VOZ DA TERRA

*Desde 1.963*
Jornal diário, virtual e impresso, que circula na cidade de Assis-SP, Brasil

 

Fórum assisense, troca de mensagens entre assisenses residentes em Assis-SP, no Brasil e no exterior.

Coordenador: Egydio Coelho da Silva

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** Processos contra Voz da Terra

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FÓRUM ASSISENSE EM 10 DE JULHO DE 2014
De: Fernando Tirolli.
Cidade: Manaus. Estado: Amazonas. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

 

Prezado Egydio, boa noite.
Agradeço o envio do fórum de Assis, me faz sentir mais perto de minha querida cidade natal.
Li o resumo da história da fundação e os 51 anos do jornal Voz da Terra; não creio que tenha se alongado, e sim até que resumiu muito bem tantos e tantos acontecidos neste período.
No dia 22 de julho, meu pai, Sr. Antonio, completará 83 anos. Pretendo, nesta data, estar em Assis, para comemorar essa importante marca de longevidade, junto com ele.
Caro Fernando,
Há uma máxima popular que diz que “os bons vivem pouco, mas os ruins vivem bastante tempo”.
Acho que a mim, se me for aplicada essa regra, será verdadeira.
Mas o Antonio João Tirolli é uma alegre exceção, pois, ao longo de minha vida convivendo com ele, nunca encontrei ninguém que fosse mais bondoso e de melhor caráter que seu pai.
Espero que ele passe dos 100 anos para alegria de seus familiares e amigos. Abs. Egydio Coelho da Silva

FÓRUM ASSISENSE EM 11 DE JULHO DE 2014
De: Salviano de Souza Filho.
Cidade: Uruçuí. Estado: PI. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense


Prezado Egydio,

Agradeço pelo envio do Forum Assisense e lhe parabenizo pelos 51 anos de VOZ DA TERRA.

Um grande abraço e continue comunicando com sabedoria.

Salviano, bom dia,

Eu que agradeço pelo cumprimento e pelo incentivo.

Abs. Egydio Coelho da Silva


FÓRUM ASSISENSE EM 11 DE JULHO DE 2014
De: Miro Ferreira.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

 

Prezado Egydio, boa tarde.
Cleide de Paula Leite solicita, neste fórum, alguém que tenha algum contato com o Luciano que fazia Eng. Florestal em Alfenas e foi morador de Assis; sou amigo dele, e sei o seu email : luciano.moraes@embrapa.br
obs: é .br mesmo, sem o .com, ok?

 

FÓRUM ASSISENSE EM 11 DE JULHO DE 2014
De: Mário Ueti.
Cidade: são Bernardo do Campo. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

 

Meu caro Egidio.

Muito obrigado pela remessa dos textos ao Fórum dos moradores de Assis. Faz mais de 30 anos que não visito na minha terra natal.

Por esses dias eu preciso ir à Bahia, mas vou fazer uma rota diferente vou pra Assis fico  uma semana ou mais lá visito meus queridos amigos e seguirei para Bahia,

Vou cuidar da minha filha e meu netinho.

Comprei uma fazendinha lá onde vou passar os restos dos meus dias.

Abraços e mais uma vez muito obrigado.
Caro Mario,

O seu projeto de viver numa fazendinha, curtindo e fazendo companhia à sua filha e ao netinho, é muito bom e muitos, que estão na terceira idade, gostariam de poder ter esse projeto.

Esta sua informação me leva a me lembrar de um conceito de Cícero, senador romano, assassinado a mando de Marco Antonio, que o acusava de estar envolvido na morte de Júlio César.
Em seu livro, “Envelhecer com sabedoria” diz que a terceira idade é a melhor que existe e se assemelha à sobremesa de uma boa refeição, que é a vida.  É nesta idade, que a experiência adquirida ao longo da existência, faz com que aproveitemos ao máximo as emoções que a vida nos oferece.
Parabéns pela iniciativa e espero que a sua melhor idade dure décadas.
  Abs. Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 17 DE JULHO DE 2014
De: Joaquim Xavier.
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

 

Caro Egydio!

Na ultima mensagem do Forum Assisense uma pessoa perguntou se havia alguma referencia virtual sobre o caso Helenira. Encontrei estas duas inclusive com a participação do Voz da Terra. Espero que ajude.

http://www.umdoistres.com.br/fotododia/setembro2012/fotododia2419.jpg

http://www.umdoistres.com.br/magazine/magazine2012/helenira/helenira.htm

Joaquim Xavier - São Paulo

 

FÓRUM ASSISENSE EM 18 DE JULHO DE 2014
De: Márcio Amêndola de Oliveira.
Cidade: Embu das Artes. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense


Egydio, com relação às indagações de uma jovem da UNE sobre a Helenira Rezende, há um livro biográfico sobre ela, publicado pela Editora Expressão Popular. Também escrevi um texto sobre a Helenira. Pode passar meu e-mail (
fatoexpresso@gmail.com
) e contato à jovem, que fornecerei mais informações, com prazer.
Att Márcio Amêndola de Oliveira
OBS: Trabalhei na Voz da Terra entre 1977 e 1978.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 05 DE AGOSTO DE 2014
De: Márcia Santos.
Cidade: Florianópolis. Estado: SC. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

Bom dia, gostaria de saber se é possível me fornecer o contato de Claudia Musumeci, nome que acessei na página de fotos antigas de Assis. Sou pesquisadora e estou precisando de breves informações sobre Victor Mussumeci. Se puder me ajudar eu agradeço. Meu email: marcia0705@gmail.com

 

FÓRUM ASSISENSE EM 24 DE SETEMBRO DE 2014
De: José Carlos Vilela.
Cidade: Goiania. Estado: GO. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

 

Ref. mensagem de Marlene Gasqui Exel-irmã do Babo em 26.03.11 - Procurei no Google noticias de seu irmão Babo - e encontrei seu nome no Forum de Assis. Como faço para encontrar o irmão dela? Mande-me notícias dele. Meu email: jvilelaconstrutivo@hotmail.com

 

FÓRUM ASSISENSE EM 15 DE OUTUBRO DE 2014
De: Júlia Raquel Gonçalves.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

 

Boa noite,
Me chamo Julia, sou estudante de publicidade e propaganda pela Fema. Estou iniciando uma pesquisa de iniciação científica na qual gostaria de tratar sobre a banda santa Cecília.
Em pesquisas pela internet, encontrei uma do jornal Voz da Terra, e me deparei com alguns relatos e imagens mandadas por leitores.
Gostaria de saber se vocês tem um acervo de fotos ou documentos que contem a história da mesma ou até do Sr. Cornélio.
Desde já, agradeço a atenção.
Prezada Júlia,
As informações que tenho sobre a Banda Santa Cecília são as disponibilizadas neste Fórum de moradores de Assis. Talvez o Lúcio, fotógrafo de Voz da Terra, possa ajudá-la.
Att. Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 25 DE OUTUBRO DE 2014
De: João Ângelo Carpentieri.
Cidade: Osasco -Alphaville. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

 

Faleceu no ultimo dia 18 de outubro de 2014, em santos aos 94 anos, o seu Jorlando Carpentieri, de uma tradicional família assisense. Foi cremado no dia 19 de outubro de 2014 em santos.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 08 DE NOVEMBRO DE 2014
De: Cyrilo Gomes.
Cidade: Mairiporã. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

 

Meu caro Egydio.
Perdemos Tia Rosa Maria, ou Maria Rosa como a conhecíamos.
Era nosso exemplo de carinho.
Inspetora de alunos, mais parecia deles uma babá.
Quem nos dera tê-la para sempre como juíza.
Milhares de alunos, nestes muitos anos, sentem hoje um vazio n'alma.
Deus, certamente, está acariciando o seu rosto por nós.
Maria Sílvia e Junior vocês não choram sozinhos.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 10 DE DEZEMBRO DE 2014
De: Roberto P. Bertoncini.
Cidade: Bela Vista do Paraíso. Estado: PR. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

 

Gostaria que me passasse as informações de meus antepassados, meu bisavô Ângelo Bertoncini e minha bisavó Vicentina de Mayo.
Prezado Roberto,
Veja em
http://www.ajorb.com.br/vt-forum-13-02.htm informações sobre Ângelo Bertoncini.
Espero que algum participante deste Fórum tenham informações complementares que possam ajudá-lo.
Abs. Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 30 DE MARÇO DE 2015
De: Marina Sian.
Cidade:   . Estado: . País: .

Para: Fórum Assisense

 

Bom dia, Egydio

Sei que vc tem pouco tempo, mas gostava muito quando eu recebia seu email  Fórum Asissense.
Sou a única que não recebo mais ou acabou?
Agradeço desde já a atenção,
Abraço
Prezada Marina,
O Fórum assisense não acabou. Na verdade, são vários motivos que o deixaram devagar, quase parando.
O primeiro, foi o que você citou: tenho bastante tempo, mas as coisas que faço e que não consigo parar me tomam muito tempo.
A começar pelo jornal Voz da Terra de Monte Verde, embora seja um mini-jornal, de circulação mensal, eu o faço inteiro, edito, reviso, diagramo e o distribuo e gosto muito dele porque me lembro da Voz da Terra de Assis quando se iniciou.
Acrescente que sou diretor do Jornal da Bela Vista (Bixiga) e presidente da Associação dos jornais de bairro de São Paulo. Para completar, resolvi editar um livro, História da fundação do bairro do Bixiga e História da Fundação de Monte Verde, que têm boa parte disponível na Internet, mas agora tenciono publicá-los impressos. E tem mais coisa, mas vou parar por aqui.
Mas, na verdade, não sou só eu o culpado do Fórum estar devagar.
Quando eu o enviava por email, tinha bastante retorno, mas agora ele fica disponível somente na Internet e os assisenses de Assis e espalhados pelo mundo não têm enviado mensagens. Quando enviam, como você fez agora, coloco o texto na minha página na Internet. E ninguém pode alegar que não o localiza na Internet, pois, tem link inserido na Home Page de Voz da Terra.
Espero brevemente encontrar tempo para voltar a enviá-lo por email, pois se trata de uma das coisas que faço com maior prazer.
Abs. Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 17 DE ABRIL DE 2015
De: Luiz Marcos Barrero.
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

 

Caríssimos amigos,

Lanço mais um livro no final deste mês na Livraria Cultura (convite e capa anexos).

Abração

Barrero

 

FÓRUM ASSISENSE EM 17 DE ABRIL DE 2015
De: João Cláudio Loureiro.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

Salve, Barrero,
Parabéns pelo novo livro! Espero que os empresários que comprarem seu livro não sejam adeptos do PL 4330 que – caso não seja vetado por Dilma Rousseff –representará mais um passo seguro no avanço do capitalismo selvagem no país.
Um abraço

FÓRUM ASSISENSE EM 29 DE JULHO DE 2015
De: José Francisco.
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

É verdadeiro que houve ex-pugilista italiano de nome Bordim, vivendo em Assis, creio que década de 50 e que ele conseguia levantar, tirando rodas do chão, parte de uma "jardineira", ônibus antigo ?
Grato

FÓRUM ASSISENSE EM 09 DE MAIO DE 2016
De: Egydio Coelho da Silva.
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

Antônio João Tirolli

Texto de: Egydio Coelho da Silva (*)

 

Se me pedissem apenas algumas palavras sobre o Tirolli, eu responderia sem pestanejar que foi meu melhor amigo e era uma pessoa boa, daquelas cujo coração é maior do que o próprio peito.

Mas, há muito mais.

Foi um dos primeiros amigos, que fiz em Assis.

Embora empresário de sucesso na direção da importante empresa Indústria de Chapéus Icaraí, que fundara e dirigia com muita competência, não tinha participação na política.

Convidei-o a participar da formação do diretório municipal do Movimento Trabalhista Renovador (partido extinto pelo Regime Militar), que fora fundado por Fernando Ferrari, candidato a vice-presidente da República, na chapa de Jânio Quadros.

Até consegui que Tirolli se candidatasse a vereador, pois todas as pessoas que eu consultava, de imediato diziam que ele seria eleito porque era um homem bom e estimado por todos.

Não deu outra. Ganhou eleição para vereador.

Porém, não teve sucesso na política, por um motivo simples, era honesto demais e não tinha cintura para votar projetos de Lei com o partido ou a pedido do prefeito. Votava com a sua consciência e isto é bonito, mas infelizmente não funciona nas atividades partidárias.

Não é sem razão que tinha admiração pelo seu xará, o tenente Antônio João, que por ocasião da invasão do exército paraguaio, em número superior de soldados, resistiu e enviou uma mensagem ao comando paraguaio, onde dizia:

"Sei que morro, mas meu sangue e o dos meus companheiros servirão de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria".

Na verdade, os patriotas dificilmente fazem sucesso na política.

Quando o convidei, em 1964, para junto com Odair Macedo Pereira, fazer parte da sociedade que daria andamento ao jornal Voz da Terra, mais uma vez, apenas por amizade, aceitou o convite.

Sou obrigado a confessar que sem sua participação, o Voz da Terra não teria sobrevivido e chegado aos 53 anos de circulação. Embora tivesse pouco tempo, sempre se dispôs e nos orientar com seu tino de empresário de muita visão.

Mas o progresso e os costumes mudam e pegam a todos de surpresa.

O povo passou perder o costume de usar chapéu e sua indústria Icaraí começou a perder seus clientes tradicionais, justamente no momento em que Tirolli havia adquirido um imóvel para instalar sua indústria. A diminuição de seu capital de giro em razão da imobilização, somada a queda nas vendas determinou o começo do fim de sua importante indústria, que era orgulho dos assisenses e gerava muitos empregos.

Porém, seu otimismo e honestidade dificultaram achar um caminho para que lhe restasse pelo menos algum pequeno patrimônio, após o encerramento de sua firma.

Advogado e contador lhe passaram informações de como proceder, mas sempre otimista acreditava e lutava convicto de que manteria a Icaraí e não precisaria demitir nenhum funcionário e não aceitou nenhuma solução que prejudicasse seus funcionários.

Preferiu ficar sem bens, inclusive perder o imóvel que comprara com sacrifício, mas com sua consciência tranquila, convicto de que um homem vale por sua honestidade e caráter e não pelos bens que possui.

Ele me contou que fora obrigado a demitir uma jovem funcionária e lhe pagara todos os direitos, mas mesmo assim ela foi à Justiça. A decisão judicial foi favorável à empresa, mas a ele ficou a imagem da frustração da funcionária.

Dizia: "parecia uma criança quando perde um doce". Não resistiu e orientou seu advogado a que oferecesse algum valor, para lhe diminuir a tristeza.

Se existe céu, com certeza é para lá que Antônio João Tirolli vai. É o lugar que Deus criou para receber as pessoas boas.

(*) Egydio Coelho da Silva é jornalista e fundador do jornal Voz da Terra

 

FÓRUM ASSISENSE EM 10 DE OUTUBRO DE 2016
De: Sandra Almeida.
Cidade: Miritiua. Estado: MA. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

Trabalhei no Jornal Voz da Terra e sou amiga do filho de Féis Dugaich, jornalista, fundador de uma revista em Assis. O filho Ricardo Dugaich quer fazer um resgate da trajetória de seu pai. Será que o senhor poderia me ajudar? Fotos, imagens da revista, etc.. obrigada!

FÓRUM ASSISENSE EM 22 DE FEVEREIRO DE 2017
De: Ernesto Nóbile.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

Morre aos 92 anos Mauro Nogueira Duarte, filho e irmão de ex-prefeitos.

Mauro Nogueira Duarte ,nascido em Assis no dia 01 de janeiro de 1925, filho de Abílio Duarte de Souza e Elvira Nogueira Duarte, começou a trabalhar nas Casas Pernambucanas no inicio de 1950. Casou-se em 1952 com Maria Hilda Prehl Duarte, também moradora de Assis, onde eram praticamente vizinhos, na Rua Gonçalves Dias.
Mauro teve 6 filhos e se aposentou em Botucatu , onde permaneceu, abrindo uma loja de tecidos e vestidos de noiva com sua esposa e filhos.Trabalhou mais 24 anos nessa loja, num total de 59 anos de atividades. Participou com afinco da Sociedade de São Vicente de Paulo, mantenedora do Asilo de Botucatu até próximo de sua morte.
Sempre cuidou da família, apoiando os 6 filhos, 13 netos e 5 bisnetos. Teve uma boa saúde até os 92 anos, quando veio a falecer no dia 17 de fevereiro de 2017, sendo sepultado dia 18 em Botucatu.
Mauro Nogueira Duarte, uma pessoa encantadora, era filho do 8º prefeito de Assis, Abílio Duarte de Souza e irmão do também ex-prefeito e ex-deputado Abílio Nogueira Duarte, com quem parecia ser irmão gêmeo, tamanha a semelhança. Era também tio do ex-vice prefeito Ernesto Benedito Nóbile, cuja mãe Diva Nogueira Duarte Nóbile era sua irmã.
Mauro Nogueira Duarte faleceu na última sexta-feira, aos 92 anos.
Caro Ernesto,
Notícia triste o falecimento do Mauro Nogueira, embora tenha sido privilegiado por ter vivido até os 92 anos, bem acima da média.
Seu irmão, Abílio Nogueira Duarte, que conheci logo que cheguei a Assis, em 1962, precisamente no dia 04 de maio, no seu antigo escritório de contabilidade.
Foi-me apresentado pelo seu sócio Cilico, que me disse: "Abílio também foi nomeado fiscal de rendas e será seu colega".
A afinidade veio logo, principalmente pela participação política.
Abílio me informou que seria candidato a prefeito no ano seguinte, 1963.
Disse-lhe que tinha credencial para fundar o diretório do MTR-Movimento Trabalhista Renovador, formado de uma dissidência do antigo Partido Socialista Brasileiro, e ele poderia ser candidato pela minha legenda.
Isto acabou acontecendo. E mais: contei-lhe minha experiência em editar jornal estudantil e de entidade e de meu interesse em fundar um jornal em Assis.
No fim, tudo acabou acontecendo, porque o antigo Jornal de Assis encerrara suas atividades e Abílio não teria o apoio da Gazeta de Assis, cujo diretor, Nélson de Souza, era adhemarista.
E assim nasceu Voz da Terra, com o apoio do Abílio, que considero como um dos responsáveis pela fundação do jornal.
Também conheci seu pai, quando Abílio me convidou a visitá-lo, me informando que ele fora prefeito de Assis.
Seu pai, Abílio Duarte de Souza, estava no quintal de sua casa, cuidando do pomar e, com certo orgulho, colheu uma mexerica "polkan" e me deu.
Este fato, sempre me trás à memória, texto que li no livro "Saber envelhecer", escrito por Cícero, orador romano, morto, em 44 antes de Cristo, a mando de Marco Antônio, sob acusação de ter inspirado Brutus a assassinar Júlio César.
Cícero, nesse livro, aconselha as pessoas de terceira idade a cuidarem de plantas e de pomar.
Cita Ulisses, depois de suas aventuras, narradas na Odisséia, que duraram 20 anos, volta à sua terra e vai visitar seu pai, Laerte, e o encontra cuidando de um pomar.
Eu, na minha idade, faço isso sempre que posso, não pelo exemplo de Laerte e de Abílio Duarte de Souza, mas naturalmente porque me dá muito prazer.
Acredito que a própria natureza leva as pessoas de terceira idade a gostar de plantas.
Ernesto, grato pela informação. Desculpe-me a divagação, mas a triste notícia da morte do Mauro me trouxe essas recordações.
Meus sentimentos de pesar a seus amigos e seus familiares.
Abs.
Egydio Coelho da Silva

FÓRUM ASSISENSE EM 24 DE FEVEREIRO DE 2017
De: Ernesto Benedito Nóbile.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum Assisense

Estimado Egydio,
Fiquei alegre e satisfeito em receber sua mensagem. Sua vida dá para escrever um livro. O senhor tem grandes folhas de serviços prestados à Assis e seu povo. Sou eternamente grato ao senhor, que aos 13 anos me proporcionou a chance de trabalhar como repórter na Voz da Terra, tornando-me depois um bom jornalista graças ao senhor. Grato por tudo e um grande abraço.
Ernesto Benedito Nóbile

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE MARÇO DE 2017
De: Carolina Ceródio Cardoso.
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum Assisense

Olá,
Eu gostaria de adquirir o livro sobre a cidade de Assis como faço?
Estou iniciando a história da minha família que é de Assis.
Caso alguém tem alguma informações  sobre Julia Rodrigues Cerodio ou João Cerodio.
Poderia ser qualquer informações  sobre a família Rodrigues Cerodio. Muito Obrigada
carolcerodio@hotmail.com
Prezada Carolina,
Consulte o livro "Assis de A a Z" de Luiz Marcos Barrero, editado pela "L2M Comunicação em 2008.
Atenciosamente.
Egydio Coelho da Silva
 

FÓRUM ASSISENSE EM 14 DE MARÇO DE 2017
De: Luiz Marcos Barrero.
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum Assisense

Caro Egydio,
Tenho algumas informações sobre os Serodio, que talvez ajudem a Carolina:
A família Serodio, mais com S do que com C, tem origem num padre português, que veio ao Brasil, rodou e foi parar em Maracaí, onde está sepultado.
(e também terra de toda a família da minha mãe, inclusive os primos Maracaí, ex-goleiro da Ferroviária, a dupla sertaneja Correia e Correinha,
e o senador e ex-governador de Rondônia, Waldir Raupp, encrencado na Lava Jato, e casado com uma prima da minha mãe, Mariinha Rocha, deputada federal, maracaiense...e por aí vai...)
Nome do padre: Francisco José Serodio. Teve 12 filhos com Joanna Maria Pinto, brasileira. Daí a prole ficou grande demais e se espalhou....
Acho que os Rodrigues entram na história por meio do sergipano José Rodrigues dos Santos, que chegou à região por volta de 1915 + ou - e se casou com uma Serodio, Maria da Conceição, em Campos Novos Paulista.
Há, também, sobretudo no imaginário dos mais velhos habitantes da região, a lenda sobre os Benedito Seródio, pai e filho, o Ditinho.
O pai foi assassinado nos anos 1940, a tiros, e o filho acabou morto uns 20 anos depois, e teve o corpo jogado nas águas do Paranapanema.
Ambos eram matadores de aluguel, temidos em toda a região, e terminaram seus dias e noites nas mãos de inimigos.
Embora com muitos descendentes em Assis, alguns amigos meus, a história da família está mais ligada e enraizada na região do que exatamente na cidade tema do meu livro.
Diga-se, também, que um ramo dos Serodio se desgarrou nos anos 1970 e foi “fazer a vida” em MS, em torno de Rondonópolis – assim como centenas de assisenses sem rumo na vida fizeram naquela década.
De minha anotações, acho que é isso.
Meu segundo livro de poesias, Pra Machucar Meu Coração, sai até maio agora, pela Editora Patuá – uma independente de prestígio (aviso sobre o lançamento).
O mais recente é Empresários Brasileiros – um catatau que conta a história do capitalismo no país, por meio de perfis de homens e empresas, texto leve, estilo novo jornalismo (que já é velho, mas saudável).
Do Telégrafo à internet – a trajetória de Dary Avanzi, uma biografia de encomenda (vivo disso), saiu no ano passado.
Três anos atrás mais ou menos, saiu outro tijolão - Dez Décadas – a História do Santos F. C.
Ufa, me estendi..
Abração
Marcos Barrero

FÓRUM ASSISENSE EM 27 DE AGOSTO DE 2017
De: Luiz Marcos Barrero.
Cidade: São Paulo. Estado: SP. País: Brasil.
Para: Fórum Assisense

Olá, Egydio, se for possível divulgar em VT e no Forum, agradeço muito.
Eis um material que vc pode usar várias vezes.
Pode dar uma nota e depois uma matéria mais longa no dia do lançamento.
São release, biografias em versões longas e curtas,
e até uma entrevista sobre outro livro que lancei, Assis de A a Z, que fala da História da cidade, e da qual vc pode extrair alguma coisa.
(vou ter esse livro, também, para autógrafo).
Seguem, também, algumas imagens.
Marcos Barrero lança em Assis o livro de
poemas Pra Machucar Meu Coração
O escritor Marcos Barrero lança seu mais recente livro Pra Machucar Meu Coração (Ed. Patuá), no sábado, dia 2 de setembro, às 17hs, no Assis Plaza Shopping. A obra reúne mais de 100 poemas escritos pelo autor nos últimos anos. Alguns deles, abordam temas ligados a Assis, como Chumbo Derretido, que lembra sua passagem ainda adolescente pela Gazeta de Assis e seu diretor Nelson de Souza, ou Venâncio, homenagem ao pai morto em 2011. O poema Pra Machucar meu coração, um dos mais longos do livro, evoca nomes de pessoas e lugares da cidade. Os poemas estão divididos em cinco partes, sob os seguintes títulos: Amores, Afetos, Poesia, Vida e Morte.
Na epígrafe do livro, Barrero destaca um verso de Belchior, gênio maldito da música brasileira, morto recentemente: “eu quero que esse canto torto feito faca corte a carne de vocês”. Belchior, uma antiga admiração de Barrero, desde o disco clássico Alucinações, de 1976, é lembrado também no poema MPB.
Num dos poemas, o autor indaga o que é poesia, e ele mesmo responde:
SEI LÁ
O que é poesia?
Não sei.
Se soubesse não fazia.
O livro também pode ser encomendado, a partir de qualquer parte do Brasil, por meio do site da editora: www.editorapatua.com.br
Na ocasião, Marcos Barrero também estará autografando outros dois livros que escreveu: Assis de A a Z e Empresários Brasileiros.
O autor
Marcos Barrero nasceu em Assis. Trabalhou em A Gazeta de Assis, Voz da Terra e Rádio Difusora. É escritor, jornalista e professor de jornalismo em São Paulo É autor dos livros Catchup, Mostarda e Calorias, Pra machucar meu coração (poesias), ZN (contos), Empresários Brasileiros (História, com Latif Abrão Jr.), Assis de A a Z (jornalismo e História), Do Telégrafo à internet (biografia), Casas de Fazenda (reportagens, co-autor) entre outros. Na área esportiva, trabalhou como editor de Placar, secretário de redação de A Gazeta Esportiva e escreveu os livros História dos Campeonatos Regionais (Editora Abril, 1986), e Dez Décadas – a História do Santos F. C. (com Celso Jatene, Companhia Editora Nacional).
Foi roteirista e diretor da Rede Globo. Diretor artístico, apresentador e um dos fundadores da allTV na internet - com a qual ganhou o Prêmio Esso de Melhor Contribuição ao Telejornalismo em 2005. Foi ainda o primeiro ombudsman de rádio do mundo, ao assumir o cargo na Rádio Bandeirantes/AM, em 1996, conforme registra a ONO - Organization of News Ombudsmen, de San Diego, Califórnia, EUA.
Exerceu também a função de professor de telejornalismo e radialismo na PUC/SP, de 1990 a 2004. Trabalhou como repórter de Manchete, da Jovem Pan, de O Estado de S. Paulo e da Folha de S. Paulo. Publicou reportagens, resenhas e ensaios literários em IstoÉ, O Estado de S. Paulo, Leia Livros e Veja. Foi editor da revista de educação Sala de Aula, da Editora Abril.
MARCOS BARRERO
(texto extraído do site Terceiro Tempo, de Milton Neves)
Marcos Barrero é ex-editor nacional de Placar e ex-secretário de redação de A Gazeta Esportiva. É autor dos livros História dos Campeonatos Regionais, publicado pela Editora Abril em 1986, e Dez Décadas – a História do Santos F. C., em parceria com Celso Jatene. Foi redator da editoria de esportes de O Estado de S. Paulo e repórter esportivo dos jornais Diário de S. Paulo e Diário da Noite. É membro do MEMOFUT - Memória do Futebol - grupo de estudiosos e pesquisadores que se reúne mensalmente no Museu do Futebol ou na sede do Ibope, em São Paulo. Fundou e editou a revista GolFC, em 2009. Escritor, jornalista e professor de jornalismo em São Paulo, é também ex-roteirista e diretor da Rede Globo, e ex-diretor artístico, apresentador e um dos fundadores da allTV - com a qual ganhou o Prêmio Esso de Melhor Contribuição ao Telejornalismo em 2005.
Em 1974, ao iniciar a carreira no jornalismo esportivo, ainda encontrou remanescentes da geração do pioneiro Casper Libero na redação de A Gazeta Esportiva, localizada no terceiro andar do edifício da Folha de S. Paulo, na Alameda Barão de Limeira. "Convivi ainda com Solange Bibas, Aurélio Bellotti, Jaime Madeira, Olimpio da Silva e Sá, Caetano Carlos Paioli, Newton Campos, José Antoniade Inglez, Orlando Duarte, Armando Títero, o Cacareco, entre outros que foram focas do Casper", recorda Barrero. "Eram feras que tinham participado da criação do principal jornal esportivo do país, chamado de 'o mais completo', porque era mesmo melhor do que o Jornal dos Sports, o concorrente carioca fundado por Mário Filho, um dos irmãos de Nelson Rodrigues."
Na "Esportiva", Barrero aprendeu muito com os veteranos. "O Bibas me influenciou na formação de arquivo particular, dizia que todo jornalista devia ter suas anotações para consulta", relembra o jornalista. "Ele tinha um arquivo de aço, repleto de fichinhas, com dados sobre clubes e jogadores brasileiros e estrangeiros. Era comum ver Oswaldo Brandão, compadre de Bibas, ou estudiosos, como José Teixeira, debruçados no arquivo verde do velho jornalista paraense. A partir de então, passei a montar meu arquivo, que virou acervo e cresceu espantosamente. Tive que comprar um apartamento para guardar meus mais de 2 000 mil livros sobre futebol, desde o primeiro (A História do Football em S. Paulo, ed. O Estado de S. Paulo, 1918) e coleções completas de revistas, como Manchete Esportiva, Revista do Esporte, El Grafico e encadernações de alguns jornais, como A Gazeta Esportiva dos anos 1940, quando ainda era tablóide".
Foi ainda naquele canto de redação que Bibas, corintiano doente, convenceu Brandão a levar o lateral-esquerdo Wladimir para as eliminatórias de 1977. "Deu muita confusão. Os cariocas queriam que Marinho Chagas fosse o titular e Brandão bancou o Wladimir contra a Colômbia, em Bogotá. O lateral corintiano foi mal e a casa caiu para Brandão".
Em 1975, Barrero cobriu toda a negociação entre Pelé e New York Cosmos. As reuniões - diárias no escritório do craque, em Santos - duraram dois meses. "Eu subia e descia para Santos numa Veraneio da 'Esportiva' todo dia", diz o jornalista. "Fechado o negócio, o jornal me mandou para Nova Iorque cobrir os três primeiros jogos de Pelé. No dia do primeiro jogo, Nova Iorque virou uma festa. O trânsito parou em cima da ponte que conduzia para o estádio. Os torcedores desciam de seus carros e dançavam com garrafas de bebida na mão. Pelé saiu na capa do sisudo New York Times, o que não é pouca coisa. Os adversários se reforçaram e o Boston Minutimen contratou os portugueses da Seleção de 1966 Eusébio, Coluna e Simões, que eu acabei entrevistando por lá."
Nos anos 1980 na revista Placar, Barrero integrou uma redação que tinha Juca Kfouri, Carlos Maranhão, Marcelo Rezende, Divino Fonseca, Tonico Duarte, Ari Borges, Nelson Hurt, Adelto Gonçalves e o premiadíssimo fotógrafo Sergio Sade, entre outros. "Eu fui editor nacional. Ou seja, cuidava da cobertura de clubes e jogadores de todo o país, menos de São Paulo e Rio de Janeiro, que tinha seus respectivos editores. Entre outras tarefas, editava no final do ano a Edição dos Campeões, que na época tinha muito texto, pesquisa e fotos, num grande levantamento de todos os campeonatos regionais. A revista vendia 120 mil exemplares por semana, não era mensal como hoje." Foi Barrero quem editou a reportagem "Mazolinha: 'Joguei dopado'", escrita por Carlos Orletti, que ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo, em 1987. "A matéria veio da sucursal do Rio de Janeiro, apurada por um repórter que acabara de chegar do Espírito Santo. Na reunião de pauta, quando falei dela, ninguém deu bola. A direção da revista me avisou que tinhasó duas páginas para o assunto. Arrumei uma boa foto e reescrevi toda a matéria para caber no espaço que tinham dado. Fiz título, legenda e mandei pra frente. Deu o Esso."
Marcos Barrero trabalhou ainda nas editorias de esportes do Diário de S. Paulo e Diário da Noite até o fechamento de ambos em 1977. "Metade da editoria era de noticiário de futebol e esportes amadores e outra metade era destinada à coluna ' 20 Notícias', do lendário Antônio Gusman, uma figura interessantíssima, bem informado e bem relacionado. Cada notícia tinha logo abaixo um tijolinho de algum patrocinador." Foi ainda redator de esportes de O Estado de S. Paulo, sob o comando do editor Luiz Carlos Ramos, o Barriga. Nos anos 1970, fundou o informativo São Paulo Notícias, a pedido do diretor são-paulino Marcelo Martinez. Foi o segundo house-organ de clube no país. Apenas o Fluminense tinha então uma publicação do gênero). Em 2008, lançou a revista Gol F.C. Dirige a L2M Comunicação, que produz livros e revistas para terceiros.
Barrero foi ainda o primeiro ombudsman de rádio do mundo, ao assumir o cargo na Rádio Bandeirantes/AM, em 1996, conforme registra a ONO - Organization of News Ombudsmen, de San Diego, Califórnia, EUA. Exerceu também a função de professor de telejornalismo e radialismo na PUC/SP, de 1990 a 2004. Trabalhou como repórter de Manchete, da Jovem Pan, de O Estado de S. Paulo e da Folha de S. Paulo. Publicou reportagens, resenhas e ensaios literários em IstoÉ, O Estado de S. Paulo e Leia Livros. Foi editor da revista de educação Sala de Aula, da Editora Abril. É autor dos livros Assis de A a Z (jornalismo e História), Catchup, Mostarda e Calorias e Pra machucar meu coração (poesias), Casas de Fazenda (reportagens, co-autor), Empresários Brasileiros (História, com Latif Abrão Jr.), Do Telégrafo à internet (biografia), entre outros.
BIOGRADIA RESUMIDA
(usada no livro)
Marcos Barrero é escritor, jornalista e professor de jornalismo em São Paulo, ex-roteirista e diretor da Rede Globo. É autor dos livros Assis de A a Z (jornalismo e História), Catchup, Mostarda e Calorias e Pra machucar meu coração (poesias), ZN (contos), Casas de Fazenda (reportagens, co-autor), Empresários Brasileiros (História, com Latif Abrão Jr.), Do Telégrafo à internet (biografia), entre outros.Trabalhou como repórter de Manchete, da Jovem Pan, de O Estado de S. Paulo e da Folha de S. Paulo. Publicou reportagens, resenhas e ensaios literários em IstoÉ, O Estado de S. Paulo, Leia Livros e Veja. Foi editor da revista de educação Sala de Aula, da Editora Abril. Foi diretor artístico, apresentador e um dos fundadores da allTV na internet - com a qual ganhou o Prêmio Esso em 2005. Foi ainda o primeiro ombudsman de rádio do mundo, ao assumir o cargo na Rádio Bandeirantes/AM, em 1996 (registrado pela ONO - Organization of News Ombudsmen/EUA). Exerceu também a função de professor de telejornalismo e radialismo na PUC/SP, de 1990 a 2004. Trabalhou ainda como editor de Placar e secretário de redação de A Gazeta Esportiva. É autor dos livros História dos Campeonatos Regionais (Ed. Abril, 1986), e Dez Décadas – a História do Santos F. C. (com Celso Jatene). Foi redator da editoria de esportes de O Estado de S. Paulo e repórter esportivo dos jornais Diário de S. Paulo e Diário da Noite. Dirige a L2M Comunicação, que produz livros e revistas corporativos para terceiros.
Release distribuído na divulgação do livro
UMA HISTÓRIA DO BRASIL PELOS EMPREENDEDORES EM LIVRO QUE
NARRA A SAGA DE 51 EMPRESAS E EMPRESÁRIOS DE 1962 A 2013
O livro Empresários Brasileiros, de Latif Abrão Jr e Marcos Barrero, está sendo lançado pela editora L2M, de São Paulo, em parceria com a ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas de Marketing do Brasil. A obra apresenta um perfil pessoal e empresarial de 51 líderes brasileiros em atividade de 1962 a 2013 e fixa um painel da construção do próprio capitalismo no país. Começa com o lançamento do carro Romi-Isetta, uma história de pioneirismo e um gesto de arrojo de uma empresa do interior paulista em meados do século passado, e alcança as duas décadas iniciais do novo século com empresas que desenvolvem novos negócios, como Dudalina e Grupo Doria. No fundo, o leitor terá em mãos uma História do Brasil pelos empreendedores. Em quase 500 páginas - com capa dura, papel couchê e repleto de ilustrações –, o livro proporciona uma leitura leve e agradável graças ao tom de narrativa jornalístico e literário, algo pouco comum na área a que se destina - economia e administração. Na bibliografia brasileira, não existe outra obra tão abrangente no mesmo gênero.
Destaque-se ainda a narrativa histórica leve e a tessitura textual literária. Os autores optaram conscientemente pelo estilo e, inclusive, estabeleceram diálogo com clássicos do jornalismo e da literatura. Por exemplo: o primeiro parágrafo do capítulo sobre o empresário Abilio dos Santos Diniz, do Pão de Açúcar, é uma espécie de apropriação e recriação da abertura do livro Cem Anos de Solidão, do escritor colombiano Gabriel García Márquez, e a primeira frase do texto sobre Henry Maksoud, fundador do hotel que leva seu nome e dono da editora Visão, faz contraponto (na verdade desdiz) com um texto clássico do chamado novo jornalismo – Frank Sinatra está resfriado, de Gay Talese. “A rigor, o livro proporciona várias leituras”, diz o autor Latif Abrão Jr. “E pode figurar nas estantes de administração e negócios assim como no setor de jornalismo e até literatura”, lembra o autor Marcos Barrero
HISTÓRIA
"ASSIS TEM MAIS DE 150 ANOS"
Jornalista e historiador lança livro hoje e afirma que em 1840 já havia povoamento por aqui
(release distribuído aos jornais de Assis em 2008, por ocasião do lançamento do livro Assis de A a Z, de Marcos Barrero)
O jornalista e historiador Marcos Barrero, nascido em Assis, lança hoje o livro Assis de A a Z - A Enciclopédia do Século - 1905-2005, na Livraria Litterarius, no Assis Plaza Shopping, a partir das 18hs. Com mais de 250 verbetes, organizados em ordem alfabética, com biografias de personalidades, grupos artísticos, musicais, clubes esportivos e recreativos, bares e instituições, o livro do ex-diretor da Rede Globo, ombudsman da Rádio Bandeirantes e professor de jornalismo na PUC/SP, chega às livrarias de Assis, São Paulo e Rio de Janeiro depois de um longo trabalho.
Prêmio Esso de Telejornalismo em 2005, Barrero pesquisou, reuniu material, leu e fez entrevistas para produzir a obra durante mais de 20 anos. "Acumulo material desde o tempo em que fui repórter de Voz da Terra nos anos 1970", lembra. "Qualquer coisa interessante era arquivada: um recorte de jornal, uma foto, uma flâmula de time de futebol ou figurinhas de atletas, livros que fazem referência a Assis. Formei um rico acervo ao longo dos anos e agora ele se traduz num livro de quase 500 páginas".
Neto do primeiro padeiro da cidade ( o galego Venâncio Barrera y Barrera, que instala seu estabelecimento em 1908, na imediações da Catedral), Barrero diz que reformula algumas visões sobre a história da cidade, desfaz alguns mitos e lendas, construídos mais pela história oral do que por algum trabalho de fôlego e com método. "A história está mal contada desde o início", diz o escritor. "Assis não nasceu das terras doadas pelo Capitão Assis, em 1905. Um povoado, com o nome de Três Barras, ja existia no local desde 1840, formado por aventureiros e índios. Em 1855, aparece o homem que podemos chamar de o primeiro assisense - o mineiro desbravador e matador de índios José Theodoro de Souza. Atrás dele, vem uma leva de mineiros, procedente das exauridas Minas Gerais. Em 1890, já existia uma igreja. E, ainda muito antes, um cemitério, nas imediações de onde está hoje a UNESP. O Capitão só chega mais tarde, velhinho, para tentar reaver seus bens, comprados 50 anos antes, e morre oito anos depois! ".
No prefácio do livro, o historiador e jornalista da Rádio CBN e da TV Cultura Heródoto Barbeiro (casado com a jornalista assisense Walquíria dos Santos) destaca que "os jornalistas e historiadores sempre andaram lado a lado, apesar de um tratar do passado e o outro do presente. Os jornais e revistas escritos por jornalistas são fontes necessárias para a construção da história. Passam por uma análise metodológica crítica e contribuem decisivamente para o conhecimento da realidade, permitindo que as pessoas deixem de ser objetos e passem a ser sujeitos da história. O professor e jornalista Marcos Barrero reúne neste livro as duas experiências e abre as portas para um novo olhar na cultura, história e jornalismo brasileiros. Abandona o eixo Rio-São Paulo e nos mostra nesse livro a importância de um outro pólo gerador de acontecimentos sociais, a cidade de Assis, no interior paulista".
Eis a entrevista:
Como é o livro?
São mais de 250 biografias. Entre elas Lolo, Antonieta, Lucrécio, Viladete - gente que a cidade costuma varrer para baixo do tapete, com muitas surpresas e revelações. A farsa da presença do carrasco nazista Josef Mengele na cidade, as grandes lendas, propagadas na boca do povo, como a do mafioso italiano Tommaso Buscetta na década de 70 na cidade. Buscetta chega a morar no antigo Assis Hotel e frequentar o Bar Recanto, onde jogar carteado toda noite, bebendo e comendo leitão a pururuca. É caso é verdadeiro.
Um caso falso envolve o carrasco nazista Mengele. Provo no livro que ele jamais esteve em Assis. Todas as pistas e supostos documentos, como uma foto falsa publicada na imprensa de São Paulo, caíram por terra com minha pesquisa. A foto, na qual se basearam algumas pessoas para afirmar que o médico nazista viveu em Assis, é falsa. Foi tirada em Buenos Aires, ao acaso, e vendida como gato por lebre.Ou seja, a principal prova de Mengele em Assis, utilizada pelas pessoas que disseram tê-lo acolhido, é falsa! Já o caso de Buscetta é verdadeiro. E ainda fez um amigo do peito na cidade, o sempre lembrado tenente Acácio Rangel França.
Por que o Sr. afirma no livro que o fundador de Assis é mais paulista do que mineiro?
Ele quase não vive em Minas Gerais. Nasce em Baependi, uma pequena e histórica cidade, separada de Caxambu por um morro, onde passa oito anos - ou seja, sua infância. Se faz adolescente e homem mesmo em Caconde, cidade paulista na qual passa 59 dos seus 84 anos de vida. É um dos fundadores da cidade de São José do Rio Pardo, onde exerce várias funções, entre elas a de Juiz de Paz. Seu nome aparece na ata de fundação da cidade.
O Capitão compra terras em Assis e na região sem ver, no escuro. Assina documentos levados a ele pelo posseiro e matador de índios, desbravador e primeiro assisense José Thedoro de Souza, que chega a essas paragens entre 1845 e 1850. Concluí na minha pesquisa que, de certo modo, Assis demora para surgir por culpa do Capitão. As terras "dormem" em suas mãos mais de meio século. Ele só atenta para seus bens no finzinho do século XIX, quando descobre que estão ocupadas por posseiros, aventureiros, bandidos e alguns índios pacificados que restaram. Ou não foram mortos. Aí, faz uma negociação na Justiça com os invasores e perde metade de tudo. Julgou melhor quebrar uma perna do que morrer, perder os anéis do que os dedos. Só o advogado que ele contrata leva 500 alqueires como pagamento por seus serviços. Para não perder tudo é que ele faz promessa a Deus e cumpre com a doação das terras que darão depois na fundação da cidade. Assis surge do pagamento de uma promessa.
O Capitão Assis morreu com 84 anos e só viveu em Assis os últimos 10 anos de vida. Aliás, não exatamente no núcleo inicial da cidade, mas meio afastado, no Córrego do Pavão. Não há notícia de que, neste curto período, tenha feito algo além da doação nem de atuação marcante na sociedade. Capitão da Guarda Nacional, o fundador foi também punido por Dom Pedro II, por proteger algumas pessoas e não fornecer tropas para a Guerra do Paraguai. Na descendência e nos vários troncos genealógicos do Capitão, figuram os Barões e Conde de Baependi, o cantor Ronnie Von, o escritor Oswald de Andrade, a escritora feminista Ercília Nogueira Cobra e a deputada Zulaiê Cobra Ribeiro.
Se já há povoamento em 1840, Assis tem mais de 200 anos?
Sim, é verdade. A rigor, Assis tem hoje exatos 167 anos de povoamento. Se transforma em patrimônio em 1905 e obtém a emancipação política em 1917, separando-se da Comarca de Campos Novos Paulista. Por isso, existe uma polêmica sobre a verdadeira e histórica data de fundação de Assis: 1905, data da doação das terras pelo Capitão, ou 1917, data do surgimento do município, como defendem alguns, entre eles meu padrinho Monsenhor Floriano. Ao demonstrar que já havia gente morando, plantando, caçando e matando índios no lugar em 1840, eu apenas boto mais lenha na fogueira desta saudável discussão. Aliás, eu não acho nada nem chuto: tudo que está no livro é fruto de uma pesquisa de mais de 30 anos, acumulando fotos, jornais, revistas, recortes, cartas, livros e outros documentos. Cada citação, cada informação, vem acompanhada da respectiva fonte, checagem, com confronto de dados e entrevistas que fiz pessoalmente com dezenas de pessoas em várias partes, sobretudo Assis e São Paulo.
Outra lenda local é o saxofonista norte-americano Booker Pittman, não é?
Põe lenda nisso. Mas, no caso dele, é verdade. Viveu alguns anos em Assis, na década de 50 e tocou na Orquestra Mantovani, do Canelinha, irmão do Canela garçom, que também aparece no livro. A história do Booker Pittman na cidade é uma das que mais me fascinaram ao escrever o livro. Isso porque ninguém sabia o que tinha acontecido com ele entre 1946 a 1955. Ele havia chegado ao Brasil com a famosa orquestra do maestro Romeu Silva, brilhava no Cassino da Urca até que o governo Dutra, por influência de sua mulher, uma beata, fecha as casas de jogos. Aí, o Booker some do Rio de Janeiro. É procurado por muitos e ninguém o encontra. Os grandes especialista em jazz do país, como o playboy Jorginho Guinle, falam vagamente em livros sobre o desaparecimento de Booker. No entanto, ele está vivíssimo. Morando em Assis, Londrina, Santo Antônio da Platina e outras cidades, num raio de 100 km a partir do Chicão, nosso marco zero moderno. Tocando, maluco, bêbado e fumando maconha às margens do Paranapanema. Mas não é verdade que a filha adotiva Eliana morou com ele na cidade. Algumas pessoas respeitáveis, idosas, juraram de pés juntos que viram ele e a então menina Eliana, andando de mãos dadas pela rua do cemitério, onde ele alugou uma casa. Apenas fantasia. Booker conhece Ophélia, mãe de Eliana, em São Paulo, depois de um show dele e de Louis Armstrong, no camarim do ginásio do Ibirapuera, em 1957. Eliana, filha de um motorista de táxi carioca chamado Orlando Silva, tem então quatro anos de idade.
Um roqueiro famoso, o Tony Bellotto, do Titãs, é de Assis?
Ele nasceu em São Paulo, praticamente por acaso. Logo os pais, que eram professores universitários, se mudaram para dar aulas em Presidente Prudente. Tony chega em Assis aos quatro anos de idade, quando o pai é convidado a integrar o célebre quadro de professores pioneiros da FAFIA, hoje Unesp. Fica na cidade, entre idas e vindas a São Paulo e aos Estados Unidos, até os 17 anos, idade em decide fazer vestibular para arquitetura em Santos. Ele aprende a tocar violão em Assis, se apresenta em programas dominicais na Rádio Difusora, da qual também é repórter numa transmissão de carnaval. Chega a fazer até um filme em Super-8 sobre o pintor Ranchinho. Diz, em depoimento para o livro, que ainda hoje, morando no Rio de Janeiro, tem sonhos nos quais aparece caminhando nas ruas desertas de Assis de 30 anos atrás. Fala com muito carinho da cidade. Quando vai embora de Assis, segue acompanhado de mais dois assisenses: o amigo do peito Nê Mantovani, que vira padrinho de sua primeira filha Nina, e a então namorada Marta Oliveira, filha de Arthur Luciano de Oliveira, que foi superintendente do DER.
A história da Ferroviária, a Vermelhinha de Rua Brasil, está no livro?
A história, uma bela foto de 1967 e uma flâmula de 1962, quando foi vice-campeã da Segunda Divisão. Mas conto também a história do VOCEM, da Associação Athlética Assisense. Alguns jogadores também aparecem no livro. Maracaí - o atacante de Fluminense, Corinthians e Santos da década de 1940, irmão do ex-vereador Othir Ribeiro de Melo e que morreu em Londrina, como pastor evangélico. Fiz entrevista com o Othir e com o filho do Maracaí, João Marcos, que também é pastor. Outros nomes são Cação (que jogou na decisão paulista Corinthians x Palmeiras, em 1954, e depois veio para a Ferroviária), Padeiro (que virou Da Silva no Mato Grosso do Sul), o mais longevo técnico de futebol amador da cidade, Maurício Costa. Os goleiros Lindolfo (ex-Portuguesa) e Sidinei, que jogou com Dondinho, o pai de Pelé, no Noroeste, de Bauru.
Assis também teve uma guerrilheira dos anos 1970?
Me orgulho do que pesquisei e escrevi. Tenho certeza que é a mais completa biografia de Helenira Rezende de Souza Nazareth publicada até hoje. Era filha do Dr. Adalberto de Assis Nazareth. Jogou basquete, praticou atletismo, estudou no Instiututo de Educação, onde fundou o Grêmio 24 de Maio. O pai foi uma figuraça: um baiano negro, que era chamado de "médico dos pobres". Não cobrava consulta, não tinha carro e nem dinheiro pra pagar aluguel. Os vizinhos, às vezes, faziam mutirão para abastecer a mesa do Dr. Nazareth, casado e com seis filhas. Foi uma lenda. Há um livro com a biografia dele. A Helenira morreu na Guerrilha do Araguaia, em 1972, organizada pelo PC do B, que se orientava então pela linha maoísta de tomar o poder do campo para a cidade. Ela é a primeira baixa de um grupo de 66 guerrilheiros embrenhados nas matas do sul do Pará e combatidos por tropas do Exército, numa impressionante operação - a maior realizada pelos militares brasileiros depois da Segunda Guerra Mundial. Cai, luta, mata um soldado e acaba varada por baionetas e tiros. O corpo fica caído numa poça de sangue e até hoje não foi encontrado. Chico Mendes, o líder seringueiro acreano, dá à sua filha o nome de Helenira, em homenagem à filha do Dr. Nazareth.
O tio-avô de Marta Suplicy é nome de rua em Assis?
Não apenas isso. É nome de uma das ruas mais centrais e importantes da cidade. Como um dos doadores do terreno onde foi construído o Clube Recreativo, ele recebeu a homenagem. Seu nome completo é Vasco Joaquim Smith de Vasconcelos. A respeito dele, reproduzo um documento inédito no livro. Uma carta de Machado de Assis, ele mesmo, o mestre, pedindo uma boquinha, "uma colocação", para o Smith de Vasconcelos ao Ministro das Relações Exteriores Barão do Rio Branco. Machado era amigo da família do tio-avô de Marta, então um jovem estudante de Direito do RJ, atrás de um rumo na carreira. Como vem parar em Assis? É trazido por um parente, Lycurgo de Castro Santos.
A Magic Paula aprendeu a jogar basquete na cidade?
O talento dela era natural. Ainda criança, em Oswaldo Cruz, onde nasceu, já ensaiava jogadas no quintal de casa, improvisando uma tampa de privada como cesta. Mas, na verdade, passa a levar o basquete a sério e aprende seus fundamentos graças a mudança para Assis, aos 11 anos. Vai morar na Marechal Deodoro, perto da Sabesp, numa casa onde hoje existe um salão de cabeleireiro. Não podia ser acolhida em um lar melhor: a família do genial treinador Loudomiro Carneiro, o Mirinho, cuja mulher Coraly era treinadora, e a filha Telma, jogadora. Desponta em Assis e é convocada para as seleções Paulista e Brasileira. Passa alguns anos na cidade e estuda no Instituto de Educação. Depois, assina bom contrato com o Divino Salvador, de Jundiaí, e vai embora. Giselda Durigan - hoje engenheira florestal de prestígio - é outra da mesma geração de Paula, que também está no livro. Chega também à Seleção no Pan-Americano do Peru, em 1976. Fez anotações da época, sobretudo sober o cotidiano com Paula, num diário que conserva até hoje e foi muito útil para o livro. Paula confessa ter dado o primeiro beijo de língua em Assis, num certo Luciano Dutra, que hoje vive em Juiz de Fora/MG. Ela confirmou isso duas vezes: numa antiga entrevista à Playboy (reproduzo o trecho no livro) e também em sua biografia.
Outros famosos do livro são os sertanistas Villas Bôas. Eles também estiveram na cidade?
Estiveram e estão. Há parentes, descendentes, muitos ligados à família Senatore. Erasmo - o irmão mais velho de Cláudio e Orlando , os dois nomes mais famosos da tribo - veio para a cidade ainda jovem, se casou com Nina Senatore e permaneceu no mesmo lugar até a morte precoce, em 1945. O pai deles, o velho Agnelo, teve um enfarte na cidade, em 1929, abatido pela perda de duas fazenda em Cândido Mota, causada pelo crack da Bolsa de Nova Iorque. Os Villas Bôas moraram onde hoje vive a viúva de José Augusto Ribeiro, na Smith de Vasconcelos, atrás das Casas Bahia. Numa entrevista ao Pasquim, em 1977, que trancrevo em parte no livro, eles relembram os tempos infantis em Assis e contam que se encontraram com um menino alto, de pernas finas, desengonçado, de 13 anos, que vinha do Paraná, acompanhando o pai fugitivo político. Quem? Jânio da Silva Quadros.
Assis é mesmo um reduto da música sertaneja?
É mais importante do que se pensa. Ninguém estudou o tema a fundo. Existe apenas um trabalho na Unesp sobre o Piracaia, um compositor genuíno, com mais de 300 músicas, à margem do disco e dos negócios da música. Era compositor popular ao pé da letra. Compunha e cantava por prazer. Papai Me Disse, uma bela moda de viola de época, feita por ele, aparece em muitos discos como se fosse de Jacó e Jacozinho, a dupla que imortalizou a canção, ambos nascidos em Assis, como apurei para o livro. Vários biógrafos e até o Dicionário Cravo Albin de MPB dão locais errados. Mas entrevistei familiares dos Jacob, que confirmaram o local de nascimento. Eles são de origem árabe. Os dois já morreram. Aliás, na década de 1980, o Jacozinho matou o Jacó numa briga dentro de sua própria casa, em Assis. Curiosamente, um sobrado alugado por minha tia Alice Barreira ( filha do galego de Pontevedra Venâncio Barreira y Barreira, meu avô paterno e primeiro padeiro de Assis, ao instalar seu balcão em 1908, entre o primeiro Buracão e a verlha e bela Catedral). A história pessoal da dupla é repleta de tragédias e mortes. Mas gtem mais: Irmãs Galvão, Xandica e Xandoca (lançadas pela Difusora e primeira dupla sertaneja da história da música brasileira, anteriores às palmitalenses e ourinhenses Galvão e às bauruenses Castro).
Aparece gente a respeito de quem poucos sabiam...
Muita gente que Assis não conhecia, andou ou mesmo nasceu por aqui. Há perfis das irmãs Patrícia e Renata Melo, escritora e bailarina, filhas do Dr. Paulinho. O festejado Ranchinho, Mário Bolognesi - a maior autoridade em circo hoje no país,com livro esgotado sobre o assunto e consultor da Funarte sobre o tema. Zeca, Ruy, Abílio, Hélio. Fauzi Beydoun,o líder e vocalista da Tribo de Jah, nascido atrás do Thomás Menk. O Eustáquio Gomes, escritor. A poeta Ledusha, sobrinha do Moisés Jubran, parceira de Cazuza e Lobão em várias músicas. A infância de Lygia Fagundes Telles na cidade, onde seu pai foi Juiz de Direito na década de 1930. Estive com ela ainda esta semana, na Livraria Cultura, em São Paulo, e ao saber do livro me deu seu endereço para remeter um exemplar e disse, apontando o dedo para o alto: 'Durval Fagundes era o nome do meu pai. Foi Juiz de Direito em Assis na década de 1930. Morei lá. Eu era muito pequena, mas me lembro'. O ex-ministro Francisco Weffort recorda em depoimento minucioso sua infância na Vila Xavier, onde conheceu Zeca ainda menino, atrás do balcão do loja do pai Paschoal Santilli. Há ainda a história do Uilcon Pereira, o grande escritor, que viveu em Assis e escreveu uma trigologia que hoje é cult - No Coração dos Boatos, em cima do predinho ao lado da antiga Cultura, onde o João tinha banca de jornal em baixo.
 

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“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir a última opção”. Thomas Jefferson (1.743-1.826), ex-presidente dos EUA.

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12)  Pede-se aos participantes respeito e tolerância pelo direito de expressão de pensamento de cada um, tendo como filosofia o pensamento de Voltaire: 

"Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la".  

13)  Solicita-se que antes de enviar a mensagem, o texto seja lido novamente e se faça a sua correção num programa  de  corretor de texto.

Grato.

Egydio Coelho da Silva, coordenador do fórum assisense

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Máximas sobre liberdade de imprensa e livre manifestação do pensamento:

 

*“Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).

 

* “A imprensa, numa vigorosa prestação de serviço, será a memória da cidadania contra o corporativismo de interesses menores, quer no Executivo, Legislativo e Judiciário” (Carlos Alberto Di Franco).

 

*  “Que o bem da liberdade segue imediatamente os bens da vida e da integridade física, demonstra-se facilmente, pois, a liberdade foi sempre constantemente um dos mais altos fins dos esforços e das aspirações humanas” (Adriano de Cupis).

 

* “Libertas omnibus rebus favorabilior est” ( “Em todos os casos a liberdade é mais favorável”), Brocardo Romano.

 

* “ A imprensa é um dos meios mais importantes de crítica e controle público permanente” (Konrad Hesse)

 

* “A imprensa livre é o olhar onipotente do povo” (Karl Marx).

 

* “A imprensa livre é o espelho intelectual no qual o povo se vê e a visão a si mesmo é a primeira condição da sabedoria” (Karl Marx).

 

*  “Nossa Constituição Federal (1988) protege, de maneira veemente, o direito de informar, o direito de se informar e o direito de ser informado” (Oduvaldo Donnini, autor do livro “Imprensa livre, dano moral e dano à imagem...pág.206)

 

* “A medida que a comunicação se torna maior e melhor, fica claro que a intolerância é a verdadeira pequenez do homem”, Spielberg

 

* "Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras" (o artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos-ONU, as


"Creio na imprensa sem restrições, porque creio no poder da razão e da verdade".

Rui Barbosa

 

"Infringem a  ética:

o juiz que não julga, 

o promotor que  não denuncia, 

o advogado que não defende, 

o jornalista que não noticia o que sabe ou 

não escreve o que pensa".

Medeiros de Abreu

 

"Não concordo com uma só palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la".  Voltaire

 

* Indenização, em dinheiro, por dano moral somente indeniza a moral de quem não tem moral.

Medeiros de Abreu 

“O interesse coletivo deve prevalecer em relação ao particular”. Ministros Marco Aurélio e Gilmar Mendes em decisão sobre crime de imprensa.

* "O segredo é aliado da corrupção". Ministro Waldir Pires  

"Julgar idéias é uma das mais infelizes invenções da humanidade." Jornalista Audálio Dantas

 

"Não há pessoas nem sociedades livres, sem liberdade de expressão e de imprensa". (Declaração de Chapultepec sobre liberdade de expressão)  

 

* "Limitar a liberdade de expressão, sob qualquer forma que seja, revela incompatibilidade com a democracia". 

Rodrigo Pinho, procurador geral de Justiça do Estado de São Paulo

 

"Falta de ética é não publicar notícia relevante". Thélio Magalhães, jornalista.

 

* "O resto do mundo é mero aprendiz do Brasil em matéria de concentração da propriedade da mídia". Fernão Lara Mesquita, jornalista.

 

* "O sigilo da fonte garante a revelação de  atividades ilegais". Judith Miller, repórter do New York Times

 

 

Os incisos do artigo 5o. da Constituição abaixo só não garantem a liberdade de imprensa, porque foram "esquecidos" pelos que julgam ações contra a liberdade de imprensa:

 

* "IV - É livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato";

 

* "V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo...";

 

* "IX - É livre a atividade...de comunicação, independentemente de censura e licença";

 

* "XIV - É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional