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*Desde 1.963*
Fórum assisense, troca de mensagens entre assisenses residentes em Assis-SP, no Brasil e no exterior. Coordenador: Egydio Coelho da Silva
As mensagens
recentes - estão no final da página |
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FÓRUM ASSISENSE EM 10 DE
NOVEMBRO DE 2011 Caro Cyrilo,
Triste notícia, o
falecimento de Feliciano Barbosa de Carvalho.
Quando do episódio de ter
ele decidido doar um rim para salvar a vida de um amigo, recordo-me da
surpresa de Abílio Nogueira Duarte que comentou o fato, dizendo que era
muita coragem e amor ao próximo doar um rim quando a pessoa já estava com
cinquenta anos de idade.
FÓRUM ASSISENSE EM 11 DE
NOVEMBRO DE 2011
FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE
NOVEMBRO DE 2011
FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE
NOVEMBRO DE 2011
Muito Obrigada...jacira
FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE
NOVEMBRO DE 2011
FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE
NOVEMBRO DE 2011 Prezada Cely, Minhas desculpas ao Pastor Denis. Já corrigi e agora está tudo certo.
FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE
NOVEMBRO DE 2011
FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE
NOVEMBRO DE 2011
FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE
NOVEMBRO DE 2011 Mas quero mesmo falar de uma época mais recente, já nos anos 80, foi quando testemunhei fatos interessantes. O Colégio tinha um zelador/porteiro, um senhor originário da Bahia e que morava com sua senhora numa casinha que ficava entre a capela e o Colégio. Passando em frente, vi que tinha um movimento de crianças por ali, que não eram alunos do Colégio, mas, certo dia, vi que tinha um menino numa cadeira de rodas que andava também por ali. Curiosa, me aproximei e fiquei sabendo que a filha do zelador estava morando com seus 9 filhos num cômodo nos fundos da marcenaria do Colégio, e os padres tinham dado uma bolsa para o mais velho por ser deficiente. A Judith, recorria ao que fosse possível para alimentar as crianças, um serviço aqui outro ali e de noite, buscar o marido bêbado no boteco. Teve um momento que teve que sair da marcenaria e se mudou para um barraco bem na frente, perto de uma seringueira que tinha ali. Nesta época, o pai já velho, cuidava da manutenção do campo de futebol. As outras crianças eram matriculadas no Henrique Zollner, eram a Néca, o maninho e outros tantos, que iam para a escola junto com minhas filhas. D. Vera deve se lembrar deles. Aquele barraco não era bem vedado, frestas enormes deixavam passar o vento gelado nos meses de frio. Admirei quando vi que era possível cozinhar para tanta gente, apenas com alguns tijolos no chão e umas lenhas no fogo, que teimava em apagar no vento. Gente que a fé garantia uma âncora em que se apegar na hora do desespero. Quando não aguentava mais, ia pegar a palavra do pastor, que lhe aconselhava a, de joelho no chão, orar que a ajuda vinha. Até que houve tentativas por parte algumas pessoas de tirá-los dali, mas os padres deram a última palavra: a família fica aí. E assim, aquelas crianças tiveram ao menos espaço amplo para correrem, já que outros direitos eram negados às crianças, nascidas em famílias menos favorecidas, naqueles tempos pré ECA.
De repente da noite para o
dia, tiveram que ir embora, num episódio mais triste ainda, mas que não está
registrado em lugar nenhum. Arrumaram as coisas em alguns sacos e compraram
as passagens até onde o dinheiro fosse suficiente, para chegar lá, sem
recurso nenhum e sem conhecer ninguém.
FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE
NOVEMBRO DE 2011 O falecimento do Hotir e do Feliciano são dessas noticias que nunca gostaríamos de receber. São duas pessoas (ainda no presente) com quem convivemos por muitos anos, um pouco mais velhos do que eu, mas muito presente em minha vida.
O Hotir colega de minha mãe
no normal e depois professor de minha esposa, também no normal.
Contava com músicos
excepcionais, como Casé, Marinho, Booker Pittimam, Nariz,os irmãos Fortuna
(Meia Sola e Papagaio) remanescentes da "furiosa", Banda da Corporação Santa
Cecília. O Clésio Fortuna continua na ativa até hoje. Esta no conjunto do
Roberto Carlos.É Sax Tenor, como Casé. O Bar do Caruso ficava na Rua de saída para Candido Mota, ao lado do Bibo Marchetti. Do outro lado da esquina ficava a Casa São Paulo, do sr. Marcos Geyer, em frente ao Marcos Geyer fica o famoso Bar Cabral, local de saída e chegada da Perua que fazia o transporte de passageiros de Assis a Candido Mota.
Na outra esquina, o
escritório de Contabilidade do Celico. Todas essas 4 casas faziam frente à
Av. Ruy Barbosa. Dois maiores jogadores de sinuca. Nessa época tinha lá meus 15 anos, me lembro que para jogar umas partidas de sinuca éramos obrigados, eu meus amigos a caminhar bem uns 3 quilômetros para ir ao Bar do seo Carino, la no fim da Vila Xavier, depois da Serraria do Perini e depois ainda piscina do Carpentieri.
Tempos memoráveis esses.Por
falar nisso, agora é tempo de catar Gabiroba. Estou me preparando, para
assim que o Uraci der o alarme, já tem Gabiroba, eu me mando para Assis, por
uns dois ou três dias para catar
FÓRUM ASSISENSE EM 15 DE
NOVEMBRO DE 2011
FÓRUM ASSISENSE EM 15 DE
NOVEMBRO DE 2011
Trabalhei em Voz da Terra
há quase trinta anos atrás e fico muito feliz quando leio o Fórum e vejo que
tanta gente ama essa minha querida cidade.
FÓRUM ASSISENSE EM 24 DE
NOVEMBRO DE 2011 Sobre a mesa, uísque, cerveja e potinhos de amendoim; em volta da mesa, figuras marcantes da história do primeiro século da cidade. Entre eles, o advogado Edmundo Dugaich e o dentista Ulisses Benozzatti. Eu queria, ali, apurar histórias e sugestões para o livro que então escrevia – “Assis de A a Z”. Hoje, com a “Folha de S.Paulo” na mão, leio num canto de página que o Dr. Ulisses morreu de câncer, em São Paulo, aos 85 anos. E, com ele, fechou-se um ciclo. Naquela mesa estão faltando todos os meus amigos e informantes. Em novembro de 2011, o único sobrevivente daquela manhã abafada sou eu. Não são poucos os que se foram no período entre pesquisa e entrevistas e publicação do “Assis de A a Z”, de 2006 a 2008. Parece que o novo século se iniciou disposto a – literalmente – enterrar o passado. No caso, grandes personagens do primeiro século de Assis que são verbetes ou citações em meu livro.
Um atrás do outro, eles
rumaram na horizontal, Rua José Nogueira Marmontel acima: Abílio Nogueira
Duarte, Zeca Santilli, Cida Santilli, os ex-vereadores Feliciano Barbosa de
Carvalho e Othir Ribeiro de Melo (irmão de Maracaí, centroavante de Santos,
Corinthians e Fluminense nos anos 1940), Nico do Porão, Dr. Paulo Cardoso
(pai do repórter Paulinho Bit), o diretor de teatro Sérgio Nunes, Maria
Sílvia (Maria Cândida de Godoy Kobori), Maria Luiza Moraes (mulher do Dr.
Paulinho, mãe da dançarina Renata Melo e da escritora Patrícia Melo), o
jornalista José Garcia, o Brasinha (pai de Júlio César Garcia), Themis de
Almeida Prado, Áurea Ribeiro (viúva do ex-prefeito José Augusto Ribeiro, o
Barbeta), Mão de Onça, Dynei do Jet Boys, meus primos Osvaldo, o Polaco, que
elegeu o lúdico como modo de vida, e Salim – o goleiro de Ferroviária,
Diesel e outras camisas da Vila Operária, ex-Coelho.
Pedro Jacob (o último Jacó
da dupla com Jacozinho), morreu e foi sepultado em Osasco, e Manoel Lelo
Bellotto (ex-diretor da FAFIA/UNESP, pai do titã Tony e sogro da atriz Malu
Mader) foi cremado em São Paulo. O que não é normal nem natural é que a cidade, sobretudo as chamadas “autoridades locais”, não tenham notado tal transição, o momento da mudança, da virada de um novo século.
Até ontem os velhinhos
estavam por aí. Agora é tarde: o registro histórico se perdeu para sempre. O que custaria ligar uma câmera fixa e mambembe para colher a memória da cidade na voz e na imagem de seus pioneiros? Editar uma brochurinha com verba de desperdício? Gravar um cedezinho de fundo de quintal? Patrocinar uma série de depoimentos em jornal local? A tecnologia, hoje, está ao alcance de todo mundo. Em Bauru, o professor de História João Francisco Tidei de Lima realizou um trabalho extraordinário de registro da memória dos ferroviários, em vídeo e edição de pequenos livros. Lá, a Prefeitura – cumprindo uma de suas obrigações com a sociedade – bancou o projeto. Em Assis...Bem, em Assis acabou a Ficar, o carnaval é desprezado e até a decoração de Natal é indigente. Prevalece apenas o negócio.
Em Assis, nos últimos oito
anos, o negócio foi - e é – o negócio. E não adianta chamar o médico. Não
tem remédio, por enquanto.
FÓRUM ASSISENSE EM 29 DE
NOVEMBRO DE 2011
FIM DAS MENSAGENS
Observação do coordenador:
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“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir a última opção”. Thomas Jefferson (1.743-1.826), ex-presidente dos EUA. Clique aqui para ver mais pensamentos e máximas sobre liberdade de imprensa |
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Grato.
Egydio
Coelho da Silva, coordenador do fórum assisense
Email:
vtmv@monteverdemg.com.br Máximas sobre liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento:
*“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).
* “A imprensa, numa vigorosa prestação de serviço, será a memória da cidadania contra o corporativismo de interesses menores, quer no Executivo, Legislativo e Judiciário” (Carlos Alberto Di Franco).
* “Que o bem da liberdade segue imediatamente os bens da vida e da integridade física, demonstra-se facilmente, pois, a liberdade foi sempre constantemente um dos mais altos fins dos esforços e das aspirações humanas” (Adriano de Cupis).
* “Libertas omnibus rebus favorabilior est” ( “Em todos os casos a liberdade é mais favorável”), Brocardo Romano.
* “ A imprensa é um dos meios mais importantes de crítica e controle público permanente” (Konrad Hesse)
* “A imprensa livre é o olhar onipotente do povo” (Karl Marx).
* “A imprensa livre é o espelho intelectual no qual o povo se vê e a visão a si mesmo é a primeira condição da sabedoria” (Karl Marx).
* “Nossa Constituição Federal (1988) protege, de maneira veemente, o direito de informar, o direito de se informar e o direito de ser informado” (Oduvaldo Donnini, autor do livro “Imprensa livre, dano moral e dano à imagem...pág.206)
* “A medida que a comunicação se torna maior e melhor, fica claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do homem”, Spielberg
* "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras" (o artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos-ONU, as
Rui Barbosa
* "Infringem a ética: o juiz que não julga, o promotor que não denuncia, o advogado que não defende, o jornalista que não noticia o que sabe ou não escreve o que pensa". Medeiros de Abreu
* "Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la". Voltaire
* Indenização, em dinheiro, por dano moral somente indeniza a moral de quem não tem moral. Medeiros de Abreu
* “O
interesse coletivo deve prevalecer em relação ao particular”.
* "O segredo é aliado da corrupção". Ministro Waldir Pires * "Julgar idéias é uma das mais infelizes invenções da humanidade." Jornalista Audálio Dantas
* "Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa". (Declaração de Chapultepec sobre liberdade de expressão)
* "Limitar a liberdade de expressão, sob qualquer forma que seja, revela incompatibilidade com a democracia". Rodrigo Pinho, procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo
"Falta de ética é não publicar notícia relevante". Thélio Magalhães, jornalista.
* "O resto do mundo é mero aprendiz do Brasil em matéria de concentração da propriedade da mídia". Fernão Lara Mesquita, jornalista.
* "O sigilo da fonte garante a revelação de atividades ilegais". Judith Miller, repórter do New York Times
Os incisos do artigo 5o. da Constituição abaixo só não garantem a liberdade de imprensa, porque foram "esquecidos" pelos que julgam ações contra a liberdade de imprensa:
* "IV - É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato";
* "V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo...";
* "IX - É livre a atividade...de comunicação, independentemente de censura e licença";
* "XIV - É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional". |