas se este era o sonho, pq recusar as bolsas de estudos??? Será que uma vez lá, na Alemanha ou Inglaterra, falando fluentemente essas linguas, não teria tido mais chances???Quem é que vai saber, agora, não é mesmo???Pela lógica, pode se deduzir que sim. E não foram só essas oportunidades perdidas, em busca desse sonho quixotesco. Já em São Paulo, continuei por alguns anos, escrevendo e publicando os meus poemas.Em apenas tres anos aqui, e, absolutamente, sem nenhum "QI", o famoso quem indica, consegui participar de uma Parede de Poesia, no Centro Cultural, depois de vencer dez mil poetas de todo o Brasil, e, na mesma quinzena, enquanto os poemas -- cinco ou seis, impressos e papel fotográfico, eram pendurados, literalmente, numa parede desse lugar, cuja construção eu havia acompanhado inteirinha, pelos jornais, enquanto morava em Assis, também ganhava uma exposição gigantesca da Central de Outdoor, tendo vencido um outro concurso, com o pequeno haikai "Seis da Tarde -- Os Homens Viram Sombras". Enquanto eu e meu ex-marido, (o arquiteto e , atualmente, ilustre professor doutor de Arquitetura, no Mackenzie), pendurávamos as nove folhas enormes para a montagem do Outdoor, na noite anterior, um press-release já tinha batido na redação da TV Globo, e qual não foi o meu susto, quando o Maurício Kubrusly, novinho, me aparece naqueles camburões que a televisão usava, para fazer.....claro, uma reportagem...pasmem!!!!comigo!!!E então, passada a euforia dessas duas exposições simultâneas, eu acordei um dia, talvez muito cansada de tanto trabalho e estudo, olhei para a montanha de poemas, entre rabiscos e rascunhos, e decidi rasgar quase tudo.. Com uma arrogância que me custaria a razão para continuar vivendo, vinte anos depois, eu sentencei: "não vou mais escrever, não vou mais publicar nada.Principalmente, publicar. Basta de ser autora, produtora, editora. Se o que eu escrevo for digno de ser publicado ( a la Carlos Fantinatti, eu não sabia o quanto ele tinha me influenciado), um dia alguém vai fazer isso por m im, nâo vou mais me preocupar com isso. Vou trabalhar, ser jornalista, ganhar dinheiro, etc..etc...etc...Bem, o resto dessa história vcs já conhecerm. Como jornalista, trabalhei, e muito, nos lugares que considerava o máximo -- só não trabalhei na TV Globo -- mas, fui, vi, fiz, e não gostei. Depois de ter o meu cérebro exaurido, fui descartada como uma laranja chupada e podre. Aliás, isso não aconteceu só comigo, claro, Acontece todos os dias, meses e anos, sem fim, com gerações e gerações de pseudopoetasjornalistasmaquinas. Eles chegam aos bandos, de todos os cantos do País, e, frequentemente, como são os top´s da lista, é comum que recitem Shakespeare, no original -- eu recitava Goethe, óh céus!!!! Mas sabem que serão usados como lenha para alimentar uma lareira. Queimados vivos, virarão cinzas de si mesmo. Soube de alguns suicídios, quando trabalhei na Editora Abril. Veladamente, é claro. É assim que trabalha a máquina de fazer revistas e jornais, a chamada Grande Imprensa, que, na verdade, é mais nanica do que o último dos nanicos, pois só funciona movida pelo combustível fresquíssimo que jorra dessas jovens e sonhadoras cabecinhas. Do alto de sua prepotência, elas se deixam devorar, simplesmente, e acho que até se rejubilam, pois, enfim, trabalham para a Revista Veja, Exame, Folha, Estadão, ora pois!!!! Enfim...parodiando Otto Lara Rezende, "mesmo que juventude tenha cura", isso não serve para nada, quando, finalmente, despertamos para a vida real, e passamos a viver, de verdade, não o sonho, mas o pesadelo de cada dia. Infelizmente, para a nossa sociedade àvida de juventude, homens e mulheres, aos quarenta anos, são considerados velhos. E, velhice, meu caríssimo Otto, não tem cura!!!.
PS.: Vejam só o que não é capaz de fazer um elogio. Acabei escrevendo mais um pouquinho sobre as reminiscências de minha vida em Assis, meus sonhos, minhas frustrações...é por isso que tenho andado sumida...apesar do elogio da Elisabeth , eu não sei se não é muito chato para a maioria dos outros leitores do fórum, a leitura ( também não é obrigatório, óbvio!!!) desses meus escritos, que não têm nenhuma pretensão...não são artigos, crônicas, poesias, reportagens...apenas lembranças, passadas a limpo que, para mim, têm um gostoso sabor --- o do exercício da escrita...do escrever por escrever...mesmo que ninguém, em tempo algum, leia o que escrevo...e, claro, se lerem e gostarem , é a gloria...que coisa, não???Talvez o bom e velho Machado pudesse nos explicar porquê, nós, jornalistas, poetas, somos movidos por essa compulsão, que não nos faz mais jovens, mais belos, nem mais ricos...ao contrário disso tudo, é um hábito que já foi considerado danoso para a saúde e a vida. Que o digam os nossos Castro Alves e que
tais...
FÓRUM
ASSISENSE EM 16 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Mauro Benelli
Cidade:
Roma -
Estado: - País: Itália
Para - Fórum Assisense
Srs. editores:
Gentilmente peço a correçao do sobrenome do meu
irmao , o falecido sarg. ODAIR BENELLI.
Gentilmente acrescentem o segundo "L" pois esse erro ortografico sempre o incomodou.
obrigado! m . benelli
FÓRUM
ASSISENSE EM 18 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Marcos Alexandre Moreli Pádua
Cidade:
Assis -
Estado: SP - País: Itália
Para - Fórum Assisense
Prezados Senhores.
Desse conceituado jornal eu gostaria de saber onde buscar informações históricas sobre o município de Assis na década de 1960, mais precisamente, procuro pelo contexto histórico da fundação do Hospital e Maternidade de Assis em 1962.
Isto é para a realização de um trabalho científico para curso de graduação de Adm
UNIP. Agradeço antecipadamente.
FÓRUM
ASSISENSE EM 18 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Julianna Granjeia
Cidade:
Assis -
Estado: SP - País: Itália
Para - Fórum Assisense
Olá,
Gostaria de saber quem foi a pessoa de Santos que leu minha crônica no fórum e ligou no jornal Voz da Terra para falar comigo. A pessoa que atendeu não soube passar o seu e-mail para mim. Se você ler esta mensagem entre em contato com o S. Egydio por este Fórum pedindo meu e-mail que ele está autorizando a repassar. Estou curiosa para falar com esta pessoa porque eu também sou de Santos, a família do meu pai toda é de lá, mas já faz 10 anos que moro aqui em Assis. Estou esperando por um contato desta pessoa novamente.
Julianna Granjeia
FÓRUM
ASSISENSE EM 19 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Leandro Rizek Dugaich
Cidade:
São Paulo -
Estado: SP - País: Itália
Para - Fórum Assisense
Prezados Senhores,
Gostaria de saber a razão pela qual a edição de hoje, dia 19/08 ainda não foi disponibilizada na internet.
Grato.
Leandro,
Tivemos um problema no provedor, que estava colocando todos os arquivos de edições anteriores de Voz da Terra em seu servidor. Mas, como você já deve ter visto, o problema já foi solucionado.
Att. Egydio Coelho da Silva
FÓRUM
ASSISENSE EM 19 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Leandro Rizek Dugaich
Cidade:
São Paulo -
Estado: SP - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Prezado Egydio,
Realmente já pude comprovar e ler a Voz da Terra de Hoje.
Aproveito a oportunidade para parabenizar a direção e equipe da Voz da Terra pela excelente iniciativa de disponibilizar o jornal na íntegra aos assinantes. O lay-out é muito bom e o acesso fácil. Fico muito contente em poder saber o que acontece com a nossa amada Assis, mesmo morando em São Paulo há 11 anos, mas com o orgulho de ser assisense de coração.
Assinei e vou continuar assinando. Um abraço.
Leandro,
Elogios,
como os seus, nos animam. Mas sabemos também que são fruto de
amizade e compreensão, pois, estamos conscientes de que há muita
coisa a melhorar em Voz da Terra. Abraços. Egydio
FÓRUM
ASSISENSE EM 20 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Deise Farto Nunes
Cidade:
Assis -
Estado: SP - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
À família do amigo Mauro Benelli - Itália
Envio os meus sentimentos pelo acontecido com o nosso amigo Odair. Fiquei muito chocada, pois relembrei os bons tempos que passamos nos bares, danceteria, casa de seus pais e do Jairo, Totoca e Cleide, nos idos anos de 1987 a 1990, em Tarumã.
Acho que ninguém merece algo tão triste e ainda mais, alguém tão íntegro e especial como ele, apesar de há tempos termos perdido o contato, mas creiam, o carinho ainda é grande. Um grande abraço. Deise Farto
Nunes
FÓRUM
ASSISENSE EM 22 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Wanderico Simões Jr
Cidade:
Santos -
Estado: SP - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Queria dar os parabens a juliana granjeia pela sua cronica.tambem sou de assis e tudo que ela falou e verdade pois continue a falar tudo que pensa que tu tera uma grande carreira pela frente.sem mais um abraco a todos ai de
Assis.
FÓRUM
ASSISENSE EM 23 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Marcos Alexandre Moreli Pádua
Cidade:
Assis -
Estado: SP - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Prezados Senhores:
Preciso saber o contexto histórico de Assis no ano de 1962.
Época em que foi fundado o Hospital e Maternidade de Assis e
ficou conhecido como hospital do Dr. Zezinho.
Depois o hospital foi comprado em 1968 / 1969 por novos sócios. Os doutores: Marcos de Andrade Pádua, João Marcelino, José Augusto Sampaio e Edi Tiezzi.
Qual a importancia do Hospital e Maternidade de Assis para a cidade e região.
Qualquer informação que ajude será bem vinda, está sendo feito um trabalho (monografia) estágio pela
Universidade Paulista Unip que tem por orientadora a ilustre senhora professora doutora Maria do Carmo
Sampaio Di Creddo, antropóloga assisense e autora de diversos livros.
O trabalho é sobre esta empresa, seu contexto, suas realizações, etc.
Agradeço antecipadamente. Marcos Alexandre Moreli Pádua. 3302 1700 ramal 1717. CPD - Hma.
FÓRUM
ASSISENSE EM 23 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Fernando Tirolli
Cidade:
Manaus -
Estado: AM - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Caro Egydio,
O texto da Marisa Rodrigues está muito bom. Realmente é o idealismo, o gás das novas gerações que tocam, que revolucionam, que modificam as estruturas estabelecidas.
Temos coragem e arrogância para enfrentar o mundo e achar que vamos vencer.
Alguns ultrapassam as suas metas, outros se desviam, outros desistem.
Enfim, a vida é um bem perecível. Quando percebemos, no meu caso, o que realmente importa, é que passamos a ser mais felizes, entramos numa fase mais
ZEN.
Hoje assisti aquele, é triste no começo, durante e depois.
Um absurdo, uma degradação da condição humana. Apesar de bem feito, bem produzido, romanceou uma história que na realidade pode ter sido ainda mais dura.
A coisa boa do filme é que fica a convicção de que, em nossa vida pessoal, de anônimos, temos motivos de sobra para sermos felizes, apenas com o que temos: uma família, filhos, estamos envelhecendo em paz e liberdade. Podemos expressar nossas idéias. Concordo com o pai da Olga, o Advogado Benário.
É pela democracia, pelo caminho político, no campo das idéias que se deve lutar.Mas no calor da juventude, nos anos dourados, as idéias nos seduzem, usam nosso ímpeto e energia, em alguns casos de forma intencional, para tirar a castanha do fogo, que nem naquela fábula.Navegando pela internet a esmo, consultei no
Google a palavra Assis, e achei um texto que, presumo, seja de um assisense. Não deu para identificar o autor, mas o transcrevo abaixo, partilhando destas imagens colocadas de forma tão familiar aos moradores da cidade da época situada.Lá vai:
"... BAR DO RAUL
Tudo começou quando o NÃO veio me visitar.
NÃO é o apelido do meu amigo que se mudou pra São Paulo
há mais de vinte anos.
Colocamos este apelido nele quando estudávamos no "instituto".
Sempre ao inicial e finalizar uma frase ele colocava - e ainda coloca - o "NÃO" na frente sabe?
Ele chegou em casa por volta das nove da noite morrendo de saudades. NÃO chegou num carrão daqueles com computador de bordo e tudo elétrico.
Ele lutou muito na cruel
Sampa, mas ficou rico.
Nem acabou de enxugar as lagrimas de emoção de rever o grande amigo - fazia mais de cinco anos que a gente NÃO se via - NÃO foi logo dizendo: "vamos pro Bar do Raul comer um bauru de presunto com "molho de cuspida".
O molho ao qual ele se referia foi o nome que batizamos aquele vinagrete delicioso que só tem no Raul.
Acontece que uma vez no Bar Seleto nós vimos um sujeito dar uma cusparada no potinho de molho assim que terminou de comer um salgado. Entregamos o " porcalhão" pro dono do Bar - que NÃO me lembro quem era - e este encheu a cara dele de tapa.
Aposto que nunca mais cuspiu na vida. Saímos apressados de casa. Só de lembrar do bauru do Rauzinho me deu uma " baita" fome. Antes, demos umas voltas pela cidade, pelos lados da Vila Xavier onde residia e NÃO quase chorou de novo.
Ele NÃO acreditava que aquele tradicional pedacinho da cidade esta às escuras, meio abandonado sem movimento nenhum. Melancolia. Assim que entramos pela Rui Barbosa NÃO parou em frente à Estação da antiga FEPASA e lembrou: "quantas e quantas vezes pegamos carona no trem cargueiro e seguimos pendurados até Candido
Mota".
Finalmente chegamos na Catedral e a ansiedade aumentou. Oba! Chegou a hora do famoso Bauru do Raul...Mas, surpresa.
O Bar do Raul estava fechado.Quase que mecanicamente olhamos para o relógio, olhamos para o Bar e NÃO acreditamos.
Era pouco mais de dez horas da noite e o Bar estava mesmo fechado. Novamente NÃO se transformou e seus olhos brilharam.
Quase que num grito veio o desabafo de NÃO: MEU DEUS....TA FECHADO! Saímos apressados do carrão pra ver se NÃO tinha aviso de luto.
Pro Bar do Raul fechar só por este motivo. Nada! Pensei que NÃO ia ter um "treco".
Ele perdeu a fala, ficou pálido e duro como uma estátua olhando pra porta fechada. Pensei em ligar pro 193 - Resgate dos Bombeiro - quando o Pedrinho engraxate passou e gritou: " o Raul mudou ali ó........" e apontou pelo lado do Tirolli.
NÃO abriu um largo sorriso e saiu correndo quase sendo atropelado e eu atrás.
Quando chegamos no novo Bar do Raul NÃO mudou de idéia.
Ficou conversando com o "chapeiro" e logo em seguida veio com um saquinho de papel marrom com quatro baurus dentro: "vamos pro Bar do Raul", disse.
NÃO sério. Voltamos pro antigo Bar fechado, sentamos, na sarjeta e saboreamos o lanche por quase uma hora sem dizer uma palavra ao outro. Ao final NÃO lascou: “ia ficar uma semana em Assis, mas vou embora hoje mesmo. O Raul jamais poderia ter feito isto comigo".
Bonifácio http://www.umdoistres.com.br/artigos/art/002.asp
«... Um grande abraço a todos. Fernando Tirolli
FÓRUM
ASSISENSE EM 25 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Claudilene Rodrigues Guimarães
Cidade:
Assis -
Estado: SP - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Gostaria de saber se vcs tem algum jornal do mês de agosto de 1986.
Claudilene,
Há
duas coleções de Voz da Terra, encadernadas. Uma se encontra na
Unesp de Assis e a outra no endereço do jornal. Att. Egydio Coelho
FÓRUM
ASSISENSE EM 27 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
José Maria Loureiro
Cidade:
Franca -
Estado: SP - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Estive no
colégio João Mendes Junior no mês de junho, após 30 anos, lá estão
expostas varias fotos de pessoas, que, suponho, tenham sido importantes na
educação, porém, na há identificação, fiquei sem saber quem são
as personalidades.
FÓRUM
ASSISENSE EM 27 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Valéria dos Santos Moya
Cidade:
Belém -
Estado: Pará - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Gostaria de saber como posso pesquisar sobre a participação do Sr Benedito dos Santos em Assis-SP, que trabalhou na Radio difusora de Assis a partir de 1963 e
quais foram os prefeitos nos anos de 1963 a 1966.
Valéria,
Os
nomes dos prefeitos eu posso informar: em 1963, era José Ribeiro o
prefeito de Assis e, a partir de 01/01 de 1.964, assumiu Rui Silva.
Abraços.
Egydio Coelho
FÓRUM
ASSISENSE (VOZ DA TERRA ON LINE) EM 28 DE AGOSTO DE 2004
Voz
da Terra publicou hoje que a equipe jurídica do PTB, do candidato a prefeito Romeu
Bolfarini, fará uma representação junto à Justiça Eleitoral, pela publicação de uma foto, sobre o comício do PP/PDT, alegando que
a foto teria sido montagem processada em computador, para dar a impressão de que havia, no evento, milhares de pessoas. A foto foi publicada ontem
pelo Diário de Assis.
O PTB vai solicitar exame pericial do material veiculado para tentar provar que a foto é falsa. E alega que não havia mais do que 100 pessoas no comício.
Acho
que todos devem ficar tristes e lamentar muito o fato de que os advogados do PTB tenham escolhido o caminho do Judiciário, que tem
coisa mais importante a julgar do que picuinhas políticas.
Entendo que seria melhor para a candidatura de Romeu Bolfarini, que é uma candidatura simpática, que a sua equipe jurídica, primeiramente procurasse o jornal, que publicou a foto e solicitasse explicações
em vez de recorrer diretamente ao Judiciário.
Acho que a disputa política deve se dar nos meios de comunicações da cidade e nas praças públicas e não no
Judiciário para que o povo participe sempre, pois, o povo é
quem julga os candidatos e não o Judiciário.
É pena, pois, a candidatura de Romeu Bolfarini, que pode conquistar a Prefeitura pela terceira vez, o que seria um fato inédito na história
política da cidade, possa ficar antipática e vir a perder essa oportunidade, com atitudes agressivas contra a imprensa.
Egydio Coelho da Silva
FÓRUM
ASSISENSE EM 29 DE AGOSTO DE 2004
Nome:
Júlio Pereira
Cidade:
Osasco -
Estado: SP - País: Brasil
Para - Fórum Assisense
Amigo Egydio,
É
com muita alegria que vejo o meu grande amigo Vandinho passar por esse
fórum, se possível por favor passe meu e-mail para que ele possa se comunicar diretamente comigo. Obrigado.
jorn-juliopereira@uol.com.br
Júlio,
Como
já disse, na minha lista, constam todos os emails em ordem
alfabética. Portanto, nem sempre sei a quem pertence. Esse seu acima
não consta de minha lista. Estaria correto? Egydio
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Solicita-se aos participantes que - antes de enviar sua mensagem -
a leiam, corrigindo digitação e também evitem palavras agressivas.
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transformados em minúsculas.
02)
O objetivo primordial desde fórum é trocar informações, idéias e
opiniões sobre assunto que diz respeito a Assis e sua região e com isso
formar opinião pública para "melhorar a região" no
sentido amplo da expressão; 03) Ampliar a
amizade entre os participantes.
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Localizar os assisenses espalhados pelo mundo.
05)
As opiniões e discussão dos assuntos serão sempre no campo das idéias
e nunca pessoal;
06)
As críticas a políticos e administradores devem se ater aos atos e
evitar adjetivos. Em vez de dizer nominalmente que o vereador, o prefeito
ou deputado é incompetente, desonesto, etc. deve-se citar o fato e a ação
que por si só ilustram o perfil de quem praticou. A conclusão adjetivada
fica por conta do leitor da mensagem e deve ser evitada por quem envia a
mensagem.
07)
Se a referência a outro colega participante do fórum for depreciativa
e/ou ofensiva em termos pessoais, a mensagem não será repassada.
08)
Deve-se evitar a utilização deste fórum para marketing comercial
ou político.
09)
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mensagem ao fórum. Pois é repassado a todos indistintamente.
Este fórum é encontrado no website: www.ajorb.com.br/vt-forum
10)
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11)
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você se sentir prejudicado com qualquer notícia aqui divulgada ou no
jornal impresso VOZ DA TERRA e quiser se utilizar do direito de resposta,
favor enviar email de volta, que a sua opinião será divulgada com o
mesmo destaque e enviada para as mesmas pessoas que receberam esta
mensagem.
12)
Pede-se aos participantes respeito e tolerância pelo direito de expressão
de pensamento de cada um, tendo como filosofia o pensamento de Voltaire:
"Não
concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o
teu direito de dizê-la".
13)
Solicita-se que antes de enviar a mensagem, o texto seja lido novamente e
se faça a sua correção num programa de corretor de texto.
14)
Os textos devem ser sempre de autoria de quem os envia para o Fórum.
Textos repassados de terceiros não serão enviados aos
participantes.
Os
textos, desde o início deste fórum, você encontra no URL: www.ajorb.com.br/vt-forum
Grato.
Egydio
Coelho da Silva, coordenador do fórum assisense
Email:
vtmv@monteverdemg.com.br
Máximas
sobre liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento:
*“Se
tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem
governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas
Jefferson).
*
“A imprensa, numa vigorosa prestação de serviço, será a memória
da cidadania contra o corporativismo de interesses menores, quer no
Executivo, Legislativo e Judiciário” (Carlos Alberto Di Franco).
*
“Que o bem da liberdade segue imediatamente os bens da vida e da
integridade física, demonstra-se facilmente, pois, a liberdade foi sempre
constantemente um dos mais altos fins dos esforços e das aspirações
humanas” (Adriano de Cupis).
*
“Libertas omnibus rebus favorabilior est” ( “Em todos os
casos a liberdade é mais favorável”), Brocardo Romano.
*
“ A imprensa é um dos meios mais importantes de crítica e
controle público permanente” (Konrad Hesse)
*
“A imprensa livre é o olhar onipotente do povo” (Karl Marx).
*
“A imprensa livre é o espelho intelectual no qual o povo se vê
e a visão a si mesmo é a primeira condição da sabedoria” (Karl
Marx).
*
“Nossa Constituição Federal (1988) protege, de maneira
veemente, o direito de informar, o direito de se informar e o direito de
ser informado” (Oduvaldo Donnini, autor do livro “Imprensa livre, dano
moral e dano à imagem...pág.206)
*
“A medida que a comunicação se torna maior e
melhor, fica claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do
homem”, Spielberg
*
"Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este
direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de
procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios
e independentemente de fronteiras" (o artigo XIX da
Declaração Universal dos Direitos Humanos-ONU, 10-12-1.948).
* "Creio na
imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da
verdade".
Rui
Barbosa
* "Infringem
a ética:
o
juiz que não julga,
o
promotor que não denuncia,
o
advogado que não defende,
o
jornalista que não noticia o que sabe ou
não
escreve o que pensa".
Medeiros
de Abreu
* "Não
concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o
teu direito de dizê-la".
Voltaire
* Indenização,
em dinheiro, por dano moral somente indeniza a moral de quem não tem
moral.
Medeiros
de Abreu
* “O
interesse coletivo deve prevalecer em relação ao particular”.
Ministros Marco Aurélio e Gilmar Mendes em decisão sobre crime de
imprensa.
* "O
segredo é aliado da corrupção". Ministro Waldir Pires
* "Julgar
idéias é uma das mais infelizes invenções da humanidade."
Jornalista Audálio Dantas
Os
incisos do artigo 5o. da Constituição abaixo só não garantem a
liberdade de imprensa, porque foram "esquecidos" pelos que
julgam ações contra a liberdade de imprensa:
*
"IV - É
livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato";
*
"V - É assegurado o
direito de resposta, proporcional ao agravo...";
*
"IX - É
livre a atividade...de comunicação, independentemente de censura e licença";
*
"XIV - É assegurado a
todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando
necessário ao exercício profissional".
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