VOZ DA TERRA

Jornal diário, virtual e impresso, 

que circula na cidade de Assis-SP, Brasil

Repressão no período militar e Helenira, a guerrilheira do Araguaia

Atualizado em 21/10/2006-MENSAGENS RECENTES NO FINAL DA PÁGINA

FÓRUM ASSISENSE EM 24 DE NOVEMBRO DE 2.003
De: Antônio Lázaro de Almeida Prado Júnior
Cidade: Assis - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

Egydio,

Estava dando uma olhada no site Subversivos (http://www.subversivos.com.br/) de meu amigo Antonio Pedroso Junior, quando vi que na página http://www.subversivos.com.br/pag/hist/hist2.php  

tem histórias sobre prisões feitas em Assis (Norberto, Mourinho, Onozor etc.), o site cita "Reportagem publicada no jornal Voz da Terra, de Assis, em 30 de junho de 1979. Repórteres: Júlio César Garcia e Walter Gonçalves Filho." Ainda em Subversivos achei o link  ( http://www.subversivos.com.br/pag/sub/php/norberto.php ) de uma página dedicada a Norberto Fereira.

De Subversivos acabei indo para Brasil: Nunca Mais ( http://www.dhnet.org.br/memoria/tnmais/ ) e de lá para  http://www.desaparecidospoliticos.org.br/ onde, logo na primeira página aparece link para um vídeo que homenageia a Helenira Rezende de Sousa Nazareth, além de mais duas páginas dedicadas a ela :
http://www.desaparecidospoliticos.org.

br/detalhes1.asp?ID=290  e
http://www.desaparecidospol iticos.org.br/araguaia/helenira.html .

Resolvi escrever para o Fórum pois já vi aqui algumas referências a ela, Helenira e aqui mesmo soube também de uma matéria sobre ela que teria sido publicada pelos dois acima citados: Júlio e Waltinho, no Jornal Assim, acho que quem falou sobre isso foi o Barrero, se não me engano.

Mas numa dessas páginas dedicadas à Helenira está escrito: "No jornal "A Voz da Terra", de 8 de fevereiro de 1979, há uma extensa matéria que, sob o título "A Comovente História de Helenira", conta a história dessa combatente pela liberdade no Brasil." 

Será que se trata da mesma matéria e teria havido engano de quem disse ter ela sido publicada no Assim? Não haveria como republicar a matéria, acrescida das informações mais recentes que temos agora nesses sites e em tantos outros? Saudações, Prado.

Prado,

Há algum tempo atrás esse assunto foi bem abordado neste fórum. Essa matéria é do Júlio César Garcia, que fez reportagem completa sobre o assunto e foi publicada em Voz da Terra. Daí ser aproveitada pelos que querem preservar a memória relacionada com a repressão política durante o regime militar no Brasil.

Abraços. Egydio

 

FÓRUM ASSISENSE EM 27 DE NOVEMBRO DE 2.003
De: Márcio Amêndola de Oliveira
Cidade: Embu - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

Amigos do Fórum. Agradeço as dicas do site que fala da Helenira Nazareth. Há alguns meses, quando completaram 30 anos da morte de Helenira (no Araguaia), enviei a este Fórum uma modesta matéria sobre a vida desta revolucionária assisense, que lutou até a morte contra a ditadura militar. Se alguém desejar receber meu texto, é só pedir pelo e-mail: marcioamendola@ig.com.br.
Grato pela dica da matéria da Voz da Terra (publicada em 1979, um ano depois de eu ter saído da Voz, onde fui Revisor entre 1977 e 1978). Egydio, teria jeito de me enviar esta matéria da Voz sobre a Helenira? Se não der por Internet, favor enviar pelo correio. Seria imensamente grato por isto. Caso seja enviada por cópia (xerox ou similar), comprometo-me com os amigos do Fórum interessados no assunto, que reproduzirei toda a matéria (digitada) e enviarei ao Fórum.
Grato. Márcio Amêndola.

Márcio,

O problema é que matéria antiga de VT não é fácil de localizar e copiar. 

Há duas coleções de VT, uma na sede do jornal e a outra na Unesp. Na Unesp seria mais fácil, pois, me parece, eles dispõem de máquina apropriada para tirar cópia da coleção.

Mas acho que a matéria feita pelo Júlio César e pelo Waltinho se encontram integralmente na internet, nos sites indicados pelo Prado Jr.

Egydio Coelho

 

 

FÓRUM ASSISENSE EM 2 DE DEZEMBRO DE 2.003
De: Antônio Lázaro de Almeida Prado Júnior
Cidade: Assis - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

Egydio,

Se você permitir gostaria de tirar uma cópia das reportagens sobre a Helenira e as prisões políticas aqui em Assis, escritas ambas pelo Júlio Garcia junto com o Waltinho. Eu poderia digitar o texto, ou digitalizar se for possível, e enviaria de volta a você aqui pelo Fórum para que todos pudessem ler ou reler essas matérias que já foram citadas, pelo que tenho ouvido, em vários documentos e livros. Saudações,Prado

Prado,

Ótima oferta. Se você enviar esses textos, não só repassarei a todos, como também abrirei um "portalzinho" para a Repressão e Helenira, que ficará permanente na internet, com link na "home page" de Voz da Terra. Assim, tudo que se falar sobre a repressão em Assis e Helenira constará nessas páginas.

Abraços e grato. Egydio Coelho

 

FÓRUM ASSISENSE EM 10 DE DEZEMBRO DE 2003
De: Prado Jr.

Cidade: Assis - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

Egydio,

Como faço para obter uma cópia xerográfica das reportagens sobre a Helenira e os presos políticos de Assis? Estou em Assis durante a semana e, se puder, passo pela VT para pegar os originais e fazer as cópias. Tão logo tenha o material digito tudo e envio para você.Grato. Prado

Prado,

O mais prático é você pesquisar na Unesp de Assis, no CEDAP ( cedap@assis.unesp.br ), onde existe uma coleção completa de Voz da Terra.

Você pode procurar a Bel (secretária). Ela me disse que é possível tirar xerox, digitalizar e até salvar em CD. Abraços. Egydio Coelho

 

FÓRUM ASSISENSE EM 19 DE DEZEMBRO DE 2003
De: Márcio Amêndola

Cidade: Embu - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense


...Pradinho, eu também estou buscando dados sobre a Helenira, e não estou em Assis. Se você for à Unesp, conforme a dica do Egídio, por favor, 'democratize' o material no Fórum. "A minha matéria sobre a Helenira (pouco, uma ou duas laudas), quando completaram 30 anos de sua morte, em setembro de 2002, eu disponibilizei aos amigos do Fórum.
Além da matéria da Voz da Terra, podemos pesquisar também no livro Brasil Nunca Mais, onde tem até uma foto dela. Podemos também verificar os arquivos do temível DEOPS de S. Paulo, na Estação da Luz. Enfim, vamos resgatar a história da primeira e única guerrilheira de Assis. Márcio Amêndola, Câmbio, desligo.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 05 DE JANEIRO DE 2004
De: Júlio Cezar Garcia

Cidade: São José do Rio Preto - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense


Prezados Egydio e amigos do Fórum: 
1. Vítimas da ditadura 
Tenho constatado um grande interesse de participantes do Fórum nas 
ocorrências que vitimaram assisenses durante o período da Ditadura Militar  (a segunda, já que Getúlio também enfiou um Estado Novo goela abaixo deste  país). 

Como o Prado disse (um abração para você e para essa fantástica  família Almeida Prado), escrevi duas reportagens que o Roberto Silo publicou  em Voz da Terra quando ele era editor. Se houver alguma utilidade para os  amigos, informo que a primeira reportagem foi publicada em fevereiro de  1978. 

Os neurônios estão um tanto esgarçados, mas lembro-me do mês porque  sempre tirei férias em fevereiro, para passar o carnaval em Assis. Eu  trabalhava na Editora Abril, à época (fiquei lá de 1973 a 1986). Essa 
primeira reportagem foi sobre a Helenira Rezende Nazareth, uma aluna 
brilhante do Instituto de Educação Clybas Pinto Ferraz, jogadora de 
basquete no time do Mirinho e da Coraly, e que, mais tarde, em 1968, ao 
entrar para a Universidade de São Paulo, na capital, participaria da 
"guerra" entre os alunos do Mackenzie (que defendiam a ditadura militar) e  os da Filosofia (que repudiavam o golpe de 31 de março de 1964), na rua  Maria Antonia, em São Paulo. 

Ela deve ter participado também do Congresso da  UNE em Ibiúna, realizado clandestinamente, já que a entidade tinha sido  declarada ilegal pela ditadura. O congresso foi descoberto e os milicos  invadiram o local e prenderam muitos estudantes. Não sei se ela foi presa. 

Muitos anos depois, eu conheci um professor de cursinho pré-vestibular em  São Paulo, chamado José Genuína Neto, atual presidente nacional do PT, que  me disse ter sido companheiro de Helenira na Guerrilha do Araguaia. Eu  conhecia a história da Guerrilha porque havia lido vários documentos  clandestinos que eram encaminhados anonimamente às redações dos jornais e  revistas em São Paulo informando sobre as operações guerrilheiras e as ações  do Exército nas matas do sul do Pará. Só então, graças ao Zé Genoíno, fiquei  sabendo que uma assisense, a Helenira, havia sido morta pelo Exército, como  guerrilheira, em 1972. Contei na reportagem de VT, com emoção adolescente, a  história de Helenira e, sobretudo, de seu pai, o médico humanista Adalberto  de Assis Nazareth, que compunha o Consulado Baiano na avenida Rui Barbosa, e  que se reunia na "Pharmácia" do saudoso cronista Jairo Motta e no  consultório do médico dr. Gerson de Almeida, todos eles intelectuais  admiráveis naquele deserto de idéias que era a Assis do sertão. 

A outra reportagem saiu no mesmo ano, se não me engano, na edição de  aniversário da cidade (1/07/1979). Nessa matéria, eu, o Silo e o Waltinho  Gonçalves (também jornalista, atualmente na Folha da Região de Araçatuba)  ouvimos as histórias de pessoas que foram presas ou sofreram outros  constrangimentos e agressões em ações comandadas por um delegado de polícia  da cidade sob a acusação de que se tratavam de simpatizantes ou militantes  do comunismo. Ali estão as histórias de ferroviários, professores,  vendedores ambulantes, radialistas, que, tendo ou não militância  antiditadura, acabaram enredados numa trama feia, num episódio triste da  história da cidade, permeado por delações de gente que queria se aproveitar  da caça às bruxas para ocupar ou fortalecer-se em espaços políticos da  cidade. 
Se essas informações servirem para alguma coisa aos amigos, dou-me por  satisfeito.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 12 DE JANEIRO DE 2004
De: Márcio Amêndola de Oliveira

Cidade: Embu - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense


Primeiro, um alô geral para todos os amigos do Fórum. Feliz 2004, etc e tal.
Agora, ao que interessa. Lí com prazer as informações do Júlio César Garcia sobre a Helenira. Caro Júlio, posso 'engatilhar' uma entrevista sobre a Helenira com o presidente do PT, José Genoíno, em São Paulo. Estou no Embu das Artes, que fica na Grande São Paulo. Outro que podemos entrevistar é o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara Federal. Ele é o advogado das famílias dos desaparecidos políticos do Araguaia, entre os quais Helenira Nazareth está incluída. Hoje mesmo o Greenhalgh esteve aqui no Embu nos visitando, mas infelizmente só li seu e-mail depois que o deputado tinha ido embora. Mas tenho acesso a ele com certa facilidade. As entrevistas poderão ser gravadas e disponibilizadas depois ao Fórum assisense e aos amigos que se dispuserem a escrever o tal livro sobre a vida da Helenira e de seu Pai, o Dr. Adalberto de Assis Nazareth.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 15 DE JANEIRO DE 2004
De: Antonio Pedroso Júnior

Cidade: Sorocaba - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

 Caros,
Li a carta do amigo e companheiro de jornadas etilicas, o Prado, citando nosso site www.subversivos.com.br
Tenho esta matéria da "Voz da Terra" digitada e vou tomar a liberdade de enviar para vcs.
Prado, vê se escreve para a gente.
Abraço a todos

 

FÓRUM ASSISENSE EM 17 DE JANEIRO DE 2004
De: Antonio Pedroso Junior

Cidade: Sorocaba - Estado: SP - País: Brasil

Para: Fórum assisense

 

Olá,
Desculpem por voltar a importunar neste espaço democrático. Resolvi abrir uma cerveja e lembrei-me do Prado. Lembrando do Prado, vem Assis na nossa mente. Gostaria de consultar o Egydio sobre a possibilidade de utilizar as matérias publicadas pelo Voz da Terra, ampliadas com as documentações conseguidas nos arquivos do extinto DOPS, para iniciarmos uma pesquisa sobre o movimento operário e a repressão sofrida por parte das lideranças sindicais desta cidade. A história da cidade é rica em militância constante e coerente em defesa da melhoria de condições de vida da classe trabalhadora  e de perseguições encetadas por elementos contrários a ordem democrática.
Prado lembre-se de seu amigo de jornadas etílicas e promova o lançamento de Márcio, o Guerrilheiro, na sua terra. Creia, o Chinelo está precisando comprar leite pro chinelinho.
Abraços a todos, Antonio Pedroso Júnior

Antônio,

Acho que o movimento sindical em Assis deveria ser muito ativo no tempo da antiga Sorocabana e deve ter sofrido repressão forte no final na década de 40, logo após o fechamento do Partido Comunista Brasileiro, cujo chefe era o então senador Luís Carlos Prestes, que foi cassado e preso na ocasião. Houve naquela época violenta "caça às bruxas" e os sindicalistas foram os mais perseguidos. Sei disso porque minha família, meu pai e tios e até primos, eram ferroviários em Botucatu.

Um tio meu, Augusto Delgado, e um primo, Mário Delgado, por serem filiados ao PCB, foram demitidos do emprego e presos na ocasião. Portanto, é de supor que em Assis aconteceu a mesma coisa. Acho que sua pesquisa será válida para resgatar esse período histórico da cidade de Assis. Poderemos colocar o texto, no que couber, neste Fórum e na página Helenira e a repressão política em Assis.

Abraços. Egydio Coelho

 

FÓRUM ASSISENSE EM 18 DE JANEIRO DE 2004
De: Antonio Pedroso Junior

Cidade: Sorocaba - Estado: SP - País: Brasil

Para: Fórum assisense

 

Caro Egydio,
Além da decada de 40, igualmente no período de 1964, a repressão se fez sentir em Assis. O caso mais grotesco ocorrido nesta cidade, sem dúvida é o do verdureiro Flávio Sampaio. Casos como este mostram como eram grotescas as atitudes da repressão. 
Coincidencia, meu pai também era natural de Botucatu, membro do PCB, Ferroviário da Sorocabana e demitido a bem do serviço público pelo Ato Institucional de 09.04.64, juntamente com Norberto Ferreira e João Batista Spanier de Assis, além de outros 39 outros ferroviários. Um abraço

 

FÓRUM ASSISENSE EM 19 DE JANEIRO DE 2.004
De: Antônio Lázaro de Almeida Prado Júnior 
Cidade: São Paulo - Estado - SP - País: Brasil 
Para: Fórum assisense 

Egydio, 
Estou em débito para com o Fórum e para a nova página que você abriu sobre a Repressão no período militar e Helenira, a guerrilheira do Araguaia , isso se deve ao fato de estar já há dias longe de Assis e de não ter entrado ainda em contato com o Centro de Documentação da Unesp. Tão logo tenha chance vou solicitar a matéria do Julio Cézar sobre a Helenira e redigitá-la para que possa ficar disponível a todos os que se interessarem pelo assunto. 
Me parece que a outra matéria do Júlio já está redigitada pelo Pedroso e acho que devíamos pedir a ele que enviasse aqui para o Fórum e para a nova página da VT. 
O Pedroso escreveu, e lançou recentemente, livro sobre Márcio Leite de Toledo , "justiçado" por seus companheiros de organização no dia 23 de Março de 1971, em São Paulo; eu ainda não li "MÁRCIO - O GUERRILHEIRO" mas, durante os cinco anos que duraram a s pesquisas, tive várias oportunidades de ouvir do autor muitas passagens das quais algumas com certeza fazem parte do trabalho. Esse livro pode ser achado com facilidade em qualquer site de busca e pode ser adquirido em versão digital além da impressa.
Pedroso, além desse livro recente e de outros, assina também o site Subversivos ( www.subversivos.com.br ) que já citei outras vezes e que traz artigos sobre os "subversivos" de Assis...
Quero ainda parabenizar ao Júlio pelo seu trabalho que trouxe à tona assunto tão importante e que não fosse esse tipo de iniciativa poderia ter caído no esquecimento.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 06 DE FEVEREIRO DE  2.004
De: Ruy Rios Carneiro

Cidade: Santo André  - Estado - SP - País: Brasil
Para: Fórum assisense

 

 Companheiros:
Caso queiram saber mais sobre os "anos de chumbo", entrem no site: www.ternuma.com.br (terrorismo nunca mais) que voces vao gostar. Fraternalmente, Ruy Rios Carneiro -(Advogado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC)

Ruy,

O site que você indica mostra o lado dos que foram atacados pelos guerrilheiros, que se opuseram pelas armas ao movimento militar de 1.964. É um site bom para também resgatar a memória dos "anos de chumbo" e mostrar que toda guerra é suja de ambos os lados.

O tema é bom para se discutir quem foi culpado pelo Movimento Militar de 1964. 

Os radicais de esquerda, que assustaram os democratas de direita e estes decidiram apoiar os radicais de direita a implantar uma ditadura no País? 

Ou direita que achava que nunca chegaria à Presidência senão através de golpe militar?

E quem foi culpado pelo surgimento da guerrilha urbana e rural? 

Os que optaram pela guerrilha, em vez de procurar um caminho de pressão democrática para restaurar a democracia no Brasil?  

Ou os  detentores do poder, que não ofereciam nenhuma perspectiva de restauração do regime democrático a curto e médio prazos? 

No site, vi que acusam o movimento guerrilheiro de terrorismo. Parece-me que na época a esquerda radical praticou a guerrilha, mas não terrorismo. Ambos condenáveis, mas há neles uma diferença ética acentuada.

Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 31 DE MARÇO DE 2004
De: Egydio Coelho da Silva

Cidade: São Paulo - Estado - SP - País: Brasil 
Para: Fórum assisense

Colegas do Fórum assisense,

Hoje, dia 31 de março de 2004, se "comemoram" os 40 anos do movimento militar de 1.964. Os fatos sobre o movimento, que enchem as páginas dos jornais hoje, eu não consigo sequer ler, tal a tristeza que me trazem, pois, mesmo antes de 64 eu já era fanático pela democracia e pela liberdade.

Por isso da "Revolução de 64" eu me recordo com gosto de quatro piadas, que eram contadas nos botecos e nos ambientes de oposição ao regime. Guardo na memória com gosto e com um certo prazer de vingança.

São as únicas alegrias que tenho desse período.

Piada I

Frase de Castelo Branco, ao assumir o governo: "O Brasil está à beira do abismo".

Frase de Costa e Silva ao suceder a Castelo Branco: "Já  demos um passo adiante".

Frase de Garrastazu Medice ao suceder Costa e Silva: "Ninguém segura este País".

Piada II

Um operário, desempregado, andando pela rua cabisbaixo, falando em voz alta:

-"País de merda, país de merda..."

Um sargento do Exército escuta e diz:

-"Você está preso, por dizer que o Brasil é de merda".

Operário, querendo livrar-se da prisão:

-"Não, não é do Brasil que estou falando. Estou falando de Cuba..."

Resposta do Sargento:

"Não vem com essa desculpa, porque o país, que hoje é uma merda, é o Brasil mesmo. Você está preso".

Piada III

Um tenente do Exército está num ônibus lotado e, no balanço do ônibus, encostou-se a uma moça sem querer ou querendo. Um rapaz, que estava a seu lado, deu-lhe um soco; um senhor de mais idade também lhe deu um tapa. Um terceiro, mais furioso, o agrediu com mais força.

Confusão. Todos vão parar na delegacia.

O delegado perguntou ao primeiro agressor: "Por que você agrediu o oficial do Exército".

-"Por que ele encostou indevidamente na minha noiva";

Delegado ao segundo agressor: -"E você por que motivo lhe deu também um tapa?"

-"Por que sou o pai da moça e ficaria chato se não reagisse."

Delegado ao terceiro agressor: -"E você qual a explicação, para sua agressão:

-"O Sr. me desculpe, Dr. Delegado, mas é que eu vi todo mundo batendo num oficial do Exército, pensei que a Revolução tinha acabado..."

Piada IV

Com a censura à imprensa, havia muito boato. Numa pequena cidade do interior, onde existia uma unidade do Exército, havia um "cara", que era o grande boateiro. 

O comandante do Exército local resolveu lhe dar uma lição. Prendeu-o, vedou seus olhos e o colocou na frente de um pelotão de fuzilamento. E lhe disse:

-Você não é patriota por que vive espalhando boato contra a revolução. Por isso vai ser fuzilado. Conforme combinado, um soldado diz em voz alta:

-Comandante, estamos com pouca munição. Talvez seja melhor deixar o fuzilamento para quando chegar mais munição.

O comandante então tirou a venda dos olhos do boateiro e disse:

-Você teve sorte, vou te soltar, mas na próxima vez. Você não escapa.

Ao sair e encontrar um conhecido, o boateiro já contou meio assustado:

-O Exército está realmente falido. Não tem nem munição!

VOZ DA TERRA  EM 31 DE MARÇO DE 2004
Matéria extraída da página on line (virtual)

Cidade: São Paulo - Estado - SP - País: Brasil 
Para: Fórum assisense

41 ANOS

Fatos do Golpe de 64 são lembrados em Assis

 

Norberto Ferreira

O Golpe Militar de 64 ficou marcado por recordações de pessoas que viveram nesta época e que relembram os momentos de tensão da ditadura militar e dos conflitos políticos.
Há exatos 41 anos, durante a madrugada, um golpe militar depôs o governo de João Goulart. A realidade do movimento atingiu todo o país. Líderes sindicais, revolucionários e estudantes de Assis foram envolvidos no sistema.
O ferroviário aposentado e líder político, Norberto Ferreira, foi um destes. Na época ele era presidente da então União dos Ferroviários.
Representando ativamente a classe dos ferroviários era considerado pela direita, subversivo e comunista ou “oposicionista”. No final de 1963, os ferroviários mobilizaram movimento de greve por 18 dias e isso ficou marcado na memória de alguns políticos.
Dada a proximidade do golpe, 42 dirigentes sindicais foram cassados, Ferreira (único de Assis) estava no meio deles. O governador da época era Ademar de Barros. “Foi uma reação militar, as pessoas faziam denúncias sigilosas, queriam truncar lideranças”, afirma.
No dia do golpe, Ferreira foi surpreendido por 30 soldados que invadiram sua casa e o prenderam, levando-o para São Paulo. “Fiquei preso por 42 dias junto com outros militantes da cidade. Eram perseguições políticas sem sentido”, informa.
Em Assis, Ruy Silva acabava de ser eleito prefeito e Ferreira tinha sido eleito vereador. “Naquele tempo, a posse era dada em 1º de fevereiro e foi no último dia de março que tudo aconteceu”, detalha.
Ferreira entende o período do golpe de 64, como “uma derrota na vida política democrática, quando o militarismo anulou alguns partidos, mantendo apenas o MDB e o Arena”.CÍNTHIA MORELLI

 

FÓRUM ASSISENSE EM 31 DE MAIO DE 2.005 
De: Antônio Lázaro de Almeida Prado Júnior 
Cidade: Assis - Estado - SP - País: Brasil 
Para: Fórum assisense

 

Egydio, 
Recebi de meu amigo Antonio Pedroso Junior uma Carta Póstuma para Helenira, escrita por Bruno Ribeiro. Pedroso autorizou que fosse publicada no Fórum dos Assisenses ou na página dedicada a ela. 
Aproveito para anexar o convite para o lançamento do livro de poesias de meu pai que será no próximo sábado. Vários assisenses já confirmaram presença e será um bom momento para reencontrar conterrâneos e amigos da Faculdade. Peço, em nome de minha família, que estenda o convite a todos os leitores do Fórum. 
Saudações,  
Caro Prado.

Vi há uns dias atrás um livro sobre a guerrilha no Araguaia. Havia uma foto de Helenira nesse livro. Seria interessante se me enviassem uma foto dela para colocar nesta página. Abçs. Egydio

Carta póstuma para Helenira

Querida Helenira:
Esta carta chegará com 33 anos de atraso. Mas escrevo para lhe agradecer o gesto tão nobre de ter tentado. Dizem que não se deve tentar, porque o mundo é assim mesmo. Mas é um erro achar que o mundo não muda. Se o primeiro negro norte-americano não tivesse se recusado a ceder o lugar para um branco, no ônibus, talvez o apartheid persistisse até hoje, nos Estados Unidos. A história registra inúmeros casos de sacrifícios individuais que geraram mudanças no plano coletivo. 
Quando balas da ditadura vararam teu coração de mulata, estavas na flor da idade. Na poética definição de um camponês que lhe conheceu na luta, eras "a flor da subversão na boniteza". Deixastes de ser uma estudante paulista para virar heroína nacional na selva do Araguaia. Os anos passaram, o mato cresceu e a tornou parte do solo brasileiro – este solo que um dia há de ser nosso. 
Quando vice-presidente da UNE, pedistes para que a juventude nunca deixasse de acreditar. Que o sonho não deveria ser inatingível pelo simples fato de ser sonho. Ora, o avião também não era um sonho antes de ser inventado? E quem diria ser possível, antes que o primeiro riscasse o céu? Por isso, quando o comandante da guerrilha lhe perguntou o que gostaria de fazer quando viesse o triunfo, respondestes sem titubear: "Quero ser crítica de arte". Uma menina carregando um fuzil e sonhando ser crítica de arte. 
Há de chegar o dia, Helenira; a paciência é virtude revolucionária. Por isso alguns homens preferem não exaurir a vida e optam por trilhar o caminho da solidariedade desinteressada e da justiça. Os exemplos são incontáveis e podemos começar com Jesus Cristo, se quisermos ter um ponto de partida. Não é sintomático que todos tenham sempre o mesmo fim?
Devemos sentir orgulho. Pior seria ter ficado ao lado dos que venceram nessas batalhas. É tão certa a nossa convicção como é verde e amarela a bandeira, como é vasto o mar, como é fértil a terra. Para os arrivistas, nosso otimismo é imperdoável. Mas há motivos para crer no futuro: armas não matam idéias; e enquanto "eles" nos dão por mortos, começamos tudo de novo, como formigas reconstruindo o formigueiro após cada temporal. 
Independente de qualquer ideologia, que admirável gesto dedicar a própria vida em nome de milhões de brasileiros que sequer sabiam de sua existência! Homens analfabetos, famintos, embrutecidos pelo desemprego e pelo trabalho escravo. Assim como no poema, tinhas apenas duas mãos e o sentimento do mundo.
Nos livros de escola, teu nome não aparece. Os capítulos importantes são reservados aos generais, como Duque de Caxias – o que ordenou o massacre de velhos e crianças na Guerra do Paraguai – ou a heróis consentidos, como Princesa Isabel, que assinou a Lei Áurea para evitar a revolução negra. O presente pode ser injusto, mas o futuro está do nosso lado. Não importa que tenhas caído. Certas derrotas deixam o legado de perseverança e mantêm vivas as grandes mensagens. O resto, Helenira, é a barbárie. 
Ontem, visitando um amigo na Vila Esperança, me deparei com teu nome numa placa de rua – Helenira Rezende de Souza Nazareth. Ao menos ali, naquela ruazinha de terra, em Campinas, habitada por gente sofrida e trabalhadora, alguém soube de ti. Na Vila Esperança – e que nome mais sugestivo para um bairro pobre – Dona Marcolina, de 68 anos, rega diariamente a roseira que plantou ao pé da placa que leva teu nome. A flor da subversão na boniteza. Bruno Ribeiro

 

FÓRUM ASSISENSE EM 07 DE JANEIRO DE 2006 
De: Coligni Luciano Gomes

Cidade: Limeira. Estado: SP . País: Brasil.
Para: Fórum assisense.


Caro Egydio. 
Em 1966, após se eleger Senador pelo Estado de Goiás, Juscelino foi cassado pelo governo militar, que o considerava uma grave ameaça à "democracia" de que o regime autoritário se intitulava defensor perpétuo. 

Episódio que se estigmatizou como uma das maiores injustiças em nossa história política. 
Naquela ocasião, o Prof. Nicanor foi interrogado na Polícia para explicar a razão de possuir a foto ao lado do mineiro de Diamantina, seresteiro e apreciador de jabuticabas, a quem admirava de forma inconteste.
  E o admirarva num momento em que eram perigosas essas "manifestações de rebeldia". 
Considerando o atual seriado na "telinha", que faz a ocasião propícia, estou encaminhando a foto do grande presidente da república quando de sua passagem por Assis (59-60). 
Entre ele e o professor, uma pessoa cujo nome não me recordo, mas seria de bom tom que algum de seus leitores nos informasse, para que se faça justiça. 
Obs. A mancha na testa não se trata de ferimentoe e sim um acidente com o retrato. Abraços a todos.

Caro Coligni:

 Coloquei a foto e seu texto também nas páginas de fotos antigas de assisenses e de *Helenira e a repressão da ditadura militar, pois, mostra a pequenez da caça às bruxas, que sofremos naquele período. Grato e abraços. Egydio Coelho

 

FÓRUM ASSISENSE EM 18 DE ABRIL DE 2006
De: Egydio Coelho da Silva

Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

 

Lamento informar aos assisenses participantes deste Fórum que há meia hora atrás recebi a triste notícia do falecimento de José Santilli Sobrinho, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-prefeito de Assis. 

Sem dúvida, Zeca Santilli faz parte da história de Assis. E também, da história política do Brasil.

Não me esqueço nunca de que, de certa forma, o endurecimento do Regime Militar teve como personagem inicial o então deputado federal Santilli Sobrinho.

Ele fora buscar seu filho na Faculdade onde estudava em Brasília, quando se iniciou uma manifestação estudantil contra o Regime Militar no Campus da Universidade de Brasília. Houve intervenção militar e Zeca foi espancado por soldados do Exército. Isto provocou o violento discurso do então deputado Márcio Moreira Alves. Em seguida, os militares exigiram do Congresso a cassação de Márcio Moreira Alves. O Congresso em votação histórica se recusou. Daí então o então ministro da Justiça, Gama & Silva, anunciou em rede de televisão no dia seguinte, que o Presidente da República havia  baixado o famoso Ato Institucional número 5, cassando deputados que votaram contra, inclusive os da Arena, então partido do Governo.

Zeca pela sua coerência política merece realmente estar ligado à história de Assis e do Brasil. Nossas condolências à família. Abraços a todos. Egydio Coelho da Silva.

 

FÓRUM ASSISENSE EM 20 DE OUTUBRO DE 2.006
De: Luiz Marcos Barrero

Cidade: São Paulo - Estado - SP - País: Brasil 
Para: Fórum assisense

 

Egydio:
Como vai? Me manda: ...as agruras de 64 que um dia vc me contou, para incluir no livro. O Tiroli falou alguma coisa...
Urgente. Estou fechando o livro pra lançar no fim do ano em Assis. Abs. Barrero.

Barrero,
Um pouco antes de 31 de março de 1.964, eu, por sugestão de Rodrigo Duque Estrada, meu amigo e membro do diretório regional do MTR, havia escrito uma carta a Leonel Brizola, solicitando artigo para publicar em Voz da Terra.
E, após o golpe, a grande imprensa vinha informando que os militares haviam se apoderado das correspondências de Brizola, para investigação e prisão de suspeitos por subversão.
E quando eu trabalhava em Presidente Prudente, para onde tinha sido removido por questões políticas, recebi um telefonema de minha mulher, contando que policiais me procuraram em minha casa em Assis e ela os tinha informado que estava trabalhando em Presidente Prudente.
Na certeza de que eu poderia ser preso, como estava acontecendo com outros em Assis, eu decidi fugir e ficar afastado por quase um mês, sem informar a ninguém onde me encontrava.
Eu suponha que o período de repressão seria breve e dentro de um mês, haveria mais condições de algum contacto político e evitaria a minha prisão. Viajei para Botucatu e me refugiei na casa de uma prima, que morava em Rubião Jr., que na época era um distrito de Botucatu.
Decorridos uns 20 dias, soube que não mais fora procurado e voltei ao serviço, mesmo porque, se passasse de 30 dias, poderia perder o cargo por abandono.
Fiquei sem saber se os policiais desistiram de me encontrar ou se me procuraram por outro motivo, relacionado talvez com notícias em Voz da Terra.
O episódio mostra no mínimo o ambiente de terror que se seguiu ao advento do golpe militar. E quando se trata de um jornalista, dá para imaginar que liberdade se podia ter para exercer a profissão. Assim mesmo encontrei coragem para escrever algumas coisas contra a revolução, uma que me lembro foi um artigo que escrevi, com o pseudônimo de Orozimbo de Assis, no qual citei Tristão de Ataíde (Alceu de Amoroso Lima) e comentava a repressão cultural a professores e alunos da antiga Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Assis. Após a publicação desse artigo, fui procurado pelo prof. Almeida Prado que o elogiou e se iniciou como colaborador de Voz da Terra.

Veja também trechos de artigo que escrevi hoje sobre o falecimento de Abílio, que trata também do tema:

 

Abílio não deixa só saudades
*Egydio Coelho da Silva
A morte de Abílio Nogueira Duarte me faz rememorar a minha existência, ao longo de 44 anos, desde o dia quatro de maio de 1.962, quando o conheci no segundo dia, após minha chegada a Assis, pela primeira vez.
...Perdidas as eleições, se iniciou perseguição política muito comum na época, pois Adhemar era o governador e o delegado regional da Fazenda em Presidente Prudente também era adhemarista. Abílio foi removido para Fernandópolis, Hélio Rosas para Santo Anastácio e a mim, a pena foi mais branda, fui para Presidente Prudente.
Com o advento da revolução em 31 de março ou primeiro de abril, como dizíamos nós os oposicionistas, a situação se complicou mais ainda.
Lembro-me de que a primeira pessoa, que procurei quando retornei à minha casa no fim de semana do serviço em Presidente Prudente, foi Abílio Nogueira Duarte. Nunca mais esqueci sua aparência de assustado e até intranqüilo, coisa rara naquele líder que sempre aconselhava e acalmava os companheiros. Previa ele que a repressão, com a cessação das garantias constitucionais, seria pesada e cruel.
Amenizada a repressão, se formou o MDB e Assis, graças a Abílio, Santilli Sobrinho e Hélio Rosas, a cidade era uma das poucas no Brasil, que iniciaram oposição sistemática à revolução e, somente uma década mais tarde, começou a enfraquecer. Confirmou-se que o povo raciocina devagar, mas raciocina certo.
A eleição de Zeca Santilli para deputado federal, de Abílio a deputado estadual, que chegou a vice-presidente da Assembléia Legislativa mostrava o amadurecimento político e amor à democracia do povo assisense. Abílio, porém, não hesitou em deixar o cargo de deputado para atender sua antiga aspiração e concorrer novamente a prefeito de Assis e, desta vez, ganhar as eleições.
Abriu-se então espaço para Hélio Rosas, apoiado por Abílio e Santilli, ser eleito deputado estadual.
Analisando esse período histórico de Assis, ligado inclusive a história do Brasil, não se pode deixar de reconhecer a importância política e de liderança, com muita convicção, que exerceu Abílio Nogueira Duarte.
Abílio foi embora, mas não só deixa saudades, como também e, principalmente, o exemplo de coerência, lealdade e firmeza, num tempo em que a palavra, dada a um amigo e companheiro, valia mais do que qualquer documento ainda que registrado em cartório. *Egydio Coelho da Silva é jornalista

 

FÓRUM ASSISENSE EM 14 DE NOVEMBRO DE 2006
Nome:
Bruno Ribeiro

Cidade: Campinas. Estado: SP. País: Brasil

Para - Fórum Assisense


Olá Egydio, como vai?
Meu nome é Bruno Ribeiro, sou jornalista em Campinas (SP) e autor da Carta Póstuma para Helenira, que você ou algum leitor já publicou em seu site. Bem, estou precisando de mais informações sobre nossa Helenira, visto que estou escrevendo sua biografia. Gostaria muito de poder ler a matéria que saiu no jornal Voz da Terra, em 1979, mas não consigo encontrá-la de jeito nenhum. Você teria como me ajudar nessa empreitada? Também busco fotos inéditas de Helenira, além daquelas duas fotos conhecidas que estão no site do PCdoB. Qualquer ajuda será bem vinda, pois o tempo urge! (risos), grande abraço.

Caro Bruno,

 Acredito e espero que você receba colaboração de assisenses, que conheceram Helenira; de Júlio César Garcia, que fez reportagens sobre Helenira. Inclusive o Antônio Lázaro de Almeida Prado Jr. me reafirmou sua intenção de enviar textos, que têm em seu poder para ser colocado nessa página. Para facilitar a localização desta página, coloquei um link  na coluna à esquerda na página de Voz da Terra ( www.vozdaterra.com.br ) Abçs. Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 13 DE AGOSTO DE 2010

De: Márcio Santilli.

Cidade: Brasília. Estado: DF. País: Brasil.

Para: Fórum assisense.
 

Egydio, prezado, recebi a mensagem sobre o Fórum e desejo ser incluído. Grande abraço.
Caro Márcio,
Seu email já está em minha lista e você receberá todas as mensagens do Fórum dos moradores.
Será muito bom para todos sua participação. Além de sua história de vida, que é muito rica, há a história de vida de seus pais e avós praticamente tudo relacionado com Assis. De seu pai, Zeca Santilli, somente aquele episódio histórico em 1.968 já daria para escrever um livro.
Eu me lembro bem disso. Voz da Terra tinha sua sede na Rua José Nogueira Marmontel e recebemos a Folha de São Paulo com a foto de Santilli Sobrinho, deputado federal do MDB, na primeira página, sendo agredido por policiais no Campus da Universidade de Brasília. O fato teve repercussão nacional e provocou o famoso pronunciamento do deputado Márcio Moreira Alves, com críticas veementes ao Exército.
Em seguida, Costa e Silva exigiu do Congresso que cassasse o mandato do deputado em razão das críticas aos militares. Como o Congresso se recusou, adveio o Ato Institucional n. 5, que cassou todos os congressistas que não se apresentavam fieis ao regime.Santilli surpreendentemente não foi cassado.

Mais tarde, em viagem que fiz com Abílio e Zeca a São Paulo em carro oficial da Assembléia Legislativa, lembro-me de Zeca dizer em tom de brincadeira que "se sentia constrangido por não ter tido seu mandado cassado, pois todos os deputados que se opunham ao Governo haviam sido cassados".
E ele explicou o motivo: "Minha atuação é mais regional e, por isso, não me viram como ameaça ao sistema". Outra hipótese que ele levantou foi que a agressão sofrida por militares já o marcara como vítima e a cassação de seu mandato seria mais um motivo para crítica da grande imprensa ao Ato Institucional.
Portanto, Márcio, se você participar deste Fórum de moradores com certeza terá muita coisa a falar sobre a história recente de Assis, a qual foi muito influenciada por sua família. Abs. e seja bem-vindo.
Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 29 DE SETEMBRO DE 2012
De: Elizabeth Gelli.
Cidade: Assis. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense

 

Prezado Sr. Egydio,
Fui recentemente a um Congresso de Psicologia em SP - 2a. Mostra Nacional de Práticas em Psicologia - e havia uma Mesa composta com várias pessoas que discutiram a questão dos Direitos Humanos e o Direito á Verdade, movimento no qual o Conselho Federal e os Regionais de Psicologia também estão envolvidos.
Uma da expositoras - professora da Universidade Federal do Pará- dedica seus estudos à Guerillha do Araguaia. E ao final da fala prestou uma homenagem emocionada à Helenira Rezende.
Eu também emocionada, subi ao palco apos o encerramento da Mesa e falei a ela que eu era de Assis. Abraçou-me com força e perguntou se eu tinha algum contato com familiares da Helenira.
Expliquei que eu cheguei a Assis em 1970 e não conheci ninguém, os personagens dessa história tornaram-se invisiveis....
Entrei em contato com o Julio Garcia e ele me disse que há uma extensa matéria sobre a vida e morte da Helenira, quem sabe nos arquivos da Voz da Terra.
O senhor sabe desse material?
Teria como me indicar algum familiar da Helenira para que eu fizesse o contato com a professora paraense?
Desde já fico muito agradecida. Elisabeth Gelli- profa. aposentada-Unesp

Prezada Elisabeth,
Não sei se existe algum parente da Helenira em Assis. Acredito que algum participante deste Fórum possa informar.

Sobre a atuação dela na Guerrilha do Araguaia tenho muita coisa disponível na página ** Repressão militar em Assis

Att. Egydio Coelho da Silva

 

FÓRUM ASSISENSE EM 03 DE JANEIRO DE 2014
De: Alessandra Beber Castilho.
Cidade: Mogi das Cruzes. Estado: SP. País: Brasil.

Para: Fórum Assisense

 

Prezado Egydio, boa tarde.
Faço parte da Comissão da Verdade da UNE, cujos trabalhos começaram em início de 2013. Atualmente estamos trabalhando em um relatório sobre a Helenira Rezende. Procurando fontes na Internet encontrei o fórum no qual há discussões sobre a Helenira e a repressão em Assis. Ali pude ler que em seu jornal foram escritas algumas matérias sobre a Helenira na época. Por acaso estas matérias estão digitalizadas? Existe alguma possibilidade de compartilhamento?
Desde já agradeço,
Alessandra Beber Castilho
Comissão da Verdade da UNE.

Prezada Alexandra,

Helenira é a assisense que optou pela guerrilha na luta pela redemocratização do Brasil; seu pai era médico em Assis e muito estimado por todos. Foi morta pela repressão militar no combate à famosa Guerrilha do Araguaia.

O jornalista Júlio César Garcia em 1979 fez várias reportagens sobre ela e sobre a repressão militar em Assis. Para registrar os depoimentos que apareceram neste Fórum, abri uma página na Internet, sob o título  ** Repressão militar em Assis ( http://www.ajorb.com.br/vt-helenira.htm ) e há ali também uma informação detalhada do próprio Júlio César Garcia em 05 de janeiro de 2004 sobre as reportagens que ele fez. Júlio até pouco tempo era editor de um dos mais importantes jornais diários de São José do Rio Preto, mas não sei se ele teria mais informações além das que eu já disponibilizei na Internet.

Houve uma manifestação de um participante deste Fórum de que enviaria cópias das reportagens feitas por Júlio César para serem inseridas naquela página na Internet. Infelizmente, por algum motivo, ele não conseguiu seu intento.

Existe uma coleção completa de Voz da Terra na Cedrau da Unesp de Assis.

Acredito que se você se dirigir à diretoria da Unesp de Assis poderá obter cópia dessas reportagens, que, ao que parece, já estão digitalizadas.

Fique à vontadade para utilizar todos os textos disponibilizados nas minhas páginas na Internet e nas reportagens publicadas em Voz da Terra.

Abs. e desculpe não poder ajudar mais. Abs.Egydio Coelho da Silva

 

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