VOZ DA TERRA

*Desde 1.963*
Jornal diário, virtual e impresso, que circula na cidade de Assis-SP, Brasil

 

Fórum assisense, troca de mensagens entre assisenses residentes em Assis-SP, no Brasil e no exterior.

Coordenador: Egydio Coelho da Silva

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FÓRUM ASSISENSE EM 10 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Cyrilo Luciano Gomes.
Cidade: Mairiporã. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Meu caro Egydio.
Os anjos também morrem.
Hoje acordei e senti que faltava uma luz. Uma lâmpada havia se apagado. Logo a Cely me trouxe a notícia: Seo Feliciano havia nos deixado. Estávamos órfãos, desalentados, certos de que nada seria como antes.
Quem haveria de visitar os enfermos; de deixar o pão da manhã na porta das viúvas de seus amigos; quem descartaria um rim como se fosse sobressalente para atender um jovem enfermo; quem traria centenas de visitantes à escola dominical para ouvir de Cristo; quem escreveria sobre aqueles que falecessem, exaltado-os, ainda quando pouco tivessem para tanto; quem iria distribuir os cobertores aos que dormem ao relento; quem viveria a verdade de que a fé sem obras é morta.
Feche os olhos e veja Egidio, há um novo anjo no Céu.
Certamente, neste momento, Seo Feliciano veste-se com um tecido de luz astral.
Se me perguntarem quem foi Feliciano, eu direi, sem pestanejar, UM TRABALHADOR DA LUZ. Esta era a sua profissão. O ofício de Feliciano.

Caro Cyrilo,

Triste notícia, o falecimento de Feliciano Barbosa de Carvalho.
Sinto-me um tanto culpado por ter causado aborrecimento ao Feliciano. No número 4 de Voz da Terra, publicado em 03 de agosto de 1.963, redigi uma matéria sobre um projeto de Lei de autoria do vereador Feliciano, que destinava 10% do imposto inter-vivos, na época de competência da Prefeitura,  para a Zona Rural.
O título era: "Feliciano faz reforma (da Lei) agrária".
Com o advento do Movimento Militar no início de 1.964, os policiais, caçadores de bruxas, entenderam que o projeto tinha inspiração comunista e detiveram o Feliciano.
Lembro-me que ele comentou comigo isso e me disse que a base "legal" para sua detenção foi a matéria publicada em Voz da Terra. Ele nunca me responsabilizou por isso, mas carreguei comigo essa tristeza ao longo de todo o tempo.

Quando do episódio de ter ele decidido doar um rim para salvar a vida de um amigo, recordo-me da surpresa de Abílio Nogueira Duarte que comentou o fato, dizendo que era muita coragem e amor ao próximo doar um rim quando a pessoa já estava com cinquenta anos de idade.
Feliciano teve uma vida exemplar e muito bonita. Meus sentimentos à sua família e Abs. a todos.
Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 11 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Denis Luciano Gomes.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Tio Luciano,
Obrigado pelas ricas recordações que, por serem tão bem apontadas, muito me emocionaram...
Fico a questionar qual seria o segredo da bondade do Sr. Feliciano? De onde veio esta impressionante capacidade de fazer o bem?
Por que não encontramos, com facilidade, pessoas assim?
Seria uma distinta herança genética? Uma adequada formação educacional? Cultural? Seria decorrência de um grande avanço intelectual?
Aqueles que com ele conviveram dirão melhor do que eu: a fonte das admiráveis virtudes do Sr. Feliciano não foi humana! Convicto afirmo: não surgiram com ele em seu nascimento maternal, mas dum outro... sim daquele que marcou definitivamente sua vida! Daquele que lhe trouxe motivação para toda boa obra. Afinal, seus atos não tinham um fim em si mesmos... refletiam sua fé Naquele que é “O Summum Bonum”!
UM TRABALHADOR DA LUZ! E sem espaço para dispersar, uma luz que por ele sempre foi declarada: JESUS.
E não querendo obtemperar a bela e poética definição do indumento recebido por Sr. Feliciano na glória... mas, a firme convicção que temos é: no “presente eterno”, sobre sua cabeça já ostentas A COROA DA VIDA!  Carinhosamente,Denis

 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Coligny Luciano Gomes.
Cidade: Limeitra. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Mais uma vez venho a este espaço para render minhas homenagens. Desta vez, a um grande homem, assisense de coração: Feliciano Barbosa de Carvalho. Permita-me transcrever o que postei em minha rede social: "Caríssimos Humberto, Paulo, Marisa e Fernando e D. Fanny. Para utilizar a expressão do saudoso Rev. Célio Siqueira, eu diria que "Israel perde hoje um grande príncipe". Verdadeiramente, o Sr. Feliciano Barbosa de Carvalho foi um Príncipe em Israel e deixará, além de saudades, uma esteira de onde se percebe inequívoca cidadania no âmbito secular e a essência do verdadeiro cristianismo enquanto verdadeiro cristão. Sr. Feliciano é para mim (e para inúmeras pessoas) um exemplo de caridade, tolerância, amizade, e outras boas qualidades que nascem do exercício cotidiano do "amor ao próximo".
Ainda posso ver a imagem das homenagens prestadas por ele: partirei para o céu, a encontrar-me com Deus, que viagem feliz eu farei! pela sombra da cruz, a minh'alma conduz; e de lá eu jamais voltarei. Feliz viagem, Sr. Feliciano.
Posso imaginar sendo recebido: "Servo bom, entra no Reino de Deus." Caro Egydio, as palavras são insuficientes para homenagear uma pessoa como o Sr. Feliciano. Fica, em nosso coração, um vácuo. O Professor Nicanor fez um poema em que dizia: "Quando morremos, pouco nos resta morrer". Com efeito, morremos aos poucos com a partida desses nossos amigos. Fica a lembrança, doce e suave lembrança, para nosso consolo. E pedimos a Deus que conforte o coração de seus entes queridos, que já têm plena certeza do destino desse exemplar cidadão. Grande abraço a todos.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Jacira.
Cidade: São José dos Campos. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Nasci e vivi em Assis por 20 anos;vim prá São Paulo no ano de 68.Muitas lembranças e saudades...Gostaria de saber se alguém tem fotos do Coral Pe. Enzo, da Catedral de Assis; cantávamos em casamentos, eventos da cidade da cidade etc...
Era nosso colega o Manoel Vieira, da Ótica Vieira, dona Pimpa (falecida) Edson A.Thomé e tantos outros. Fico ansiosa aguardando algum contato.

Muito Obrigada...jacira
 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Marisa Rodrigues.
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Querido Egydio!
Fiquei um longo tempo sem receber mais este delicioso fórum. Eis que o reencontro na minha caixinha de emails hj, logo pela manhã. Feliz reencontro. Feliz com as notícias da terrinha e das pessoas que a fazem diferente de todas as outras. Eu continuo em São Paulo, agora a frente de duas agencias de comunicação, a Activa Press, voltada exclusivamente para Assessoria de Imprensa e Projetos Editoriais...
Continuo escrevendo meus poemas, espalhados em meia dúzia de blogs, mas o mais atuante é este aqui www.benvindoaopratodecerejas.blogspot.com
Um grande abraço a vc, aos amigos assisenses e até derrepente, um dia!

 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Cely Luciano Gomes.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Caro Egydio
O comentário ao "Réquiem"entoado por meu irmão Luciano ao Seo Feliciano,no dia em 10 de novembro de 2011, é do nosso sobrinho rev. Denis Luciano Gomes, pastor na Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Assis.
Gostaria que houvesse esta correção do nome, por favor!
Faço minhas as palavras dos dois..........Quando eu tinha 11 anos Seo Feliciano viajou ao Nordeste para um congresso Evangélico e eu, criança, aborrecente, pedi que ele me trouxesse um presente!
Ele chegou, surpresa, não esquecera de mim. uma miniatura graciosa de um chapéu de vaqueiro nordestino!
Eu ainda o tenho Dona Fanny.
Como são boas as lembranças que eu tenho do nosso querido ausente (Por um breve tempo, é a nossa grande Esperança). Até breve, e sim, sou eu mesma. Como o Sr brincava comigo: "a Sra é a Sra mesmo?".

Prezada Cely,

Minhas desculpas ao Pastor Denis. Já corrigi e agora está tudo certo.

Abs. Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Maria Elizabete Figueira.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Prezado sr Egydio,
Gostaria de me comunicar com Mary Rangel, formanda de 1976, do Curso de Formação de Psicólogos da Unesp.
Fiz parte da mesma turma, mas não apareço na foto de formatura, porque naquele ano nasceu minha primeira filha e deixei para concluir o curso no ano de 1977. Meu e-mail é: elizabete.figueira@yahoo.com.br
Agradeço muito.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Marcio Alexandre da Silva.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Convido os participantes do Fórum dos moradores de Assis para o lançamento do romance “Pode Morrer de Tanto Amar?”, de minha autoria.
O evento será realizado dia 25 de novembro de 2011 - sexta-feira – no salão Paróquia da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Rua Nivaldo Neres Gusmão, 96 – Prudenciana – Assis – SP, às 20H00.
A entrada para o evento é gratuita e o livro será comercializado no local.
 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Maria Elizabete Figueira.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Sobre o Colégio Diocesano:
Poderia falar de meus primos Aloisio e Clemens que lá estudaram e foram escoteiros, poderia falar de meus irmãos Adalbert, Reinhard e Robert, que igualmente foram alunos do Diocesano e escoteiros na época do irmão Egídio.

Mas quero mesmo falar de uma época mais recente, já nos anos 80, foi quando testemunhei fatos interessantes.

O Colégio tinha um zelador/porteiro, um senhor originário da Bahia e que morava com sua senhora numa casinha que ficava entre a capela e o Colégio.

Passando em frente, vi que tinha um movimento de crianças por ali, que não eram alunos do Colégio, mas, certo dia, vi que tinha um menino numa cadeira de rodas que andava também por ali. Curiosa, me aproximei e fiquei sabendo que a filha do zelador estava morando com seus 9 filhos num cômodo nos fundos da marcenaria do Colégio, e os padres tinham dado uma bolsa para o mais velho por ser deficiente.

A Judith, recorria ao que fosse possível para alimentar as crianças, um serviço aqui outro ali e de noite, buscar o marido bêbado no boteco.

Teve um momento que teve que sair da marcenaria e se mudou para um barraco bem na frente, perto de uma seringueira que tinha ali.

Nesta época, o pai já velho, cuidava da manutenção do campo de futebol.

As outras crianças eram matriculadas no Henrique Zollner, eram a Néca, o maninho e outros tantos, que iam para a escola junto com minhas filhas. D. Vera deve se lembrar deles.

Aquele barraco não era bem vedado, frestas enormes deixavam passar o vento gelado nos meses de frio.

Admirei quando vi que era possível cozinhar para tanta gente, apenas com alguns tijolos no chão e umas lenhas no fogo, que teimava em apagar no vento.

Gente que a fé garantia uma âncora em que se apegar na hora do desespero.

Quando não aguentava mais, ia pegar a palavra do pastor, que lhe aconselhava a, de joelho no chão, orar que a ajuda vinha.

 Até que houve tentativas por parte algumas pessoas de tirá-los dali, mas os padres deram a última palavra: a família fica aí.

E assim, aquelas crianças tiveram ao menos espaço amplo para correrem, já que outros direitos eram negados às crianças, nascidas em famílias menos favorecidas, naqueles tempos pré ECA.

De repente da noite para o dia, tiveram que ir embora, num episódio mais triste ainda, mas que não está registrado em lugar nenhum. Arrumaram as coisas em alguns sacos e compraram as passagens até onde o dinheiro fosse suficiente, para chegar lá, sem recurso nenhum e sem conhecer ninguém.
São partes das histórias de nosso povo que sempre foi silenciado.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Mario Gualberto Pinto Ferraz.
Cidade:  . Estado: . País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Caro Egydio,
O  Forum de agosto estava de lascar de bom, o de hoje está fogo. Cheio de noticias tristes.

O falecimento do Hotir e do Feliciano são dessas noticias que nunca gostaríamos de receber. São duas pessoas (ainda no presente) com quem convivemos por muitos anos, um pouco mais velhos do que eu, mas muito presente em minha vida.

O Hotir colega de minha mãe no normal e depois professor de minha esposa, também no normal.
O Feliciano, muito amigo de meu pai, que sempre passava pela Farmácia Sta.Izabel, geralmente quando saia do Cartório. Trazia as noticias dos acontecimentos do Forum.
Papai gostava muito dele, dizia este é um homem de bem. Honesto, muito me orgulho de ser seu amigo.
Sobre a doença do Bell, do MacRibell, sinto bastante mas não convivi com ele, já não era de meu tempo, mas de meu falecido irmão Armando. Eu sou do tempo da grande orquestra do Mantovani (canelinha). Uma das maiores e melhores orquestra do interior de São Paulo, no mesmo nível das grandes orquestras de São Paulo.

Contava com músicos excepcionais, como Casé, Marinho, Booker Pittimam, Nariz,os irmãos Fortuna (Meia Sola e Papagaio) remanescentes da "furiosa", Banda da Corporação Santa Cecília. O Clésio Fortuna continua na ativa até hoje. Esta no conjunto do Roberto Carlos.É Sax Tenor, como Casé.
No tempo do Mac Ribell eu já estava fora de Assis, mas sempre soubemos de seu sucesso. Era o tempo dos conjuntos de Rock.
Tentando responder ao Amadeu, de Foz do Iguaçu,vou identificar o local do Bar do Caruso, mexendo em minhas memórias.

O Bar do Caruso ficava na Rua de saída para Candido Mota, ao lado do Bibo Marchetti. Do outro lado da esquina ficava a Casa São Paulo, do sr. Marcos Geyer, em frente ao Marcos Geyer fica o famoso Bar Cabral, local de saída e chegada da Perua que fazia o transporte de passageiros de Assis a Candido Mota.

Na outra esquina, o escritório de Contabilidade do Celico. Todas essas 4 casas faziam frente à Av. Ruy Barbosa.
Espero Amadeu que agora você possa se lembrar do Bar Caruso, onde assisti memoráveis partidas de sinuca entre Alexandre de Castro x Oswaldinho.

Dois maiores jogadores de sinuca. Nessa época tinha lá meus 15 anos, me lembro que para jogar umas partidas de sinuca éramos obrigados, eu meus amigos a caminhar bem uns 3 quilômetros para ir ao Bar do seo Carino, la no fim da Vila Xavier, depois da Serraria do Perini e depois ainda piscina do Carpentieri.

Tempos memoráveis esses.Por falar nisso, agora é tempo de catar Gabiroba. Estou me preparando, para assim que o Uraci der o alarme, já tem Gabiroba, eu me mando para Assis, por uns dois ou três dias para catar
o restinho de Gabiroba (sempre em maiúscula) que ainda existe la por perto da estrada da Pinga. Passando na ainda na Sorveteria Cristal, ali perto do Tonico Silva para comprar uns dois ou três isopores cheios de sorvete de Gabiroba.
Espero com essas boas lembranças ter amenizado um pouco as tristes noticias deste último Forum. Abraços a todos. Mario Gualberto Pinto Ferraz

 

FÓRUM ASSISENSE EM 15 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Enizal Vieira da Silva.
Cidade: Ourinhos . Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Caro Egydio,
Saudades das Noites em Assis.
Tenho e muitas recordando de uma delas somente, as noites dos carnavais na cidade de Assis no Recreativo e Quadra do mesmo Clube, do bauru do Bar Seleto ao Bar da Estação Sorocabana, que nunca fechava as portas ou mais além da esticada a famosa Cantinha do Alemão aquela que foi extinta hoje está na cidade, ali todos tomavam o ultimo gole de cerveja , Cuba Libre ou Ray Fay ao sabor das iguarias e até da sopa vendo o amanhecer e o despertar em outra casa distante de nossos pais apreensivos que aguardavam nossos reaparecimentos matinais.
Poderia encerrar o texto por aqui mas quando retorno a Assis passo pelo Bar do Frank onde foi do Português situado na Avenida Rui Barbosa, e, ali reencontrei alguns amigos de juventude das missas, quermesses ,salas de aula,s do futebol, bailes e de muitos papos furados e quando vejo a cerveja esquentou e nem bebi.
Recordando bons momentos e agora com novos “papos furados ” lembrados conjutmanete ao passado as meninas e meninos colegas de salas de aulas vou falando e perguntando aos amigos Coelho, Aref Sabeh, Uraci Carvalho Horta, Professor Ernani, Ruy, Zeca Cabeça Branca, Ézio, Ivo Prado e Capitão Ricardo pensando nas jabuticabas das Chácaras do Garcês e Carpintieres e nas músicas inesquecíveis ”onde anda você “, vou “mudando de conversa” com muitas lembranças das noites em Assis...
http://youtu.be/x787IgD-fQA
Onde Anda Você
Vinicius de Moraes
E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou louco de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava, onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares, que apesar dos pesares,
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você?
Mas...
Mudando de conversa
Dóris Monteiro
Mudando de conversa onde foi que ficou
Aquela velha amizade
Aquele papo furado todo fim de noite
Num bar do Leblon
Meu Deus do céu, que tempo bom!
Tanto chopp gelado, confissões à bessa
Meu Deus, quem diria que isso ia se acabar
E acabava em samba
Que é a melhor maneira de se conversar
Mas tudo mudou, eu sinto tanta pena de não ser a mesma
Perdi a vontade de tomar meu chopp, de escrever meu samba
Me perdi de mim, não achei mais nada
O que vou fazer?
Mas eu queria tanto, precisava mesmo de abraçar você
De dizer as coisas que se acumularam
Que estão se perdendo sem explicação
E sem mais razão e sem mais por que...

 

FÓRUM ASSISENSE EM 15 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Elizabeth Cardoso Lima.
Cidade:  . Estado:  . País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Caro Sr Egydio,

Trabalhei em Voz da Terra há quase trinta anos atrás e fico muito feliz quando leio o Fórum e vejo que tanta gente ama essa minha querida cidade.
Tenho carinho especial pois passei aí grande parte da minha adolescência. Fui revisora de texto de VT e éramos todos muito felizes. Gostaria de receber o fórum para me atualizar sobre esse lugar que tanto amo. Muitíssimo obrigada e parabéns por essa iniciativa Abraço a todos assisenses.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 24 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Luiz Marcos Barrero.
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Caro Egydio:
Numa abafada manhã de domingo de 2007, reuni alguns velhos assisenses no salão deserto do Clube Recreativo.

Sobre a mesa, uísque, cerveja e potinhos de amendoim; em volta da mesa, figuras marcantes da história do primeiro século da cidade. Entre eles, o advogado Edmundo Dugaich e o dentista Ulisses Benozzatti.

Eu queria, ali, apurar histórias e sugestões para o livro que então escrevia – “Assis de A a Z”.

Hoje, com a “Folha de S.Paulo” na mão, leio num canto de página que o Dr. Ulisses morreu de câncer, em São Paulo, aos 85 anos. E, com ele, fechou-se um ciclo. Naquela mesa estão faltando todos os meus amigos e informantes. Em novembro de 2011, o único sobrevivente daquela manhã abafada sou eu.

Não são poucos os que se foram no período entre pesquisa e entrevistas e publicação do “Assis de A a Z”, de 2006 a 2008. Parece que o novo século se iniciou disposto a – literalmente – enterrar o passado.

No caso, grandes personagens do primeiro século de Assis que são verbetes ou citações em meu livro.

Um atrás do outro, eles rumaram na horizontal, Rua José Nogueira Marmontel acima: Abílio Nogueira Duarte, Zeca Santilli, Cida Santilli, os ex-vereadores Feliciano Barbosa de Carvalho e Othir Ribeiro de Melo (irmão de Maracaí, centroavante de Santos, Corinthians e Fluminense nos anos 1940), Nico do Porão, Dr. Paulo Cardoso (pai do repórter Paulinho Bit), o diretor de teatro Sérgio Nunes, Maria Sílvia (Maria Cândida de Godoy Kobori), Maria Luiza Moraes (mulher do Dr. Paulinho, mãe da dançarina Renata Melo e da escritora Patrícia Melo), o jornalista José Garcia, o Brasinha (pai de Júlio César Garcia), Themis de Almeida Prado, Áurea Ribeiro (viúva do ex-prefeito José Augusto Ribeiro, o Barbeta), Mão de Onça, Dynei do Jet Boys, meus primos Osvaldo, o Polaco, que elegeu o lúdico como modo de vida, e Salim – o goleiro de Ferroviária, Diesel e outras camisas da Vila Operária, ex-Coelho.
Meu pai, Venâncio Barreiro Filho, aos 88 anos, filho do primeiro padeiro de Assis, afilhado de Padre Davi Corso, o maior informante de meu livro e dono de uma memória invejável até em seus últimos dias na UTI.

Pedro Jacob (o último Jacó da dupla com Jacozinho), morreu e foi sepultado em Osasco, e Manoel Lelo Bellotto (ex-diretor da FAFIA/UNESP, pai do titã Tony e sogro da atriz Malu Mader) foi cremado em São Paulo.
Não cabe aqui discutir o imponderável, a morte e o fim. Nem filosofar. Mas apenas constatar que, depois do primeiro século de Assis, é humanamente natural que as gerações pioneiras desapareçam, na faixa dos 70 aos 90 anos, em média.

O que não é normal nem natural é que a cidade, sobretudo as chamadas “autoridades locais”, não tenham notado tal transição, o momento da mudança, da virada de um novo século.

Até ontem os velhinhos estavam por aí. Agora é tarde: o registro histórico se perdeu para sempre.
As “autoridades locais” (a propósito: qual o projeto de Cultura para Assis?) não se interessaram em deixar registrados, na forma de vídeo, livros e outros meios, depoimentos de personagens e testemunhas das primeiras décadas da cidade.

O que custaria ligar uma câmera fixa e mambembe para colher a memória da cidade na voz e na imagem de seus pioneiros? Editar uma brochurinha com verba de desperdício? Gravar um cedezinho de fundo de quintal? Patrocinar uma série de depoimentos em jornal local? A tecnologia, hoje, está ao alcance de todo mundo.

Em Bauru, o professor de História João Francisco Tidei de Lima realizou um trabalho extraordinário de registro da memória dos ferroviários, em vídeo e edição de pequenos livros.

Lá, a Prefeitura – cumprindo uma de suas obrigações com a sociedade – bancou o projeto. Em Assis...Bem, em Assis acabou a Ficar, o carnaval é desprezado e até a decoração de Natal é indigente. Prevalece apenas o negócio.

Em Assis, nos últimos oito anos, o negócio foi - e é – o negócio. E não adianta chamar o médico. Não tem remédio, por enquanto.
Em tempo: a quem interessar possa em época de presente de Natal: meu livro “Assis de A a Z”, que havia se esgotado, foi recolocado pela distribuidora nas redes Livraria Cultura e Livraria Saraiva em todo o Brasil. Em Assis, pode ser encontrado na Nobel e na Litterarius.
Abraços. Marcos Barrero.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 29 DE NOVEMBRO DE 2011
De: Douglas Leite.
Cidade: Peruíbe. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

Olá amigos, boa noite!
Hoje relembrando o passado com minha mãe, não poderíamos deixar de lembrar da Cidade de ASSIS-SP, onde passamos um tempo de nossas vidas e conhecemos uma linda garota chamada Gleice, filha de uma senhora, chamada Laura e seu pai Dr. Salotti. Na época ela estava com uns 9 anos, porém hoje acho que uns 53, mais ou menos.
Gostaria de saber se vcs tem conhecimentos desta família e se podem nos passar algum contato, pois a última vez que estivemos na cidade foi há 44 anos atrás.
Espero que possam nos ajudar e desde já agradeço pela atenção.
Abraços a todos. Douglas.

 

 

FIM DAS MENSAGENS

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“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir a última opção”. Thomas Jefferson (1.743-1.826), ex-presidente dos EUA.

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"Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la".  

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Grato.

Egydio Coelho da Silva, coordenador do fórum assisense

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Máximas sobre liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento:

 

*“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).

 

* “A imprensa, numa vigorosa prestação de serviço, será a memória da cidadania contra o corporativismo de interesses menores, quer no Executivo, Legislativo e Judiciário” (Carlos Alberto Di Franco).

 

“Que o bem da liberdade segue imediatamente os bens da vida e da integridade física, demonstra-se facilmente, pois, a liberdade foi sempre constantemente um dos mais altos fins dos esforços e das aspirações humanas” (Adriano de Cupis).

 

* “Libertas omnibus rebus favorabilior est” ( “Em todos os casos a liberdade é mais favorável”), Brocardo Romano.

 

* “ A imprensa é um dos meios mais importantes de crítica e controle público permanente” (Konrad Hesse)

 

* “A imprensa livre é o olhar onipotente do povo” (Karl Marx).

 

* “A imprensa livre é o espelho intelectual no qual o povo se vê e a visão a si mesmo é a primeira condição da sabedoria” (Karl Marx).

 

“Nossa Constituição Federal (1988) protege, de maneira veemente, o direito de informar, o direito de se informar e o direito de ser informado” (Oduvaldo Donnini, autor do livro “Imprensa livre, dano moral e dano à imagem...pág.206)

 

* “A medida que a comunicação se torna maior e melhor, fica claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do homem”, Spielberg

 

* "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras" (o artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos-ONU, as


"Creio na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade".

Rui Barbosa

 

"Infringem a  ética:

o juiz que não julga, 

o promotor que  não denuncia, 

o advogado que não defende, 

o jornalista que não noticia o que sabe ou 

não escreve o que pensa".

Medeiros de Abreu

 

"Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la".  Voltaire

 

Indenização, em dinheiro, por dano moral somente indeniza a moral de quem não tem moral.

Medeiros de Abreu 

“O interesse coletivo deve prevalecer em relação ao particular”. Ministros Marco Aurélio e Gilmar Mendes em decisão sobre crime de imprensa.

"O segredo é aliado da corrupção". Ministro Waldir Pires  

"Julgar idéias é uma das mais infelizes invenções da humanidade." Jornalista Audálio Dantas

 

"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa". (Declaração de Chapultepec sobre liberdade de expressão)  

 

"Limitar a liberdade de expressão, sob qualquer forma que seja, revela incompatibilidade com a democracia". 

Rodrigo Pinho, procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo

 

"Falta de ética é não publicar notícia relevante". Thélio Magalhães, jornalista.

 

"O resto do mundo é mero aprendiz do Brasil em matéria de concentração da propriedade da mídia". Fernão Lara Mesquita, jornalista.

 

"O sigilo da fonte garante a revelação de  atividades ilegais". Judith Miller, repórter do New York Times

 

 

Os incisos do artigo 5o. da Constituição abaixo só não garantem a liberdade de imprensa, porque foram "esquecidos" pelos que julgam ações contra a liberdade de imprensa:

 

* "IV - É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato";

 

* "V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo...";

 

* "IX - É livre a atividade...de comunicação, independentemente de censura e licença";

 

* "XIV - É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional".