VOZ DA TERRA

*Desde 1.963*

Jornal diário, virtual e impresso, que circula na cidade de Assis-SP, Brasil

 

Fórum assisense, troca de mensagens entre assisenses residentes em Assis, no Brasil e no exterior.

Coordenador: Egydio Coelho da Silva

As mensagens recentes - estão no final da página

Fotos antigas de assisenses
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FÓRUM ASSISENSE EM 02 DE ABRIL DE 2006
De: Noel Gonçalves Cerqueira

Cidade: Guarujá. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Final da década de 50, lá íamos nós de BG - para quem não sabe, um trem, misto de carga e passageiros que realizava pequenos percursos - com destino à cidade de Assis, para um confronto de tenis de mesa. Era a Umpi - União da Mocidade Presbiteriana Independente - de Ourinhos contra a Umpi de Assis. 
O grupo de Ourinhos, na fase de transição de gerações, era formado por jovens e até adolescentes, como eu, e também por - digamos - senhores, já casados, que tinham em comum o gosto e o prazer de "bater a bolinha branca de um lado para o outro sobre a mesa verde". 
O pessoal de Assis, com base na família "Pacu" - Gerson e irmãos - já estava consolidado numa geração mais nova, inclusive representando a cidade em jogos regionais. 

Aqui chegando, como sempre, fomos bem recepcionados pelos umpistas assisense. Eu e Aureliano, meu irmão mais velho, fomos hospedados pelo casal Coraly e Laudomiro - a professora e esportista era filha do meus tios-avós Samuel e Maria. Recém casados, ainda bem jovens, curtiam a pequena Telma (?), primeira filha do casal. 
À noite, fomos todos para o salão paroquial da avenida 9 de julho, nos fundos do prédio antigo - o templo atual estava em construção. Surgiu então o impasse: ping-pong ou tênis de mesa. 
O pessoal mais novo preferia a segunda modalidade, mas . . . Coube ao lendário reverendo Azor Ethz Rodrigues, com toda sua sabedoria e experiência, ponderar que poderiam muito bem realizar a disputa nas duas modalidades.. 

Resolvida a questão, restou o problema de compor as equipes. Enquanto a Umpi / Assis dispunha de todo seu quadro, Ourinhos contava apenas com seus atletas e alguns simples torcedores, como eu - pirralho de 13 ou 14 anos, magrinho e de cabelos espetados. 

Acabei sendo convocado para compor - com alguns senhores - a nossa equipe de ping-pong. 

Para os jejunos, cabe esclarecer que a contagem de pontos no ping-pong é coletiva, enquanto no tênis de mesa a disputa se realiza em partidas individuais, sendo a equipe vencedora aquela . . . 

E o fenômeno surgiu! O menino franzino e reconhecidamente feio, acabou brilhando e foi o destaque da equipe de Ourinhos - seu maior pontuador - aclamado como o "mascote" do evento. 

Acabamos vencendo no ping-pong e perdemos no tênis de mesa, mas a confraternização foi de todos, apesar da rivalidade existente. Agora vale um registro, anos depois, na cidade de Palmital, reencontrei o casal Coraly e "Mirinho", que recepcionavam Paula, do basquete, que fora exibir para seu eterno técnico a medalha que ganhara no Panamericano de Cuba. Naquela ocasião, ouvi Paula reconhecer que a craque do time de Assis, quando ela jogava pela Tenis Clube, era Telma (?) filha do casal de esportistas assisense, lamentando que tenha deixado o basquete para se casar. 

Por fim, desculpem a modéstia, mas tinha que consignar esse feito e aproveitar para lembrar e homenagear pessoas muito queridas. Noel Gonçalves Cerqueira - Guarujá-sp. 

 

FÓRUM ASSISENSE EM 04 DE ABRIL DE 2006
De: Nilva Maria de Assis

Cidade: Campo Grande. Estado: MS. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Através de vc tive notícia de velhos conhecidos. Família Luciano Gomes.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 13 DE ABRIL DE 2006
De: Arivaldo Antônio Albino

Cidade: Paulínea. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Vou pegar um gancho aqui com o Daniel Pereira, para continuar falando do futebol amador, de várzea. 
Quero homenagear O Botafogo da Vila Glória - do time de futebol amador mais querido de Assis. O "mais querido" fica por minha conta. 
O bar, eleito pelo Milton Lara como um dos melhores esconderijos da cidade, era também a sede do clube - o proprietário era o Rubens que também era o Presidente - e se localizava em frente ao Posto do Toninho Rabelo.
Era freqüentado pela mesma clientela de sempre: fiel, boca-suja e ciumenta de seu espaço.
O "Fogão" foi fundado nos anos 60. O bar nasceu, anos depois, por necessidade de se criar um caixa para a compra de chuteiras, uniformes e bolas. Além, é claro, de servir combustível aos craques. O Botafogo é do tempo em que jogador de futebol podia beber (após a partida) sem culpa, porque quase todos bebiam e a palavra academia era usada apenas para se referir ao Palmeiras do Ademir da Guia. 
Até pouco tempo o bar ainda existia e seu antigo proprietário, o Rubens, ainda era vivo. Como o bar era reduto de ex-jogadores do Botafogo, ex-torcedores e até ex-árbitros, falava-se o tempo todo das glórias do passado - causos ótimos, como o do velho Pantilho, por exemplo - e da atual situação do futebol amador assisense. Também era o local onde se guardavam objetos que datam da fundação do clube, como as taças ganhas nos primeiros torneios e fotos do esquadrão.
A várzea é um evento interessante da cidade que não existe mais, um fantasma que pode interessar a estudantes e pesquisadores. Mas eu acho que por mais que se dediquem jamais vão conseguir recapturar o clima daqueles domingos quando velhos caminhões cruzavam a cidade inteira carregando jogadores para contendas incertas pelos campos da cidade. Os jogadores passavam batucando, amontoados perigosamente na carroceria dos caminhões. No fim da tarde passavam de volta, alguns caminhões mais silenciosos, outros mais barulhentos ainda do que quando foram, batucando mais forte, comemorando a vitória. 
O som desses caminhões foi durante muitos anos o som dos domingos e eu nunca vou esquecê-los, como não vou esquecer os nomes de alguns daqueles times: Derac, Real, Guarani, Santos, Vasco, Diesel e tantos outros.
Vale aqui também fazer tributos a certas famílias esportistas assisenses, que chegavam a formar verdadeiros clãs em nossa cidade, e que muito contribuíram para a consolidação do futebol de várzea - refiro-me às famílias Bertolucci, Pacu, Bermejo, e outras tantas.
Particularmente em Assis ocorreu algo inusitado, um fenômeno social, talvez gerado pela queda do futebol profissional, o futebol amador explodiu em toda cidade. Todos os bairros possuíam seu time muito bem organizado, e levavam para o seu campo (aberto) até 3000 torcedores, com direito a vendedores ambulantes, bandas, faixas, alto falante, e até transmissão do jogo pela Rádio Difusora, é mole? O José João Zanoti era o reporte de campo.
Digo que era exclusividade de Assis, porque não via isto nas outras cidades próximas: Palmital, Marília, Prudente, Paraguaçu Pta.

Nesta foto aparece uma das formações do Botafogo.

Da Esquerda para a Direita:
Em Pé: Mauricio, Walter, Bigode, Não me recordo, Carlos (Alemão), Celso Brito, Edson, Cido (Sangrinho) e Cecil (técnico)
Abaixados: Cisquinho, Célio, Osvaldo, Maurão, Cid, Não me recordo, e por último o Panan (massagista)


O que é o time de várzea, a crônica de quem  viveu essa emoção

Texto de: Arivaldo Antonio Albino

Time que se preze é time que se reúne em um bar e há nisso um lado fantástico. Imagine a concentração de um time ser no bar! O jogo é às quatro da tarde e o pessoal começa a chegar as duas, depois da macarronada domingueira. Aos poucos, vão chegando os atletas, cada um com a chuteira sob os braços. O bêbado só observa com seu meio-olhar toda a movimentação, com o braço em cima do balcão, barriga por fora da camiseta velha da campanha eleitoral, e o copinho de cerveja do lado. Tem a mesa de sinuca, onde sempre tem duas pessoas jogando, tudo isso animado com música agitada de fundo.
O transporte dos "boleiros", ao invés de um pomposo ônibus, é um caminhão de cabine aberta, que durante a semana é utilizado para fazer mudança ou carreto. Sobem todos: crianças, mulheres, a tia do doce, o "veio" do pastel, e contrariando a lei de Newton, ainda cabem uns 25 jogadores, a comissão técnica, o massagista gordo, o presidente do Clube. Ah, e o cachorro do bêbado vai no embalo. Entra no caminhão, e por ter a credencial de torcedor-símbolo, vai ao lado do motorista sentado garbosamente na boléia, todo feliz da vida. Normalmente, cachorro de time de vila chama-se Tarzan, e vou ficar com este. Isso, sem contar o seu Mané que leva a gaiola com seu curió, ou mesmo o seu Zé que leva o papagaio. O papagaio é o mascote do Time e o Tarzan é o torcedor-símbolo, combinado? Ah, e sem esquecer que os torcedores levam os instrumentos da banda, as bandeiras e um saco de manga verde, esta com finalidade pouco recomendável. 
E como sempre, há a explosão de rojões na saída, feita prematuramente por um torcedor qualquer. 
Outra coisa que não pode faltar é briga. A pancadaria sempre é condenável, mas este tipo de briga até que é tolerável, pois ela é momentânea. Tanto é verdade, que é possível ver dois torcedores adversários, que anteriormente brigavam tomarem uma cervejinha juntos no bar do lado.
A contenda já começa no caminho, onde crianças, aparentemente inocentes, são orientadas a ligar a mangueira e jogar água no caminhão ou nos jogadores dentro dos carros da torcida rival no caminho para o jogo. Fazem isso e riem copiosamente.
No vestiário, o "boleiro" tem seu momento de suspense e de reconhecimento pelo esforço e dedicação mostrado durante a semana nos treinos. É quando recebe a camisa, a meia, o calção.Vestem a alvinegra, bebem água, começam a pular e a saltitar, e por fim, ouvem o técnico ensinar o de sempre: "Zagueiro é igual pé de milho, tem que ficar plantado" ou então "Goleiro e para quedas não podem falhar!", ou ainda "Hoje o jogo é de porfia, não quero moleza não!" E no final fazem uma prece, abraçados.
A entrada em campo é triunfal. Bandeiras, barulho, rojões, xingos. Enfim, recebe a recompensa esperada.
No início, os torcedores vão se organizando um de cada lado. Mas quando há rivalidade, as provocações começam na rua, e continuam dentro do campo.
O jogo começa e já no primeiro lance os ânimos esquentam. A briga esquenta mesmo quando sai gol e o artilheiro provoca a torcida rival dando uma banana ou mandando fazerem silêncio.
É muita humilhação! E aí, como um barril de pólvora, o negócio explode. Um grupinho começa a provocar, o povo vai chegando, jogando manga verde. O Tarzan começa a latir sem parar. Enfim, a briga está instalada.
E fica a recordação. Ao final, independente do resultado, todos voltam ao bar para comemorar, ou para reclamar. O juiz é sempre o culpado que não marcou o pênalti, ou que beneficiou o adversário. Era pra ter expulsado e não deu nem cartão. Já para nós, qualquer encostadinha que desse, era motivo para expulsão. Mas após uma hora de acalorada conversa, tudo volta ao normal. O outro dia é sempre outro dia para todo mundo. Todos os jogadores têm o outro dia como qualquer trabalhador. São pedreiros, marceneiros, garis, que acordam cedo para esquentar o forno, tomar seu café da manhã, e ter mais uma semana como outra qualquer. Sem o brilho dos holofotes dos craques do Corinthians, São Paulo, Fluminense, Real Madri. Sem a fantasia do destaque. O futebol de várzea tem dessas coisas: é momentâneo, e nada mais.

FÓRUM ASSISENSE EM 14 DE ABRIL DE 2006
De: Enival Vieira

Cidade: Ourinhos. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense


Prezado Egydio.
Parabéns por envolver as pessoas em sentimentos; tornam do passado o nosso presente, sonhos a croncretizarem, nossas esperanças. 

Ao ler as mensagens dos participantes proporcionou oportunidade do tempo voltar , rever amigos, professores, nossos familiares. 
Viajei ao passado, foi benéfico, mesmo em pensamentos aproximei das pessoas queridas, que há muito tempo não as vejo.
Quando vou a Assis permaneço na casa de minha mãe e do meu pai, Irene Messias Franco e Jesus Vieira, ambos com qualidades de chefes de família, sempre cumprindo os direitos e deveres cristãos de todo cidadão. 
São muitos os amigos da infância, gostaria de que enviassem emails para saber por onde andam.obrigado. Enizal Vieira. Boa Páscoa. Abraços e nossos sentimentos a Sonia Leão.

Em tempo: Gostaria de me  comunicar com os assisenses (Familia Leão, Familia Luciano Gomes, Ivo Gomes do Prado, Adalberto Zacarias...). Eis meu email: enizalvieira@uol.com.br

 

FÓRUM ASSISENSE EM 13 DE ABRIL DE 2006
De:
Floripes Maria D´Avilla de Moraes

Cidade: Piracicaba. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense


Procuro uma senhora de Assis, Vera Ilse Nunes, deve ter hoje por volta dos 60 anos, estudou em Itu, no colégio Patrocínio. Alguém pode me ajudar a achá-la? Muito Obrigada. Qualquer informação, favor enviar mensagem para meu email: fmoraes@merconet.com.br 

 

FÓRUM ASSISENSE EM 16 DE ABRIL DE 2006
De: Badia / Alécio

Cidade: . Estado: . País: 

Para: Fórum Assisense

 

Formandos Curso Primário Instituto 1963

Esta foto é da minha turma de formando do curso primário, do Instituto de
Educação de Assis, onde estou na foto, à esquerda, na terceira fileira, na
5ª posição, acima da professora Madalena.
Nesta foto também está o nosso atual Prefeito, Ésio Spera, completando o seu
curso primário. Ele está na coluna acima da professora Ofélia, na 2ª posição
Temos também aí o Padre Guazeli ( primeiro da primeira fila à esquerda). 
Sivia Nogueira Romano (Diretora) Laura de Barros, Nadir Dib, Madalena MenK Cintra, Emeri Soares Pires, Ofélia Gomes, Aparecida Penha Alvares, Iani, Sômea.
As duas professoras das extremidades, não lembro o nome.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 16 DE ABRIL DE 2006
De: Badia / Alécio

Cidade: . Estado: . País: 

Para: Fórum Assisense

 


Esta foto é a do Encontro Regional do Banespa de Assis, em 1.978. Foi
realizado no antigo Ginásio Diocesano Grupo de funcionários ,amigos e clientes do Banespa. .Na época o gerente era o Sr.José Bonilha Sanches, que está na foto segurando a taça.Também estão na foto as figura folclóricas: Basílio Silva,Joaquim Português e Pacuzão ( melhores Churrasqueiros) João Baiano,(melhor tocador de violão e cantor) Dr Edil Menegheti ( melhor Farmacêutico) Reinaldo Silva,( prefeito). Pacuzinho

 

FÓRUM ASSISENSE EM 15 DE ABRIL DE 2006
De: Enizal Vieira

Cidade: Ourinhos. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense


Caro Egydio.
Venho parabenizar a todos os internautas e a voce principalmente por proporcionar o encontro de velhos amigos e parentes Assisenses.Oh Mirtes, Oh coleny, oh primos Marcus , sonia e Bô, Osny, Batatas e outros tantos amigos. Gostamos das estórias do prof. Nicanor, entre a ficção e a verdade ficamos com a doce ilusão infantil , alicerce do respeito a vida e aos mais velhos. Será que ele falava para o imaginario, trazer para os alunos, a dúvida, a razão de saber e entender a natureza ? Li várias vezes a respeito do colega Adalberto Zacarias, nos anos 70, morei no conjunto do Bradesco em osasco-SP, trabalhei no D.A.D, e com o Zaca, Negri e outros colegas do banco residentes próximo a Botucatú, Itapetininga,Conchas, Porongaba e Candido Mota, na Rodovia Castelo Branco,lá pelas O2 horas da madrugada,pegamos muitas "caronas", para retornar as nossas cidades.O Zaca , Negri e outros colegas bancários, ficavam ali próximo ao Posto de Gasolina de Barueri-SP.Bons tempos. Não?
E por falar em Buracão, morei na Rua Carlos Gomes, próximo a Rua Platina, e muitas vezes adentramos ao enorme buracão da Vila Operária, e alguns garotos nadavam, eu também,c onhecemos diversas lagoas e rios da regiãode Assis. e os clubes da época Sírio, recreativo, com seus belos carnavais, ao lado dos primos leões, com outros colegas de escola brincamos ali.Um dia, decidi ir pular na Quadra do recreativo longe dos primos e de lá sai, graças a um dos garçons, que me indicou outra porta de saída , longe dos demais que sairam por outra porta. Belas lembranças. São e salvo, com uma acompanhante, também protegida do funcionário atencioso que seria funcionário da Nossa Caixa.
Gostaria de receber mensagem ao meu email dos primos e amigos da época. Ivo Gomes do Prado, Coleny que o reencontrei em Salto grande-SP, Samuel,Adalberto Zacarias. Enizal Vieira. Meu email:  enizalvieira@uol.com.br 

 

FÓRUM ASSISENSE EM 16 DE ABRIL DE 2006
De: Fernando Teixeira Ribeiro

Cidade: Campo Limpo Paulista. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense


Minha mãe nasceu em Assis.Gostaria de saber se é possível encontrar alguma referência sobre meu avô. Ele tinha uma fazenda se não me engano com o nome de Anhumas.Seu nome era Epaminondas de Campos Teixeira.
EMail: ribeirofernando2005@ig.com.br  Obrigado pela atenção. Fernando Teixeira Ribeiro

 

FÓRUM ASSISENSE EM 18 DE ABRIL DE 2006
De: Egydio Coelho da Silva

Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

 

Lamento informar aos assisenses participantes deste Fórum que há meia hora atrás recebi a triste notícia do falecimento de José Santilli Sobrinho, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-prefeito de Assis. 

Sem dúvida, Zeca Santilli faz parte da história de Assis. E também, da história política do Brasil.

Não me esqueço nunca que, de certa forma, o endurecimento do Regime Militar teve como personagem inicial o então deputado federal Santilli Sobrinho.

Ele fora buscar seu filho na Faculdade onde estudava em Brasília, quando se iniciou uma manifestação estudantil contra o Regime Militar no Campus da Universidade de Brasília. Houve intervenção militar e Zeca foi espancado por soldados do Exército. Isto provocou o violento discurso do então deputado Márcio Moreira Alves. Em seguida, os militares exigiram do Congresso a cassação de Márcio Moreira Alves. O Congresso em votação histórica se recusou. Daí então o então ministro da Justiça, Gama & Silva, anunciou em rede de televisão no dia seguinte, que o Presidente da República havia  baixado o famoso Ato Institucional número 5, cassando deputados que votaram contra, inclusive os da Arena, então partido do Governo.

Zeca pela sua coerência política merece realmente estar ligado à história de Assis e do Brasil. Nossas condolências à família. Abraços a todos. Egydio Coelho da Silva.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 18 DE ABRIL DE 2006
De: Claudio Messias

Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense


Egydio.
A notícia da morte de Zeca Santilli também me pega de calças curtas. As mesmas calças curtas que, no imaginário, visto quando paro para analisaressa figura que acabou injustamente ofuscada pelas luzes da comemoração docentenário de Assis.

Talvez assim como você, quando recebeu a fatídicanotícia, eu me encontrava na frente deste monitor que hoje substitui o rolo e a régua de contenção das nossas antigas máquinas de escrever. 

Uma interrupção nos textos, uma olhada na caixa de entrada e eis, lá, uma nova mensagem. E nela, o velho morreu, dando seqüência a essa história ora linear, ora cíclica.

Zeca Santilli vai ser professor eterno, apesar de o magistério não terfigurado em seu retrospecto. Um homem com quem tínhamos e temos deaprender. Eu o conheci prefeito, mas já o sabia como deputado e dono detodo o currículo que você, Egídio, citou brevemente. 

Entrevistei e tentei entender seu Zeca por dois mandatos à frente da Prefeitura de Assis. A missão talvez mais cruel foi a de entrevistá-lo nas incontáveis vezes em que foi atacado por Voz da Terra, em seu segundo mandato, de 1993 a 1996. Era um tiroteio danado; eu na condição de editor da hoje extinta Gazeta do Vale, e ele valendo-se daquele jornal para defender e atacar VT. 

Parecia uma guerra sem fim e, naqueles tempos, eu o questionava sobre o verdadeiro papel do jornalismo. 
E ele me dizia que, com o passar do tempo, que entenderia que o jornalismo não era apenas palavras escritas; era, também,entrelinhas. E, ali, eu não produzia entrevistas. Produzia entrelinhas. O velho ranzinza não morreu vereador. Nem ex-vereador. A única funçãopolítica não cumprida. Certa vez, quando o reencontrei em Assis, falávamos de decepções. E seu Zeca dizia sobre as citações, na imprensa local, de que sua maior frustração teria sido não eleger-se vereador. Como pode haver essa frustração se nunca candidatou-se, questionava ele. Aí já não são entrelinhas; são mentiras. Portanto, como digo, era sempre um aprendizado ouvir aquele velho político. Foi por intermédio de seu Zeca que fiz aquela que considero a entrevistamais importante de minha passagem pela imprensa de Assis. Já na condiçãode ex-prefeito, foi dele a articulação para que o ex-governador Mário Covas recebesse, numa tarde de sábado, a mim e a Lúcio Coelho, numa estrada vicinal de Quatá, para uma entrevista de uma hora sob sol ardentede 15 horas, no verão de 1998. Aquela reportagem de Voz da Terra representaria um basta ao movimento político que tanto elegia e promovia deputados, locais ou pára-quedistas. Era o anúncio, em primeira pessoa, de Covas: "A Castello Branco não vai ser prolongada". 

Naquela mesma entrevista, Covas anunciava a duplicação da rodovia Raposo Tavares, estendendo-se à Orlando Quagliato e à João Baptista Cabral Rennó, na então chamada Concessão Caipira. Ele trocou uma promessa vaga de 15 anos, de terceiros, por um ato: não menos que seis meses depois as obras deduplicação estavam em andamento. Toda a articulação dessa decisão foi de seu Zeca. 

Se todos prometeram o prolongamento da Castello, seu Zeca trouxe a Castello até Assis, pois é assim que se pode resumir aquela obra que saide Espírito Santo do Turvo e pára em frente ao Auto Posto Marajó. Interrompo, agora, a escrita para tratar da minha despedida formal ao velho ranzinza, não sabendo por onde começar. O quase conserto dainjustiça de seu esquecimento na passagem do centenário de Assis foi feitocom a concessão, da Câmara, do título de Cidadão. 

Hoje na condição de historiador, me vejo perdido com esta notícia que chega de forma arrasadora. O tempo figurado na imagem da areia na ampulheta esgotou os últimos grãos, antes que pudéssemos dar início à obra biográfica deste que ouso afirmar como o mais legítimo político que defendeu os interesses
desta cidade. Atrás ficam as glórias, as conquistas, as desavenças e até muitos inimigos, mas nenhuma acusação que risque a idoneidade deste homem. Assis precisa chorar, sim, a morte de seu Zeca. Afinal, somente filho ingrato não chora a morte do pai.
Caro Cláudio,
Seu questionamento sobre o verdadeiro papel do jornalismo eu também me faço a mim mesmo, quase que diariamente.
O chamado jornalismo romântico, que deveria ter dado lugar ao jornalismo profissional, seria pior, melhor ou tão somente diferente dos dias atuais?
O jornalismo de hoje, o de espetáculo, quando se colocam as tragédias e fraquezas morais de indivíduos em destaque, procura apenas emocionar o leitor, mas não visa informar no sentido correto do termo, nem aperfeiçoar as instituições democráticas.

É a prática diária dos meios de comunicação monopolizados, que mais desinformam do que informam. 
Mas, infelizmente, ninguém sequer discute esse problema no Brasil.

O jornalismo político ou de cobrança exagerada pela eficiência da administração, praticado conscientemente por Voz da Terra e pela Gazeta do Vale há alguns tempos atrás, tinha seus defeitos, mas também a virtude de despertar o interesse do povo para a política e administração pública. 

Hoje, o jornalismo de espetáculo está levando o povo a transferir o defeito de alguns políticos de mau caráter para as próprias instituições democráticas. E pior, mais de 80% da população não sabe sequer o nome de um ou dois vereadores, de deputados estaduais, de deputados federais e nem quem são os senadores, que representam seu estado na Federação. 

E se o povo está desinformado sobre política, que é o assunto mais importante em termos de aperfeiçoamento das instituições democráticas, nos leva a acreditar que a imprensa ainda não achou a melhor técnica de comunicação de massa. 
Por isso, entendo que há muita pesquisa a fazer para se achar “o verdadeiro papel do jornalismo”, sua dúvida e minha também. 
Abraços e grato pela participação. Egydio Coelho da Silva.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 19 DE ABRIL DE 2006
De: Enizal Vieira

Cidade: Ourinhos. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense


Caro Egydio.
José Santilli Sobrinho, dedicado amigo do povo com conduta exemplar na vida pública , sempre com ética e respeito aos eleitores e adversários políticos .Foi o que ouvia de minha mãe Irene Messias Franco e meu pai Jesus Vieira (residentes em Assis), ambos ferroviários aposentados . Perde Assis um dos seus políticos históricos com reconhecido trabalho a Cultura , a Saúde e ao desenvolvimento Social .Promoveu empreendimentos de desenvolvimentos da cidade, como Deputado e Prefeito Municipal. A sua família nossos sentimentos, lembrando que homens assim não serão esquecidos pelos Assisenses. Descanse em Paz. O espírito se enriquece com aquilo que recebe;o coração com aquilo que doa.(Vitor Hugo) . Sentimos que nenhum homem tem o direito de viver numa comunidade, tomando para si todas as boas coisas da vida, vantagens sociais para a sua família,oportunidades educacionais para seus filhos, sem dar uma parte de seu próprio tempo, de sua habilidade, de sua energia, e de seu recursos em benefício do bem comum. (Frank L.Mulholland). Nosso iustre Assisense , José Santilli Sobrinho.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 19 DE ABRIL DE 2006
De: Ivo Gomes do Prado

Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense


Enizal, que surpresa meu querido em ver a sua mensagem no Fórum Assisense, e é um grande prazer encontrá-lo virtualmente. Vi que você mora aqui próximo em Ourinhos. Tenho visto os seus pais de vez em quando, pois a minha filha Karina/genro e netos moram numa casa feita no mesmo terreno que era dos meus pais na Rua Platina, a meio quarteirão abaixo do terreno que era o nosso campinho e onde se encontra a hoje abandonada "praça do hospital sorocabana". 
Quem eu vi há alguns dias no pesque-pague do Gobbo foi o Kensho Kanashiro, o Quetchan, que morava em frente à minha casa e que também recebe as mensagens deste fórum e que ainda não se manifestou, mas em breve ele toma coragem e nos escreve. Vamos nos corresponder e nos encontrar qualquer dia desses, em bons momentos, espero. Ivo Gomes do Prado

 

FÓRUM ASSISENSE EM 19 DE ABRIL DE 2006
De: Luiz Carlos Rizzo

Cidade: Londrina. Estado: PR. País: Brasil

Para: Fórum Assisense


A morte é o último obstáculo a ser vencido, conforme nos ensina o apóstolo Paulo.
Mas, lamentável o falecimento do grande cidadão brasileiro e, orgulhosamente, cidadão assisense, como nós: Zeca Santilli.
Aprendi a admirá-lo por sua coragem, sua prática de cidadania e ética em todas as áreas. Zeca Santilli era um político e cidadão efetivamente comprometido com o bem estar de todos. Ele vivia para servir. E não para ser servido.
Fazia de sua função pública a ponte de cidadania para quem não tinha vez e voz.
Fica o seu exemplo de vida que só vale a pena ser vivida quando cumprimos o segundo maior mandamento do Senhor Jesus: Ame a teu próximo como a ti mesmo.
Nossa solidariedade à família Santilli. Respeitosamente, jornalista Luiz Carlos Rizzo
Maringá - Paraná

 

FÓRUM ASSISENSE EM 19 DE ABRIL DE 2006.
De: Stella Maris de Almeida Moraes Rosselet.

Cidade: Winterthur. Estado: . País: Suíça.
Para: Fórum Assisense.

A notícia do falecimento do nosso Zeca Santilli me emocionou bastante. Você tem razão, Egydio, quando fala da importância que teve, em Assis e para Assis o saudoso José Santilli Sobrinho. 

A primeira vez que ouvi o nome do Zeca foi quando tinha uns onze anos de idade e morávamos na Rua Brasil, de "parede-e-meia" com uma família pobre mas muito querida. 

Dela fazia parte a Maria de Lourdes Gonçalves, uma mocinha muito boa que jogava basquete, cujo time era treinado pelo Zeca. 

Maria Lourdes (como era chamada), excelente jogadora, tinha loucura por basquete mas no dia em que sua mãe faleceu, de repente, quis largar tudo, parar de estudar e de jogar. 

Na tarde seguinte, ao voltar desanimada da escola, recebeu em casa uma bicicleta nova, muito bonita, de presente do Zeca, com palavras de consolo e encorajamento. Maria Lourdes, muito emotiva, nem conseguia segurar as lágrimas de contentamento e contava para todos nós quem era o Zeca: uma pessoa respeitável, amiga e dinâmica, que incentivava todos os jovens a batalharem através dos estudos e dos esportes.

Zeca Santilli foi a pessoa chave na criação da nossa Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Assis (atual UNESP), da qual tive o privilégio de fazer parte da primeira turma. 

Foi das mãos dele que recebi meu diploma em Letras Neolatinas, no final de 1962. A bela foto no meu álbum de formatura o confirma.

Dessa época data minha longa amizade com Clarisse, irmã do Zeca, minha colega de faculdade, com quem mantenho contato na Suíça. Já nossas famílias se conheciam e se respeitavam muito. 

Em nome dessa amizade de tão longa data, apresento à D. Cida, filhos e a toda a querida família Santilli, os meus sentimentos sinceros. 

Que Deus conforte os seus corações. Stella Maris

 

FÓRUM ASSISENSE EM 19 DE ABRIL DE 2006
De: Josmar Andrade

Cidade: Brasília. Estado: DF. País: Brasil

Para: Fórum Assisense


atualmente resido em Brasília, meu pai foi o sargento Andrade que trabalhou no Tiro de Guerra durante 18 anos em Assis, quando criança fiz vários amigos e gostaria de poder encontra-los alguns eu sei que reside em Assis são eles Claudio Roberto Vieira, seu pai era policial; Hermes Candido Alves, Marcos Antonio Jordão este se não me engano é Oficial de Justiça em Assis. Gostaria de obter informações sobre eles,  favlor me enviarem o telefone destes ou o email pelo meu email: josmar.camara@uol.com.br  pelo que agradeço a todos.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 20 DE ABRIL DE 2006
De: Cyrilo Luciano Gomes

Cidade: Mairiporã. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Meu caro Egydio.
Esta foto é histórica, pois retrata a ocasião em que o herdeiro do trono brasileiro visitou Assis por ocasião das comemorações de 07 de setembro de 1952.

À direita está o terreno baldio onde mais tarde foi construído o Fórum, não este mais moderno, o anterior. Ao fundo o prédio da Casa Holmo, lugar hoje ocupado por um Hotel. Do lado esquerdo fica o jardim da Catedral.

Observe que o piso era de paralelepípedo.

A escola desfilando era do chamado Grupinho, Lucas Menk. Eu me lembro de todos, todavia não de seus nomes. Estou com a bola de Bola ao Cesto (na época era bola ao cesto) nas mãos. Segurando a faixa, dois afilhados de Dona 
Pimpa: Vicente e Amador. Procurei e não vi o Bade, sobre quem ainda quero escrever, pois foi uma das figuras mais expressivas de minha infância.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 20 DE ABRIL DE 2006

De: Noel Gonçalves CerqueiraCidade: 

Guarujá. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Imaginem ! Um escrivão de polícia, casado, três filhos, pagando aluguel, ousando cursar a faculdade de direito, em Marília - Fundação Euripedes Soares da Rocha. 

A situação era deveras periclitante. Orminda - minha mulher e principal incentivadora - segurou literalmente a "as pontas". Cheguei enfim ao quarto ano. Feita as contas - definitivamente não era possível concluir o curso. 

O governo Maluf nos deixara à míngua. Mas, de repente - de surpresa mesmo, já que nossa relação se restringia às viagens de ônibus para a Marília e provocações sobre nossas posições políticas, bem coincidentes - surgia na minha sala de trabalho, Horácio Santilli que acabara de concluir o curso de direito. 

Depois das provocações costumeiras - "rubro prá cá, rubro prá lá" - Horácio adiantou-se para dizer que seu tio, "Zeca Santilli", autorizara que escolhesse alguém para transferir a bolsa de estudo que ele, como deputado federal, dispunha. Para felicidade geral da família, eu fora o escolhido pelo companheiro Horário. 

Não conheci pessoalmente "Zeca Santilli", mas lhe fiquei grato por ter me permitido, através de seu sobrinho, concluir o curso de direito sem maiores atropelos. 

Mas, foi o seu perfil de político sagaz, empreendedor e de uma linhagem especial, onde a capacidade de negociar diante de posições até mesmo antagônicas, que nos convenceu tratar-se de uma pessoa admirável e figura política da melhor qualidade.

Reconhecidamente, uma lenda! Noel Gonçalves Cerqueira - Guarujá-sp.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 20 DE ABRIL DE 2006
De: Coligny Luciano Gomes

Cidade: Limeira. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Caro Egydio,
Antes de mais nada, queria reportar o sucesso do encontro de assisenses em 1º de abril, realizado em São Paulo, Bexiga,. 

Foram momentos muito agradáveis. 

A foto dos presentes pode ser vista no site www.umdoistres.com.br   do nosso querido Daniel Pereira. A surpresa maior fica por conta do quanto envelhecemos. A imagem das pessoas registrada na memória é a de vinte ou trinta anos atrás. 

À primeira vista, parece que apenas os outros ganharam cabelos brancos. Isso porque nos vemos diariamente no espelho e não percebemos nossas próprias cãs, que vêm silenciosas e sorrateiras. 

Nos demais, aparecem de repente. O mais importante é que esse contato após tantos anos nos preenche de espírito jovial, porquanto nos faz retornar à épocas, recordar pessoas, renovar esperanças. 

Quem não foi, perdeu. Fica prá próxima. O Edson Moura se derreteu na alegria. Daniel, publique a foto neste espaço. Quanto ao mais, foi muito importante o Noel recordar dos encontros da UMPI, em especial essa figura magnífica da história de Assis, o Reverendo Azor Ethz Rodrigues. 

Não sei quantas homenagens já recebeu, mas tenho certeza de que merecidas. Quanto ao casal Loudomiro (Mirinho) e Coraly, meus primos que marcaram de forma indelével o esporte assisense, tiveram duas filhas: a primeira a Judimary, casada e reside no Estado do Mato Grosso (segundo minhas últimas informações) e a Telma (Telminha, cantora de talento, voz maravilhosa totalmente dedicada a Deus) que jogou basquetebol; também casada, reside em Assis com sua família e é professora na Unesp. 

De resto, BG foi mesmo do fundo do baú. Os jovens de hoje só acreditam que pessoas andam de trem porque viram em algum filme. E, se tentarmos utilizar a expressão "chegou de BG" para indicar alguém que pensa ser nova uma notícia já conhecida, vão nos colocar no sol. Abs. a todos.

Em tempo:

Soube agora do falecimento do Zeca Santilli. Pouco tenho a acrescentar ao que foi dito neste espaço a respeito deste grande político. Mas é bom lembrar que durante o regime autoritário implantado pelos militares, ele foi uma das mais importantes resistências ao estado de exceção. Homem de extrema coragem e vigor físico, não se deixou amedrontar nas ocasiões que o chamavam a agir. É bom que se lembre de sua intervenção em um dos movimentos estudantis em Brasília, em que embrenhou-se no tumulto em que estava envolvido seu filho. Era um resistente à ditadura, não daqueles que se preparavam para a guerrilha, mas que afinal se viram envolvidos em corrupção de dinheiro na cueca, mensalão, etc. Foi um democrata na essencia da palavra. Inúmeras são as conquistas desse grande político assisense: Unesp, Escola Artesanal, Escola Ernani Rodrigues, Escola de Educação Física, etc. Está intimamente ligado à uma época de ouro de nossa cidade. Nossos sentimentos aos familiares e amigos. Abraços a todos.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 25 DE ABRIL DE 2006
De: Noel Gonçalves Cerqueira

Cidade: Guarujá. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

“ O SIGNIFICADO DE UMA VISITA “
“Eu que não creio, 
peço a Deus por essa gente . . .”
( trecho de “Gente Humilde”,
composição de Garoto e Chico Buarque)
É uma simples VISITA PASTORAL !
Foi mais ou menos com essas palavras que o Reverendíssimo – Dom Antônio de Souza – Eminente Bispo da Diocese de Assis, justificou sua presença na Delegacia de Polícia do Município de Palmital, quando recepcionado pelo delegado e outros funcionários.
Realmente, tratava-se de uma visita sem programação, já que não fora agendada e muito menos anunciada com antecedência para efeito de marketing ou coisa parecida. Simplesmente acontecia pela disposição da importante autoridade eclesiástica conhecer, observar e, porque não dizer, avaliar as condições de trabalho dos agentes responsáveis por um serviço indispensável ao bem estar de toda comunidade. Assim, sabiamente o ilustre Bispo – entendia aquele ato - como parte da sua visita pastoral.
Já decorreu bem mais de uma década, mas como um dos destinatários daquela honraria, jamais a esqueci e por todos esses anos convivo com aquele episódio em minhas lembranças- e por sua importância - com muita freqüência volto a refletir sobre a extensão do seu significado, procurando entendê-lo cada vez mais e melhor.
A sensibilidade do experiente religioso, de imediato se manifestou quando observou, pela janela da sala do delegado, um preso – senhor já de idade - trabalhando e cuidando com desvelo de uma horta existente no quintal da repartição. Logo quis saber de quem se tratava e qual era o crime por ele cometido.
Informado de que se tratava do autor de um crime de morte, estou certo de ter ouvido o reverendo bispo – com generosidade - refletir:-
Mesmo sendo um criminoso, ele deve estar procurando se redimir do – seu pecado - crime praticado, cultivando e protegendo outros seres vivos, ainda que do reino vegetal.
A sua curiosidade e disposição para ouvir, nos permitiu discorrer – com liberdade e camaradagem - sobre nossa atividade junto daquela comunidade. O interesse demonstrado pelo ilustre Prelado logo nos convenceu de que mesmo se tratando de uma visita importante e por demais honrosa, a presença de Dom Antônio haveria de ter um significado especial. Passei então a acreditar estar ele ali não só para conhecer, observar e avaliar - sim - o trabalho realizado, mas, principalmente, para se inteirar das condições em que desenvolvia o serviço prestado àquela população, revelando estar - mui especialmente – vigilante e atento à segurança e bem estar do seu rebanho, deixando bem clara essa disposição.
Sob outro aspecto, o alto prelado – em momento algum - deixou de manifestar sua opinião, sempre destacando a importância da atividade policial - não só no aspecto de segurança – mas também , como um dos órgãos responsáveis pela paz social. Ali estava – constatava eu – um verdadeiro líder, não só espiritual, mas também comunitário, disposto a traduzir – com todas as letras e sem meias palavras - a expectativa de seus fieis no que dizia respeito à qualidade do serviço prestado . Em muitos momentos incentivava e nos encorajava a prosseguir em nossa espinhosa e difícil missão, mas sempre deixando - nas entrelinhas ou mesmo de forma clara e precisa - sua preocupação com a intranqüilidade que o mau gerenciamento de um serviço público podia causar no seio de uma comunidade, em particular no segmento mais humilde e na maioria das vezes desprovido de voz.
Por certo, não ousaria dizer ter realmente ouvido do Bispo Dom Antônio todas as palavras - a ele - aqui atribuídas. Confesso, algumas expressões realmente não foram por ele proferidas, mas estou convencido de tê-las ouvido, ainda que através de seu silêncio ou de um simples gesto ou observação, enquanto trocávamos considerações sobre a vida em sociedade e a importância de uma atuação – serena e justa - da polícia dentro desse contexto.
Esteja certo Dom Antônio aquela simples visita – sem dúvida – marcou indelével minha existência e trouxe um significado especial para a seqüência da minha vida, não só profissional , mas também como pai, chefe de família e cidadão participante dessa quadra histórica de nossa existência. Ainda que não professe nenhum credo religioso, recebi - naquela visita – uma rica manifestação de liderança e responsabilidade - religiosa e social - por sua comunidade. Sem dúvida, uma aula de solidariedade humana a ser observada com muita compreensão por todas aquelas pessoas interessadas em não passar incólumes por esse mundo. 
Dessa forma, sugiro:- que a ação pastoral do Reverendo Bispo Dom Antônio, sirva – não só de exemplo – mas também de orientação para outras lideranças – comunitária, religiosa, política, sindical . . . - de nossa sociedade, mesmo quando traduzam seus atos como uma SIMPLES VISITA !

 

FÓRUM ASSISENSE EM 25 DE ABRIL DE 2006
De: Gleide Pavesi Pini

Cidade: Marumbi. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Estou precisando do site da Delegacia de Ensino de Assis... Se algum participante puder me atender, ficarei grata...
Ja fui moradora de Assis e lia muito este jornal, inclusive tinha um aluno que trabalhava nele e até publicamos duas poesias sobre a família...obrigada!! Meu: email: gleide_pini@yahoo.com.br

 

FÓRUM ASSISENSE EM 26 DE ABRIL DE 2006

De: Noel Gonçalves Cerqueira

Cidade: Guarujá. Estado: SP. País: BrasilPara: 

Fórum Assisense


Final de 1973 - ou seria início de 1974 - recém chegado à Assis, fui trabalhar na Delegacia de Polícia do Município, na rua Joaquim Galvão de França nº 54. 
Ali encontrei uma plêiade de delegados, investigadores, escrivães e carcereiros. Alguns já eram bem antigos, caso dos senhores José Scarabelo e Oswaldo Maio Nogueira, carcereiros. Dr. Victorino, delegado de polícia e ex-locutor esportivo. Arnolpho Pinheiro e Francisco Paiva, investigadores. Alberto Sampaio e Antonio Melfa Neto, escrivães. 
Outros bem jovens, como eu. Reinaldo Pinheiro da Silveira e Jesualdo Eduardo de Almeida, escrivães. Gerson Dias Payão, investigador e os delegados Julio Tamioso, Luiz Gastão Xavier e Oswaldo Haddad. 
Foi então organizado na cidade um campeonato de futebol de salão. Acredito que foi o primeiro e os jogos eram realizados no GEMA. Tomei a iniciativa de inscrever uma equipe da Polícia Civil para participar daquele certame. 
O nosso grupo, com exceção do goleiro (eu), até que era razoável. Atrás jogavam Haddad, o "Dedão de Cândido Mota" e o Payão. Fazendo o "meio" - como um "pivô" - lá estava o Reynaldo, com seus dribles de roda. 

E na frente, se revezavam o Gastão e o Julinho, ambos artilheiros natos, embora sempre um pouco gordinhos. Como reservas de luxo, lá estavam - sempre prontos para entrar - Jesualdo e Roque Paschoal. 

O ginásio estava sempre cheio e a nossa torcida se reduzia aos colegas "Toninho Melfa"e o Mauro.

Paglione, que além de comungarem da mesma profissão de escrivão de polícia, eram conterrâneos de Echaporã. O restante do ginásio - como era de se esperar - torcia contra o time da polícia. Certa rodada, estava previsto jogo contra o time da cidade de Maracaí. 

Logo pensamos:- desta vez a torcida estará ao nosso favor. Ledo engano ! Mais uma vez, deparamos com todo ginásio torcendo contra nós. 

Foi uma noite infeliz. Acabei luxando um dedo, numa fresta do assoalho da quadra e fui alijado do jogo - assistido depois pelo doutor Balleotti, pai do amigo "Chico". Payão - cidadão comedido, excelente policial e bom de bola - acabou expulso por uma jogada mais ríspida. 

E, por fim, perdemos o jogo e não nos classificamos para a fase seguinte do campeonato. Nunca mais nos aventuramos a uma exposição pública daquela natureza. 

Evidente que a experiência não foi agradável, embora não tenha deixado seqüelas De resto ficaram as lembranças e as amizades especiais ! Noel Gonçalves Cerqueira - Guarujá-sp.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 27 DE ABRIL DE 2006

De: Daniel Pereira

Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: BrasilPara: 

Fórum Assisense



Egydio e forenses, 

Muito oportuna e feliz a crônica do Arivaldo Albino, que resgata os tempos românticos do futebol de várzea de Assis. Era aquilo mesmo, que o Albino retratou com fidelidade. Será que ainda é assim? 

Para Coligni e quem mais participou (ou não) do encontro de assisenses realizado em São Paulo no início deste mês: o texto/reportagem da reunião e as fotos estão no www.umdoistres.com.br  na seção MAGAZINE. 

Santilli: fui à missa de sétimo dia na Igreja Santa Therezinha, aqui em SP. Estava lotada de familiares, amigos e políticos. A propósito, e a quem interessar: também no www.umdoistres.com.br  há um artigo de minha autoria sobre o Zeca, que o Egydio, se assim o entender e considerar pertinente, poderia publicar no Fórum.

Caro Daniel:

Acho muito pertinente um artigo sobre Santilli Sobrinho. Pode me enviar que o colocarei neste Fórum. Abçs. Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 28 DE ABRIL DE 2006

De: Patricia Rodrigues Ruiz

Cidade: Assis. Estado: SP. País: BrasilPara: 

Fórum Assisense


Oi, Egydio e todos os componentes do Fórum.
Vim de Presidente Prudente, trabalhar aqui em Assis e estou organizando um mural com meus alunos "Nossa cidade de Assis" onde colocaremos fotos antigas e atuais da cidade de Assis, contando um pouquinho da história dessa terra de luz, abençoada por Deus. Qualquer contribuição será bem vinda. Obrigada. Enviem por e-mail: prodriguesruiz@ig.com.br . Até breve.
Cara Patrícia:

Louvável sua iniciativa de exposição de fotos de Assis, antigas e atuais. 
As fotos disponíveis no portal de fotos antigas de Assis, podem ser usadas a vontade. Acesse: http://www.ajorb.com.br/vt-fotos-antigas.htm 

 

FÓRUM ASSISENSE EM 28 DE ABRIL DE 2006
De: Arivaldo Antônio Albino

Cidade: Paulínia. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Se você já é um sexagenário ou está chegando lá, e estudou no IEA, com certeza vai se lembrar destas coisas:
(Sei que não vou me lembrar de todos os nomes, e desde já peço desculpas).
Lembra do assobio agudo do Seu Silvestre, inspetor de alunos, para chamar nossa atenção? Ou o Psiu! do outro inspetor, o Renato, que também era instrutor da fanfarra. Tinha também o Gerson, alto, magro e sério, a Dona Margô, que também eram inspetores.
Lembra do Porteiro, Seu Luis D'Arcádia? Do Chico Spera da cantina?
Aquele vendedor ambulante de Biju que andava batendo um instrumento que parecia uma ratoeira gigante (Matraca) e que fazia um barulho alto: "TAC TÁ TÁ TÁ TÁ ..". E como se não bastasse ainda soltava um grito de vez em quando: "ÓÓÓÓ o BIJUUUUU...". Mas, era gostoso e derretia na boca! 
E aquela senhora idosa que vendia quebra-queixo, que sempre arrancava as restaurações dos dentes das crianças; Pra poder vender ela usava um martelinho e um formão e embrulhava num "papel de pão" que já trazia recortado em quadradinhos.
Você tinha de chegar na escola e mostrar a carteirinha para entrar. Nessa mesma carteirinha (ou caderneta) tinha um lugar onde ficavam suas notas e um espaço para os pais assinarem a cada bimestre e eram carimbadas diariamente para atestar sua presença ( era uma "reboqueira").
Também vestiu aquele uniforme de brim caqui amarelo e de mangas compridas, que mais parecia uma lona do que tecido? Ou aquele uniforme com calça de tergal azul marinho e camisa branca com o emblema da escola ou ainda aqueles agasalhos com listras na lateral... o sapato 752 da Vulcabrás?
Vocês chegaram a usar goma arábica como cola para trabalhos escolares? 
E quando não tinha a gente inventava de fazer uma mistura de farinha e água pra quebrar o galho! Enquanto os meninos faziam aviõezinhos de papel ou sopravam bolinhas de papel com canudos, as meninas ficavam trocando bilhetinhos! Chegou a ter uma caixa de lápis de cor da Joham Faber com 36 cores?
Deve ter cantado o hino Nacional em fila antes de entrar na sala ou em alguma ocasião especial; De ensaiar nas aulas de educação física, com o Prof. Nicolino, para fazer marcha com a galera da classe no dia 7 de setembro, ou no dia da Escola? Por falar no Prof. Nicolino, lembra dos "rachas" de futebol de salão na quadra da escola? E os "Dez minutos de Candido Mota", lembra da bagunça que virava? Os uniformes para Educação Física que tinham listras na lateral?
Sua Professora de desenho era D. Aparecida, esposa do Jaciro que era alfaiate na Avenida ou a D. Altamira? No seu estojo, que talvez pudesse ser um daqueles de madeira com tampa segmentada e corrediça (eu tive um e era muito legal até a hora que resolvia emperrar e aí só abria uma frestinha...), tinha um lápis borracha ou uma borracha Mercúrio de duas cores (tinta e lápis); 
Aprendeu letras góticas? Usou tinta Nanquim? Usava mata-borrão?
Lembra da sala de trabalhos manuais com o professor Nicanor? E os seus "causos", ainda lembra de algum? O do "martim pescador" era o máximo. Os materiais tinham que ser comprado no Botter ou no Jaspe (aquelas placas de compensado davam o maior trabalho para transportar). 
Lembra do Professor Toninho, que tinha comprado uma lambreta "zerinho", com um acessório lateral onde transportava sua esposa? Foi o vereador mais votado na época. É possível que você também tenha feito o curso de datilografia na escola dele, perto do Bar Brasserie (É assim que se escreve?).
O Professor Jorge Cury (Português) e a Professora Terezinha (Química) moravam na esquina da Rua Luiz Pizza com a Rua Cristóvão Colombo ( hoje R. Dra. Ana Barbosa). Lembra que o Prof. Jorge brincava que ele daria uma "bicuda na canela" quem não recolhesse as pernas debaixo das carteiras? Como eu sofria com as redações... (A Ana Maria Damas e o Luis Antonio Rahal não deixavam pra ninguém, só tiravam 10).
Boa parte dos professores morava colada ao Instituto: Na esquina da Cristóvão Colombo com a XV de Novembro, morava a D. Edith, Professora de Inglês, muito enérgica, mas dominava como ninguém a matéria. Era mãe do Professor Charles (Ciência) casado com a Professora D. Loyde (Geografia) e que moravam um pouco abaixo na XV de Novembro. Você tinha uma daquelas réguas com o contorno do mapa do Brasil e que não era permitido usar nas provas?
Você também aprendeu a solfejar com a D. Pimpa? Lembra daqueles cadernos de música? E o hino da escola, a música era dela e a letra alguém lembra? Lembro que era de um Professor de História. (Ernani, estou certo?).
Também tinha o Professor de História, Prof. Clovis Corradi.
Para não estender muito, vou citar outros professores: 
Latim -Prof.Pedro Mercadante, D. Mirtes.
Francês: Prof. Armando, D.Circe.
História: Prof. Hotir, Prof. Tufy Jubran
Matemática: Prof.Mário Novaes, Prof. Godinho
Geografia: Prof. Luis Gonzaga (Ganga)
Português: D. Yolanda
Física: Horácio Tucunduva
Psicologia: Prof. Tambelli
E que tal, as meninas e seus cadernos de confidências; Seus cadernos de recordações! Era um caderninho geralmente bem encapado e com folhas decoradas que no final do ano passava pela classe inteira para que as pessoas escrevessem alguma lembrança, versinhos ou mesmo uma dedicatória de amizade. 
Seus cadernos de enquetes onde existiam dúzias de perguntinhas indiscretas do tipo "Você já beijou?", "Você gosta de alguém?" e etc. No final, ninguém escrevia a verdade, pois sabia que todo mundo ia ler. 
Você ia naqueles bailinhos da escola? O pessoal vendia ingressos para arrecadar fundos para formatura da 8ª série! Era no terraço do Vieira Dias ou da Rádio Cultura de Assis, próximo ao cine São José. Alguém levava uma vitrola e todo mundo emprestava alguns discos e fitas K7 para serem tocados! 
É muito bom recordar, mas vou ficando por aqui. Antes gostaria de mandar um abraço aos participantes que são contemporâneos: Ivo Gomes do Prado, Humberto, Orozimbo, Alécio, e outros.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 28 DE ABRIL DE 2006
De: Daniel Pereira

Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Egydio,
Agradeço a oferta de espaço no Fórum assisense para publicar meu artigo sobre o Zeca, que segue em anexo. Abraço, Daniel.


Zeca: morre o homem, fica o exemplo
Mais do que lamentar a perda física do patriarca do clã Santilli, a morte do mais destacado e respeitado líder político de Assis e da região dos últimos anos deve ser um momento de reflexão obrigatória nesses tempos em que o país passa pela maior crise político-institucional de sua história.
Não se trata de tecer loas ao cidadão que estabeleceu as referências de estilo administrativo como as que Zeca imprimiu nas duas vezes em que foi prefeito da cidade. Muito menos de bajular a memória do homem que, mesmo quando no cargo de deputado na Assembléia Legislativa e no Congresso Nacional, e já com visibilidade no cenário político nacional, não perdeu de vista os interesses da coletividade. A biografia dele, ao longo de todo o tempo em que exerceu funções públicas, dispensa qualquer alegoria de retórica e ele mesmo não iria aceitar puxa-saquismos dessa natureza se este fosse item obrigatório no seu patrimônio ético.
A trajetória política de Zeca Santilli ficará como testamento vivo que serve de modelo para tantos quantos estão indignados e impotentes diante de tudo o que está acontecendo no mesmo cenário que ele freqüentou por muitos anos. A herança política do ex-deputado estadual e federal, do homem que por mais tempo governou Assis, não poderá, em hipótese alguma, ser relegada ao esquecimento. Como ativo participante das lutas pela reinstalação da democracia no país, nos anos de chumbo da ditadura, Zeca gravou seu nome ao lado das principais estrelas da política brasileira, como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Mário Covas, Leonel Brizola, Teotônio Portella, Fernando Henrique Cardoso.
A simplicidade era uma das suas características e, provavelmente por isso, não tinha preocupação com os holofotes. Mas jamais se intimidou quando precisava de recursos para a cidade, fosse como parlamentar ou como prefeito. Em meio século de atuação política deixou como marca registrada a sua aguçada visão administrativa, que fez dele um pioneiro nas ações dirigidas para diagnosticar os problemas e apresentar as soluções, especialmente nas áreas de Educação e Saúde, meninas dos olhos de suas duas passagens na Prefeitura.
Os que o conheceram bem de perto ou que com ele trabalharam diziam que o seu humor era terrível. Talvez já fosse por herança genética, mas também pode ter sido pela convivência com outro turrão, o ex-governador Mário Covas, que era conhecido como “espanhol” quando estava mal humorado. Ninguém, porém, pode negar que as principais virtudes do Zeca eram o seu senso de Justiça e a sobriedade no uso do dinheiro público. “Isso é obrigação de todo administrador, esteja em cargo legislativo ou no executivo”, disse-me numa das últimas vezes em que o vi na sua segunda gestão como prefeito.
Por isso, quando o país vive a turbulência provocada por maus gestores e lobos com pele de cordeiro, nada mais justo do que reverenciar a memória de um político que dignificou e honrou os cargos para os quais foi eleito. Mais do que tudo, principalmente para quem tem pretensões de seguir a carreira política: mirem-se no exemplo deixado por José Santilli Sobrinho. Um político com P maiúsculo! Daniel Pereira ( correiozurc@gmail.com )

 

FÓRUM ASSISENSE EM 28 DE ABRIL DE 2006
De: José Francisco Caruso Silva.

Cidade: Brasília. Estado: DF. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Prezado Alécio, 
Acompanho regularmente o fórum, tendo inclusive externado uma única vez um comentário; porém, ao ver a foto da festa do banespa em 1978 foi impossível não expressar novamente meus sentimentos. 

Apesar de à época contar com 13 anos, eu estava presente àquela confraternização, meu pai era uma das figuras folclóricas a quem você se referiu, o "Mestre Bazílio Silva". Além de seu lado folclórico,divertidíssimo por sinal, meu pai foi também uma das pessoas mais dignas que a vida me apresentou. Foi uma deliciosa viagem, um "tunel do tempo", com direito a fortes emoções. 

Depois daquela confraternização, muitas outras vieram , inclusive no banespinha, em frente ao posto novoeste. Obrigado por proporcionar-me essa avalanche de sentimentos, um forte abraço, 

Chico.
"... naquela mesa tá faltando ele, e a saudade dele, tá doendo em mim..."
José Francisco Caruso Silva. Brasília/DF

 

FÓRUM ASSISENSE EM 28 DE ABRIL DE 2006
De: Pedro Luiz Trevisan.

Cidade: Ourinhos. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Sr. Egydio,
Meus agradecimentos por me enviar mensagens do Fórum assisense, que traz informações sobre a cidade de Assis. 
Mesmo tendo saído de Assis muito cedo, e me mudando para Ourinhos com 5 anos de idade, sempre fui muito ligado a minha cidade natal, devido a residência dos meus avós, tanto paterno, familias Trevisan e Longhini, qto aos avós maternos, Botari e Richter, que moravam na Vila Xavier, em frente a uma marcenaria de uma Família chamada Nóbile.
Me afastei de Assis, qdo do falecimento deles, apesar de ter ainda o tio Oswaldo Trevisan, que reside, mas como vou a Ourinhos quase raramente, ficou dificil ir a Assis, mas tudo isto pra te dizer que qdo for a Assis, visitar o Tio Oswaldo, queria conhecê- lo pessoalmente.
Um forte abraço, e continue a informar as pessoas que tão querem bem a esta terra.
Pedro Luiz Trevisan

 

FÓRUM ASSISENSE EM 29 DE ABRIL DE 2006
De: Enival Vieira

Cidade: Ourinhos. Estado: SP. País: Brasil

Para: Fórum Assisense

 

Prezado Egydio.
Comunico ao Jornal e usuários do convênio médico Iamspe (convênio médico dos Servidores Públicos Estaduais) o recém implantado, instituto de cardiologia de Ourinhos(ICO).
Nossa região está avançando na saúde, com resultados de um investimento na ordem de Cr$4.000.000,00(quatro milhões), com instalações e equipamentos cirúrgicos de alta complecidade.Hoje estivemos visitando as instalações do Instituto, que está dentro de uma área da Santa Casa de Ourinhos.
Foram realizadas cirúrgias de ponte de safena, cujos pacientes apresentam excelente recuperação. 

Ficamos felizes e gratos com a equipe médica, que em breve após receber recursos e autorização do Ministério da Saúde, vai estender os atendimentos médicos aos usúarios do SUS, cujos serviços estenderão a toda a região. A equipe médica tem o apoio do Prefeito Municipal, Dr. Toshio Misato, tendo à frente os médicos, Sérgio Carlos Aquino Gandra e Kanim Kalil Kassab, e de muitos anônimos que contribuem para a melhoria de vida da população, a exemplo de nossa Presidente da Associação Dos Oficiais de Justiça do Estado Ivone Barreiros Moreira(Candidomotense), que trouxe a impresna da TV Rede Vida, programa será levado ao ar durante a edição de "Tribuna Judiciária".

Acreditamos que ações e serviços prestados à sociedade, em breve vai ter maior qualidade e atendimentos, segundo Dr.Dario Maciel Hauer; com as máquinas modernas e aparelhos cirúrgicos avançados, visam eles ampliar os procedimentos para transplantes de coração.

Conquistas e mudanças reconhecidas, dentro do espírito de soliedariedade médica regional.Muita haverá de se escrever sobre os fatos, cujos profisionais envolvidos sabem que poderão prestar assistência a aproximadamente, 30.000 mil usuários do IAMSPE, Servidores Públicos Estaduais (da região), seus agregados e dependentes e, um aumento maior de pacientes quando for integrado o convênio do SUS, com seriedade, respeito , dedicação,nas modernas instalações com equipamentos de última geração.

Nossos parabéns a equipe médica,a todos da região empenhados na melhoria de Vida e Saúde. Enizal Vieira. Vice Presidente da Comissão Municipal do IAMSPE de Ourinhos.P.S. Agradecemos ao Egydio e o convidamos para uma visita a unidade.

Caro Enival,

A sigla IAMSPE - Instituto de assistência médica ao servidor público estadual - me traz à lembrança o Hospital do Servidor Público. Acompanhei a "vida" do Iamspe, desde 1.958, quando fui funcionário  até 1.962 do Instituto de Previdência do Estado (IPESP). 
Lembro-me de que Jânio Quadros, governador de São Paulo, instituiu uma contribuição obrigatória dos servidores do Estado de São Paulo para o IAMSPE.

Foi muito criticado na época, mas teve o mérito de manter o Hospital do Servidor Público, que era um modelo de qualidade e eficiência, até começar a se deteriorar após revolução de 1964, como todas as demais instituições no Brasil. 

Até recentemente o IAMSPE me irritava quando via o desconto a seu favor no meu holerite, pois, de há muito, no