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FÓRUM ASSISENSE EM 19 DE FEVEREIRO DE 2009
De:
Francisco Garzo Neto
Cidade: Jaraguá do Sul. Estado: SC. País: Brasil
Para: Fórum assisense.
Prezado Egydio,
Gostaria de colaborar com sua página na
Internet, enviando o texto abaixo sobre a história mais antiga de Assis:
Assis-SP foi fundada pelo Capitão Francisco de Assis Nogueira, nascido em
Baependi-MG no ano de 1821 e falecido em julho de 1908, filho de Francisco
de Assis Nogueira e Ana Teodora Teixeira casados em Baependi-MG em
26.11.1816, era tri-neto do Cap. Tomé Rodrigues Nogueira do Ó, fundador da
cidade de Baependi-MG.
O Cap. Francisco de Assis Nogueira casou-se com Delphina Cândida Ribeiro,
filha de Francisco Ribeiro do Valle e Ana Umbelina da Conceição(I) e tiveram
as seguintes filhas:
- Maria Marcelina Nogueira, que casou em segunda núpcias com Belisário
Nogueira Marmontel.
- Ana Umbelina da Conceição(II), nascida em Caconde-MG no ano de 1851,
casou-se com Francisco Barbosa Sandoval em Caconde-MG, vindo falecer em
Avaré-SP no ano de 1887.
-Delfina Cândida de Assis, casou-se com Francisco Barbosa Sandoval em 1887
após a morte de sua irmã Ana.
Importante relatar que José Nogueira Marmontel nome de Rua da cidade, é
filho de Belisário Nogueira Marmontel nascido em 1850 e Francisca Carolina
de Souza, e, também, que é quarto neto do Cap. Mór Tomé Rodrigues Nogueira
do Ó.
Antonio e Sônia, obrigado a vocês por apresentar e identificar a foto dos
Tio Nenê e Tio José, bem como, a Tia Jacira, para mim é um importante
resgate.
Aproveito este breve contato para informá-los de que nos encontramos dentre
a oitava geração do Cap. Mór Tomé Rodrigues Nogueira do Ó, de acordo com o
ramo genealógico abaixo em fase de construção.
Portanto, estou necessitando da colaboração de vocês para ajudar-me a
complementar as demais informações que faltam para cada ancestral e parente
nosso.
Por favor, relate o máximo de informações precisas.
Vejamos:
ALGUNS DESCENDENTES do CAP. MÓR TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó.
INFORMAÇÕES ATÉ A 4ª. GERAÇÃO EXTRAÍDAS DO SITE DA GENEALOGIA DA FAMÍLIA
VILLAS BOAS: www.genealogia.villasboas.nom.br (título: descendentes de
nossos ancestrais - descendants).
-Capitão Mór THOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó, nasceu no ano de 1674 em Funchal
- Ilha da Madeira - Portugal, faleceu em Baependi-MG na data de 30/08/1741.
Começou a sua aventura sertaneja no convento de Taubaté-SP.
Foi o fundador da cidade de Baependi-MG.
Tem inventário arquivado no Museu Regional de São João Del Rei - MG e que
está transcrito no site http:// www.genealogia.villasboas.nom.br (título:
inventários e testamentos transcritos):
"INVENTÁRIO E TESTAMENTO DO Capitão Mor TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó
Arquivado no Museu Regional de São João del-Rei na caixa C-37
Número de folhas originais : aproximadamente de 250 a 300 folhas. O
documento está extremamente deteriorado, muitas folhas estão grudadas ou
rasgadas, impedindo a contagem exata. A numeração original das folhas (as
que não estão rasgadas) está apagada. O documento está incompleto, faltando
a folha de rosto.
Inventariante : MARIA LEME DO PRADO
Inventário Redigido : São João del Rei em 1741.
Transcrito por : Ana Bárbara R. Pereira da Silva a pedido de Luis Antônio
Villas Bôas.
Data da Transcrição : ABR/2004
Objetivo: Dados Genealógicos.
FL. 02
HERDEIROS :
1. (...ilegível) ANGELA (... existe uma etiqueta colada sobre o restante do
texto impossibilitando a leitura).
2. DOMINGOS TEIXEIRA VILELA.
3. ANA NOGUEIRA LEME, solteira, idade de 15 anos pouco mais ou menos.
4. MARIA NOGUEIRA LEME, de idade de 12 anos.
5. CLARA LEME DO PRADO, de idade de 9 anos.
6. ANTONIA LEME NOGUEIRA, de idade de 7 anos,
7. MARIA LEME (... ilegível) de idade de 4 anos.
8. NICOLAU ANTONIO (... buracos na folha).
Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1742, aos 29/SET do dito
ano (... buracos na folha)...
FL. 02V
... para os herdeiros todos os bens achados na casa do dito Capitão Mor TOME
RODRIGUES NOGUEIRA aí de presente aos ditos inventariantes Dona MARIA LEME
DO PRADO (... ilegível) lhe diferiu julgar sobre os Santos Evangelhos
quantos eram os filhos deles herdados e todos os bens que por morte e
falecimento do defunto seu marido foram lavrados (... ilegível) e dia, mes e
ano em que faleceu o dito defunto e se fez testamento e que não deixou coisa
alguma (...ilegível) foi feito a dita inventariante os juramentos em que pôs
sua mão direita debaixo dos ditos livros e prometeu dar conta de todos os
bens que pertenciam ao casal (... ilegível)...
FL. 03 ilegível
FL. 04
Mande um pedido comissão ao escrivão do meu cargo para que vá em o lugar de
Baependi fazer dos defuntos TOME RODRIGUES e JOSÉ DE SÁ e faça inventario de
seus bens por parte deste Juizo de Órfãos para cujo ato (... ilegível) os
juramentos as ditas donas viúvas inventariantes para que debaixo dele deem
ao dito inventario os bens dos casais e elegeram para avaliar um homem de
são conciencia para lhes avaliar (..... ) São João del Rei, 24/SET/1741.
FL. 04V Testamento inserido no inventário
Em nome da Santissima Trindade, Pai, Filho e Espirito Santo (...ilegivel) e
do Deus verdadeiro saibam a quanto deste instrumento no ano do Nascimento de
Nosso Senhor Jesus Cristo de 1741 aos 3 dias do mes de outubro (sic), eu
TOME RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó, enfermo mas em meu perfeito juízo (ilegível)
buscando o caminho da salvação (ilegível) faço este testamento da forma
seguinte // Primeiramente encaminho a alma a Santissima Trindade
(...ilegível) (FL. 05) ... E porque como verdadeiro cristão pretendo de
viver e morrer em a Santa Fé Católica (ilegível) da Santa madre Igreja de
Roma, espero salvar minha alma com os meus merecimentos em a Santíssima
Paixão do filho de Deus. Rogo a minha mulher Dona MARIA LEME DO PRADO
(ilegível) LUIS PEREIRA DIAS (ilegível) DOMINGOS VILELA para fazerem mercê
de meus testamenteiros // Meu corpo será sepultado na Capela de Nossa
Senhora do Mo(buraco na folha)te de que sou protetor e fundador do altar mor
no hábito do meu glorioso Padre São Francisco // Por minha alma deixo que se
faça no convento de Santa Clara de Taubaté contando com as missas que se
puderem dizer no dito convento ... (FL. 06) Declaro que sou casado com Dona
MARIA LEME DO PRADO do dito matrimonio tivemos filhos a saber sete femeas e
um macho (ilegível) e esta fazenda a saber sítio do Baependi com légua e
quatro da estrada para a parte norte está marcada (ilegível) ......(FL. 07 -
ilegível, rasgada e tinta apagada) (FL. 08) .... (ilegível) .... e cumprido
os meus legados a restar da minha fazenda às minhas filhas Dona MARIA
NOGUEIRA DO PRADO, Dona ÂNGELA NOGUEIRA, Dona ANA NOGUEIRA, Dona MARIA LEME,
Dona CLARA, Dona ANTÔNIA DO PRADO, Dona MARIA NOGUEIRA DO PRADO // Declaro
em minha terra de cima tenho uma herança e um bem que ficaram por
falecimento do meu irmão Padre MANOEL DOS SANTOS NOGUEIRA. Declaro mais que
o meu sítio de Baependi em terras nomeadas tenho umas casas de taipa de
pilão cobertas de telhas ... (ilegível) e a que está a minha família ...
(ilegível) ...
FL. 12V BENS DE RAÍZ
Declarou a dita senhora inventariante haver e possuir casas em o sítio em
que moram chamado Baependi com suas casas de morada cobertas de telhas
(ilegível) e suas senzalas, campos, capoeiras, engenhocas de moer cana em
pilão coberto de telhas ....
FL. 15V
Nomeio por tutora e curadora dos órfãos menores de quatorze anos que ficaram
do defunto Capitão Mor TOME RODRIGUES DO Ó a viúva do mesmo defunto MARIA
LEME DO PRADO que se incumbe por direito a tutela que para cujo efeito faça
termo de renúncia de todos os privilégios que a perder lhe são concedidos e
dará fiança aos bens e legítimas dos sobreditos seus filhos do que se lhe
tomará termo e se cumprirá no termo de vite dias aliás se nomeará outro
tutor. Vila de São João del Rei, 16/OUT/1741.
Nomeio por curador dos nesmos que ficaram por falecimento do defunto o
Capitão Mor TOME RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó ao doutor CUSTÓDIO GOMES PINHEIRO
com o que se continuará a vista estendido o termo de juramento. Vila de São
João del Rei.
FL. 29
Diz Dona MARIA LEME DO PRADO, viúva que ficou do Capitão TOMÉ RODRIGUES
NOGUEIRA DO Ó, moradora na vila de São José del Rei, Comarca das Minas do
Rio das Mortes e que por falecimento do dito marido, lhe ficaram do dito
matrimônio seis órfãos, cinco fêmeas e um macho, e dos bens que ficaram do
casal ficou a suplicante de posse desses como cabeça do dito casal, dos
quais fêz inventário no juízo de Órfãos da dita vila, como (...ilegível) da
justificação junta, foi nomeada pelo juízo a tutora dos seus filhos órfãos
por ter a capacidade de reger e governar para o que dê provisão de Vossa
Mercê.
FL. 35 AUTO DA PARTILHA
Como parte da herança de outra tanta quantia de a qual ser junta a metade do
dote que ficou à filha herdeira MARIA LEME NOGUEIRA a quantia de 432$000
(...ilegivel) a metade do dote que ficou a herdeira Dona ÂNGELA ISABEL
NOGUEIRA da quantia de 115$000. E como sim a metade do dote da filha
herdeira Dona JOANA NOGUEIRA LEME da quantia de 350$000 ... São João del
Rei, 23/JAN/1743.
FL. 44
Diz ANTONIO DE SOUZA FERREIRA que se acha casado com ANA NOGUEIRA LEME,
filha legitima do Capitão Mor TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó e de Dona MARIA
LEME DO PRADO da freguesia de Baependi a qual era órfã e se faz inventário
por este juízo a legítima mulher do suplicante e como suposto foi o
casamento feito sem a autoridade e licença do Juíz de Órfãos do
(...ilegível) do suplicante e metade do mais de (... ilegível) anos como se
mostra a cestidão junta em cujo termos se deve entregar sua herança de
partilha que é a legítima que tem a sua mulher na forma da lei.
FL. 53
Diz o capitão DOMINGOS TEIXEIRA VILELA que ele foi nomeado por procurador
dos bens pertencentes aos órfão que ficou do Capitão Mor TOMÉ RODRIGUES
NOGUEIRA DO Ó e requereu a licença como quer em vista dos autos de
inventário que tem em avaliação de alguns bens.
FL. 56V
E logo no mesmo dia e mês e ano (14/ABR/1746) apareceram presentes (...
ilegível) pedindo a ele juíz de órfãos, ÂNGELA IZABEL NOGUEIRA DO PRADO e
seu marido o Capitão DOMINGOS TEIXEIRA VILELA, Dona MARIA NOGUEIRA LEME e
seu marido LUIS PEREIRA DIAS, Dona JOANA NOGUEIRA e seu marido JOÃO GOMES DE
LEMOS, Dona ANA NOGUEIRA LEME DO PRADO e seu marido ANTONIO DE SOUZA
FERREIRA, MARIA NOGUEIRA LEME, maior de 12 anos, Dona CLARA NOGUEIRA LEME,
também maior de 12 anos, NICOLAU NOGUEIRA, maior de 14 anos ... (ilegível).
FL. 59V
Declarou a viúva cabeça de casal haver e pertencer no mesmo sítio de
Baependi uma parte de casas chamado Vale Formoso que correm pelo rio de
Baependi abaixo que partem em terra de FRANCISCO XAVIER de uma parte e de
outra também de JOÃO GOMES que se avalia em 200$000. Declarou a viúva cabeça
de casal haver mais uma parte de (ilegível) na paragem chamada Dois Córregos
e indo para (... ilegível) que parte dom DOMINGOS GOMES e o rio Baependi
acima aí em terrenos de JOÃO PRADO LEME ... (ilegível).
FL. 67
Dzem Dona ANGELA ISABEL NOGUEIRA, Dona JOANA NOGUEIRA LEME e Dona MARIA
NOGUEIRA LEME com a assintencia de seus maridos que por falecimento de seu
pai o Capitão Mor TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó se fez inventário a partilha
dos bens do dito casal por este juízo e por requerimento do tutor dos
menores o Capitão DOMINGOS TEIXEIRA VILELA se procedeu a segunda avaliação
dos bens de raíz do dito casal em razão de que a primeira vez em que foram
avaliados (... ilegivel) na declaraçãode seu valor e por isso no acréscimo
(... ilegível) de haver emenda de partilha com os herdeiros (... ilegivel)
visto serem maiores de 25 anos e se acharem emancipados fazer termos de
abstenção em suas legítimas paternas novamente e rever pela segunda
avaliação e que tudo querem em favor de suas irmãs menores solteiras para
melhor tomarem estado.
FL. 72
Vindo as herdeiras casadas Dona ANGELA, Dona JOANA, Dona MARIA (ilegivel)
quatro irmãs solteiras repartindo por estas cada uma 156$866.
FL. 73
Pagamento ao herdeiro NICOLAU ANTONIO do que lhe toca na partilha da folha
36 de 154$507 (... ilegível)
FL. 73V
Pagamento à menor MARIA NOGUEIRA pelo que lhe pertence (... ilegivel) no
valor de 291$386 (ilegivel) Pagamento a CLARA LEME pelo que lhe toca na
partilha (ilegivel) no valor de 291$386.
FL. 74
Pagamento à menor ANTONIA LEME pelo que lhe pertence na partilha no valor de
291$386 ...
FL. 74V
Pagamento à herdeira ANA NOGUEIRA LEME casada com ANTONIO DE SOUZA da dada
quantia em 232$724 ...
FL. 86
Diz JOÃO GOMES DE LEMOS que ele foi citado por mandato de vossa mercê para
assinar termo de tutor dos órfãos menores que ficaram do Capitão Mor TOME
RODRIGUES NOGUEIRA, falecido na freguesia de Baependi desta comarca e porque
na forma do privilégio incluso (.... ilegivel) pedido de esmolas para a
religião da Santíssima Trindade está isento da tutoria como vossa mercê
ordena ...
FL. 95
Dia JOÃO ALVES que ele se acha casado com licença deste juízo (... ilegivel)
com Dona MARIA NOGUEIRA DO PRADO, filha órfã que ficou por falecimento do
Capitão Mor TOME RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó como se justifica a certidão junta
... (ilegivel) paragem das Carrancas e por esta razão lhe pertencem a
arrecadação da paterna da dita sua mulher (... ilegível)
Diz Dona JOANA NOGUEIRA LEME viúva que ficou de JOSÉ DE SOUZA ao casal ficou
o defunto o Capitão Mor TOME RODRIGUES NOGUEIRA a quantia de 342$865 rés
procedido de contas com o dito defunto ...
Se faça mandar com a citação à viúva D. MARIA LEME DO PRADO que ficou em
pose e cabeça de casal e também tutor dos órfãos que ficaram do mesmo
defunto, admitira suplicante justificar o sobredito aprovado que se baste
mandar-se darem bens para o pagamento da dita importância ..."
-Em 1711, Tomé Rodrigues Nogueira do Ó recebeu a patente de Capitão da
Infantaria do Distrito de Piedade (Lorena-SP).
Seguiu para Baependi em 1715, localizando-se no Engenho, quando, então, foi
nomeado Sargento-Mór e Provedor dos Quintos do "Registro da Mantiqueira",
foi um dos primeiros moradores de Baependi (mbaé-pindi significa "a clareira
aberta" em tupi-guarani), considerado seu fundador por ter feito as
primeiras construções.
Também, foi o fundador da Capela Mór de Nossa Senhora do Monte Serrate de
Baependi onde está sepultado.
Era filho de ANTÔNIO NOGUEIRA, natural de GOUVEIA-PORTUGAL e de FRANCISCA
FERNANDES DO VALE, natural de Funchal - Ilha da Madeira - Portugal.
-ANTÔNIO NOGUEIRA era filho de MANOEL LOPES NOGUEIRA, natural de
GOUVEIA-PORTUGAL e de SEBASTIANA OSÓRIO, também de GOUVEIA.
-FRANCISCA FERNANDES DO VALE era filha de MANOEL RODRIGUES e MARIA
FERNANDES, esta, filha de JOÃO MANOEL e MARIA GOMES.
MANOEL RODRIGUES era filho de BÁRBARA FERNANDES, filha de ANTÔNIO DIAS e
JOANA FERNANDES, e de ANTÕNIO RODRIGUES de São Roque - Funchal - Ilha da
Madeira, casados em 15/12/1617.
ANTÔNIO RODRIGUES era filho de PEDRO RODRIGUES e MARGARIDA GONÇALVES, de
Funchal - Ilha da Madeira - Portugal.
A família NOGUEIRA é originária da Espanha, tendo como patriarca Dom
FERNANDO RODRIGUES NOGUERA, nobre fidalgo do Reino de Aragão, Espanha, que
devido às guerras, passou-se para Portugal, ali aclimando a família na
invasão dos mouros.
Filhos e Netos de D. Fernando espalharam-se pelas Canárias e Ilha da
Madeira, de onde seguiram para São Vicente e São Paulo.
-TOMÉ casou-se com MARIA LEME DO PRADO, filha de ANTÔNIO DA ROCHA LEME e
ANTÔNIA DO PADRO LEME (ou de Quevedo), Maria nasceu em 1690/1704 em
LORENA-SP, Ela faleceu em 11/09/1756 em Baependi-MG.
J. Nogueira Itagiba disse, em "Trechos de Vida", ser: "Maria Leme do Prado,
tetraneta de Martim Lems, de importante família flamenga do Condado de
Flandres. Importunados pelas guerras que envolviam o Condado, Hespanha e
Hollanda, os filhos de Martim, immigraram para Portugal e dalli para a Ilha
da Madeira, onde se tornaram fidalgos, pelos relevantes serviços prestados
ao reino de D. Alfonso V. O nome de Lems foi transformado em Leme e Lemos."
TOMÉ e MARIA tiveram os seguintes filhos:
PRIMEIRA GERAÇÃO do Cap. TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó.
I- ÂNGELA ISABEL NOGUEIRA DO PRADO
II- ANA DE JESUS NOGUEIRA (ou Ana Nogueira Leme ou Ana Nogueira Leme do
Prado) foi batizada em Dezembro de 1723.
III- MARIA NOGUEIRA DO PRADO (ou Maria Nogueira Leme) nasceu em 1729 e
faleceu em 02/10/1755.
IV- CLARA MARIA NOGUEIRA (ou Clara de Quevedo, Clara Leme do Prado ou Clara
Nogueira Leme) nasceu em Baependi-MG em 1732, faleceu em Baependi em
26/04/1757.
V- ANA ANTÔNIA MARIA DE JESUS DO PRADO, nasceu em 1734.
VI- MARIA NOGUEIRA DO PRADO (ou Maria de Nazaré do Prado).
VII- JOANA NOGUEIRA DO PRADO LEME (ou Joana Nogueira ou Joana Nogueira
Leme), faleceu em 02/05/1757.
VIII- MARIA ANGÉLICA NOGUEIRA (ou Maria Leme), faleceu em Baependi em
11/09/1795.
IX- Alferes NICOLAU ANTÔNIO NOGUEIRA (ou Nicolau Antônio Nogueira do Prado)
nasceu 1737 e faleceu em 11/09/1792, é o pai do Marquês de Baependi (Manoel
Jacinto Nogueira da Gama)(1.1).
-ANA DE JESUS NOGUEIRA casou-se com ANTÔNIO DE SOUZA FERREIRA, filho de JOSÉ
DE SOUZA e MARIA FERREIRA em Baependi-MG antes de 1741, Antônio nasceu em
15/12/1711 em São Martinho Penafiel - MG, foi batizado em 17/12/1711 em São
Martinho Penafiel e faleceu em Baependi em 20/08/1791.
ANTÔNIO e ANA tiveram os seguintes filhos:
SEGUNDA GERAÇÃO do Cap. TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó.
I- Alferes JOÃO DE SOUZA NOGUEIRA (I), nasceu em 1758 e faleceu em 1828.
II- MARIA LUÍSA NOGUEIRA, faleceu em Baependi em 1826.
III- JOSÉ BENTO NOGUEIRA (I).
IV- ESCOLÁSTICA MARIA NOGUEIRA.
V- BRÍGIDA NOGUEIRA.
VI- CLARA NOGUEIRA DE SOUZA.
VII- MARIA NOGUEIRA DE SOUZA.
VIII- JOANA TEODORA (ou Izidora) NOGUEIRA.
IX- ANA CUSTÓDIA DE JESUS NOGUEIRA.
-Alferes JOÃO DE SOUZA NOGUEIRA (I) casou-se com MARIA TEODORA DE BARROS (ou
Maria Teodora Monteiro de Barros) filha do Capitão JOSÉ DE BARROS MONTEIRO e
de ANA TERESA DE ASSUNÇÃO em 20/06/1791 em Andrelândia -MG. Maria nasceu em
1775 em Aiuruoca-MG e faleceu em Casa Branca-SP.
JOÃO e MARIA tiveram os seguintes filhos:
TERCEIRA GERAÇÃO do Cap. TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó.
I- JOSÉ BENTO NOGUEIRA (III), nasceu em 1787.
II- Ten. URIAS EMÍDIO NOGUEIRA DE BARROS, foi batizado em 31/05/1792, ele
faleceu em 08/09/1881 em Casa Branca-SP, de acordo com Nestor Samelo em
Bicudos (www.geocities.com/nestorsamelo/gp/Bicudos), " O tenente Urias foi
senhor das seguintes sesmarias: Bocaina em São Simão-SP; Cachoeira, Jardim e
Rio Verde, (hoje Itabi), em Casa Branca; Assunguy em Iguape; Rio Verde na
Faxina (Itapeva); Antas em Lençóis onde está a povoação da Ilha Grande no
município de Santa Cruz do Rio Pardo; Fazenda Velha em Itapetininga, hoje
pertencente ao município de São Miguel Arcanjo, cuja igreja recebeu em
doação feita por Miguel Terra, genro do dito tenente Urias, o patrimônio em
terras da mesma fazenda. Na Fazenda Velha passou o tenente Urias o último
quartel de sua vida. Foi homem inteligente e empreendedor; tentou a
mineração de ouro em sua fazenda Assunguy, com satisfatório resultado.
A vida do sertão obrigou-o a estudar o efeito medicinal das plantas
agrestes, chegando a adquirir grande prática na aplicação das mesmas;
preconizava os efeitos do Tayuyá que aplicava em pílulas contra diversas
moléstias.
Viajante infatigável, a sua última viagem foi de sua Fazenda Velha a Casa
Branca em visita a seus filhos em 1875, contando então 85 anos de idade;
essa viagem feita toda a cavalo, e (uma nota curiosa que denota os seus
hábitos afidalgados) toda essa viagem ele a fez de chapéu de copa alta de
pelo."
III- ANTONIO JACINTO NOGUEIRA (I) nasceu em 26/12/1795.
IV- MANOEL JOAQUIM NOGUEIRA (II) nasceu no ano de 1800.
V- ANA ZEFERINA NOGUEIRA (I) nasceu no ano de 1804, ela faleceu em antes de
22/02/1878.
VI- HIPÓLITA NOGUEIRA DE BARROS (ou Hipólita Josefina Nogueira ou Hipólita
Jesuína Nogueira), foi batizada em 07/12/1806 e faleceu em 27/10/1868.
VII- ZEFERINO DE SOUZA NOGUEIRA foi batizado em 07/11/1811.
VIII- JOÃO CARLOS DE SOUZA NOGUEIRA (I), faleceu antes de 24/11/1891.
IX- DELMINDA FRANCELINA NOGUEIRA.
X- BERNARDINA DE SOUZA NOGUEIRA, faleceu antes de 06/04/1879.
-JOSÉ BENTO NOGUEIRA (III) casou-se com ANNA DELFINA HONÓRIA NOGUEIRA PAES,
Delfina faleceu antes de 26/06/1876.
JOSÉ BENTO e DELFINA tiveram os seguintes filhos:
QUARTA GERAÇÃO do Cap. TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó.
I- MARIA CLÁUDIA NOGUEIRA (I), nasceu em 12/12/1812 e faleceu em 09/04/1908.
II- Ten. URIAS SIMPLICIANO NOGUEIRA (I) nascimento calculado em 1825, ele
faleceu em 24/08/1888.
III- JOSÉ BENTO NOGUEIRA (VI) nascimento calculado em 1832, e faleceu em
29/09/1877.
IV- VIGILATO NOGUEIRA DE BARROS, foi batizado em 1835.
V- ADELAIDE FELICÍSSIMA NOGUEIRA, nasceu em 25/12/1844 e faleceu em
12/07/1893.
VI- ANTONIO FABIANO NOGUEIRA, faleceu em 20/02/1875.
VII- JOÃO
VIII- LEOPOLDO NOGUEIRA DE BARROS
IX- JUVÊNCIO NOGUEIRA DE BARROS.
X- SALVIANO JOSÉ NOGUEIRA.
-MAJOR SALVIANO JOSÉ NOGUEIRA casou-se com AMÉLIA SOLANA NOGUEIRA, filha de
LUÍS ANTÔNIO D'OLIVEIRA e MARIA UMBELINA NOGUEIRA (ou Maria das Dores) antes
de 1876 em São Simão-SP, AMÉLIA nasceu em São Simão-SP em 03/09/1854 sendo
batizada em 24/09/1854 e tiveram os seguintes filhos:
QUINTA GERAÇÃO do Cap. TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó.
I- DELPHINA NOGUEIRA nasceu em S. Simão-SP antes de 1876, faleceu em
Assis-SP em 20/04/1956.
II- MARIA UMBELINA NOGUEIRA nasceu na Fazenda Bocaina em S. Simão - SP em
25/05/1876.
III- ADELAIDE NOGUEIRA nasceu em S. Simão-SP em 20/02/1878, faleceu em
Quatá-SP em 16/04/1956.
IV- SALVINO NOGUEIRA nasceu em S. Simão-SP em 04/08/1880.
V- SALVIANO NOGUEIRA nasceu em S. Simão em 12/01/1883.
VI- JOSÉ OSÓRIO NOGUEIRA nasceu em S. Simão em 30/06/1885.
VII- SILVANO NOGUEIRA nasceu em S. Simão-SP, batizado em 29/02/1888 com 40
dias de vida.
VIII- ELVIRA NOGUEIRA nasceu em S. Simão-SP em 15/06/1890, casou-se em
Assis-SP com .....Duarte.
IX- HIPÓLITA NOGUEIRA nasceu em , casou-se com Vivaldo Teixeira de Carvalho
em Assis-SP uns dos primeiros vereadores de Assis-SP.
AMÉLIA SOLANA NOGUEIRA
NASCIMENTO :
- Pesquisa de Luis Antonio Villas Bôas realizada em 26/OUT/2003 no
microfilme da CHF 1253679, item 03, cópia realizada em 1910 do livro
referente aos batismos da paróquia de São Simão, relativos aos anos 1852 a
1860, onde a folha 20, consta : "Aos 24/SET/1854 batizei a AMELIA, nascida a
3 do corrente, filha legítima de LUIZ ANTONIO D'OLIVEIRA e MARIA UMBELINA
NOGUEIRA. Padrinhos eu o batizante e ANNA ZEFERINA NOGUEIRA. O Vigario
JEREMIAS JOSÉ NOGUEIRA."
943. MARIA
NASCIMENTO :
- Pesquisa de Luis Antonio Villas Bôas, realizada em 07/FEV/2004 no
microfilme da CHF 1444063, item 01, referentes aos registros de nascimentos
do cartório de São Simão, onde à folha 20, termo 53 consta : "Aos
26/JUL/1876 .... compareceu SALVIANO JOSÉ NOGUEIRA pai e declarante natural
de São Paulo .... declarou que no dia 25/MAIO no lugar denominado Fazenda da
Bocaina, nasceu uma criança do sexo feminino às 11 horas da noite mais ou
menos f.a leg. de SALVIANO JOSÉ NOGUEIRA e de D. AMELIA SOLANA NOGUEIRA
ambos naturais de São Paulo e moradores nesta paróquia. Declarou chamar a
criança MARIA. Declarou de os ter casado o Pe JEREMIAS JOSÉ NOGUEIRA que os
recebeu em face da Igreja Matriz. Declarou chamar os avós da criança JOSÉ
BENTO NOGUEIRA e DELFINA ONORIA NOGUEIRA, já falecida. Vão ser os padrinhos
JOSÉ BENTO NOGUEIRA JÚNIOR e D. MARIA TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO NOGUEIRA
naturais de São Paulo e moradores nesta paróquia ...."
944. ADELAIDE
NASCIMENTO :
- Pesquisa de Luis Antonio Villas Bôas, realizada em 02/MAR/2004 no
microfilme da CHF 1444063, item 01 referentes aos registros de nascimentos
do cartório de São Simão, onde à folha 188 e 188V, termo 423, consta : "Aos
21/MAR/1878 .....compareceu ao cartório SALVIANO JOSÉ NOGUEIRA, pai e
declarante natural de São Paulo .... fazer o assento civil da criança do
sexo feminino de nome ADELAIDE, filha legítima de SALVIANO JOSÉ NOGUEIRA e
AMELIA SOLANA NOGUEIRA ambos naturais de São Paulo, casados pelo Pe JEREMIAS
JOSÉ NOGUEIRA em face a igreja matriz. Declarou os avós de ADELAIDE chamarem
JOSÉ BENTO NOGUEIRA, já falecido e D. ANNA DELFINA HONORIA NOGUEIRA, já
falecida. Nasceu no dia 20/FEV do corrente ano às 4 horas da tarde em lugar
de nome Quarteirão da Igreja Matriz. Já foi batizada e foram padrinhos
FRANCISCO RODRIGUES DOS SANTOS BONFIM natural de Portugal, negociante e
IGNACIA mulher de URIAS ANTONIO DE OLIVEIRA, natural de São Paulo e moradora
em Santa Rita do Passa Quatro.
FALECIMENTO :
- Na borda, junto ao assento de nascimento civil, consta que faleceu em
Quatá (SP) no dia 16/ABR/1956.
945. SALVIANO
NASCIMENTO :
- Pesquisa de Luis Antonio Villas Bôas realizada em 28/SET/2003 no
microfilme 1253679, item 07, livro original dos batizados da paróquia de São
Simão, referentes aos anos 1878 a 1887, onde à pág. 34 consta : "Aos
20/SET/1880 ... SALVIANO filho legítimo de SALVIANO JOSÉ NOGUEIRA e de D.
AMÉLIA SOLANA NOGUEIRA, nascido a 04/AGO do corrente ano. Foram padrinhos,
URIAS SIMPLICIANO NOGUEIRA por procuração de DR. JOAQUIM DE ALMEIDA LEITE E
MORAIS e D. EMÍLIA ELIZA NOGUEIRA ... "
946. SALVIANO
NASCIMENTO :
- Pesquisa de Luis Antonio Villas Bôas realizada em 30/SET/2003 no
microfilme 1253679, item 07, livro original dos batizados da paróquia de São
Simão, referentes aos anos 1878 a 1887, onde à pág. 87V consta : "Aos
31/MAIO/1883 batizei solenemente ao inocente SALVIANO filho legítimo de
SALVIANO JOSÉ NOGUEIRA e de AMÉLIA SOLANA NOGUEIRA, nascido a 12/JAN deste
mesmo ano. Foram padrinhos o Dr. JOÃO BERNARDES DA SILVA por procuração
apresentada por PRUDENTE JOSÉ NOGUEIRA e MARIA UMBELINA DE JESUS ... "
947. JOSÉ
NASCIMENTO :
- Pesquisa de Luis Antonio Villas Bôas realizada em 02/OUT/2003 no
microfilme 1253679, item 07, livro original dos batizados da paróquia de São
Simão, referentes aos anos 1878 a 1887, onde à pág. 141 consta : "Aos
22/AGO/1885 batizei ... JOSÉ nascido a 30/JUN filho legítimo de SALVIANO
JOSÉ NOGUEIRA e de D. AMÉLIA SOLANO NOGUEIRA. Padrinhos JOSÉ OZÓRIO CORRÊA e
DELFINA HONÓRIA NOGUEIRA ..."
948. SILVANO
NASCIMENTO :
- Pesquisa de Luis Antonio Villas Bôas realizada em 07/OUT/2003 no
microfilme 1253680, item 01, livro original dos batizados da paróquia de São
Simão, referentes aos anos 1888 a 1892, onde à pág. 05 consta : "Aos
29/FEV/1888 batizei ... SILVANO de 40 dias filho legítimo de SALVIANO JOSÉ
NOGUEIRA e de AMÉLIA NOGUEIRA ... "
949. ELVIRA
NASCIMENTO :
- Pesquisa de Luis Antonio Villas Bôas realizada em 09/OUT/2003 no
microfilme 1253680, item 01, livro original dos batizados da paróquia de São
Simão, referentes aos anos 1888 a 1892, onde à pág. 105V, termo 338, consta
: "Aos 20/JUL/1890 batizei ... ELVIRA, nascida a 15/JUN filha legítima de
SALVIANO JOSÉ NOGUEIRA e de AMÉLIA NOGUEIRA. Padrinhos LUIZ ANTONIO DE
OLIVEIRA e DELFINA HONÓRIA NOGUEIRA ... "
-DELPHINA NOGUEIRA casou-se em ? 1893 ? (Campos Novos do Paranapanema ou São
Simão) com o Ten. JUVENAL PIEDADE, filho do Ten. Cel. JOÃO TORQUATO DA
PIEDADE e de FELICIDADE MARIA DA PIEDADE e tiveram os seguintes filhos:
O Ten. Juvenal Piedade foi o primeiro Delegado do município de Assis-SP,
Prefeito nomeado do município de Platina-SP no último período compreendido
entre 1925 a 1934, quando se extinguiu a sua autonomia para transformá-lo em
distrito de Assis, e, principalmente, ampliando o território Assisense, bem
como, de Palmital.
SEXTA GERAÇÃO do Cap. TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó.
I- Ten. JUVENAL NOGUEIRA PIEDADE (Nazinho), nasceu em Campos Novos do
Paranapanema -SP em , faleceu em combate no front da Revolução
Constitucionalista de 1932 em Ipaussu-SP, foi Escrivão de Paz em Assis-SP.
II- JUVELINA NOGUEIRA PIEDADE, nasceu em Campos Novos do Paranapanema - SP
em , faleceu em Assis-SP em
III- JOSEPHINA NOGUEIRA PIEDADE (Fofina), nascida em Campos Novos do
Paranapanema - SP em 08/06/1897, faleceu em Assis-SP em 01/10/1981.
IV- JOSINO NOGUEIRA PIEDADE, nasceu em , faleceu em Quatá-SP em
V- JOSÉ NOGUEIRA PIEDADE, nasceu em , faleceu em Assis-SP em
VI- JOÃO NOGUEIRA PIEDADE, nasceu em , faleceu em Assis-SP
VII- JAURES NOGUEIRA PIEDADE (Menzico), nasceu em , faleceu em Assis - SP em
VIII- JOVINA NOGUEIRA PIEDADE, nasceu em , faleceu em Assis-SP em
IX- JAVER NOGUEIRA PIEDADE (Nenê), nasceu em , faleceu em Assis-SP em
X- JACY NOGUEIRA PIEDADE (Zulica), nasceu em , faleceu em Assis-SP em
XI- JACIRA NOGUEIRA PIEDADE (Filhinha), nasceu em , faleceu em
Itapetininga-SP em
-JOSEPHINA NOGUEIRA PIEDADE casou-se em Assis-SP em 05/06/1920 com JOAQUIM
PEREIRA DE PINHO natural de Mozelos-Portugal, filho de BERNARDINO PEREIRA DE
PINHO e de MARIA ROSA DE JESUS e tiveram os seguintes filhos:
SÉTIMA GERAÇÃO do Cap. TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó.
I- MARIA PIEDADE PEREIRA PINHO, nasceu em Maracaí-SP em 26/09/1928.
II- PAULO PIEDADE PEREIRA PINHO, nasceu em Maracaí-SP em 06/06/1931.
III- AMÉLIA PIEDADE PEREIRA PINHO, nasceu em Maracaí-SP em 29/08/1934.
IV- ADELAIDE PIEDADE PEREIRA PINHO, nasceu em Assis-SP em 20/04/1937.
-MARIA PIEDADE PEREIRA PINHO casou-se em Assis-SP em 14/02/1953 com JOSÉ
GARZO SOBRINHO natural de Araraquara-SP, filho de FRANCISCO GARZO e de
DOLORES BAROTTI GARZO e tiveram os seguintes filhos:
OITAVA GERAÇÃO do Cap. TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó.
I- AMÉLIA PINHO GARZO, nasceu em Cândido Mota-SP em 03/12/1953.
II- FRANCISCO GARZO NETO, nasceu em Cândido Mota - SP em 17/09/1955.
-AMÉLIA PINHO GARZO casou-se em Assis-SP em 1975 com CARLOS ROBERTO GOMES
natural de Assis-SP, filho de VICENTE GOMES e de EVA PAULINO GOMES e tiveram
os seguintes filhos:
NONA GERAÇÃO do Cap. TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó.
I- VIVIANE GARZO GOMES, nasceu em Assis-SP em 28/08/1975.
II- ROBERTA GARZO GOMES, nasceu em Assis-SP em 18/11/1978.
III- PATRÍCIA GARZO GOMES, nasceu em Assis- SP em 25/02/19
IV- LETÍCIA GARZO GOMES, nasceu em Assis-SP em 18/04/19
-FRANCISCO GARZO NETO casou-se em Assis-SP em 22/04/1977 com ISAURA MARTINS
DE SOUZA natural de Sto. Antonio da Platina-PR, filha de ANTONIO JOSÉ DE
SOUZA e de IZAURA MARTINS DE SOUZA e tiveram os seguintes filhos:
NONA GERAÇÃO do Cap. TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó.
I- THIAGO SOUZA GARZO, nasceu em Assis-SP em 16/05/1977.
II- ANDRÉ SOUZA GARZO, nasceu em Assis-SP em 18/11/1978.
III- DANIELE SOUZA GARZO, nasceu em Assis-SP em 16/12/1980.
(1.1) Manuel Jacinto Nogueira da Gama (Marquês de Baependi) é neto do Cap.
Mór Tomé Rodrigues Nogueira do Ó.
Galeria dos Brasileiros Ilustres/Marquês de Baependi
Wikisource, a biblioteca livre
Povo esquecedor somos nós, e se daí nos provém a vantagem das fáceis
reabilitações, de modo que o passado, ainda o de ontem, não é obstáculo para
ninguém, também daí nos provém a desgraçadíssima perda das lições da nossa
história, que tão úteis poder-nos-iam ser; e, o que ainda é pior, perdemos a
recordação dos grandes serviços, dos grandes merecimentos..., e isso nos dá
certa feição de ingratos, que cumpre repelir.
Seja isso devido à rapidez com que entre nós se alteram as gerações, como
deve acontecer em um povo que constantemente recebe da imigração novos
elementos, ou seja devido à rapidez com que os fatos nos impelem para
diante, impedindo-nos de olhar para trás, a fim de prestar ao passado o
culto e o reconhecimento que lhe são devidos, o certo é que o ontem da
sociedade brasileira está tão longe do hoje dela, que já, dos que ainda se
lembram dos grandes cidadãos que presidiram ao nosso nascimento político,
aos primeiros esforços de nossa organização, desses mesmos que ainda disso
se lembram, poucos os apreciam devidamente, poucos se colocam nas
circunstâncias em que se eles acharam, poucos refletem nas dificuldades com
que lutaram; poucos dizem: "Se temos pátria, se no dia da nossa
independência não caímos nesses abismos de miséria em que tantos povos foram
arrojados, a esses nossos compatriotas o devemos: honra e glória a eles."
E quando a morte leva para melhor mundo algum desses veteranos da pátria, a
pena de algum jornalista, dando tréguas às questões do dia, escreve uma
pálida necrologia, às vezes dela se encarrega algum amigo..., e quando essa
necrologia tem ocupado um cantinho de algum periódico pensa-se que está pago
o tributo devido ao ilustre morto! Pensa-se que essa voz que lhe manda uma
fria saudade saldou todas as contas, e que nada mais lhe deve a posteridade!
Ao distinto marquês de Baependi outro tanto por certo não aconteceria se a
pena que da sua biografia se encarrega fosse mais digna dela, e o estilo da
obra igualasse o sentimento de profunda veneração que lhe consagra quem,
colocando-se no meio da inexperiência de então, devidamente aprecia a sua
superioridade.
Na cidade de São João del-Rei, em 8 de setembro de 1765, nasceu Manuel
Jacinto Nogueira da Gama (marquês de Baependi). Oriundo de antiga e distinta
família de servidores do Estado, teve de seu avô e de seu pai exemplos de
dedicação à pátria que nunca esqueceu nem marcou.
Seu pai, Nicolau Antônio Nogueira, que se esposara na cidade de São João
d'el-Rei com D. Ana Joaquina de Almeida e Gama, de distinta família, sendo
alferes de ordenanças da mesma cidade, mal tem notícia de se acharem
ameaçadas as fronteiras, reúne o corpo em que a força moral e o amor dos
cidadãos lhe dão o comando, e marcha nos anos de 1776 e 1777 para S. Paulo,
na distância de 160 léguas, recusando, com o nobre paterno exemplo,
indenizações e galardões.
Com tais exemplos alimentado, logo nos seus primeiros anos, o jovem Manuel
Jacinto mostrou que em inteligência, em força de ânimo, em todas as virtudes
do homem e do cidadãos, continuaria e aumentaria o tesouro da família.
A esse tempo, bem que, como colônia, atrasadíssimo se achasse o Brasil em
tudo quanto era cultivo intelectual, a província de Minas Gerais estava em
grau de desenvolvimento de que fácil explicação nos dão a riqueza do seu
ouro e dos seus diamantes, e o cuidado especial que da metrópole por isso
recebia: as letras pois aí eram, não só cultivadas, senão honradas, e a
existência de tantos poetas, e entre eles o imortal José Basílio da Gama
(primo de Manuel Jacinto), dão documento desse asserto. O menino freqüentou
com assiduidade e proveito esses estudos, e tanto que aos 19 anos
incompletos, tendo ido para Portugal a fim de continuar em Coimbra a
carreira das letras, e achando-se desprovido de recursos pecuniários pelas
dificuldades das comunicações e das remessas de fundos, conseguiu em Lisboa
sustentar-se com o produto do seu trabalho inteligente e paciente por espaço
de dois anos.
Como Rousseau, teve de copiar música para viver. Por fim chegaram-lhes os
paternos auxílios, e o jovem laborioso, que lutara com a miséria e a
vencera, pôde ir à Atenas Portuguesa fortificar a sua inteligência.
Matriculado nas faculdades de Filosofia e de Matemática da Universidade de
Coimbra, começou os seus estudos com tanto brilho, que, tendo-o o infortúnio
de novo perseguido, achando-se destituído de auxílios paternos por haver a
fortuna de seu pai sido comprometida na fiança de um arrematante de dízimos
que se deixara alcançar, achou o jovem Manuel Jacinto fruto imediato da sua
aplicação. Lições particulares que dava a seus colegas, mais felizes, porém,
menos estudiosos, o habilitaram não só para viver sobre si e continuar seus
estudos, senão até para mandar ao Brasil à sua família alguns tênues
auxílios que ao menos lhe serviam para provar-lhe que seu filho não sofria
as privações da miséria, e assim lhe minoravam as mágoas da saudade.
Insaciável de trabalho, não lhe bastavam as doutrinas do curso de filosofia
e do de matemática; aprovado, premiado em todos os anos ainda quis mais, e
matriculou-se na Faculdade de Medicina, de que freqüentou o primeiro e o
segundo ano com geral aplauso.
Foi então a sua carreira escolar interrompida: inesperadamente, e sem que o
requeresse, recebeu, por decreto de 16 de novembro de 1791, a sua nomeação
de lente substituto de matemática da Academia Real da Marinha em Lisboa, e
aí teve de exercer o professorado até 1801.
Nesse período, honras e distinções o vieram procurar, e a par delas a
amizade e estima de pessoas da maior consideração. Em 16 de dezembro de 1793
foi promovido a 1º tenente da Marinha, em 20 de outubro de 1796 a
capitão-tenente, e em 23 de julho de 1798 a capitão-de-fragata; cavaleiro de
São Bento de Aviz, professou em 20 de novembro de 1795.
Entre as pessoas cuja amizade então o acolheu, cumpre mencionar o ilustrado
ministro D. Rodrigo de Sousa Coutinho (depois conde de Linhares), que em tão
alta consideração tinha a inteireza e as luzes do lente de matemática, que
até ao último instante o apregoou como seu melhor amigo. Dessa amizade
utilizou-se Manuel Jacinto, menos em benefício próprio do que para dar
expansão ao seu espírito generoso e benfazejo, especialmente para com
aqueles seus patrícios que, longe da pátria, mais necessitavam de proteção.
Na escola da desgraça tinha Manuel Jacinto aprendido a condoer-se dos
desgraçados. Dentre os que aproveitaram os benefícios do seu distinto
compatriota, só apontaremos o conselheiro José de Resende Costa, que,
envolto com seu pai no famoso processo de inconfidência e desterrado para
Cabo Verde, foi agraciado e empregado no erário de Lisboa, donde ao depois
passou para o do Rio de Janeiro.
Ainda no meio dessas prosperidades, a desgraça o não deixou tranqüilo: seu
irmão mais velho, Antônio Joaquim Nogueira da Gama, que com ele fora do
Brasil doutorar-se em Coimbra, mal acabava de tomar o capelo na Faculdade de
Medicina, quando faleceu, deixando em suma pobreza sua viúva e seis filhos
menores. Não obstante seus poucos recursos pecuniários, teve Manuel Jacinto
de acudir às necessidades de sua cunhada e de seus sobrinhos, a quem enviou
para Minas ao seio de sua família, continuando a dar à viúva uma mesada, em
Coimbra, enquanto existiu.
Despachado no 1º de junho de 1801 inspetor-geral das nitrei-ras e fábricas
de pólvora de Minas Gerais, e ao mesmo tempo deputado da Junta de Mineração
e Moedagem e secretário do governo, teve de deixar a sua cadeira de lente de
matemática. Foi logo depois, no 1º de outubro, nomeado deputado da junta da
Real Fazenda na mesma província, então capitania, declarando-se vitalício em
sua pessoa o lugar de secretário do governo.
No entretanto, querendo o governo da metrópole ainda aproveitar-se em
Portugal dos talentos do nosso distinto compatriota, nomeou-o, em 12 de
novembro do mesmo ano, ajudante do intendente-geral das minas e metais do
reino, no curso docimástico da Casa da Moeda; e aí estabeleceu ele o
laboratório clínico, e igualmente encarre-gou-se da construção das nitreiras
artificiais em o Braço de Prata, e delas foi nomeado Inspetor.
Promovido em 9 de fevereiro de 1802 a tenente-coronel do corpo de
engenheiros, pediu e obteve, em 2 de julho de 1803, a sua demissão de
secretário do governo de Minas Gerais, lugar que não chegou a exercer, e em
24 de setembro do mesmo ano foi nomeado deputado e escrivão da junta da
Fazenda da dita província. Em março seguinte pôde voltar para sua pátria, a
cujo progresso de então por diante teve de consagrar um espírito cultivado
por diuturnas lucubrações, fortificado pelo sofrimento, e cheio da mais
acrisolada dedicação.
Prosseguindo na sua carreira administrativa, sempre estimado e coadjuvado na
razão do seu zelo pelo serviço público, apesar da relutância que à sua posse
opôs, sob o mais frívolo pretexto, o capitão-geral Pedro Maria Xavier de
Ataíde, e que o obrigou a voltar a Lisboa, donde regressou em julho de 1806,
foi sustentado no emprego pelo príncipe regente e pelo seu ministro, o
sempre memorado Luís de Vasconcelos e Sousa.
Nesse emprego, que começou a exercer em 27 de setembro do mesmo ano, mostrou
quanto pode um espírito esclarecido junto a um caráter íntegro e a um
coração generoso. Pelo estado em que ainda hoje entre nós se acham a
fiscalização, a arrecadação das dívidas do estado e a cobrança dos impostos,
pode-se fazer idéia do que seriam elas em 1806, em uma província central da
colônia. A esse estado procurou-a arrancar Manuel Jacinto, e sem queixumes
nem relutâncias o conseguiu grande parte.
Tanto aí se distinguiu, que em 1808, criado no Rio de Janeiro o real erário,
foi chamado para nele desempenhar as funções de escrivão. Então começou essa
série de imensos e inapreciáveis serviços, que só poderão ser compreendidos
por quem atender às circunstâncias do tempo, à falta de homens, e aos
interesses filhos do abuso e da prevaricação, que de tropel iam achar-se
ofendidos pelo gênio fiscalizador e sistemático do nosso distinto patrício.
Estreou ele não só com os seus conselhos quanto à administração, senão
apresentando um douto e bem deduzido parecer acerca dos melhoramentos
exigidos para a cobrança das rendas e fiscalização da despesa. Levado ao
conhecimento do príncipe regente em 1812 esse plano, foi por ele muito
aprovado. Mas se recebeu Manuel Jacinto essa honra, teve em compensação os
ódios e rivalidades de quantos sugavam a substância do estado, que queria
ele salvar para ser aplicada ao serviço público. Sobranceiro porém a esses
ódios, a essas inimizades, nem por amor delas sentiu Manuel Jacinto
arrefacer o seu zelo, nem por vingança perseguiu os que o hostilizavam;
antes, generoso, salvos os públicos interesses por eles ofendidos, procurou
adoçar-lhes o rigor das suas destituições.
Enquanto na carreira administrativa assim prosseguia, era chamado a prestar
outros serviços, e indefesso sempre acudia ao reclamo. Instalada em 1811 a
Real Academia Militar (que depois de tantas transformações e mudanças de
nome ainda subsiste sem grande alteração no essencial), foi ele nomeado
deputado da junta que a devia dirigir, e inspetor das suas aulas, lugar que
serviu sem estipêndio até o ano de 1821.
A par dos serviços, não lhe foram escassos os galardões honoríficos.
Promovido a coronel do corpo de engenheiros a 4 de julho de 1808, foi em 6
de fevereiro de 1818 nomeado brigadeiro graduado: em 8 de junho de 1819
obteve a efetividade desse posto, reformando-se em 11 de dezembro de 1822 no
de marechal-de-campo. Comendador de Aviz em 31 de maio de 1809, obteve em 10
de março de 1814 o título do conselho, e em 18 de janeiro de 1815 o foro de
fidalgo cavaleiro.
Nessa posição se achava Manuel Jacinto Nogueira da Gama, quando o movimento
político que agitou em 1820 a Europa, e que ao mesmo tempo envolveu a
Itália, a França, a Espanha e Portugal, propagou-se ao Brasil, único de
todos esses países que teve de dever-lhe benefícios reais e progresso, pois
deveu-lhe a constituição e a independência.
A agitação das idéias, a efervescência dos espíritos então dominantes não
podiam deixar de tirar um cidadão da importência e do merecimento de Manuel
Jacinto da esfera administrativa em que até então se havia circunscrito o
seu zelo ativo e patriótico, e de aproveitá-lo para coisas ainda maior e
mais úteis. A vida política se lhe abriu.
Em 23 de fevereiro de 1821, foi nomeado secretário e deputado da junta o que
com os procuradores das câmaras do Brasil devia tratar das leis das cortes
de Portugal e dos melhoramentos úteis ao Brasil. Em 4 de abril passou a ter
exercício no conselho da Fazenda, para o que pediu e obteve a sua exoneração
das funções que exercia no real erário, em que ao depois só interveio em 21
de fevereiro de 1822 como membro da comissão encarregada de seu exame, e
posteriormente e por diversas vezes como ministro da Fazenda e presidente do
Tesouro público. Em 21 de abril de 1821, eleitor da freguesia de S. José,
assistiu a essa trágica reunião dos eleitores na praça do comércio.
Não é da nossa tenção escrever aqui a história política de nossa pátria;
abstemo-nos portanto de apreciar os acontecimentos, de explicá-los nas suas
causas; somente os indicamos em tudo quando neles se achou envolto o nosso
distinto compatriota, contentando-nos com dizer que sua voz ilustrada e
eloqüente, intérprete de uma opinião conscienciosa e despida de ambições,
nunca serviu uma só idéia de desorganização, nunca favoreceu a demagogia;
nunca porém também sacrificou a causa do progresso humanitário para a
liberdade.
Deputado pela província do Rio de Janeiro à Assembléia Constituinte, que,
como se sabe, foi o centro de reunião de todos os homens conspícuos de que
então se gloriava a nossa pátria, e a quem, ainda virgem de cabalas e
trapaças eleitorais, o povo congregava para que lhe dessem, o que a sua
inexperiência desejava, uma sábia constituição política. Manuel Jacinto,
precedido pelo seu nome, pelos seus serviços, não podia deixar de para logo
ocupar eminente posição, especialmente como financeiro. Tanto se distinguiu,
que daí a três meses, em 17 de julho de 1823, foi chamado ao Ministério da
Fazenda e à presidência do Tesouro público.
Em época tão calamitosa, o poder poucas condições de estabilidade oferecia,
o país poucos elementos de grandeza apresentava: achar meios de acudir ao
serviço público, de satisfazer todas as exigências que apareciam, era o mais
que ao ministro da Fazenda era dado; nem então lhe era possível conceber e
menos realizar grandes planos. Manuel Jacinto o compreendeu, e, ministro,
continuou a obra de organização a que, anos atrás, havia posto peito.
Infelizmente a agitação demagógica impelia o país para a sua ruína; a
Assembléia Constituinte não sabia segregar-se dela; em luta direta com o
poder, atacando-o no seu princípio, colocava-o na necessidade de sal-var-se
por um golpe de estado. O ministro da Fazenda e quatro dos seus colegas não
quiseram aceitar a responsabilidade moral desse ato, e renunciaram as pastas
dois dias antes da dissolução da Constituinte.
Dissolvendo porém essa assembléia, que, como todas as constituintes, era,
apesar da ilustração dos seus membros, incapaz de cumprir a sua missão e de
subtrair-se ao domínio das facções, o chefe do estado havia prometido aos
povos uma constituição: cumpria mostrar-lhes que a dissolução não havia sido
uma agressão à liberdade nem uma falta à fé jurada, mas simplesmente um
recurso extremo contra abusos legalmente irreprimíveis e inevitavelmente
funestos: foi pois em 13 de novembro nomeado conselheiro de estado e
ex-ministro Manuel Jacinto, e coube-lhe a glória de ser um dos autores e
signatários desse pacto fundamental a que deve a nação brasileira a
diuturnidade da sua duração e a garantia das suas liberdades. Por esse
serviço condecorou-o a Coroa com a dignatária da Ordem Imperial do Cruzeiro.
Por carta imperial de 15 de outubro de 1825 foi-lhe conferido o título de
visconde Baependi com as honras de grandeza, e foi pouco depois, em 21 de
janeiro de 1826, chamado de novo ao Ministério para a repartição da sua
especialidade, a da Fazenda. Em 12 de outubro do mesmo ano obteve o título
de marquês.
Infelizmente só conservou o poder um ano: no meio das intrigas e manejos da
época, persuadindo-se que não gozava de suficiente confiança da Coroa, por
não haver ela querido aceder do desejo, por ele mostrado, de reformar a
alfândega, contra a qual tanta e tão fundadas acusações eram geralmente
dirigidas, pediu em 19 de outubro a sua demissão; não lhe foi porém ela
concedida, e teve o dedicado e leal servidor de continuar ainda três meses
contra a vontade nessa posição, em que, vítima de tantos enredos, não lhe
era dado servir, como entendia conveniente, o monarca e a pátria. Enfim, em
15 de janeiro de 1827, conseguiu retirar-se do Ministério com os seus
colegas, marqueses de Caravelas, de Paranaguá e de Inhambupe.
Retirando-se porém do poder, não arrefeceu o seu zelo pelo serviço do país e
devoção ao Imperador: no conselho de estado, os seus votos, os seus
pareceres escritos e luminosamente deduzidos, de acordo com os ditames da sã
política, se nem sempre infelizmente foram seguidos, aí estão todavia para
mostrarem que, se o erro dominou, não foi por não haver quem apontasse a
verdade. Entre esses pareceres faremos sobressair aquele em que aconselhou a
reprovação desses empréstimos de Londres que com tão funesto encargo
oneraram as finanças do país, e tantos pretextos deram aos clamores contra o
governo de então. Não menos importante é o que deu sobre as questões
suscitadas pela morte d'El-Rei o Sr. D. João VI e pelo chamamento do
Imperador do Brasil como D. Pedro IV ao trono português. E por fim, em anos
posteriores, quando o espírito revolucionário, já senhor das massas
populares, impelia a câmara temporária, onde dominava, contra o Senado e o
princípio conservador, quando a crise precursora do Sete de Abril se
apresentou, o seu voto aconselhando ao poder que se circunscrevesse na
restrita esfera de sua ação legal, mas nela cumprisse enérgico a sua missão
constitucional e firmasse a independência e ponderação dos dois ramos do
poder legislativo, o seu voto, dizemos, se houvesse sido adotado, talvez nos
tivesse poupado os desastres de uma revolução.
Apresentado em 1826 em lista tríplice para senador pelas províncias de Minas
Gerais e do Rio de Janeiro, foi escolhido por aquela, e tomou assento logo
na instalação do Senado, nesses bancos a que tanto realce soube dar.
Entretanto iam correndo os tempos, e os esforços revolucionários, mal
contrariados pela ação inexperiente e frouxa do governo, tinham chegado ao
seu ponto: a revolução estava madura; só lhe faltava um oportuno ensejo, e
os seus planejadores o procuravam com todo o afã. Verificaram-se as fatais
ocorrências de março de 1831; o monarca que em frente delas julgou possível
acomodar a oposição organizando um ministério de sua confiança, sentiu que
nem assim a satisfaria, e organizou outro gabinete em vista de reprimir as
tendências revolucionárias que ameaçavam a sociedade. Desse gabinete,
organizado na noite de 5 de abril, fez parte, como ministro da Fazenda, o
marquês de Baependi.
Mas a revolução estava em campo: seus autores, receando perder os elementos
que haviam congregado, acolheram a notícia da organização do novo Ministério
com o rompimento de há muito preparado.
A parte que nos últimos acontecimentos do reinado do magnânimo fundador do
Império coube ao nobre marquês de Baependi, o que houve contra o seu
conselho, ou conforme com ele, nessas ocorrências que precipitadas se
aglomeraram no dia e na noite de 6 de abril de 1831, poder-nos-ia mais de
espaço ocupar; fácil nos seria recompor essas cenas íntimas em que a timidez
lutava com a dedicação, e os mais nobres pensamentos eram contrastados por
frio desânimo; deixemos porém à História o que à História pertence, e,
biógrafos, digamos somente que em todos os momentos, que equivaliam a
séculos, desse dia fatídico, o nobre marquês não desmentiu um só instante a
sua re-fletida lealdade, a sua inteligente dedicação à pátria e ao
Imperador.
No dia da abdicação, na presença dessa grande prova de ingratidão dos povos,
o nobre marquês como que deu por finda a sua missão política. Vítima dos
furores revolucionários, como ex-ministro, apontado às calúnias mais
torpemente inventadas, insultado o seu domicílio, o prestante brasileiro
apenas reuniu os seus esforços a alguns amigos da ordem que procuravam
neutralizar, com a propagação das sãs doutrinas, o espírito da irrefletida
destruição de que se achavam possuídos os revolucionários.
Para justificar a revolução, os dominadores da época trataram de formular
acusações contra os ex-ministros do Imperador: o marquês de Baependi foi um
dos escolhidos, e para honra sua aí está essa acusação em que o espírito
sagaz do ódio político, pesquisando uma longa vida ministerial, em uma pasta
de tão complicados quão graves negócios, apenas achou para base do crime de
prevaricação um fato meramente administrativo e da maior insignificância.
Firme na sua consciência, o nobre marquês respondeu vitoriosamente a tão
injusto pro-jeto de acusação. E de fato tão injusto era ele, que a própria
comissão encarregada de examinar a acusação a desprezou pelo seu nenhum
fundamento, o que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em setembro de
1831.
Não podendo lutar contra a torrente, o nobre marquês reti-rou-se da vida
política: se comparecia no Senado, se com o seu voto ainda disputava alguns
dos grandes princípios de ordem à conquista revolucionária, se defendeu a
Constituição do Império contra os ataques dos seus reformadores, nunca mais
ocupou a tribuna; sua voz eloqüente emudeceu.
A causa porém da monarquia constitucional brasileira tinha de ser salva. O
ano de 1836 viu ressurgir poderoso, ilustrado e unido o partido que reagiu
contra os erros revolucionários; logo no ano seguinte foi o nobre marquês
eleito vice-presidente do Senado, e como tal teve de reger em toda essa
sessão os trabalhos de tão importante câmara; no ano de 1838 foi eleito seu
presidente.
De posse da plenitude do Poder Executivo e Moderador, o Senhor D. Pedro II,
por ocasião da sua coroação em 18 de julho de 1841, galardoou o velho e
constante servidor da monarquia brasileira, o ministro fiel e amigo de seu
augusto pai, com a grã-cruz da Ordem da Rosa.
A vida política, a vida ativa e a de trabalho do nobre marquês estava
acabada; seus dias continuaram ainda alguns anos a deslizarem-se no seio do
sossego e da ventura doméstica de que era tão digno, e se ainda, não
obstante a sua idade aparecia entre os anciãos da pátria, se ainda pôde com
o seu voto sustentar algumas vezes a causa de toda a sua vida, já não era
senão o venerando representante do brasileiro distinto que tão alto havia
elevado o seu nome. No meio dessas vicissitudes dos tempos, e dessas
modificações de caracteres, de opiniões e de princípios, que tão infeliz
conseqüência são da fraqueza humana na vida política, ao nobre marquês cabe
uma glória: seu caráter, suas opiniões foram sempre os mesmos, os seus votos
nunca se desmentiram; nunca em sua longa existência política houve um passo
que lhe deixasse a amargura do arrependimento.
No meio dessa existência tão ativa, tão cheia, o nobre marquês, ainda
conservando essa previdente generosidade que nas lutas da sua mocidade com a
pobreza se havia acrisolado, teve a lembrança da fundação de um montepio,
espécie de associação mútua em que os pais de família menos abastados, e a
quem era tolhido economizar um pa-trimônio para seus filhos, pudessem com
alguns fracos sacrifícios comprar para suas famílias parca, porém segura
subsistência. Em junho de 1825 ofereceu ele ao Senhor D. Pedro I um projeto
para a fundação de um montepio geral para as famílias brasileiras; já
anteriormente havia oferecido uma para as famílias dos militares. Aquele
interessante trabalho foi apresentado no Senado em 26 de agosto de 1834, e
dele posteriormente resultou o instituto que aí temos com o nome de Montepio
Geral dos Servidores do Estado, cuja idéia é atribuída a outrem,
reali-zando-se assim ainda uma vez o famoso dístico de Virgílio ... sic vos
non vobis...
Na vida do nobre marquês pode-se considerar o homem privado e o homem
público; e neste podemos ver - o homem de estudo e de magistério, - o homem
de administração, - e o homem político, e em todos esses aspectos pode o
Brasil ufanar-se de tão distinto filho, e apresentá-lo como modelo.
Homem político, em uma época de luta com a desorganização revolucionária,
quando os mais funestos absurdos eram reconhecidos como princípios e até
proclamados como axiomas, teve ele na sua inteligência fria e calma, no seu
coração cheio de lealdade e de devoção, meios de premunir-se contra todos os
erros, e, convencido que só sob a égide da autoridade pode vigorar a
liberdade, nem um só momento sacrificou uma à outra. Até 1831 foi um dos
oradores mais distintos e que melhor direção deram aos debates do nosso
parlamento, elucidando-os com a maior clareza de expressão, a mais lógica
argumentação. Ministro e conselheiro de Estado, sempre falou ao monarca,
ainda em risco de desagradar-lhe, a linguagem da verdade. Disso tem o
arquivo do Conselho de Estado provas escritas que o futuro historiador das
cousas da nossa terra poderá compulsar.
Homem de administração, todos os seus trabalhos na província de Minas Gerais
e na organização do Erário do Rio de Janeiro dão testemunho de que tinha ele
todas as qualidades necessárias ao administrador, compreensão rápida e
clara, perspicácia, perseverança, e essa qualidade sem a qual nocivas são
todas as outras, acrisolada inteireza.
Homem de estudo e de magistério, basta lembrar que, ainda estudante, no
ensino achou os recursos da existência, que chamado ao professorado público
em um estabelecimento importante, conquistou a mais subida estima e
consideração, para se ter idéia do que foi; e se como literato administrador
escreveu diversos trabalhos sobre as finanças do Brasil, se como agrônomo e
amigo do progresso publicou interessantes memórias sobre o cultivo da canela
do Ceilão e sobre a granza ou ruiva dos tintureiros, como professor
traduziu, para uso da mocidade, a metafísica do cálculo de Carnot, a obra de
Fabre sobre torrentes e rios, e a mecânica de Lagrange. Foi membro de muitas
sociedades literárias e científicas, quer nossas, quer estrangeiras: a
Academia Imperial de Medicina do Rio de Janeiro, o Instituto Histórico
Geográfico do Brasil, as sociedades Literárias e amante da instrução, a
Promotora da instrução de Vassouras, a de Agricultura, Comércio e Indústria
da Bahia contaram-no entre os seus sócios; bem como a Sociedade Universal de
Estatística em França, a Academia Francesa de Indústria Agrícola,
Manufatureira e Comercial, a Academia Real das Ciências de Lisboa, a
Sociedade Literária Tibuciana, etc.
Como homem particular, sempre prestimoso e obsequiador, não poucos
benefícios soube espalhar. Afável, jovial e dócil, conciliava com o respeito
a afeição de quantos tinham a ventura de o tratar.
Casando-se em 5 de agosto de 1809 com a Senhora D. Francisca Mônica Carneiro
da Costa (Marquesa de Baependi), filha legítima do coronel Brás Carneiro
Leão, um dos mais abastados e consideráveis negociantes da praça do Rio de
Janeiro, cuja viúva foi posteriormente nomeada baronesa de São Salvador de
Campos, teve desse feliz consórcio três filhos, um o visconde de Baependi
(Brás Carneiro Nogueira da Costa e Gama), a quem deixou em maioridade, e
dois outros, Manuel Jacinto Carneiro Nogueira da Gama e Francisco Nicolau
Carneiro Nogueira da Gama, ainda menores. Modelo de todas as virtudes
domésticas, amou extremosamente a sua família, e, zeloso pela sua sorte,
nada deixando ao acaso, conhecendo a fragilidade das cousas humanas e os
vaivéns do mundo, com os bens da fortuna que lhes deixou, ainda melhor
herança lhes preparou, quer no exemplo das suas virtudes, quer no assíduo
cuidado da sua educação.
Do Estado nada deixou a seus filhos senão o seu nome e a recordação dos seus
serviços, que mais devem considerar-se como empenhos que os obrigam que como
vantagens de que tenham de friur.
Cidadão tão virtuoso, homem de tanto merecimento, devia merecer da
Providência uma remuneração; ele a teve na sua longa existência, nos serenos
anos da sua velhice, no amor da sua família.
Em 15 de fevereiro de 1847, pela meia hora da madrugada, depois de curta
enfermidade, entregou a alma ao Criador. Sua morte foi a do filósofo
cristão, como fora a sua vida. Seu corpo foi sepultado nos jazigos da Ordem
Terceira de São Francisco de Paula desta cidade com as honras devidas aos
altos cargos que durante tantos anos exerceu. Tinha de idade 81 anos, 5
meses e 7 dias.
Sua morte foi geralmente sentida não só pelos seus amigos, como por aqueles
que só de nome o conheceram; e se inimigos teve, nasceram-lhe eles das lutas
políticas e do exato cumprimento dos deveres dos cargos que ocupara, porque
a ninguém odiou, e nunca a ninguém perseguiu.
Nenhum cidadão mais do que ele consagrou ao serviço da pátria diuturna
dedicação. Nas épocas difíceis do nascimento político da nação brasileira,
quando tudo estava por criar, finanças, administração, recursos materiais e
morais, e quando entretanto, alimentado pela infância nacional, o espírito
revolucionário tudo perturbava, até como que adrede tudo comprometia, o
marquês de Baependi, esse glorioso brasileiro, aí se achou em constante
esforço, em constante luta, vítima, como todos os que se consagram ao
serviço público, da inveja de uns, da calúnia de outros, nunca porém menos
enérgico, menos dedicado.
Obtido em "http://pt.wikisource.org/wiki/Galeria_dos_Brasileiros_Ilustres/
Marqu%C3%AAs_de_Baependi
Categoria: Galeria dos Brasileiros Ilustres
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"INVENTÁRIO e TESTAMENTO do Alferes NICOLAU ANTÔNIO NOGUEIRA
Arquivado no Museu Regional de São João del-Rei na caixa 509
Número de folhas originais 10
Inventariante : ANA JOAQUINA DA GAMA
Inventário Redigido : Vila de São João del-Rei em 25/04/1800
Transcrito por : Flávio Marcos dos Passos a pedido de Luis Antônio Villas
Bôas.
Data da Transcrição : FEV/2003.
Objetivo: Dados Genealógicos.
FL. 01V
.... disse que o referido seu marido havia falecido em dias do mes de
setembro do ano de mil setecentos e noventa e dois com seu solene testamento
...
FL.04 - FILHOS :
1. O Capitão de Fragata da Real Armada MANOEL JACINTO NOGUEIRA DA GAMA,
solteiro, de idade de 35 anos.
2. O Tenente da Cavalaria Regular destas Minas FRANCISCO ANTÔNIO DE PAULA
NOGUEIRA DA GAMA, solteiro de idade de 28 anos.
3. JOSÉ INÁCIO NOGUEIRA DA GAMA, solteiro 21 anos.
4. O Cadete da Cavalaria Regular destas Minas INÁCIO JOSÉ NOGUEIRA DA GAMA,
solteiro de 15 anos.
5. Dona MARIA CUSTÓDIA NOGUEIRA DA GAMA, solteira de 19 anos.
6. Doutor ANTÔNIO JOAQUIM NOGUEIRA DA GAMA, falecido na cidade de Coimbra,
casado que foi com Dona MARIA ANGÉLICA NOGUEIRA de quem ficaram os filhos
seguintes :
FL.04V Filhos do Dr. ANTONIO :
1. ANTÔNIO JOAQUIM NOGUEIRA DA GAMA de idade de 9 anos
2. FRANCISCO JOAQUIM NOGUEIRA DA GAMA de idade de 8 anos.
3. LUIZ JOAQUIM NOGUEIRA DA GAMA de idade de 7 anos.
4. JOAQUIM ANTÔNIO NOGUEIRA DA GAMA de idade de 5 anos.
5. CARLOS JOAQUIM NOGUEIRA DA GAMA de idade de 4 anos.
6. JOSÉ JOAQUIM NOGUEIRA DA GAMA de idade de 3 anos.
FL.05 ESCRAVOS : 02
DIVIDAS ATIVAS : .... a órfã sua filha herdeira Dona MARIA CUSTÓDIA NOGUEIRA
DA GAMA como declara o testador no seu testamento = 45$000.
FL.06 TESTAMENTO
Em nome da Santissima Trindade em que creio, Padre Filho e Espírito Santo,
três pessoas distintas e um só Deus verdadeiro. Eu NICOLAU ANTONIO NOGUEIRA
estando molesto mas com aquele perfeito juízo e entendimento que Deus Nosso
Senhor foi servido dar-me ordeno o meu testamento na forma seguinte :
Declaro que sou natural da Freguesia de Nossa Senhora de Monserrate de
Baependi, termo desta Vila, dilho legítimo do Capitão Mór TOMÉ RODRIGUES e
NOGUEIRA DO Ó e de Dona MARIA LEME DO PRADO, já falecidos. Sou presentemente
casado com Dona ANA JOAQUINA DA GAMA de cujo matrimonio temos seis filhos a
saber : ANTONIO JOAQUIM, MANOEL JACINTO, que se acham em Portugal, FRANCISCO
ANTONIO, JOSÉ INÁCIO, Dona MARIA CUSTÓDIA e INÁCIO JOSÉ os quais são todos
meus herdeiros e por tais os instituo. Nomeio para meus testamenteiros a
dita minha mulher Dona ANA JOAQUINA DA GAMA e em segundo lugar a Dona MARIA
INÁCIA VILAS BOAS DA GAMA e em terceiro lugar ao dito meu filho FRANCISCO
ANTONIO DE PAULA NOGUEIRA aos quais concedo todos os meus poderes com livre
e geral administração dos bens para poderem dispor como melhor entenderem a
fim de cumprirem as minhas disposições. Ordeno que o meu corpo será envolto
no meu hábito de terceiro de Nossa Senhora do Carmo de quem sou irmão
professo e sepultado na Capela da mesma ordem desta vila onde já tenho
servido no definitório e tudo o mais do enterro ficará a eleição dos meus
testamenteiros. Declaro que no dia do meu falecimento e enterro meus
testamenteiros me mandarão dizer por minha lama aquelas missas de corpo
presente que comodamente puderem e lhe for possível segundo as minhas
possibilidades o que deixo a seu arbítrio (FL.06V) o que ele particular
obrarem se haverá por bem feito. Ordeno mais mandem dizer ses missas a saber
duas pelas almas de meus pais e quatro segundo a minha intenção. Declaro que
os bens que possuo pertencentes ao meu casal são duas escravas uma por nome
Vitoriana, parda e Antonia Cabra, alguns móveis de casa de pouco valor.
Declaro que em meu poder se acha também uma escrava por nome Maria de nação
angola com três filhos da mesma nas quais escravas somente tenho o usufruto
por pertencer a propriedade e domínio deles a minha filha Dona MARIA
CUSTÓDIA NOGUEIRA a quem foram doados por meu sobrinho o Capitão JOSÉ
NOGUEIRA DE SÁ e seus irmãos Capitão TEODORO GOMES NOGUEIRA, o Capitão
ALBANO GOMES NOGUEIRA, o Capitão HILÁRIO GOMES NOGUEIRA de que passaram
papel de doação, porém como que a compra destes escravos não (ilegível) a
ordem que eles doadores deram ao comprador Capitão ANTONIO JOSÉ DE CASTRO e
assisti para a compra dos mesmos escravos com a quantia de quarenta e cinco
mil réis pouco mais ou menos segundo a minha lembrança cuja quantia pertence
ao meu casal e a deve repor e satisfazer a sobredita minha filha Dona MARIA
CUSTÓDIA NOGUEIRA a que foram doadas as mencionadas escravas. Declaro que ao
meu casal se devem varias dívidas de créditos e rendas as quais todas me
foram sequestradas pela real fazenda dentre elas se incluiu um crédito o
Capitão LEANDRO BARBOSA DA SILVEIRA de quantia de duzentos mil réis, outro
dito do Capitão MANOEL DA COSTA VILLAS BOAS E GAMA de quantia de duzentos
mil réis, outro dito do Alferes JANUÁRIO PEREIRA DIAS já falecido de quantia
de quatrocentos e trinta mil réis ou o que dele constar, e todas as mias
dívidas que constarem do seu (ilegível) que se me for por parte da Real
Fazenda e como esta já se acha inteiramente paga pelo produto de meus bens e
de meus fiadores poderem estes ou outros meus credores (FL.07) reporem algum
na forma daquele se (ilegivel) para haverem as sobreditas dívidas e créditos
para seu pagamento pelos meios que lhe competir. Declaro que a pedido meu
arrematou o Capitão JOAQUIM PEDRO CALDAS na praça desta Vila dois escravos
um por nome José de nação mina e outra crioula pro nome de Ana os quais
foram para minhas cunhadas Dona MARIA INÁCIA VILLAS BOAS DA GAMA e Dona
INÁCIA QUITÉRIA DE ALMEIDA por conta das quais arrematações entreguei eu por
(ilegível) ao dito Capitão CALDAAS setenta e sete mil duzentos e oitenta e
um réis (ilegivel) que para isso me entregou a dita Dona INÁCIA, e assim
mais (ilegivel) cinquenta e um mil e vinte de carta de outra minha cunhada
dita Dona MARIA INÁCIA e como o sobredito Capitão CALDAS não me passou
recibo dessas quantias, nem eu o pedi naquele tempo por me achar servindo
por conta dele o ofício (ilegivel) faço esta declaração para o todo o tempo
constar do que ele recebeu pela minha mão e o resto do importe das
sobreditas arrematações as pagarão as ditas minhas cunhadas ao arrematante
Capitão CALDAS em contas que com ele (ilegível). Declaro que deixo a meus
testamenteiros o tempo de três anos para dentro deles mostrarem cumpridas
estas minhas disposições (ilegivel) completas só poderão se completar pelo
juízo da conta (ilegivel) alguma seja desfeita. E nesta forma dei por conc;uido
este meu testamento que espero se cumpra e guarde como nele se contém e peço
as justiças de sua Magestade de um e outro assim o façam cumprir e guardar e
pedi a JOÃO FELIX COSTA GOMES DO COUTO que este por mim escrevesse e por
estar conforme a minha última vontade e escrito na forma em que o ditei e eu
me assino sendo nesta Vila de São João del-Rei em primeiro dia do mes de
Agosto de mil setecentos e noventa e dois.NICOLAU ANTONIO NOGUEIRA. E este
escrevi a rogo do sobredito gomo testemunha me assino JOÃO FELIX COSTA DO
COUTO. Declaro mais que como tenho alguns filhos ainda menores e pela lei me
é facultado (FL 07V) o poder de (ilegivel) ao mesmo tempo a capacidade de
que é dotada minha mulher e que ninguém mais, melhor que ela poderá (ilegivel)
dos sobreditos meus filhos a ela mesma dita minha mulher Dona ANA JOAQUINA
DA GAMA nomeio para tutora e administradora de meus filhos."
Outros Bisnetos Ilustres do Cap. Mór Tomé Rodrigues do Ó:
2º. Conde de Baependi - Brás Carneiro Nogueira da Costa e Gama
Barão de Juparanã - Manoel Jacinto Carneiro Nogueira da Gama
Barão de Santa Mônica - Francisco Nicolau Carneiro Nogueira da Gamar
FÓRUM ASSISENSE EM 21 DE MARÇO DE 2009
De:
Emer Nogueira
Cidade: Marília. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum assisense.
Li a página sobre a fundação de Assis SP,
referente a família Nogueira. Estou elaborando
uma página
sobre os Nogueira da região Bragantina, cidade de Joanópolis.
Estou pesquisando sobre a minha família e o meu ramo é desta região. Deduzo,
sem documentação, que os Nogueiras sairam de São Paulo para a região
bragantina e de Itapetininga e de lá para o interior de Minas e São Paulo.
Abraços.
FÓRUM ASSISENSE EM 02 DE MARÇO DE 2010
De:
Francisco Garzo Neto
Cidade: Jaraguá do Sul. Estado: SC. País: Brasil
Para: Fórum assisense.
A/C do Egydio Coelho.
Estimado Assisense, boa tarde!
Segue anexo informações sobre os ancestrais e descendentes do Cap. Francisco
de Assis Nogueira. Melhores cumprimentos.
ANCESTRAIS e DESCENDENTES do CAPITÃO FRANCISCO DE
ASSIS NOGUEIRA
Descendants of Cap. Mór TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó
First Generation
1. Cap. Mór TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO Ó was born in
1674 in Funchal,Ilha da Madeira, Portugal. He died on 30 AUG 1741 in
Baependi (MG).
[Notes]
TOMÉ married MARIA LEME DO PRADO (II) daughter of
ANTÔNIO DA ROCHA LEME and ANTÔNIA DO PRADO LEME (ou de Quevedo).
MARIA was born in 1690/1704 in Lorena (SP). She died on 11 SEP 1756 in
Baependi (MG).
[Notes]
TOMÉ and MARIA had the following children:
7.
MARIA NOGUEIRA DO PRADO (ou Maria de Nazaré Prado) (TOMÉ
RODRIGUES NOGUEIRA DO ) was born in Baependi (MG).
[Notes]
MARIA married (1) JOÃO ÁLVARES SOBREIRA son of JOÃO
ÁLVARES and ANA ANTÔNIA on 15 JUL 1751 in Carrancas (MG). JOÃO was born in
Freguesia de São Pedro de Sobreira,Concelho de Paredes,Distrito do Porto,
Portugal.
[Notes]
JOÃO and MARIA had the following children:
Second Generation
MARIA married (2) Ten. JOSÉ RODRIGUES DE AFONSECA
(Filho) son of JOSÉ RODRIGUES DA AFONSECA and ANA DE MADUREIRA on 01 APR
1758 in São João del Rei (MG).
JOSÉ was born in Baependi (MG).
[Notes]
JOSÉ and MARIA had the following children:
Third Generation
|
+ |
39 |
M |
ii |
Alferes FELISBERTO JOSÉ NOGUEIRA was born on 19 FEB 1759.
|
|
|
40 |
F |
iii |
RITA TEODORA NOGUEIRA died in 1827 in Baependi (MG). |
|
|
41 |
F |
iv |
MARIA CUSTÓDIA NOGUEIRA (II) was born in Campanha (MG).
|
|
|
|
|
|
MARIA married JOÃO FRANCISCO DA SILVA son of MANOEL FRANCISCO DA SILVA
and ISABEL FRANCISCA in 1775 in Baependi (MG). JOÃO was born in
Aiuruoca (MG). |
|
+ |
42 |
M |
v |
JOSÉ CUSTÓDIO NOGUEIRA. |
|
+ |
43 |
M |
vi |
JOSÉ BASÍLIO NOGUEIRA was born about 1775. |
|
+ |
44 |
F |
vii |
CUSTÓDIA MARIA NOGUEIRA
was born in 1780. She died on 13 JUL 1840. |
39.
Alferes FELISBERTO JOSÉ NOGUEIRA (MARIA
NOGUEIRA DO PRADO ,
TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO ) was born on 19 FEB 1759 in Campanha (MG).
[Notes]
FELISBERTO married ANA MARGARIDA DE BARROS daughter of
Cap. JOSÉ DE BARROS MONTEIRO and ANA TERESA DE ASSUNÇÃO on 23 JUL 1786 in
Aiuruoca (MG).
ANA was born in Aiuruoca (MG).
They had the following children:
Fourth Generation
118.
FRANCISCO DE ASSIS NOGUEIRA (FELISBERTO
JOSÉ NOGUEIRA ,
MARIA NOGUEIRA DO PRADO ,
TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO ).
FRANCISCO married ANA TEODORA TEIXEIRA on 26 NOV 1816
in Baependi (MG).
They had the following children:
Fifth Generation
|
+ |
417 |
M |
i |
FRANCISCO DE ASSIS NOGUEIRA (Filho)
was born about 1821. He died in JUL 1908. |
|
+ |
418 |
F |
ii |
ANA MARGARIDA NOGUEIRA (I). |
|
+ |
419 |
M |
iii |
CARLOS SEVERIANO NOGUEIRA. |
|
|
420 |
M |
iv |
BRÁS NOGUEIRA. |
|
|
|
|
|
BRÁS married (1) MARIA GENOVEVA daughter of JOAQUIM DE SOUZA and
LEONOR NOGUEIRA. |
|
|
|
|
|
BRÁS married (2) EMÍLIA EMIRENE NOGUEIRA daughter of Cap.
JOÃO TEODORO NOGUEIRA and MARIA CÂNDIDA. |
|
|
421 |
M |
v |
ANTÔNIO TERESIANO NOGUEIRA. |
|
|
|
|
|
ANTÔNIO married JOANA daughter of Cap.
FÉLIX JOSÉ DE NORONHA NEGREIROS and MARIA HONÓRIA
NOGUEIRA (ou Maria Custódia Nogueira). |
|
+ |
422 |
F |
vi |
MARIANA CÂNDIDA NOGUEIRA (II). |
|
|
423 |
F |
vii |
RITA DE CÁSSIA NOGUEIRA. |
|
|
|
|
|
RITA married ANTÔNIO GONÇALVES DA ROCHA. |
|
|
424 |
M |
viii |
JOSÉ TEODORO NOGUEIRA (Sobrinho). |
|
|
|
|
|
JOSÉ married AMBROSINA CÂNDIDA DE ÁVILA. |
|
|
425 |
F |
ix |
MICAELA EMERENCIANA NOGUEIRA. |
|
|
|
|
|
MICAELA married JOSÉ JOAQUIM BARBOSA DE CARVALHO. |
|
|
426 |
M |
x |
CUSTÓDIO DE ASSIS NOGUEIRA. |
|
|
|
|
|
CUSTÓDIO married MARIANA OSÓRIA DE SÃO JOSÉ. |
|
+ |
427 |
M |
xi |
GABRIEL DE ASSIS NOGUEIRA. |
|
+ |
428 |
F |
xii |
MESSIA HONÓRIA NOGUEIRA. |
|
+ |
429 |
F |
xiii |
IRIA TEODORA TEIXEIRA. |
|
+ |
430 |
F |
xiv |
MARIA VÊNANCIA NOGUEIRA. |
417.
FRANCISCO DE ASSIS NOGUEIRA (Filho) (FRANCISCO
DE ASSIS NOGUEIRA ,
FELISBERTO JOSÉ NOGUEIRA ,
MARIA NOGUEIRA DO PRADO ,
TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO ) was born about 1821 in Baependi (MG). He
died in JUL 1908.
[Notes]
FRANCISCO married DELFINA CÂNDIDA RIBEIRO daughter of
FRANCISCO RIBEIRO DO VALLE and ANA UMBELINA DA CONCEIÇÃO (I).
They had the following children:
Sixth Generation
1322.
MARIA MARCELINA NOGUEIRA (FRANCISCO
DE ASSIS NOGUEIRA ,
FRANCISCO DE ASSIS NOGUEIRA ,
FELISBERTO JOSÉ NOGUEIRA ,
MARIA NOGUEIRA DO PRADO ,
TOMÉ RODRIGUES NOGUEIRA DO ).
MARIA married (1) JOSÉ CAETANO.
MARIA married (2) BELISÁRIO NOGUEIRA MARMOTEL son of
ZEFERINO DE SOUZA NOGUEIRA and SIMPLÍCIA (ou Simplires) GENEROSA DA
SILVEIRA.
BELISÁRIO was born about 1850.
They had the following children:
Seventh Generation
|
|
2659 |
F |
i |
BENEDITA NOGUEIRA is printed as
#1194. |
|
|
2660 |
F |
ii |
SIMPLÍCIA NOGUEIRA MARMOTEL is printed as
#1195. |
1323.
ANA UMBELINA DA CONCEIÇÃO (II)
FALECIMENTO :
- " Antonio Gomes Xavier , Prebitero Secular do Habito de S. Pedro Vigario
da Vara e da Igreja de N. Senhora das Dores do Rio Novo por S. Exa ....o
Sr Bispo Diocesano Certifico que revendo os Livros de Obitos desta
Parochia em um delles a fls 41 v encontrei o assento seguinte. Aos vinte e
oito de setembro de mil oito centos e oitenta e sete , neste districto ,
falleceo de estupor , sem sacramento algum , na idade de 36 annos , ANNA
UMBELINA DA CONCEIÇÃO , casada que era com Francisco Barbosa Sandoval , a
qual sendo ....... encommendada , foi seo cadaver acompanhado ate o
cemiterio desta Parochia . Para constar mandei faser este assento que
assigno. Vigario Antonio Gomes Xavier. Nada mais contem o dito assento que
extrahi do original ao qual me reporto . Ita in fide Parochi . Rio Novo ,
4 de Novembro de 1887. Vigario Antonio Gomes Xavier."
Anna Umbelina foi a primeira esposa de Francisco
Barbosa Sandoval. Tiveram alguns filhos que faleceram na infância e só
conseguiram criar um único filho , Francisco Ribeiro Sandoval , o qual
faleceu solteiro , em Guaxupé , aos 19 anos. Anna Umbelina foi batizada em
Caconde em 1.857 e já deveria ter uns 6 anos de idade. Casou-se com
Francisco Barbosa Sandoval em Caconde emovo (Avaré) , poisa de Assis
(Nhazinha) : Casada em 30/NOV/1887 (logo depois do falecimento da irmã) em
Avaré (Rio Novo) na paróquia de N Sra das Dores , conforme arquivo da
Arquidiocese de Santana de Botucatu , Livro l , fls 232 v No 848.
FRANCISCO
BARBOSA SANDOVAL
CASAMENTO :
- Obtido em lista de discussão pela internet : Transcrição de seu 1.o
Casamento : " No primeiro dia do mês de Julho de mil oito centos e
sessenta e sete, nesta Villa de Caconde, feitas as diligências em forma de
direito , sem impedimento e nem me consta haver , em presença do Reverendo
Vigário Emp.... Garbiello de licença minha e das testemunhas adiante
nomeadas , se receberão em Matrimônio na forma e à face da Santa Igreja
FRANCISCO BARBOSA SANDOVAL e ANNA UMBELINA DA CONCEIÇÃO , naturaes e
baptizados nesta Paróchia , dónde ambos são freguezes , ELLE filho
legítimo do finado JOSE FRANCISCO BARBOSA SANDOVAL e de ANNA ALVES MOREIRA
, ELLA filha legítima do Cap. FRANCISCO DE ASSIS NOGUEIRA e de Dona
DELPHINA CANDIDA RIBEIRO. Foram testemunhas Manoel Jose Ramos e Francisco
Vieira Ribeiro do Valle e no mesmo acto receberão as Bençãos Nupciais na
forma do Ritual Romano , do que para constar faço assento. Vigário Angelo
Alves d'Assunção."tu Certidão de Casamento
Certifico , a pedido da pessoa interessada , que no Livro de Registros de
Casamentos da Paróquia de Nossa Senhora das Dores em Avaré - SP em arquivo
da Cúria Metropolitana no Livro 01 fls 232 vs No 848 consta que : "Aos
trinta de Novembro de mil oitocentos e oitenta e sete nesta Matriz depois
de feitas as diligências de estilo , observado tudo quanto dispõe o
sagrado Concílio Trentino , sem impedimento algum , além da afinidade
lícita em primeiro grao da linha lateral , dispensado pelo Exmo. Bispo
Diocesano em minha presença e das testemunhas Jose Dionisio Franco do
Prado e Manuel Marcelino de Souza Franco , receberam-se em matrimônio
FRANCISCO BARBOSA SANDOVAL e DELPHINA CANDIDA DE ASSIS , fregueses desta
Paróquia de Nossa Senhora das Dores do Rio Novo , ella natural e batizada
na Paróquia de Caconde , filha legítima de FRANCISCO DE ASSIS NOGUEIRA e
de DELPHINA CANDIDA RIBEIRO , elle viúvo de Ana Umbelina da Conceição ,
sepultada na dita Paróquia do Rio Novo. Para constar mandei fazer este
assento que assino. Vigário Pe. Antonio Gomes Xavier. Botucatu , SP,
23/MAR/1987 ".
* Transcrição , verbum ad verbum , do processo de
casamento de Francisco Barbosa Sandoval e de Delphina Candida de Assis.s
oradores Francisco Barbosa Sandoval e Delphina Candida de Assis, elle ,
viúvo por fallecimento de Anna Umbelina da Conceição ,gítima de Francisco
de Assis Nogueira e de Delphina Candida Ribeiro , nascida e baptisada na
Villa de Caconde , e ambos freguezes desta , que elles suplicantes
achando-se justos e contratados para se receberem em matrimônio , não o
podem fazer por estarem ligados com impedimento de affinidade licita em
primeiro grao egual ao linha transversal do que humildemente supplicam a
V. Exc. Res.ma a graça da dispensa e be.....s da Villa de Caconde , donde
era moradora a contrahente , visto haver urgente necessidade de
efectuar-se o seu casamento o quanto antes , e para merecer apresentam as
seguintes premissas :o , irmã legítima da oradora.te àra não fôra raptada
pelo orador , e sim , viventoi penitentia.valr do Habito de São Pedro,
Vigário da Vara e da Igreja de N. Sra das Dores do Rio Novo por S. Exma
Revma. o Sr Bispo Diocesano etc.l e Delphina Candida de Assis , meos
parochianos acham-se ligados com o impedimento de affinidade licita em
primeiro grao egual da linha transversal , de qual impetrao a precisa
dispensa e tambem das admoestações Canonicas dos banhos. O orador e pessoa
abastada ; a oradora pertence a uma familia muito dedicada a Egreja , seo
pae possue alguns bens , mas tem numeroza familia , que a faz merecedora
do que allega. O orador tambem é bom Catholico , frequenta seguidas veses
a casa da oradora , porem com respeito e criterio segundo sou informado .
Julgo ser de muita vantagem para a oradora o consorcio em rasão de ser
rico o orador e tributar lhe grande affeição. O referido e verdade que
afirmo in fide Parochi , Rio Novo 6 de Novembro de 1887.
1324.
DELFINA CÂNDIDA DE ASSIS
NASCIMENTO :
" Antonio Sanches de Lemos , Vigario da igreja e da Vara da Comarca de
Caconde , pelo Exmo Bispo a quem ....... Certifico que no ...... as folhas
9 do dihario com o assento de theor e forma o seguinte: "... Aos vinte e
cinco de setr de mil oito centos e cincoenta e sete , o Reverendo João
Jose da Paiva de licensa ....... baptisou e pôs os Santos Oleos a
innocente DELPHINA , filha legítima do Capm Francisco de Assis Nogueira e
de D. Delphina Candida Ribeiro , foram padrinhos Antonio de Carvalho e D.
Delphina Candida de Jesus , estes freguezes das Dores de Guachupé e os
mais desta de Caconde do que ...... constar mandei lavrar este que assigno
........ .. Antonio Nogueira. Nada mais constando este dito de cujo
original me reporto ......... de Caconde. 12 de Junho de 1874. Antonio S.
de Lemos."
Fonte:
www.genealogia.villasboas.nom.br -Descendentes do Cap. Mór Tomé
Rodrigues Nogueira do Ó, website de autoria do Ilustre Luis Antonio Villas
Bôas. |