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FÓRUM ASSISENSE EM
13 DE ABRIL DE 2006
De: Arivaldo Antônio Albino
Cidade:
Paulínea. Estado: SP. País: Brasil
Para: Fórum Assisense
Nesta foto aparece uma das formações do Botafogo.
Da Esquerda para a Direita:
Em Pé: Mauricio, Walter, Bigode, Não me recordo, Carlos (Alemão), Celso Brito, Edson, Cido (Sangrinho) e Cecil (técnico)
Abaixados: Cisquinho, Célio, Osvaldo, Maurão, Cid, Não me recordo, e por último o Panan (massagista)
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Vou pegar um gancho aqui com o Daniel Pereira, para continuar falando do futebol amador, de várzea.
Quero homenagear O Botafogo da Vila Glória - do time de futebol amador mais querido de Assis. O "mais querido" fica por minha conta.
O bar, eleito pelo Milton Lara como um dos melhores esconderijos da cidade, era também a sede do clube - o proprietário era o Rubens que também era o Presidente - e se localizava em frente ao Posto do Toninho Rabelo.
Era freqüentado pela mesma clientela de sempre: fiel, boca-suja e ciumenta de seu espaço.
O "Fogão" foi fundado nos anos 60. O bar nasceu, anos depois, por necessidade de se criar um caixa para a compra de chuteiras, uniformes e bolas. Além, é claro, de servir combustível aos craques. O Botafogo é do tempo em que jogador de futebol podia beber (após a partida) sem culpa, porque quase todos bebiam e a palavra academia era usada apenas para se referir ao Palmeiras do Ademir da Guia.
Até pouco tempo o bar ainda existia e seu antigo proprietário, o Rubens, ainda era vivo. Como o bar era reduto de ex-jogadores do Botafogo, ex-torcedores e até ex-árbitros, falava-se o tempo todo das glórias do passado - causos ótimos, como o do velho Pantilho, por exemplo - e da atual situação do futebol amador assisense. Também era o local onde se guardavam objetos que datam da fundação do clube, como as taças ganhas nos primeiros torneios e fotos do esquadrão.
A várzea é um evento interessante da cidade que não existe mais, um fantasma que pode interessar a estudantes e pesquisadores. Mas eu acho que por mais que se dediquem jamais vão conseguir recapturar o clima daqueles domingos quando velhos caminhões cruzavam a cidade inteira carregando jogadores para contendas incertas pelos campos da cidade. Os jogadores passavam batucando, amontoados perigosamente na carroceria dos caminhões. No fim da tarde passavam de volta, alguns caminhões mais silenciosos, outros mais barulhentos ainda do que quando foram, batucando mais forte, comemorando a vitória.
O som desses caminhões foi durante muitos anos o som dos domingos e eu nunca vou esquecê-los, como não vou esquecer os nomes de alguns daqueles times: Derac, Real, Guarani, Santos, Vasco, Diesel e tantos outros.
Vale aqui também fazer tributos a certas famílias esportistas assisenses, que chegavam a formar verdadeiros clãs em nossa cidade, e que muito contribuíram para a consolidação do futebol de várzea - refiro-me às famílias Bertolucci, Pacu, Bermejo, e outras tantas.
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Em
Monte Verde:

MONTE
VERDE-MG
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Particularmente em Assis ocorreu algo inusitado, um fenômeno social, talvez gerado pela queda do futebol profissional, o futebol amador explodiu em toda cidade. Todos os bairros possuíam seu time muito bem organizado, e levavam para o seu campo (aberto) até 3000 torcedores, com direito a vendedores ambulantes, bandas, faixas, alto falante, e até transmissão do jogo pela Rádio Difusora, é mole? O José João Zanoti era o reporte de campo.
Digo que era exclusividade de Assis, porque não via isto nas outras cidades próximas: Palmital, Marília, Prudente, Paraguaçu Pta.
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