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VOZ
DA TERRA - ASSIS - História do jornal, 14 de julho de 2.000
Histórico
do Jornal Voz da Terra
VOZ
DA TERRA foi fundada em 14 de julho de 1.963 pelo jornalista Egydio Coelho
da Silva, que em São Paulo já tinha feito circular dois jornais, um
estudantil e outro de uma entidade cultural, denominada: Centro de Oratória
Rui Barbosa.
Em
Assis, era correspondente da Última Hora e Gazeta Mercantil e colaborava,
escrevendo artigos para os jornais locais: Jornal de Assis e Gazeta de
Assis.
Egydio
chegara em Assis em 03 de maio de 1.962, para assumir o cargo de auxiliar
de fiscal de rendas.
No
começo de 1.963, o Jornal de Assis encerrou suas atividades, após mais
de 40 anos de circulação.
Seu
desaparecimento deixou um vazio no lado janista, uma das duas fortes
correntes políticas locais existentes na época: janismo e adhemarismo.
Egydio
era presidente do diretório municipal do MTR - Movimento Trabalhista
Renovador de Assis, partido formado por uma dissidência do Partido
Socialista Brasileiro em S. Paulo, que tinha afinidade com o janismo.
Por
isso, com o apoio dos janistas de Assis na época, Abílio Nogueira
Duarte, Santilli Sobrinho, Hélio Rosas e Tuffi Jubran, conseguiu fazer
circular um jornal político, com apenas quatro páginas, formato tablóide,
que intitulou Voz da Terra.
O
jornal se engajou imediatamente na campanha política municipal de 1.963,
cujas eleições iam se realizar em outubro daquele ano.
Embora
fosse consenso em Assis, de que VOZ DA TERRA duraria somente até as eleições,
isso não aconteceu. E o jornal se firmou, graças à sua coerência e
desejo de acertar de toda sua equipe, ao longo desses anos todos.
Em
julho de 1.964, Egydio, já
residindo em Ourinhos (para onde fora transferido por problemas políticos)
admitiu na sociedade Antônio João Tirolli e seu único empregado, ainda
menor, Odair Macedo Pereira e adquiriram "oficina própria": uma
máquina tipográfica, modelo Minerva. Transferiu então sua sede, que era
na Rua Ângelo Bertoncini, 53 (residência de Egydio), para Av. Armando
Salles de Oliveira.
Mais
tarde, em 1.966, na Rua Floriano Peixoto, passou a circular diariamente.
Quando
Odair Macedo resolveu mudar-se para Ivaiporã, deixando a sociedade,
admitiu, como sócio, Eli Elias. Eli já era um "faz tudo no
jornal", vendia assinatura, publicidade e também escrevia.
Na
década de 70, foi admitido na sociedade Hélio César Rosas, que cedeu
20% das ações da Rádio Difusora de Assis a Egydio e este, por seu
turno, cedeu também 20% de suas quotas partes na Empresa Jornalística
Voz da Terra para Hélio Rosas.
Sobre
as pessoas, que viabilizaram VOZ DA TERRA, Egydio comenta: "graças
ao dinamismo e competência de Eli Elias e de colaboradores como Antônio
Tirolli, Odair Macedo Pereira, Dr. Antônio Lázaro de Almeida Prado,
Pedro D'Arcádia Neto, Renato Santana, Horácio Marana, José Garcia (Brasinha),
Ramiz Jubran, Lorival José de Almeida, VOZ DA TERRA conseguiu firmar-se
no início de sua existência e é hoje uma empresa sólida. E, sem dúvida
nenhuma, tem seu espaço garantido na história da imprensa em
Assis".
VOZ
DA TERRA - ASSIS - 21 de abril de 2.001
VT
lidera com 87% da preferência do leitor
Liderança absoluta no
mercado
Em
pesquisa de mercado realizada pela empresa WERBUS$ entre os leitores de
jornal de Assis, o Voz da Terra atingiu a liderança absoluta com 87% da
preferência. O mais interessante, segundo o diretor da WERBUS$, Ricardo
Costa, é que a pesquisa pode ser considerada Top of Mind, ou seja, o
pesquisado não é induzido a responder, não lhe é colocado nenhuma
alternativa. Quando perguntado sobre qual jornal lê, o nome Voz da Terra
lhe vem instantaneamente à cabeça.
O objetivo da pesquisa, segundo Costa, foi identificar o percentual de
pessoas que lêem determinado jornal e conhecer o grau de satisfação dos
leitores. O método utilizado foi um levantamento por meio de entrevista
pessoal, obedecendo um questionário com perguntas abertas e fechadas.
"Este tipo de pesquisa é classificada, uma vez que a procedência
dos dados é primária, pois eles não existem até o momento da
pesquisa", explica o consultor. "Este tipo de pesquisa pode até
ser encarada como Top of Mind, uma vez que o nome de nenhum jornal foi
sugerido ao leitor", acrescenta.
ENTREVISTADOS - O diretor da WERBUS$ informou que o mercado alvo
pesquisado foi composto por pessoas de ambos os sexos, acima de 18 anos,
de todas as classes sociais e culturais, do centro, norte, sul, leste e
oeste da cidade de Assis. A única coisa em comum é que todos fossem
leitores de jornais.
A equipe da empresa utilizou uma fórmula defendida pelo professor Antônio
Carlos Gil (técnicas de pesquisa em economia da Editora Atlas).
"Este método calcula tecnicamente o tamanho da amostra necessária
à obtenção de informações confiáveis", garante Costa. Ele
acrescentou que, segundo a técnica e cálculos de amostragem são
suficientes 397 entrevistados; no entanto, foram feitas 500 entrevistas.
WERBUS$ - A empresa está há seis anos no mercado das regiões de
Londrina (PR) e Assis. É uma empresa de marketing integrado que conta com
profissionais de cidades como São Paulo, Ribeirão Preto, Belo Horizonte
(MG) e Blumenau (SC). A WERBUS$ atua nas áreas de planejamento estratégico,
comunicação integrada e educação empresarial. Já prestou consultoria
para empresas como Unimed de Assis, Hospital e Maternidade de Assis,
Hospital de Olhos, Banco Alcred, de São Paulo e Serilon, de Londrina.
Diretor
de VT diz que qualidade avançará
O diretor de Redação de VOZ DA TERRA, jornalista Eli Elias, revelou
ontem que o resultado da pesquisa feita pela WERBUS$ mostra a curva de
crescimento que o jornal vem atingindo nos últimos anos, quando passou a
elaborar estratégias para centrar o foco na melhoria da qualidade do
produto final, visando a satisfação do cliente. Ele disse que desde o
momento em que VT passou a ser gerida por esse novo foco, o número de
assinantes vem crescendo de forma surpreendente, porque o índice de
aceitação do jornal vem tendo um desempenho cada vez maior. Lembrou que
a empresa teve que investir não apenas em instalações físicas, mas
também na reciclagem de seus recursos humanos, bem como na contratação
de novos talentos para a equipe, todos profissionais de bom nível técnico.
O diretor de Redação de VT relatou que a Redação ganhou novos repórteres
sob a coordenação do jornalista Sérgio Vieira, mas o Departamento
Comercial também evoluiu para atender as necessidades crescentes do
mercado publicitário. A designação de Elaine Elias como diretora, e a
contratação de Oswaldo Braga Sobrinho para a gerência comercial foram
medidas acertadas e que estão dando resultados. A formação de uma
equipe de telemarketing, sob a chefia de Fátima Nogueira, com grande
experiência no ramo, também vem alavancando novas metas de vendas de
assinaturas, a ponto de bater novos recordes até então jamais vistos na
empresa. Segundo Elias, o incremento das vendas, tanto de anúncios como
de assinaturas, é o termômetro do crescimento do jornal, que hoje é um
produto viabilizado pelo mercado.
Além disso, ressaltou que VT é o único jornal da região a contratar
uma agência noticiosa de prestígio, como a Folha, para publicar
diariamente um resumo do noticiário nacional, inclusive com fotos dos
principais acontecimentos do país na primeira página, pois esse é um
serviço exigido pelo público leitor. "É uma forma de oferecer um
serviço adicional, além das notícias locais e regionais.
Num contexto de globalização e de rapidez no sistema de informação com
a Internet, o jornal do Interior não pode ficar à margem desse
processo", salienta Elias adiantou, contudo, que está em marcha uma
reforma editorial, que vai aperfeiçoar esse serviço. Novos cadernos estão
em gestação para serem lançados nos próximos meses, e alguns já
contam com apoio de vários patrocinadores. O diretor de VT explicou que várias
mudanças estão sendo estudadas para atender o novo perfil de assinantes.
Pediu, no entanto, um pouco de calma ao público leitor de Assis e região,
porque não podem ser processadas de uma só vez e precisam ser
antecedidas de um planejamento prévio. "Mas o projeto é transformar
VT num dos mais importantes veículos impressos do Oeste Paulista, a curto
e médio prazos", garante o diretor. Contou que, para isso se
concretizar, foi necessária a modernização do parque gráfico, com a
aquisição de novas rotativas, há dois anos. "Com a infra-estrutura
instalada, está sendo possível agora planificar novas estratégias de
crescimento".
Elias salientou ainda que o elevado índice de 87% de leitura de VT em
Assis, lhe garante uma liderança absoluta no mercado. "Por esta razão,
VT é hoje o principal veiculo para qualquer empresa ou anunciante falar
com o mercado", afirma. Observou que o jornal passou a ser procurado
também por grandes anunciantes, além dos clientes do varejo local e
regional. Através de um trabalho competente da diretoria e departamento
comercial, "VT está sendo incluída na mídia nacional de
importantes anunciantes". "A região de Assis tem um mercado de
grande potencial, e que precisa ser atingido por produtos e serviços das
grandes redes. A porta de entrada para essa região é Voz da Terra",
arremata o jornalista.
Elias também ressaltou a fidelidade dos leitores a VT. Um dos índices da
pesquisa da WERBUS$, aponta um nível de satisfação com o jornal de 83%
entre o seu público leitor. "É um percentual elevado. Guardadas as
devidas proporções, maior até do que as grandes emissoras de TV do país,
o que reflete o grau de fidelização do leitor a Voz da Terra",
analisa o diretor.
Mas, Elias não se dá por satisfeito. Acha que o processo de aperfeiçoamento
do jornal tem que continuar, através da reforma editorial que será
feita, em que algumas falhas deverão ser corrigidas. "A pesquisa da
WERBUS$ ofereceu subsídios para que essa melhoria da qualidade possa ser
implementada. VT, não abre mão de sua independência e continuará sendo
um produto cada vez mais voltado para o interesse de seu cliente, que é o
seu público leitor", assegura o diretor de Redação.
O diretor deixou escapar mais uma novidade. Ele está estudando o projeto
de implantar na TV a Cabo, canal 4, o Voz da Terra na TV. "É um
desafio, porque a empresa ainda não domina essa tecnologia. Mas os
estudos estão avançados e o programa é viável, porque o jornal escrito
já tem a matéria-prima do jornal televisivo, que é a notícia",
declara. "Esse será um grande passo para consolidar a liderança de
VT no mercado, onde já tem o jornal eletrônico, através do servidor
UOL, que recebe milhares de visitas diariamente não apenas na região,
mas no Brasil e em várias partes do mundo", acrescenta. "A meta
é que dentro de dois anos, quando VT completará 40 anos de fundação e
de circulação ininterrupta, todos esses projetos estejam implementados e
funcionando para atender o leitor do jornal impresso, o leitor virtual e o
telespectador", finaliza o diretor de Redação.
REPORTAGEM
LOCAL
VOZ
DA TERRA - ASSIS - 26 de abril de 2.001
"Voz
da Terra" integra o calendário da Deinter 4 de Bauru
O
jornal "Voz da Terra" integra o calendário da Deinter-4 de
Bauru, órgão da Polícia Civil, distribuído este ano para todas as
unidades policiais do Estado de São Paulo. O jornal faz parte do calendário
de março e consta o fac-símile da matéria produzida pelo jornal a
respeito de uma operação policial desenvolvida pela Delegacia de
Investigações Gerais (DIG) de Assis que recuperou veículos roubados em
uma mega operação realizada pela Polícia Civil na cidade.
Outros importantes jornais da região do Oeste fazem parte através de
fac-símile de reportagens publicadas envolvendo operações policiais em
suas respectivas cidades. A Deinter-4 envolve as delegacias Seccionais de
polícia de Adamantina, Assis, Bauru, Dracena, Jaú, Lins, Marília,
Ourinhos, Presidente Prudente, Presidente Venceslau e Tupã.
SERGIO
VIEIRA
VOZ
DA TERRA - ASSIS - 14 de julho de 2.002
ANIVERSÁRIO
A
história e o crescimento desses 39 anos de fundação
VOZ
DA TERRA completa amanhã, dia 14, 39 anos de fundação e de circulação
ininterrupta. Fundado em 1963, por Egydio Coelho da Silva e Antonio João
Tirolli, que permanecem até hoje no quadro social, e por Odair Macedo
Pereira, que se desligou da empresa pouco tempo depois, o jornal registra
um marco na história da imprensa do interior. VT hoje é dirigida por
seus dois sócios majoritários, Egydio Coelho da Silva e Eli Elias, e
ainda tem como sócio o ex-deputado federal Helio César Rosas.
Como se sabe, o jornal começou em 1963 como semanário e passou a diário
em 1o. de julho de l966, sempre tendo parque gráfico próprio. Ao longo
de quase quatro décadas, passou por diversas fases tecnológicas e hoje o
sistema de produção gráfico é totalmente computadorizado, e até as
fotos já são digitais. A impressão é feita em rotativas off-set, o que
exigiu dos sócios um grande investimento nos últimos anos. Devido ao
aumento de circulação, o jornal não podia mais ser impresso em máquinas
planas, porque isso implicava em atraso na distribuição. Daí, a opção
dos sócios em adquirir um conjunto de máquinas para rodar o jornal. VT
dispõe de uma estrutura para produzir um diário de até 40 paginas, mas
a esta capacidade só é utilizada em edições especiais, já que o
mercado atual não comporta uma folha com maior numero de paginas. A media
é de 12 a 16 diariamente, com capas e contra-capas a cores.
Este crescimento do jornal deve-se sobretudo à credibilidade que foi
conquistando ao longo dos anos junto a seu publico leitor, ao lado de sua
fidelização com o assinante e anunciante. Ao contrário do que, via de
regra, as pessoas imaginam, o jornal não tem qualquer subsidio do poder público,
e nem mesmo contrato para publicação de atos oficiais, uma vez que foi
criado em Assis o Diário Oficial do Município. A publicação sobrevive
de receita proveniente de venda de assinaturas e anúncios. Por isso, o
foco está inteiramente voltado para os interesses de seu publico leitor e
da sociedade como um todo. O jornal tem total independência em relação
a grupos políticos e é considerado o grande porta-voz das aspirações
da comunidade, tanto que quando uma pessoa é prejudicada por não ter
acesso a um serviço público ou porque foi mal atendido, a primeira porta
que encontra para fazer a sua reclamação é o jornal.
Ao longo desses 39 anos, VOZ DA TERRA sempre esteve na linha de frente
defendendo as principais causas do povo de Assis. No passado, foi a
conquista da conclusão das obras civis do Hospital Regional, e mais
recentemente, o jornal deu irrestrito respaldo à criação do projeto
Biomavale, entre muitas propostas que a publicação preconizou visando
traçar um novo perfil de desenvolvimento para Assis, com vistas a criar
novas oportunidades para todos os segmentos da comunidade. É também um
veiculo de denuncia, realiza um trabalho de jornalismo investigativo, mas
o faz com responsabilidade e seriedade, sobretudo porque o jornal tem sido
alvo de pedidos de ações indenizatórias por parte de pessoas que se
sentem prejudicadas por matérias veiculadas, o que é facultado por lei,
com a Constituição de 88. A lei constitucional protege o direito à
personalidade e a lei penal protege os cidadãos nos crimes contra a
honra. Fazer jornalismo hoje é uma tarefa muito espinhosa, porque a
empresa está sujeita a severas sanções na esfera judicial. E há
exemplos de vários jornais que foram injustiçados com sentenças que
simplesmente inviabilizaram as suas publicações.
QUARENTENÁRIO - A diretoria da empresa está reservando grandes comemorações
para o quarentenário de fundação de VOZ DA TERRA, em 2003. Para tanto,
deverá ser contratada uma agencia de publicidade local para uma ampla
campanha publicitária, que visa contemplar a fidelização do cliente,
assinante e anunciante. Além de sorteio de brindes, o que se pretende é
homenagear assinantes e anunciantes, num grande evento para marcar a festa
dos 40 anos.
Além disso, o jornal pretende promover uma ampla reforma editorial, a
partir de uma pesquisa junto a seu público leitor, visando atender novas
expectativas. Apesar do momento na economia ser bastante delicado, com a
alta do dólar, que se reflete diretamente nos custos de produção, uma
vez que toda a matéria-prima de jornal é dolarizada, estes investimentos
estão sendo feitos de forma gradual, mas de maneira firme e continuada.
O maior desafio é assegurar qualidade na informação e também na
elaboração do produto final, além de manter uma equipe motivada a
fazer, a cada dia, um jornal cada vez melhor. VT se orgulha de ter uma das
mais competentes equipes de jornalismo do interior, que trabalha com
seriedade e responsabilidade, para dar ao leitor a informação sempre na
frente e em primeira mão, além de um quadro de gráficos altamente
qualificado, capaz de produzir, se necessário, uma edição de 40
paginas, em menos de 24 horas. Com a informatização do sistema de produção,
foi possível também instalar recentemente o sistema de banda larga, via
radio, através da FEMA, o que agilizou a transmissão de informações e
anúncios do jornal, com as agências de publicidade e noticiosas. A mesma
foto que os principais jornais do mundo publicaram de Cafu levantando a taça
do Penta, no Japão, estava sendo veiculada por VT simultaneamente horas
depois que a seleção de Felipão derrotou a Alemanha. Isto só é possível
quando se faz um jornalismo com dedicação e foco centrado no interesse
do leitor.
Um dos grandes segredos do sucesso de VOZ DA TERRA se deve ao interesse de
seus diretores em fazer um bom jornal em Assis, não medindo esforços
pessoais para que este objetivo seja alcançado. Esta tem sido a luta de
jornalistas como Egydio Coelho da Silva e Eli Elias, que estão à frente
da gestão do jornal, mas também a forma familiar com que procuram gerir
os destinos da publicação. Como resultado dessa política, a filha de
Elias, Elaine, vem se destacando na gerência comercial da empresa e também
cuida pessoalmente da coluna social, juntamente com Estela Santos, que é
uma das mais experientes da equipe, com mais de 20 anos de casa.
Colocar o jornal diariamente na casa do leitor, logo pelas primeiras horas
da manhã, não é uma tarefa fácil. Exige um esforço heróico de toda a
equipe, que em busca da melhor notícia, não deve se habituar à rotina e
nem tampouco ao comodismo, mas precisa sempre estar atenta, até mesmo
depois que o jornal há fechou e está sendo gravado para ser impresso,
para dar a informação em primeira mão para o leitor. Mas isto tudo tem
o seu lado recompensador, quando o produto final chega à casa do
assinante e o material editorial veiculado tem grande repercussão. É
desta forma que o veículo conquista credibilidade junto ao mercado e
cresce com as suas próprias pernas.
CULTO DE AÇÃO DE GRAÇAS
Em comemoração aos 39 anos de fundação, a I Igreja Presbiteriana
Independente de Assis, uma das mais antigas da cidade, realizará amanhã
um Culto de Ação de Graças, às 19h, a ser oficiado pelo pastor titular
daquela congregação, Ody Becker Brisola. Mas o jornal durante toda a
semana recebeu centenas de cumprimentos e manifestações pelo aniversário.
REPORTAGEM
LOCAL
FÓRUM
ASSISENSE EM
14 DE JULHO
DE 2.002
De:
Egydio Coelho da Silva
Cidade:
São Paulo-SP-Brasil
Para:
Fórum assisense
Amigos do fórum assisense:
Devo
esclarecer que - embora eu atrase na remessa dos emails - todas as
mensagens recebidas são colocadas imediatamente na internet no fórum
assisense (Fórum assisense
- mensagens recentes - www.ajorb.com.br/vt-forum
), portanto, na internet estão sempre atualizadas.
Hoje,
com tempo ou sem tempo, eu teria que enviar alguma mensagem. Hoje, VOZ DA
TERRA completa 39 anos de sua fundação. E necessariamente as recordações
se me apresentam como se os acontecimentos fossem de ontem.
Lembro-me
de lamentar que o Nélson de Souza não tivesse conseguido imprimir o
jornal para circular no dia Primeiro de Julho para coincidir com o aniversário
da cidade. E de que fui consolado pelo Dr. Antônio Lázaro de Almeida
Prado, que explicou: "Deixou de ser uma data importante regional para
ser a data mais importante do mundo, a da Revolução Francesa".
Lembro-me
também do editorial de apresentação de VT, intitulado "Quem
somos".
Quando
vi o pacote de 500 exemplares, no balcão da Gazeta de Assis, onde fora
composto e impresso, minha alegria foi enorme.
Nélson
de Souza, Diretor da Gazeta de Assis, cansado de ver editor de primeiro número
de jornal festejar e, em seguida, cair na realidade e não conseguir dar
continuidade, sentenciou:
"No
próximo número, o título do editorial será: "Quem fomos".
Felizmente,
o Nélson se enganou. Com certeza, porque me recusei a fazer o jornal
sozinho e tive colaboração, a partir de março de 1.964 de meus sócios
no início do jornal, como Odair Macedo Pereira, Antônio João Tirolli e,
mais tarde, de Eli Elias. Não quero citar outros nomes para evitar
esquecer algum e fazer injustiça.
Às
vezes, me questiono se valeu a pena, talvez porque a maior emoção, que
tive com o jornalismo, foi realmente naquele tempo de romantismo.
Hoje,
a legislação em vigor - que diz se preocupar com o profissionalismo - na
realidade deixou de levar em conta a importância do direito de cada um de
expressar o que pensa.
E
pior: do direito do leitor de saber o que cada um pensa e de ter informação
ampla sobre tudo o que acontece.
Confesso
que tenho dificuldade de convencer as pessoas de que estou certo, quando
digo isso.
Continuo,
porém, a me inspirar no pensamento de Thomas Jefferson: "Se tivesse
que decidir se devemos ter um governo sem jornais ou jornais sem governo,
eu não vacilaria um instante em preferir o último".
E
também a lamentar que estejam esquecendo o artigo XIX da Declaração
Universal dos Direitos Humanos (ONU, 10-12-1.948): "Toda pessoa tem
direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a
liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e
transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente
de fronteiras" .
Abraços
a todos.
Egydio
FÓRUM
ASSISENSE EM
14
DE
JULHO
DE 2.002
(fee)
De:
Julio Pereira, Jornalista
Cidade:
Osasco-SP-Brasil
Para:
Fórum assisense
Amigos
Egydio e ELi Elias
Parabéns
pelo sucesso neste 39 anos, dos quais tambem participei honrosamente
escrevendo sobre esportes neste importante canal de comunicação.
Sinto-me honrado de ter participado da história da Voz da Terra.
Parabéns!!!!
Julio
Pereira
Jornalista-Osasco
Grato
pelas palavras.
De
fato, Júlio, se VT não tivesse tido outra utilidade como meio de
comunicação, somente o fato de servir de escola de jornalismo para
tantos talentos como você e muitos outros, que ajudaram a construir a
nossa história, já teria valido a pena.
Abraços.
Egydio
FÓRUM
ASSISENSE EM 12 DE FEVEREIRO DE 2.004
De: Fernando Tirolli (I)
Cidade:
Manaus - Estado - AM - País: Brasil
Para:
Fórum assisense
Caro
Egydio,
É com satisfação que vejo mais esta iniciativa sua em divulgar informações,
ligar pessoas, reunir a comunidade.
Desde que me conheço por gente, nos idos dos anos sessenta em Assis,
tenho notado sua dedicação acima de tudo ao jornalismo e em criar
jornais, ou criar condições para que eles se formem.
Lembro-me
de sua participação na VOZ DA TERRA, no Jornal de Cândido Mota, no
Progresso de Ourinhos, na rádio Difusora, enfim, onde houvesse uma forma
de dar vazão a seu talento, quase uma compulsão, lá estava você.
Muitos
profissionais competentes se formaram na redação do jornal VOZ DA TERRA,
e até aqueles que fundaram outros informativos que são hoje concorrentes
de peso, devem a sua pós-graduação na matéria aos cátedras do diário
assisense, Egydio Coelho da Silva, Jairo Mota, Brasinha, Eli Elias, Prof.
Almeida Prado, entre outros, que peço desculpas por não citar.
Fazer
jornalismo nos anos de chumbo, nos anos da censura, em uma cidade pequena
do interior, é um ato de bravura e de muita competência. E a prova
irrefutável da qualidade do trabalho realizado, é que ele perdura até
os dias de hoje, atravessando as diversas fases políticas e provações
econômicas de nosso país. VOZ DA TERRA sempre viveu e vive de sua
receita publicitária, das vendas em bancas de jornais e de assinaturas,
ou seja, da forma mais difícil, porém a mais independente.
Outra conclusão que cheguei que não se faz necessário existir instalações
físicas para se fazer um bom jornalismo, basta haver um jornalista
apaixonado. Onde ele estiver, ali estará um jornal.
Parabéns pela inicativa, OBRIGADO pela oportunidade de participar do
forum de minha terra natal - ASSIS GRANDE, cidade fraternal, princesinha
da alta sorocabana. DEUS o abençoe, a voce e a sua família.
Fernando,
Ao
ler palavras elogiosas a meu respeito como as suas, lembro-me sempre de
artigo do Dr. Almeida Prado.
Certa
vez ele escreveu que quando morresse, gostaria de ser julgado por Maria Sílvia,
cronista assisense, que sempre escrevia vendo somente o lado bom das
pessoas.
E
eu, desde que li o que Almeida Prado escreveu, também gostaria de ser
julgado por Maria Sílvia, mas tranqüilamente poderia colocar mais um
jurado, seu pai Antônio João Tirolli.
Agora,
vejo que posso ampliar ainda mais o corpo de jurado e escolher a família
Tirolli para me julgar que, com certeza, não irei para o inferno, nem
mesmo para o purgatório.
Grato
pelo incentivo, abraços. Egydio Coelho
VOZ
DA TERRA VIRTUAL (on line) EM 04 DE SETEMBRO DE 2.004
Fundador
da antiga Gazeta de Assis falece aos 84 anos
Nelson
de Souza
O fundador da antiga
Gazeta de Assis, Nelson de Souza, 84, faleceu nessa quinta-feira (2) aos
84 anos de idade. Sua existência ficará para sempre marcada na história
de Assis. Amigos que foram prestar-lhe a última homenagem ajudaram a
resgatar um pouco da memória do homem que fundou o primeiro jornal diário
da cidade. Autodidata, Souza trabalhou na tipografia do semanário “A
notícia” e em 1953 fundou a Gazeta de Assis. Inicialmente como semanário
e mais tarde como diário, o jornal circulou até meados dos anos 70.
Ainda no início dos anos 50, Souza fundou o primeiro “Diário de
Assis”, o qual durou algo em torno de um ano. Na tipografia da antiga
Gazeta foram impressos os primeiros exemplares de Voz da Terra. Isso, há
40 anos. O funcionários público, Benedito Napoli, 67, foi funcionário
de Souza por 10 anos naquele veículo de comunicação, começando como
entregador e terminando como tipógrafo.
Napoli lembra com carinho da época em que o jornal era montado com peças
de chumbo, letra por letra, bem como patrão e amigo. “O semanário era
distribuído às terças-feiras. Souza era um pai para os seus funcionários.
Foi homem muito inteligente, apesar de não ter freqüentado por muito
tempo a escola. Ele nasceu em Salto Grande, mas morou grande parte de sua
vida em Assis, onde fez história”, comenta.
Boas lembranças de Souza também guarda Luiz Gonzaga Camargo Pires, 67,
hoje proprietário da Livraria Vamos Ler. Ele recorda a primeira manchete
da circulação diária da Gazeta: “Metralhado o presidente do Panamá”.
Na época ele trabalhava como radiotelegrafista para a United Press e
passou a notícia em primeira mão para Nelson. “O jornal saiu na
segunda-feira com a notícia, antes mesmo dos jornais da capital, que só
chegavam no dia seguinte”, lembra.
O proprietário da Funerária Assis, José Ângelo de Lourdes, também
conheceu Nelson desde solteiro. Ele ressalta as qualidades humanas do
amigo. “Nelson não se deixava corromper. Foi homem correto ao extremos,
sem vícios e cumpridor de seus deveres. Um exemplo para todos nós. E não
digo isso só porque ele não está mais entre nós”, afirma. A saudade
dos amigos somam-se a da esposa Ana “Santa” Figueiredo de Souza, 84,
da única filha Vera Lúcia de Souza Vasconcellos, 57, do genro Braz Viera
de Vasconcellos, 59 e netos Alex, 26 e Alessandra, 28.
RENATA BALDO PEREIRA
HISTÓRIA
DE VOZ DA TERRA 01 DE NOVEMBRO
DE 2.004
Email recebido de: Bruna Marques
Cidade: Assis - Estado - SP - País: Brasil
Para: Entrevista sobre história de Voz da Terra
Sr. Egydio
Fiquei grata com sua resposta. Esse final de semana estive na redação da Voz da Terra em Assis e primeiramente quero parabeniza-lo pela equipe atenciosa e competente de colaboradores que participa do jornal. Pude tirar xerox da primeira ediçao e pegar algumas fotos mas ainda não consegui tudo que precisava. Eu precisava saber minúcias da história do jornal, por exemplo: prêmios que o jornal e os repórteres já ganharam ( fiquei sabendo que em 1989 um jornalista ganhou um prêmio, mas não sei qual), quando o maquinário foi comprado e quais as fases deste maquinário ( tipografia,etc.),se o jornal enfrentou algum obstáculo pra ser fundado, e quais os outros jornais que o senhor trabalha, enfim...
Muito grata pela sua compreenção, Bruna Marques
Bruna,
1) Prêmios: não sei de prêmios que VT tenha ganhado, nem de algum jornalista nosso que também tenha sido premiado.
Lembro-me de ler qualquer coisa - talvez sobre o Le Monde - que costumava demitir jornalista que fosse homenageado ou recebesse prêmio, na suposição de que só entidades políticas ou governamentais homenageiam jornais e jornalistas com alguma "má
intenção". Nunca se pode esquecer que quem dá prêmios a jornalistas, no fundo, deseja levar alguma vantagem. Pode haver exceção, mas a regra é essa. Mas não vamos ser radicais. Há prêmios e homenagens, que podem ser exceção.
2) Maquinário (impressão):
a) A primeira máquina impressora tipográfica (uma Minerva) foi adquirida em julho de 1.964; na segunda sede do jornal na Av. Armando Salles de Oliveira;
b) em seguida, uma impressora também tipográfica, tipo plana, em 1966, quando o jornal passou a circular diariamente, na Rua Floriano Peixoto;
c) acho que no final da década de 70, passamos ao sistema off-set, aí adquirimos uma impressora tipo plana, "Collormetal”;
d) não sei bem a data (pode ser conferido pelo tamanho do jornal) adquirimos uma rotativa tipográfica, que imprimia num formato menor, a qual veio já com um projeto que a adaptava para off-set. O mecânico Samuel (de Londrina) fez a adaptação e funcionou durante muito tempo. Foi vendida para o Jornal da Divisa de Ourinhos.
e) finalmente adquirimos uma rotativa tipo Harrys V15, com quatro unidades e uma dobradeira, que até hoje imprime nosso jornal.
3) Maquinário (composição):
a) inicialmente acho que até final da década de 70, VT era composta em tipos soltos, como inventado por Gutenberg;
b) Adquirimos em seguida linotipos, chamada composição a quente;
c) Quando o sistema ofsete foi implantado, adotou-se composição em máquina de escrever tipo de esferas, que oferecia mais opções de tipos;
d) Finalmente, a partir de meados da década de 80, as composições, fotos, etc. passaram a ser feitas por computadores;
4) Voz da Terra em fundei em julho de 1.963, quando fechou o Jornal de Assis, com o objetivo político de apoiar a candidatura de Abílio Nogueira Duarte a prefeito de Assis, lançada pelo meu partido MTR - Movimento Trabalhista Renovador, do qual eu era presidente do diretório municipal. As dificuldades foram normais de um veículo que se inicia, mas as de hoje são maiores com a falta de liberdade de imprensa e de risco empresarial, que as "imorais indenizações por danos morais" inconstitucionalmente aplicadas à imprensa.
5) Atualmente edito também quatro jornais de bairro em São Paulo e um jornal on line e impresso em Monte Verde, Minas Gerais e sou presidente da Associação dos Jornais de bairro de São Paulo.
Abraços. Egydio Coelho da Silva
HISTÓRIA
DE VOZ DA TERRA 01 DE NOVEMBRO
DE 2.004
Email recebido de: Bruna Marques
Cidade: Assis - Estado - SP - País: Brasil
Para: Entrevista sobre história de Voz da Terra
Egydio,
Eu já sou grata pelas informações recebidas, mas ainda preciso de algumas para completar meu trabalho.
Na edição de 26 de maio de 1995 o senhor deu uma entrevista relatando a contribuição do VT para a comunidade. Foi
citada a denuncia do VT acerca do terrorismo cultural contra professores e alunos da Faculdade de Assis e a reinvindicação do Jornal para conclusão do Hospital Distrital.
Gostaria de saber um pouco mais de detalhes sobre os fatos citados, já que é de extrema importância essa colaboração para comunidade.
No seu email anterior foi citado "Le Monde" e eu não entendi a relação dele com o jornal VT.
Estou lhe enviando uma foto, que consegui com o Lúcio, e gostaria de saber o nome da pessoa que, segundo ele, está trabalhando como correspondente internacional na Globo.
Mais uma vez grata, Bruna Marques.
Bruna,
Terrorismo cultural: Logo após 01 de abril (ou 31 de março como diziam os porta-vozes dos militares) de 64, iniciou-se detenção de professores e estudantes, considerados de esquerda. Em Assis, aconteceu a mesma coisa, professores da Unesp (na época Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis foram presos e sofreram alguma tortura.
O intelectual e escritor Alceu de Amoroso Lima, que usava um pseudônimo de Tristão de Ataíde, escreveu na Folha de São Paulo, um artigo intitulado “Terrorismo cultural”, denunciando essa repressão contra intelectuais e professores.
Eu, então, que andava assustado, como todo mundo, adquiri coragem e escrevi também um artigo, acho que o mesmo título de Terrorismo cultural, e citei a repressão sofrida por professores em Assis, com o pseudônimo, se me lembro, de Araão de Assis, O artigo teve boa repercussão entre os professores, inclusive fui cumprimentado pelo Prof. Almeida Prado, que intensificou naquela ocasião suas colaborações com Voz da Terra.
2) Acho que a relação com Le Monde, me parece, se refere somente ao formato do jornal, que – quando passou a ser impresso na rotativa tipográfica, adaptada para off-set – passou a ter o formato do Le Monde. Na página de Voz da Terra, há um link “Processos contra VT”. Ali você vai encontrar também uma notícia sobre processo contra o jornal em 1.976, com base na Lei Falcão que cerceava a liberdade de imprensa. Se bem que hoje, com as imorais indenizações por dano moral e a co-responsabilidade, entendo que é pior, porque se implantou a auto-censura, a pior de todas as censuras.
3) Hospital Distrital: As obras do Hospital distrital (regional hoje) se ecnontravam paralizadas e Voz da Terra começou a publicar ao lado de seu cabeçalho a informação:
“Hoje faz tantos dias que as obras do hospital distrital se encontram paralizadas”, e isso incomadava muito, principalmente aos prefeitos da região, que pertenciam ao partido do governador do Estado. Deu resultado e foi alívio para eles quando as obras se reiniciaram. Nessa época, lembro-me bem, José Serra, secretário de Planejamento do Estado de São Paulo, fazia uma palestra no bairro do Bixiga e eu lhe perguntei sobre a conclusão das obras do hospital distrital de Assis. Ele me respodeu com intenção de ilustrar as dificuldades do Estado com a saúde. Que seria impossível concluir o hospital distrital porque o próprio hospital do Servidor Público em São Paulo estava caindo aos pedaços não havia verba para consertá-lo. E disse: "Não publique isso porque é chato, estou dizendo em off, porque senão ficará ruim".
Deixei a reunião imediatamente e fui a um telefone e liguei para o Eli que colocou o pronunciamento do secretário em manchete. No dia seguinte o prefeito de Assis, Zeca Santilli, companheiro de Serra e do governador Montoro, telefonou ao palácio e o desmentido de Serra foi divulgado inclusive nas rádios de Assis. Senti-me profissionalmente realizado porque no meu conceito a única ética do jornalista é noticiar tudo o que sabe e expressar tudo o que
pensa.
A pessoa da foto é Edson Xavier. Está trabalhando em Tóquio no Japão numa TV, que faz
programas especiais para brasileiros, que lá vivem. Não tenho informação se também ele é correspondente da Globo, mas eu tenho o email dele e se desejar falar ele; acho que responderá por email.
Abraços. Egydio
HISTÓRIA
DE VOZ DA TERRA 28 DE JUNHO DE 2.005
Matéria a ser publicada na edição do centenário de Assis (01-07-2005).
Texto
de Cínthia Morelli
IMPRENSA
ASSISENSE
“PASSADO
SEM MEMÓRIA”
Falta
de registros dificulta levantamento histórico da imprensa assisense
CÍNTHIA
MORELLI
Vários
foram os veículos de comunicação que deixaram suas marcas na história
de Assis.
A
falta de registros e estudos sobre os veículos dificulta um trabalho histórico
preciso sobre todas as publicações.
Apenas alguns ‘restos’ de materiais servem como vestígios.
O
Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa – Cedap, unidade auxiliar
integrada à Faculdade de Ciências e Letras – Unesp/Assis, serve como
ponto de referência para uma pesquisa sobre o assunto.
Lá se encontram várias publicações doadas por estudiosos,
pesquisadores e famílias da cidade. São materiais originais ou
fotocopiados, inteiros ou aos pedaços, enfim, restos de um passado
praticamente sem memória.
Entre
boletins informativos, jornais e revistas, muitos foram os veículos de
comunicação utilizados para noticiar fatos de relevância local,
regional, estadual e nacional.
Os
mais conhecidos e comentados são Jornal de Assis, Gazeta de Assis e Voz
da Terra, sem esquecer de A Notícia e Correio de Assis. Há registros
ainda de “Viva O Panema”, edição de 30 de setembro de 1980.
Porém,
edições especiais isoladas foram distribuídas na cidade ao longo de
tantos anos. “O Libertador”, é um destes.
Um exemplar de três de agosto de 1924 está no Cedap, apresenta-se como
um “órgão da revolução, doutrinário e noticioso”. Nele existe a
inscrição “Único jornal livre do Brasil”. A distribuição era
feita entre membros das forças revolucionárias.
Outros
exemplares, como “Democracia Cristã” (1968), Assim (1977) e Tribuna
Regional (1994), também fazem parte do acervo do Cedap. Todas essas obras
são devidamente conservadas, os exemplares mais antigos, por exemplo, já
estão microfilmados.
REVISTAS
– No Cedap existem algumas publicações de revistas, como “Revista
Cidade de Assis”, sem registro de data, mas supostamente produzida em
1952, com edição a partir da página três. Há ainda a “Assis em
Revista”, dirigida por Alfredo Argondizo Sobrinho e Ailar Mega, a edição
documentada data de dezembro de 1969.
A
revista “Contacto” é outra publicação que faz parte do acervo do
Cedap. O exemplar existente é de janeiro/fevereiro de 1963, impresso na
Tipografia Nigro, produzido sob a responsabilidade do GE de Maracaí.
JORNAIS
HISTÓRICOS
Jornais
que fizeram a história de Assis
CÍNTHIA
MORELLI
Em
toda essa trajetória histórica, a comunicação se fez presente na vida
assisense. Algumas publicações destacam-se nesse processo.
Mesmo
com alguns conflitos históricos, supõe-se que o primeiro jornal de Assis
surgiu em 1918, 13 anos após a fundação da cidade. Tratava-se de
“Jornal de Assis” ou “Cidade de Assis”. Algumas publicações
apontam que o “Jornal de Assis” surgiu em seis de novembro de 1921,
fundado por Antonio Ribeiro Monteiro de Barros. Porém, no Centro de
Documentação e Apoio a Pesquisa (CEDAP), existe uma única publicação
do Jornal de Assis de oito de dezembro de 1920. Talvez essa publicação
seja uma relíquia para a história da cidade.
Segundo afirma Egydio Coelho da Silva (fundador do jornal Voz da Terra),
muitos exemplares do Jornal de Assis foram queimados por motivos políticos.
“O jornal era contrário a Getúlio Vargas e em 1.930 quando a
Revolução de 30 chegou ao poder, o diretor ou editor do Jornal de Assis
teriam queimado todos os exemplares com medo da repressão, segundo me
contou José Nigro”, conta Egydio.
As outras edições do Jornal de Assis que estão no Cedap são de 1930 e
seguem até 1945.
A
partir de 1932, o jornal passa a ser chamado “Jornal de Assis, Folha
Imparcial”.
Egydio
Coelho afirma ainda que o Jornal de Assis foi editado até 1963. “Quando
cheguei à cidade, em 1962, escrevi artigos e poemas, como colaborador do
Jornal de Assis e também da Gazeta de Assis”.
CORREIO
DE ASSIS - No final da década de 20, surge o Correio de Assis, fundado
por José de Camargo (também fundador da Rádio Cultura). A publicação
semanal deve ter sido extinta em 1932 (época da Revolução
Constitucionalista) por motivos desconhecidos. No Cedap consta a publicação
de número 70, de 31 de janeiro de 1927.
A
NOTÍCIA – O jornal “A Notícia” surgiu na década de 30. Foi o
primeiro que abriu espaço para a participação de estudantes, com a “Página
Ginasiana”, criada em 1938.
Não
há registros sobre a data da extinção do veículo. Porém, no Cedap,
constam edições até março de 1949.
GAZETA
DE ASSIS - Nelson de Souza, falecido em dois de setembro de 2004 aos 84
anos, foi o fundador da Gazeta de Assis em 1953. O veículo circulou pela
cidade inicialmente como semanário e logo depois tornou-se o primeiro
jornal diário de Assis.
A
Gazeta circulou até meados dos anos 70.
TRADIÇÃO
Voz
da Terra: jornal mais antigo em circulação.
CÍNTHIA
MORELLI
O
jornal mais antigo em exercício é Voz da Terra, que completa 42 anos no
próximo dia 14 de julho. O fundador de VT é Egydio Coelho da Silva,
atual diretor do jornal.
No
seu primeiro ano de circulação, Voz da Terra era impresso na gráfica da
Gazeta de Assis. A distribuição era semanal, em formato tablóide
(metade do formato atual).
Em
entrevista, Egydio afirma que o jornal acompanhou a evolução da
tecnologia, principalmente com relação à composição e impressão.
“O jornal surgiu quando o sistema ainda era tipográfico. Os tipógrafos
montavam o jornal com os tipos móveis, peça por peça, na composição
das páginas”, recorda.
A
partir de 1966, o jornal passa a ser diário, continuando a ser impresso
tipograficamente, mas numa máquina plana e já no formato standard
semelhante ao atual.
Esse
sistema foi utilizado até o final da década de 70, quando VT passou para
o sistema de impressão em "off-set", numa máquina plana,
marca Color Metal. Embora a impressão fosse boa, a máquina não
possuía bom "registro", o que dificultava a impressão a cores
e, por ser plana, não permitia alta tiragem.
A composição (textos) passou a ser feita em máquinas de escrever
especiais, conhecidas por IBM de esfera.
A
partir da década de 90 a composição das matérias jornalísticas era
feita por sistemas computadorizados. Foi nesta época, que a empresa fez
um grande investimento e adquiriu uma máquina rotativa Harris V15, com
quatro unidades (uma para cada cor), que possibilitava a impressão de uma
só vez em quatro cores. “Sempre buscamos fazer um bom jornalismo e para
isso, precisávamos investir”, mais com capital sócios do que com lucro
obtido no jornal.
Essa
impressora é utilizada até hoje, o que possibilita editar o jornal com
muitas páginas e tiragem alta.
“Temos capacidade para imprimir três vezes mais do que a utilizamos. É
uma máquina de primeira linha a nível de jornal do interior, pois,
trabalha poucas horas por noite, ficando ociosa no restante”, conclui.
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