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FÓRUM ASSISENSE EM 01 DE JUNHO DE 2009
De: Elisete de Souza
Cidade: São Bernardo do Campo. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum assisense.
Por favor procuro minha avó Maria Sabino da silva, meus tios Francisco
Agostinho de Figueiredo, Antenor Agostinho de Figueiredo, Antonio Agostinho
de Figueiredo e Severino Agostinho de Figueiredo. Tivemos noticia que essa
família se encontra nessa cidade. Por favor, se alguém conhece mande
email para:
elisetedesousa@hotmail.com , pois minha mãe Risalva Agostinho de Figueiredo não tem contato com a
família há 48 anos. Obrigada.
FÓRUM ASSISENSE EM 06 DE JUNHO DE 2009
De: Marilene Gasqui Exel
Cidade: Guarujá. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum assisense.
Quanto ao forum da foto do time de 1968 Real, (Veja textos e fotos)
o correto é mesmo da turma do CFT e
foi em 1966, sendo que o primeiro agachado do lado esquerdo é o Edson
Ribeiro (in memoriam) meu esposo. Digo que foi em 1966, pois em 1967 nos
casamos.
Reconheci vários dos jogadores da foto, inclusive o Carlos.
Gostaria também de encontrar alguns amigos e (as) ter noticias de:
- José Roberto Leardini (era d CFT)
- Ercília Maria Arantes Braga (Shila)
- Silvia Souza Dias (estudante do Colégio Santa Maria)
- Lucas Menk
- Maria Amélia Cardoso
- Lucia Dalbem
Se alguém tiver noticias, por favor entrem em contato.
Obrigada
FÓRUM ASSISENSE EM 08 DE JUNHO DE 2009
De:
Cyrilo
Luciano Gomes
Cidade: Mairiporã. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum assisense.
Meu caro Egydio.
A questão é complicada.
Qual seria o local para o cumprimento da pena?
Seria o foro do delito, isto é: aquele em que foi perpetrado o crime? Ou
seria o da residência ou domicílio do réu?
Poderia, ainda, estudar-se a possibilidade de fazê-lo cumprir a pena onde
foi seu caráter medrado.
São Paulo, cidade cosmopolita, assim como o seu Estado, recebem brasileiros
de todo o Brasil, mas, certamente, também há paulistas cometendo crimes em
outros Estados.
Estaríamos pensando em voltar às cidades-estados, com limites severos também
na área de aplicação das penas? Ou, voltaríamos à aplicação da competência
penal segundo a naturalidade do acusado?
Creio que todo o paulista constitui a sociedade a quem cabe o ônus de
aplicar as penas aos delinqüentes que aqui praticam seus crimes, e que a
construção dos presídios deve atender a critérios outros, que não levem em
consideração o anseio de colocar o lixo para bem longe de casa. Abraços.
Caro
Cyrilo,
Sua dúvida sobre se seria conveniente que o réu cumprisse a pena onde seu
caráter foi formado, me faz lembrar a opinião do ex-deputado Farabulini Jr.,
o qual, nas entrevistas que fiz sobre esse assunto em 1.986, entendia que a
pena deveria ser cumprida na cidade, onde o preso foi criado e não
necessariamente onde teria nascido. Lembro-me que ele argumentou que assim o
preso teria mais assistência dos familiares e isso ajudaria na sua
recuperação.
De fato, o mais correto não é resolver somente o problema das cidades que
têm o ônus de ter megapresídios em seu território, mas sim qual seria o
procedimento para proteger a sociedade de criminosos e também recuperá-los
mais eficientemente ao convívio social.
Por isso, assim como se tem mostrado eficiente a municipalização parcial do
ensino e da saúde, também a municipalização na recuperação dos presos talvez
se mostrasse eficiente.
O problema é que não há muita vontade política para que haja uma política
prisional mais intensa. Provavelmente, pesava o fato de que, até pouco
tempo, quem tinha curso superior desfrutava do privilégio de cela especial e
também porque preso não tem direito a voto.
Abs. e grato pela
participação.
Egydio Coelho da Silva
FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE JUNHO DE 2009
De:
Coligny
Luciano Gomes
Cidade: Limeira. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum assisense.
Caro Egydio.
Ainda sobre presídios e criminalidade, anteriormente disse aqui que para se
falar desse assunto, talvez fosse necessário um compêndio. Mas aos poucos
podemos desvendar os vários vetores desse grande mistério.
Um deles, sem dúvida, foi a construção de grandes presídios para abrigar
criminosos de diversas regiões.
O que de início parecia uma "solução", na verdade acabou por se revelar uma
espécie de "globalização da criminalidade".
Foi assim que o famoso PCC - Primeiro Comando da Capital - se espalhou por
todo Estado.
Foi assim que criminosos das mais variadas regiões se encontram, formam
amizades, instruem-se mutuamente e, depois em liberdade, mantêm-se em
contato para continuidade de crimes.
É assim que criminosos de Barueri vêm assaltar em Limeira, os de Rio Claro
assaltam em Pirassununga (apenas para citar alguns exemplos reais).
Um criminoso da cidade dá a "fita", ou seja, indica a vítima, e os que vem
de fora assaltam na certeza de que não serão reconhecidos. O da própria
cidade não aparece nunca.
É simples para os criminosos e tremendamente complexo para a Polícia.
Temos que quebrar esse círculo vicioso, ou melhor, criminoso.
Uma das formas, creio eu, seria a municipalização dos presídios, em convênio
com a SAP- Secretaria dos Assununtos Penitenciários. Abraço a todos.
FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE JUNHO DE 2009
De:
Joel Alves
da Costa
Cidade: Campinas. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum assisense.
Gostaria de obter informação dos
ex-internos da Casa da Criança de 1970 a 1975.
FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE JUNHO DE 2009
De:
Sandra
Regina Burali
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum assisense.
Parabéns pelo seu Fórum e gostaria
atraves dele, como professora aposentada, que deu aulas na Escola Carolina
Francini Burali, durante 27 anos, saber se algum participante desse Fórum
tem alguma coisa sobre a escola.
Acontece que estou fazendo uma pesquisa para deixar na escola, onde os
alunos terão oportunidade de conhecer mais sobre ela (fotos antigas).
Sou bisneta da Carolina, descobri muito pouco sobre ela, queria colocar ao
lado de sua foto na escola.
Não sei se vcs ficaram sabendo que estava correndo o risco da escola ser
fechada, para dar lugar a Delegacia de ensino, mas eu como bisneta consegui
o documento de doação do terreno dado por meu tio para a construção de uma
escola. Graças a isto, fiquei muito feliz de poder ajudar a preservar a
escola, onde durante muitos anos fui professora. Um grande abraço a todos.
FÓRUM ASSISENSE EM 17 DE JUNHO DE 2009
De:
Adriana
Algranti
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum assisense.
Adorei as fotos antigas. Vou
procurar algumas minhas e te envio assim que der. Vim morar am São Paulo,
aos 10 anos em 1979. A primeira vez que vi o mar foi com o Dadão, a Jura, a
Silvinha e o Júnior. Inesquecível...Abs, Adriana.
FÓRUM ASSISENSE EM 20 DE JUNHO DE 2009
De:
Nélio Ap.
Ribeiro
Cidade: Roswell. Estado: . País: EUA.
Para: Fórum assisense.
Gostaria de ter contato com voces e
poder saber mais da terrinha, pois sou natural dessa grande e historica
cidade.
Apesar de estar fora por alguns anos, amo Assis e espero poder seguir tendo
contato e noticias, porque tudo de nosso passado foi e continua sendo
importante para o cidadao assisense. Tudo de bom, felicidades a todos,
saudades, Nelinho.
FÓRUM ASSISENSE EM 20 DE JUNHO DE 2009
De: Clodomir José Fagundes
Cidade: Bragança Pta. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum assisense.
Necessito de informações sobre o
prédio do antigo Seminário São Pio X, dos padres do PIME.
Se ainda existente o que hoje funciona lá, ou quem é o responsável pelo
prédio, pois estudei nele durante 04 anos(1965 a 1968).
É que, apesar da distância pretendo ir à Assis só para visitar as minhas
lembranças.
Ao lado do Seminário existia uma Capela que não sei se ainda existe e está
em atividade. Procurei pela Internet e nada encontrei, portanto tomo a
liberdade da pergunta. Desde já agradecido.
FÓRUM ASSISENSE EM 20 DE JUNHO DE 2009
De:
Rubens
Cruz
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum assisense.
Meus caros ex-alunos, participantes
deste forum.
Como vocês bem o sabem, o
magistério, em qualquer nível, não enriquece ninguém.
Porém tem este condão sublime de
quase eternizar, nas mentes e corações da juventude, um homem comum como
somos.
A lembrança de vocês, as
referências ao nosso trabalho nos emociona muito.
Ninguém na vida tem unanimidade,
mas de maneira geral e com raras exceções conseguimos fazer de cada
ex-aluno, um amigo.
E, tenham certeza, esta foi minha
maior conquista ao longo de uma vida já sexagenária.
Caro Marcos Alaor, lembro-me muito
bem de você: garoto sapeca que todo aluno inteligente o é e nunca tive
dúvidas de seu sucesso profissional.
Falei do GIEA por que ali, com
apenas dezenove anos iniciei minha carreira no magistério do Estado de São
Paulo (tinha passado um ano em SAnta Mariana, PR, onde perdi minha
virgindade como professor). Fui para o Ernani em 1972, pois queria lecionar,
também no Ensino Médio, vendo nele uma espécie de estágio para uma futura
carreira universitária.
Felizmente, tudo saiu como
planejei. Contanto que fiquei no Ernane Rodrigues apenas quatro anos. Em
1975, passei em um concurso para Professor de Ecologia na UNESP de Pres.
Prudente.
Depois veio, Botucatu e nossa
querida Assis, onde me aposentei em 2003.
A história do sapo que fugiu
durante o experimento aconteceu várias vezes, mas não era só as meninas que
subiam nas carteira de medo do batráquio. Alguns marmanjos também...
Meu caro Luís Carlos Lourenço, também me lembro muito bem de você. Menino
bom, bem educado. Quantas saudades de todos de sua classe.
Certa vez, estava no metrô de Roma
com uma honrada camisa do glorioso Sport Club Corinthians Paulista e uma
bela moça, com rosto aparentemente conhecido me encarou, por várias vezes.
Desceu na mesma estação que eu (República, se não me engano)e aí me
perguntou, em Português meio "macarrônico". Você é brasileiro? Sim, disse
eu. É de Assis e se chama Rubens.
Foi um longo e afetuoso abraço, pois também a reconheci como minha ex-aluna
no Colégio Ernane Rodrigues. Pode haver emoção maior que esta?
Se mil vezes nascesse, mil vezes seria professor e continuaria orientando a
garotada... até para todos serem corinthianos.
Nunca conheci um corinthiano
arrependido. Um grande abraço para o Grangeia e o Lourenço.
E para você, meu caro Egydio, muito
obrigado pela oportunidade que o Fórum me oferece para me encontrar, ainda
que virtualmente, com tanta gente querida que marcou minha vida.
Disponibilizo aqui meu e-mail para
que ex-alunos e amigos possam se comunicar comigo. Será sem um prazer:
rcruz@femanet.com.br. Perdoe-me,
Egydio, se me alonguei demais. Rubens Cruz
Caro professor Rubens,
Pelo texto longo eu o perdoo, mesmo porque não poderia ser diferente. Não o
perdoo por você confessar que é corinthiano.
Abs. e grato pela
participação.
Egydio Coelho da Silva
FÓRUM ASSISENSE EM 21 DE JUNHO DE 2009
De:
Nancy Abou
Murad
Cidade: Presidente Prudentes. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum assisense.
Recado para Badia, sobre a foto:
Turma de
Psicologia de 1976:
Badia, fiquei feliz de ver a foto de nossa turma de faculdade no site.
A Fátima Ambrogi está de vestido xadrez, bem na frente.
Abraços. Nancy
FÓRUM ASSISENSE EM 21 DE JUNHO DE 2009
De:
Márcio
Amêndola de Oliveira
Cidade: Embu. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum assisense.
Prezado Egydio,
Fui revisor da Voz da Terra entre 1977 e 1978 e aprendi muito sobre
jornalismo ali. Tenho saudades do trabalho e dos companheiros de gráfica,
nas madrugadas de Assis (meu turno era entre 20h e 4h). Nunca mais trabalhei
num jornal diário, apesar de ter feito muita imprensa nestes anos (tive um
jornal chamado Fato Expresso, que perdurou de 1985 a 2003). Ainda hoje
trabalho em assessoria de comunicação, sem diploma de jornalista. Na
verdade, aos meus 48 'aninhos' voltei aos bancos escolares e estou no 3º ano
de História na USP (não concluí Letras em Assis).
Solicito incluir este meu singelo artigo sobre o problema do Diploma de
Jornalista no Fórum Assisense, e grato pela atenção:
Exigência do Diploma para Jornalistas, o fim de uma
era
*Márcio Amêndola de Oliveira
O Supremo Tribunal Federal acaba de determinar, em sessão realizada na
quarta-feira, 17 de junho de 2009 (data histórica) o fim da obrigatoriedade
de diploma universitário para o exercício da profissão de jornalista.
É o fim de uma era, que teve início
no golpe civil-militar de 1964. É preciso que se diga isto, num momento de
grandes paixões, quando os sindicatos de jornalistas, a ABI (Associação
Brasileira de Imprensa) e a FENAJ (Federação Nacional de Jornalistas) atacam
fortemente a decisão do STF.
Após o golpe civil-militar de 1964, a 1º de abril, uma junta militar passou
a ocupar o lugar do presidente eleito constitucionalmente, na época, o
gaúcho João Goulart, que na verdade assumira o cargo de presidente após a
renúncia do polêmico Jânio da Silva Quadros em 1962 (Goulart era o
vice-presidente eleito em 1960).
Deposto Goulart, na seqüência uma série de atos de exceção foram sendo
editados pelos militares. A primeira providência foi acabar com as eleições
diretas e estabelecer um sistema indireto denominado ‘Colégio Eleitoral’,
onde os deputados e senadores votavam numa lista de 2 opções, entre um
general indicado pela ARENA (Aliança Renovadora Nacional), partido da
ditadura, e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido da ‘oposição’.
Na verdade, todos os outros partidos foram extintos, e se dizia que só
sobravam dois: o partido do ‘SIM’, e o partido do ‘SIM SENHOR’ naqueles
tempos sombrios.
E assim foram escolhidos os primeiros ‘presidentes’ eleitos pelo Colégio
Eleitoral, Marechais Humberto de Alencar Castelo Branco e Arthur da Costa e
Silva, seu sucessor.
Em agosto de 1969 Costa e Silva teve um derrame cerebral e teria ficado
totalmente incapacitado para o cargo (há versões de que ele teria morrido e
sua morte sido ocultada pelos militares).
Para substitui-lo, uma junta militar composta pelos comandantes da Marinha,
do Exército e da Aeronáutica tomou as funções presidenciais, ao invés de dar
posse ao vice-presidente ‘eleito’ pelo Colégio Eleitoral, o civil Pedro
Aleixo, de Minas Gerais, que apesar de apoiar o Golpe Militar, vinha
criticando o endurecimento do regime e a suspensão dos direitos e garantias
individuais dos cidadãos.
Marinha de Guerra e Jornalistas
Mas, afinal, o que tudo isto tem a ver com o fim da obrigatoriedade do
diploma para o exercício da profissão de jornalista? Explico. A tal junta
militar, liderada pelo comandante da Marinha de Guerra, Almirante Augusto
Hamann Rademaker Grünewald, durante a ‘enfermidade’ do ditador Costa e
Silva, simplesmente ‘editou’ o Decreto-Lei 972, de 17 de outubro de 1969,
‘regulamentando’ o exercício da profissão de jornalista.
O objetivo era silenciar a Imprensa, que vinha tendo postura cada vez mais
resistente ao regime, principalmente após a edição do AI-5, que fechou o
Congresso, suspendeu as garantias constitucionais e cassou mandatos de
parlamentares, entre outras medidas extremamente autoritárias.
Poucos dias depois da edição do tal Decreto-Lei sobre os jornalistas, a
junta militar fez realizar a reunião do Colégio Eleitoral, dando posse ao
novo presidente, o ex-chefe do SNI (Serviço Nacional de Informações), à
época comparado à Gestapo nazista, general Emílio Garrastazu Médici, tendo
como seu vice (não mais um civil) o tal comandante da Marinha de Guerra,
Almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald. De resto, este foi o período
mais sangrento da ditadura militar, entre os anos de 1970 e 1974, quando
assassinatos e torturas se tornaram comuns, os resistentes à opressão eram
chamados sistematicamente de ‘terroristas’, e a imprensa candidamente
ocultava tudo sob o pesado manto da censura.
Sem Diploma é melhor?
Sou favorável à decisão do STF contra a exigência do Diploma para o
exercício da profissão de jornalista, em que pesem as críticas (muitas delas
justas) à reputação do seu presidente, o Sr. Gilmar Mendes. A FENAJ
(Federação Nacional dos Jornalistas) foi conivente por 40 anos com uma lei
de exceção (a da exigência do Diploma), um DECRETO baixado por GENERAIS DA
DITADURA (do Exército, Marinha e Aeronáutica) durante os 30 dias de
enfermidade do ditador Costa e Silva. O Decreto 'regulamentando' a
obrigatoriedade do Diploma de Jornalista foi baixado com base nos Atos
Institucionais números 5 e 16 (quem não lembra do famigerado AI-5?), sendo
um CALA-BOCA À LIBERDADE DE IMPRENSA.
Durante TODOS estes anos, principalmente após a redemocratização, a FENAJ
teve tempo e condições de exigir uma nova Lei do Diploma para o exercício
profissional, mas não o fez, por ter nas mãos um instrumento excelente para
ameaçar profissionais não diplomados e garantir uma reserva de mercado para
os formados.
Tive a experiência de dirigir um jornal de imprensa popular de esquerda e
fui DIVERSAS VEZES fiscalizado pelo Ministério do Trabalho, para que
mantivesse jornalistas formados no lugar de repórteres populares, que jamais
teriam condições financeiras de frequentar uma universidade. Para os
movimentos sociais (mesmo que a grande mídia caminhe para a precarização da
profissão do jornalista) a não obrigatoriedade do diploma abre perspectivas
alvissareiras à Imprensa Popular.
A exemplo das 'rádios piratas' tão atacadas pelas elites da comunicação, a
imprensa alternativa é um importante instrumento de luta, agora mais livre
do que nunca.
Liberdade necessária
É triste que tenha sido assim, mas foi necessário. A liberdade é para todos.
Podemos instrumentalizar melhor a liberdade de expressão através de jornais,
folhetos, blogs na Internet e outros meios de comunicação popular.
Ninguém poderá dizer que um jornal da Favela terá de contratar um jornalista
profissional com MTB (número de registro no Ministério do Trabalho), com
piso superior a R$ 2 mil, para ficar ‘regularizado’.
Na verdade, os movimentos sociais sempre agiram com a ousadia necessária,
lutando contra a burocratização e institucionalização de suas alternativas
de expressão, e isto não foi uma ‘concessão de ‘FENAJs’ e ‘STFs’ que
demoraram décadas a se manifestar sobre a questão da liberdade de expressão
prevista constitucionalmente.
Entre um e outro (Patrões x Empregados da Grande Mídia), fico com o Artigo
5º, incisos IV e IX da Constituição Federal de 1988, sobre a livre
manifestação do pensamento, que sentencia: “IV - é livre a manifestação do
pensamento, sendo vedado o anonimato”, e “IX - é livre a expressão da
atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença".
Os companheiros de uma determinada profissão, por mais justas as suas
reivindicações e tentativas de proteção corporativa de seus interesses,
devem submeter-se a princípios mais profundos que sustentam a igualdade de
direitos e oportunidade.
É melhor uma imprensa totalmente livre de regulamentações do que o
contrário.
A Grande Mídia burguesa tinha (e tem) o objetivo mesquinho de precarizar a
profissão do jornalista, para reduzir seus custos e aumentar –ainda mais– o
controle da informação nas redações.
Mas no outro lado do balcão, a imprensa popular tem a oportunidade de
continuar em sua luta de denúncia contra o capitalismo e suas seqüelas para
a vida em nosso planeta.
*Márcio Amêndola de Oliveira – jornalista sem diploma há 30 anos, graduando
em História pela USP e Coordenador de Documentação e Memória do Instituto
Socialismo e Democracia José Campos Barreto –
www.zequinhabarreto.org.br
/ Embu-SP.
Caro Márcio,
Não me parece que o assunto liberdade de imprensa deva ser tão ideológico. A
aspiração à liberdade é de todos os democratas, de esquerda, de centro e de
direita.
Você tem razão quando cita que a extinta Lei que criou obrigatoriedade do
diploma de jornalista objetivava cercear a Liberdade de imprensa. Ela era
irmã gêmea da também extinta Lei de Imprensa. O pior mal da Lei de Imprensa
foi substituir a "responsabilidade sucessiva" pela "co-responsabilidade",
introduzindo pelos Militares propositadamente a pior de todas as censuras: a
"autocensura" em todos os veículos de comunicação.
Outro mal desta Lei foi introduzir reparação de danos morais em dinheiro,
confirmando a lógica elementar, que "moral de quem tem moral não se compensa
com dinheiro" e, na imprensa, somada à co-responsabilidade, é outro
instrumento de auto-censura, obrigando os proprietários de veículos a
policiar todos os seus jornalistas, tirando-lhes a liberdade.
Em 1.969, quase todos os jornalistas não tinham diploma de curso superior em
jornalismo e viram que o objetivo dos Militares era cercear mais ainda a
liberdade e todos os sindicatos, a ABI, etc. se colocaram contra a
exigência. Agora, foi ao contrário.
Seriam os jornalistas de 1.969 menos patriotas do que os jornalistas de
hoje?
O jornalista que desejar se aperfeiçoar na profissão deve fazer como eu fiz
em 1.973: ingressei na Faculdade para estudar jornalismo. O diploma não me
interessava, pois eu já era jornalista desde 02/12/1968, pois fui registrado
sob n.10.046, no Ministério do Trabalho.
Grato pela sua participação e
abs. a todos.
Egydio Coelho da Silva
FÓRUM ASSISENSE EM 26 DE JUNHO DE 2009
De:
Diego
Silva
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum assisense.
Sr. Egydio,
No dia 27 de maio, no Fórum dos moradores de Assis, meu pai Reinaldo Silva,
também como eu, foi citado numa mensagem, enviada por Maria Lucia, de Porto
Alegre-RS, que está a procura de Josimeire Santana.
A Josimeire é filha de Zilton Santana (o popular Pacuzinho), esposa de
Willian Hadad.
Gostaria de disponibilizar um email (
reinaldoasf@yahoo.com.br )
para que ela entre em contacto
comigo, posso tentar encontrar o telefone da Josimeire Santana para ela.
Grato. Diego Silva
FÓRUM ASSISENSE EM 29 DE JUNHO DE 2009
De:
Heraldo
Márcio Galvão Jr.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum assisense.
Bom dia,
Sou graduando e pesquisador na área de história da educação através da
UNESP/Assis e estou pesquisando o colégio João Mendes Júnior de 1935 a 1959.
Uma das coisas que engloba o projeto é entrevistas com ex alunos e ex
pofessores do colégio.
Vi no site que algumas pessoas são, escreveram ou citaram essas pessoas
nesse período.
Então eu agradeceria se essas pessoas entrassem em contacto comigo pelo
email
heraldogalvao@gmail.com
Agradeço antecipadamente.
FIM DAS MENSAGENS
Observação do coordenador:
favor não se esquecer de informar nome completo e a cidade de onde
envia o email.
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“Se tivesse que decidir se devemos ter
governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em
preferir a última opção”. Thomas Jefferson (1.743-1.826), ex-presidente dos
EUA.
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Máximas sobre
liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento:
*“Se tivesse que decidir se devemos
ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante
em preferir o último” (Thomas Jefferson).
*
“A imprensa, numa vigorosa prestação de serviço, será a memória da
cidadania contra o corporativismo de interesses menores, quer no Executivo,
Legislativo e Judiciário” (Carlos Alberto Di Franco).
* “Que o bem da liberdade
segue imediatamente os bens da vida e da integridade física, demonstra-se
facilmente, pois, a liberdade foi sempre constantemente um dos mais altos
fins dos esforços e das aspirações humanas” (Adriano de Cupis).
*
“Libertas omnibus rebus favorabilior est” ( “Em todos os casos a
liberdade é mais favorável”), Brocardo Romano.
* “ A imprensa é um dos meios mais
importantes de crítica e controle público permanente” (Konrad Hesse)
*
“A imprensa livre é o olhar onipotente do povo” (Karl Marx).
* “A imprensa livre é o espelho
intelectual no qual o povo se vê e a visão a si mesmo é a primeira condição
da sabedoria” (Karl Marx).
*
“Nossa Constituição Federal (1988) protege, de maneira veemente, o
direito de informar, o direito de se informar e o direito de ser informado”
(Oduvaldo Donnini, autor do livro “Imprensa livre, dano moral e dano à
imagem...pág.206)
*
“A medida que a comunicação se torna maior e melhor, fica
claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do homem”, Spielberg
* "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito
inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar,
receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e
independentemente de fronteiras" (o artigo XIX da Declaração
Universal dos Direitos Humanos-ONU, as
* "Creio na imprensa sem
restrições, porque creio no poder da razão e da verdade".
Rui Barbosa
* "Infringem a ética:
o juiz que não julga,
o promotor que não denuncia,
o advogado que não defende,
o jornalista que não noticia o que sabe ou
não escreve o que pensa".
Medeiros de Abreu
* "Não
concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu
direito de dizê-la". Voltaire
* Indenização, em dinheiro, por dano moral
somente indeniza a moral de quem não tem moral.
Medeiros de Abreu
* “O
interesse coletivo deve prevalecer em relação ao particular”.
Ministros Marco Aurélio e Gilmar Mendes em decisão sobre crime de imprensa.
* "O
segredo é aliado da corrupção". Ministro Waldir Pires
* "Julgar idéias é uma
das mais infelizes invenções da humanidade." Jornalista Audálio Dantas
* "Não
há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa".
(Declaração de Chapultepec sobre liberdade de expressão)
* "Limitar
a liberdade de expressão, sob qualquer forma que seja, revela
incompatibilidade com a democracia".
Rodrigo Pinho, procurador geral de Justiça do
Estado de São Paulo
"Falta de ética é não publicar notícia relevante". Thélio
Magalhães, jornalista.
* "O
resto do mundo é mero aprendiz do Brasil em matéria de concentração da
propriedade da mídia". Fernão Lara Mesquita, jornalista.
* "O sigilo da fonte garante a
revelação de atividades ilegais". Judith Miller, repórter do New York
Times
Os incisos do
artigo 5o. da Constituição abaixo só não garantem a liberdade de imprensa,
porque foram "esquecidos" pelos que julgam ações contra a liberdade de
imprensa:
*
"IV - É livre a
manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato";
*
"V - É assegurado o direito de
resposta, proporcional ao agravo...";
*
"IX - É livre a
atividade...de comunicação, independentemente de censura e licença";
*
"XIV - É assegurado a todos o acesso à
informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício
profissional". |